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EFEITO DE UMA SESSÃO DE TREINAMENTO DE FORÇA SOBRE A QUALIDADE DO SONO DE ADOLESCENTES

EFFECT OF A SESSION OF STRENGTH TRAINING ON THE QUALITY ADOLESCENTS SLEEPING

Ladyodeyse da Cunha Silva Santiago, Maria Julia Lyra, Moacyr Cunha Filho, Pedro Weldes da Silva Cruz, Marcos André Moura dos Santos, Ana Patrícia Siqueira Tavares Falcão

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(2):148-152 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: o sono é uma função biológica fundamental para a conservação da energia e a restauração do metabolismo energético. Objetivo: analisar o efeito de uma sessão do treinamento de força realizada em diferentes horários sobre a qualidade do sono de adolescentes e examinar se a relação entre a melhoria da qualidade do sono e o horário da sessão de treino se altera após o ajuste para idade. Métodos: participaram do estudo seis estudantes do sexo masculino moradores internos do IFPE - Campus Vitória de Santo Antão, PE, Brasil. Foram realizadas três sessões de treinamento de força em diferentes horários (manhã, tarde e noite), durante 12 semanas. A escala OMINI-RES foi utilizada para percepção do esforço. A qualidade do sono foi avaliada pelo Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (PSQI). Ainda foram avaliadas variáveis antropométricas (massa corporal, estatura, IMC) e a composição corporal (% gordura, massa gorda e massa magra). Resultados: foram observadas diferenças entre as sessões de treino realizadas em diferentes horários e a diagnose de qualidade do sono (manhã: P < 0,001; tarde: P = 0,001; noite: P = 0,047). Houve correlação entre a sessão de treino realizada pela manhã (r = 0,95) e à tarde (r = 0,92) e a diagnose de qualidade do sono. Utilizando o modelo de regressão linear, as sessões de treinamento de força realizadas pela manhã (R2 = 0,91) e tarde (R2 = 0,75) explicaram de forma significativa a melhora da qualidade do sono em adolescentes, mesmo após o controle pela idade. Conclusão: as sessões de treinamento de força realizadas pela manhã e tarde apresentaram melhor resposta de qualidade do sono de adolescentes.

Palavras-chave: exercício físico, distúrbios do sono, adolescência.

Abstract

Introduction: sleep is a fundamental biological function for energy conservation and restoration of the energy metabolism. Objective: To analyze the effect of a session of strength training performed at different times on the quality of sleep of adolescents and to examine the relationship between improving the quality of sleep and the time of the training session changes after adjusting for age. Methods: participated in this investigation six male students internal residents of IFPE - Vitória de Santo Antão, PE, Brazil. Three strength training sessions were performed at different times (morning, afternoon and evening) for 12 weeks. The OMNI-RES scale was used to perceived exertion. Sleep quality was assessed using the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI). Anthropometric variables (body weight, height, BMI) and body composition (%fat, fat mass and lean mass) were evaluated. Results: differences were observed between training sessions at different times and the diagnosis of sleep quality (morning: P<0.001; afternoon: P=0.001; evening: P=0.047). There was a correlation between the training session held in the morning (r=0.95) and in the afternoon (r=0.92) and the diagnosis of sleep quality. Using the linear regression model, the strength training sessions held in the morning (R2=0.91) and afternoon (R2=0.75) explained the significantly improved quality of sleep in adolescents, even after adjusting for age. Conclusion: the strength training sessions in the morning and afternoon showed better response in the quality of sleep of adolescents.

Keywords: physical exercise, sleep disorders, adolescence.

TAXA DE SUDORESE APÓS TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE USANDO PESO CORPORAL

SWEAT RATE MEASUREMENTS AFTER HIGH INTENSITY INTERVAL TRAINING USING BODY WEIGHT

Alexandre Fernandes Machado, Alexandre Lopes Evangelista, João Marcelo de Queiroz Miranda, Cauê Vazquez La Scala Teixeira, Gerson dos Santos Leite, Roberta Luksevicius Rica, Aylton Figueira Junior, Julien Steven Baker, Danilo Sales Bocalini

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(3):197-201 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: A prática de atividade física eleva a temperatura corporal, aumenta a taxa de sudorese e acelera a perda de líquidos durante o exercício, com consequente prejuízo no desempenho do exercício. Entretanto, os estudos que utilizam o método de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) e seus efeitos sobre as taxas de suor e hidratação ainda não são conclusivos. Objetivos: O objetivo desse estudo consistiu em avaliar a sudorese e a perda de água durante uma sessão de HIIT, utilizando o peso corporal, em universitários saudáveis. Métodos: Vinte indivíduos (31 ± 07 anos) foram distribuídos em dois grupos: grupo ativo (GA) e grupo inativo (GI). O protocolo de HIIT utilizando o peso corporal consistiu em uma única sessão com estímulos 1:1, sendo: 30" com intensidade "all out", utilizando os exercícios de polichinelo, mountain climber, burpee e squat jump com recuperação passiva de 30", totalizando 20 minutos de exercícios. Para fins de comparação, após 48 horas todos os indivíduos foram submetidos ao protocolo de exercício contínuo com intensidade correspondente a 75% da frequência cardíaca máxima durante 40 minutos. A intensidade da sessão foi monitorada continuamente, a cada 30", utilizando a escala de percepção de esforço para ambos protocolos. Para garantir o estado de normoidratação todos os indivíduos ingeriram 500 ml de água, 120 minutos antes da sessão de treinamento. Resultados: Foram encontradas diferenças significativas (p = 0,01) na massa corporal após a realização do protocolo HIIT quando comparada à sessão moderada tanto nos grupos ativos (HIIT: -0,60 ± 0,29 kg, Moderado: -0,26 ± 0,12 kg) como inativos (HIIT: -0,92 ± 0,30 kg, Moderado: -0,26 ± 0,26 kg), no entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos. Os valores absolutos da taxa de sudorese comparados às atividades moderadas e HIIT em uma única sessão tanto nos grupos inativos (Moderado: 10,55 ± 10,59 ml/ min, HIIT: 28,90 ± 13,88 ml/min) como ativos (Moderado: 9,60 ± 4,52 ml/min, HIIT: 26,00 ± 15,06 ml/min) foram diferentes entre os tipos de exercício, mas não entre os grupos. Conclusões: A taxa de sudorese é influenciada pela intensidade do exercício, sendo maior após o HIIT do que após sessão de exercício moderada. Entretanto, a variação da taxa de sudorese não é afetada pelo nível de atividade física dos indivíduos. Nível de Evidência II; Estudos diagnósticos - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Exercício físico; Treinamento intervalado de alta intensidade; Suor.

Abstract

Introduction: Physical activity raises body temperature, increases the sweat rate and accelerates fluid loss during exercise, thereby impairing exercise performance. However, studies using the high intensity interval training (HIIT) approach and its effects on rates of perspiration and hydration are still inconclusive. Objectives: The objective of this study was to assess sweating and water loss during an HIIT workout session, using body weight, with healthy college students. Methods: Twenty male individuals (31 ± 07 years) were split into two groups: Active group (AG) and Inactive group (IG). The HIIT workout protocol, using body weight, consisted of a single bout with 1:1 stimuli, being: 30" "all out" intensity, involving jumping jack, mountain climber, burpee and squat jump exercises; and 30" of passive recovery, totaling 20 minutes of exercises. For comparison purposes, after 48 hours all the individuals underwent the continuous running protocol with intensity corresponding to 75% of maximum heart rate for 40 minutes. The intensity of the session was monitored continuously, at each 30", using the perceived exertion scale for both protocols. To ensure euhydration status, all individuals ingested 500 ml of water 120 minutes before the training session. Results: Significant differences (p= 0.01) were found in body mass after HIIT compared to the Moderate session in both Active (HIIT: -0.60 ± 0.29 kg, Moderate: -0.26 ± 0.12 kg) and Inactive (HIIT: -0.92 ± 0.30 kg, Moderate: -0.26 ± 0.26 kg) groups, however, no differences were found between groups. Absolute sweating rate values comparing moderate and HIIT single bout in Inactive (Moderate: 10.55 ± 10.59 ml/min; HIIT: 28.90 ± 13.88 ml/min) and Active (Moderate: 9.60 ± 4.52 ml/min; HIIT: 26.00 ± 15.06 ml/min) groups were different between types of exercise, but not between groups. Conclusions: The sweating rate is influenced by the intensity of the exercise, being higher after HIIT than after a moderate exercise session. However, the sweating rate variation is not affected by the subjects' physical activity level. Level of Evidence II; Diagnostic studies-Investigating a diagnostic test.

Keywords: Physical exercise; High-Intensity interval training; Sweat.

TREINAMENTO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE COM PESO CORPORAL: REVISÃO SISTEMÁTICA

BODYWEIGHT HIGH-INTENSITY INTERVAL TRAINING: A SYSTEMATIC REVIEW

Alexandre Fernandes Machado, Maria Luiza de Jesus Miranda, Roberta Luksevicius Rica, Aylton Figueira Junior, Danilo Sales Bocalini

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(3):234-237 : Artigo de Revisão

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Resumo

O objetivo do presente estudo consistia em descrever por meio de uma revisão sistemática as estratégias de controle de carga e as diferentes adaptações promovidas pela prática do treinamento intervalado de alta intensidade com o peso corporal. Após seleção de artigos nas bases de dados Medline/PubMed, ScienceDirect, SPORTDiscus e Scielo, encontraram-se 288 estudos, contudo, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram considerados elegíveis apenas dois artigos para a revisão sistemática. Desses a amostra dos estudos selecionados era de 48 indivíduos, sendo 31 do sexo feminino e 17 do sexo masculino com variação da idade entre 20,3 a 20,5 anos. O tempo de estímulo dos protocolos de exercício utilizados era de 20 e 30 segundos e o tempo de recuperação de 10 segundos (passivo) e quatro minutos (ativo), o tempo total da sessão variou de quatro a 18 minutos, a intensidade em ambos os estudos era "all out" e a frequência semanal era de quatro e três dias totalizando 16 e 12 sessões de treinamento em cada estudo. Apenas um estudo avaliou as alterações na massa corporal, sendo que não foram encontradas alterações significativas. Além disso, foram encontradas discrepâncias entre os parâmetros na aptidão aeróbia e na resistência muscular entre os estudos. Os protocolos de HIIT (High Intensity Interval Training) com o peso corporal utilizam diferentes parâmetros de carga externa, entretanto, os tempos de estímulo e recuperação são variáveis comuns para a organização das sessões de treinamento, com diferentes duração e frequência semanal entre as sessões, o que pode ter influenciado nas diferentes adaptações aos parâmetros de aptidão física entre os estudos. Nível de Evidência I; Estudos prognósticos - Investigação do efeito da característica de um paciente sobre o desfecho da doença.

Palavras-chave: Calistenia; Exercício físico; Treinamento Intervalado de alta intensidade.

Abstract

The objective of this study consisted of describing, through a systematic review, the load control strategies and the different adaptations promoted by bodyweight high-intensity interval training. After selecting articles in the Medline/PubMed, ScienceDirect, SPORTDiscus and Scielo databases, 288 studies were found. However, after applying the inclusion and exclusion criteria only two articles were considered eligible for the systematic review. Of these, the sample of the selected studies was made up of 48 individuals, 31 female and 17 male, ranging in age from 20.3 to 20.5 years. The stimulus time of the exercise protocols used was 20 and 30 seconds, and the recovery time was 10 seconds (passive) and 4 minutes (active), while the total session time ranged from 4 to 18 minutes. Intensity in both studies was "all out", and the weekly frequency was 4 and 3 days, totaling 16 and 12 training sessions in each study. Only one study evaluated changes in body mass and no significant changes were found. In addition, discrepancies between parameters in aerobic fitness and muscle endurance were found between studies. Bodyweight HIIT (High-Intensity Interval Training) protocols use different external load parameters, but the stimulus and recovery times are common variables for the organization of training sessions, with different duration and weekly frequency between sessions, which may have influenced the different adaptations to the parameters of physical fitness between the studies. Level of Evidence I; Prognostic studies - Investigating the effect of patient characteristics on disease outcome.

Keywords: Calisthenics; Physical exercise; High-intensity interval training.

BARREIRAS PERCEBIDAS PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA NO LAZER DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

PERCEIVED BARRIERS TO LEISURE-TIME PHYSICAL ACTIVITY IN THE BRAZILIAN POPULATION

Cassiano Ricardo Rech, Edina Maria de Camargo, Pablo Antonio Bertasso de Araujo, Mathias Roberto Loch, Rodrigo Siqueira Reis

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(4):303-309 : Artigo de Revisão

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Resumo

ividade física (AF) no lazer da população brasileira. Foram revisadas as bases de periódicos Lilacs, SciELO, PubMed, Science Direct e Web of Science e analisados o número de relatos de cada barreira para AF, agrupada de acordo com o nível de determinantes do modelo socioecológico (intrapessoal, interpessoal e ambiental). Foram encontrados 25 estudos (11 em adolescentes, oito em adultos e seis em idosos), totalizando 62.678 relatos de barreiras para AF. Os estudos foram conduzidos nas regiões Sul (n=15), Sudeste (n=7), Nordeste (n=2) e um estudo ainda incluiu diferentes regiões do Brasil. No geral, cerca de sete em cada 10 relatos de barreiras para AF foram relacionadas com o nível intrapessoal. Adultos e idosos apresentaram maior proporção de relatos intrapessoais (84,8% e 74,0%; respectivamente), quando comparado com adolescente (47,8%). Ainda são escassos estudos com idosos, crianças e nas populações das regiões Centro-Oeste e Norte do País. As barreiras para AF mais reportadas entre os adolescentes foram falta de companhia, falta de apoio social da família e amigos, clima inadequado e baixo acesso a locais para AF. Em adultos a falta de motivação e a falta de tempo foram as barreiras com maior relato e, em idosos, a falta de motivação e diagnóstico de doença ou limitação física. Programas de promoção de AF necessitam levar em conta as diferentes barreiras para a AF, pois essas se mostram específicas aos grupos etários. Nível de Evidência II; Revisão Sistemática de Estudos de Nível II.

Palavras-chave: Atividade física; Exercício físico; População; Promoção da saúde.

Abstract

The aim of this study was to synthesize and analyze scientific evidence of the perceived barriers to leisure- time physical activity (PA) in the Brazilian population. The Lilacs, SciELO, PubMed, ScienceDirect and Web of Science journal databases were reviewed and the number of reports of each barrier to PA, grouped according to the level of determinants of the social ecological model (intrapersonal, interpersonal and environmental) was analyzed. We found 25 studies (11 in adolescents, 8 in adults and 6 in older adults), totaling 62,678 reports of barriers to PA. The studies were conducted in the South (n=15), Southeast (n=7), and Northeast (n=2) regions, and one study also included different regions of Brazil. Overall, about seven out of every 10 reports on barriers to PA involved intrapersonal barriers. Adults and older adults had a higher proportion of reports of intrapersonal barriers (84.8% and 74%, respectively), than adolescents (47.8%). There are still few studies with older adults, children, and in populations of the Midwest and North of the country. The most frequently reported barriers to PA among adolescents were lack of company, lack of social support from family and friends, unsuitable climate and limited access to spaces for PA. Lack of motivation and lack of time were the most frequently reported barriers in adults, whereas in older adults the predominant barriers were lack of motivation and diagnosed disease or physical limitation. PA promotion programs need to take into account the different barriers to PA, since these are specific to age groups. Level of Evidence II; Systematic Review of Level II Studies.

Keywords: Physical activity; Physical exercise; Population; Health promotion.

CAPACIDADE FUNCIONAL NA ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO ADOLESCENTE NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO

FUNCTIONAL CAPACITY IN ADOLESCENT IDIOPATHIC SCOLIOSIS DURING THE POSTOPERATIVE PERIOD

Geferson da Silva Araujo, Bruna Marques de Almeida Saraiva, Evandro Fornias Sperandio, Marcos de Toledo Filho, Jaqueline de Mesquita Freira, Alberto Ofenhejm Gotfryd, Liria Yuri Yamauchi, Victor Zuniga Dourado, Milena Carlos Vidotto

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(2):127-132 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: Pacientes com escoliose idiopática do adolescente (EIA) têm capacidade de exercício reduzida durante o Incremental Shuttle Walk Test (ISWT). No entanto, não sabemos como os pacientes se comportam no período pós-operatório tardio (POT). Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a distância do ISWT (ISWTD) e as respostas fisiológicas durante o teste em pacientes com EIA no período POT. Métodos: Foram incluídos 22 pacientes com EIA no período POT (GCi) e 21 adolescentes no Grupo Controle (GCo). Avaliamos a função pulmonar (CVF e VEF1). Durante o ISWT, foi utilizado um analisador de gases para avaliar o pico de oxigênio (VO2) e as relações submáximas: eficiência da captação de oxigênio (OUES) e o padrão de respiração (?VC/?lnVE). Resultados: Valores significativos mais baixos foram observados no GCi: VO2 (22 ± 5 vs. 27 ± 4), ISWTD (567 ± 94 vs. 604 ± 86), CVF (2,70 ± 0,47 vs. 3,33 ± 0,52) e VEF1 (2,41 ± 0,46 vs. 2,84 ± 0,52). Houve correlações significativas entre ISWTD e VO2/Kg (r = 0,80); entre OUES e ?VC/?lnVE (r = 0,65) e entre a curva torácica principal com VO2/Kg (r = -0,61). Conclusão: Os pacientes com EIA no período POT tiveram redução significante da capacidade de exercício associada à função pulmonar reduzida, curva residual na coluna vertebral e descondicionamento cardiovascular. Nível de Evidência III; Estudos Prognósticos - Investigação do efeito de característica de um paciente sobre o desfecho da doença.

Palavras-chave: Adolescentes; Testes de exercício físico; Consumo de oxigênio; Aptidão física.

Abstract

Introduction: Patients with Adolescent Idiopathic Scoliosis (AIS) show reduced exercise capacity during the Incremental Shuttle Walk Test (ISWT). However, we not know how patients behave in the late postoperative (LPO) period. Objective: The aim of this study was to evaluate the ISWT distance (ISWTD) and physiological responses during ISWT in AIS patients during the LPO period. Methods: We included 22 patients with AIS in the LPO period (SG) and 21 adolescents in the Control Group (CG). We assessed pulmonary function (FVC and FEV1). During ISWT, a gas analyzer was used to assess peak oxygen (VO2) and submaximal relations: Oxygen Uptake Efficiency Slope (OUES) and the breathing pattern (?VT/?lnVE). Results: Significantly lower values were observed in SG: VO2 (22 ± 5 vs. 27 ± 4), ISWTD (567 ± 94 vs.604 ± 86), FVC (2.70 ± 0.47 vs. 3.33 ± 0.52) and FEV1 (2.41 ± 0.46 vs. 2.84 ± 0.52). There were significant correlations between ISWTD and VO2/Kg (r = 0.80); between OUES and ?VT/?lnVE (r = 0.65); and between the main thoracic curve with VO2/Kg (r= -0.61). Conclusion: AIS patients in the LPO period have significantly reduced exercise capacity associated with reduced lung function, residual spinal curve and cardiovascular deconditioning. Level of Evidence III; Prognostic Studies - Investigation of the effect of characteristic of a patient on the outcome of the disease.

Keywords: Adolescents; Exercise testing; Oxygen consumption; Physical fitness.

COMPORTAMENTO DO TECIDO ÓSSEO DE RATOS COM PERIODONTITE SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO

BONE TISSUE BEHAVIOR OF RATS WITH EXPERIMENTAL PERIODONTITIS SUBJECTED TO PHYSICAL EXERCISE

Bruna Martinazzo Bortolini, Pedro Henrique de Carli Rodrigues, Lidiane Ura Afonso Brandão, Danielle Shima Luize, Gladson Ricardo Flor Bertolini, Carlos Augusto Nassar, Patricia Oehlmeyer Nassar

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(2):133-136 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: É possível que a atividade física proteja o periodonto por atenuar a resposta inflamatória excessiva do indivíduo. Há algumas evidências em estudos longitudinais e um estudo prospectivo que demonstram que adultos fisicamente ativos têm tido diminuição do risco de periodontite. Até o momento, nenhum estudo explorou conjuntamente o relacionamento da atividade física com a periodontite, utilizando biomarcadores inflamatórios. Objetivo: Neste sentido, objetiva-se avaliar o comportamento do tecido ósseo de ratos com periodontite experimental submetidos ao exercício físico em meio aquático. Métodos: Foram utilizados 24 ratos Wistar machos, divididos em quatro grupos: 1) Grupo sem periodontite e sem exercício (CS); 2) Grupo sem periodontite e com exercício (CE); 3) Grupo com periodontite e sem exercício (DPS); 4) Grupo com periodontite e com exercício (DPE). Os animais dos grupos CE e DPE realizaram natação por quatro semanas e nos animais dos grupos DPS e DPE induziu-se a doença periodontal por ligadura. Aos 30 dias, os animais foram sacrificados, sendo retiradas as hemimandíbulas do lado direito e esquerdo para análise radiográfica e histológica. Os dados obtidos foram analisados e avaliados através dos testes ANOVA e Tukey. Resultados: Foi possível observar que nos animais do grupo DPE, a perda óssea foi significantemente menor (61,7 ± 2,2; p < 0,05) do que no grupo DPS (84,5 ± 1,2; p < 0,05). Na quantidade de osteoblastos (DPS = 11,0 ± 1,4; DPE = 10,7 ± 5,2) e de osteócitos (DPS = 17,3 ± 3,1; DPE = 19,0 ± 4,4), não houve diminuição significativa (p < 0,05) nos grupos submetidos à periodontite experimental, independentemente do exercício físico. Conclusão: Foi possível observar que o exercício físico apresentou um efeito protetor com relação à altura óssea e não influenciou a densidade do osso. Nível de evidência: II; Estudos terapêuticos-investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Exercício físico; Doenças periodontais; Ossos.

Abstract

Introduction: It is possible that physical activity protects the periodontium by mitigating excessive inflammatory response of the individual. There is some evidence from longitudinal studies and a prospective study demonstrating that physically active adults have experienced a decrease in the risk of periodontitis. To date no study has jointly explored the relationship of physical activity and periodontitis using inflammatory biomarkers. Objective: In this regard, the objective was to assess the bone tissue behavior of rats with experimental periodontitis subjected to aquatic exercise. Methods: Twenty-four male Wistar rats were divided into four groups: 1) without periodontitis and without exercise (CS); 2) without periodontitis and with exercise (CE); 3) with periodontitis and without exercise (DPS); 4) with periodontitis and with exercise (DPE). The animals from groups CE and DPE had swimming sessions for four weeks and the DPS and DPE groups were subjected to ligature-induced periodontitis. After 30 days the animals were sacrificed, and had their right and left hemimandibles removed for radiographic and histological analysis. The data obtained were analyzed and evaluated through ANOVA and Tukey tests. Results: Bone loss in the animals from the DPE group was found to be significantly lower (61.7 ± 2.2; p <0.05) than in those from the DPS group (84.5 ± 1.2; p <0.05), while in terms of the number of osteoblasts (DPS=11.0 ± 1.4; DPE=10.7 ± 5.2) and osteocytes (DPS=17.3 ± 3.1; DPE=19.0 ± 4.4), there was no significant decrease (p <0.05) in the groups subjected to experimental periodontitis, regardless of physical exercise. Conclusion: Physical exercise was found to have a protective effect in relation to bone height and did not influence bone density. Level of evidence II; Therapeutic studies - investigation of treatment results.

Keywords: Exercise; Periodontal diseases; Bones.

ATIVIDADE FÍSICA E AMBIENTE: A INFLUÊNCIA DOS PARQUES VERDES URBANOS NA SAÚDE

PHYSICAL ACTIVITY AND ENVIRONMENT: THE INFLUENCE OF URBAN GREEN SPACES ON HEALTH

Juliana Felipe, Marcus Vinicius Pimenta Rodrigues, Aline Duarte Ferreira, Elivelton Silva Fonseca, Gabrielle Gomes dos Santos Ribeiro, Alba Regina Azevedo Arana

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(4):305-309 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: Os parques verdes urbanos podem oferecer oportunidades para a prática regular de atividade física, proporcionando benefícios para a vida da população, como por exemplo, saúde física, social e afetiva. O objetivo do presente artigo consiste em analisar a influência dos parques verdes urbanos na prática de atividades físicas, focando-se na qualidade ambiental urbana e na saúde dos praticantes de atividades físicas em áreas abertas. O estudo tem uma abordagem multidisciplinar segundo a perspectiva da saúde ambiental. Método: O projeto de estudo baseou-se em pesquisa qualitativa, utilizando pesquisa bibliográfica e documental e levantamentos de campo, cuja técnica contou com a observação direta (DO). A seleção da amostra foi baseada em Miot (2011), contando com36 indivíduos com idade entre 18 e 40 anos que praticam regularmente atividades físicas, pelo menos, três vezes por semana, por no mínimo 50 minutos. Também foram realizados questionários utilizando o IPAC (nível de atividade física avaliado) e os parâmetros da Escala de Borg. Resultados: O estudo mostrou que os participantes da pesquisa se tornaram mais ativos, possivelmente, sendo estimulados e motivados pelo ambiente com grande presença de vegetação, a boa infraestrutura do local e as orientações feitas durante a pesquisa. Conclusão: A pesquisa mostrou que quanto maior a frequência e a intensidade da atividade física em áreas abertas, melhor é a adaptabilidade fisiológica do organismo. Nível de evidência II; Estudo prognóstico.

Palavras-chave: Saúde; Qualidade ambiental; Exercício físico.

Abstract

Introduction: Urban green spaces can offer opportunities for regular physical activity, providing benefits in the lives of members of the population, such as physical, social and affective health. The aim of this article consists of analyzing the influence of urban green spaces on physical activity, focusing on urban environmental quality and the health of those who engage in physical activities in open areas. The study has a multidisciplinary approach from the perspective of environmental health. Method: The study design was based on qualitative research, using a bibliographic and document search as well as field surveys, whose technique involved direct observation (DO). The sample selection was based on Miot (2011), consisting of a total of 36 individuals aged between 18 and 40 years, who perform physical activities regularly, at least three times a week, for at least 50 minutes. Questionnaires were also applied using the IPAQ (assessment of physical activity) and Borg Scale parameters. Results: The study showed that the research participants became more active, possibly being stimulated and motivated by their surroundings with widespread vegetation cover, the good infrastructure of the venue and the guidance provided during the research. Conclusion: The research project showed that the greater the frequency and intensity of physical activity in open areas, the better the body's physiological adaptability. Level of Evidence II; Prognostic study.

Keywords: Health; Environmental quality; Physical exercise.

EFEITO AGUDO DE DIFERENTES TIPOS DE EXERCÍCIO SOBRE PEPTIDEOS NATRIURETICOS DE RATOS WISTAR

ACUTE EFFECT OF DIFFERENT TYPES OF EXERCISE ON NATRIURETIC PEPTIDES OF WISTAR RATS

Eduardo Vitor Pianca, Walter Krause Neto, Alexandre Sabbag da Silva, Eliane Florencio Gama, Romeu Rodrigues de Souza

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(4):310-315 : Artigo Original

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Resumo

Introdução: O montante de estudos dos efeitos de diferentes tipos de exercício físico na fisiologia cardiovascular é crescente na literatura. Os muitos mecanismos de controle hemodinâmico incluem a liberação atrial de peptídeos natriuréticos. Embora evidências demonstrem seus efeitos agudos e o aumento na sua concentração plasmática, não se sabe se ambos os átrios respondem de maneira semelhante aos dois tipos de peptídeos natriuréticos em resposta a diferentes tipos de exercício. Objetivo: Comparar as respostas agudas de diferentes tipos de exercícios nos peptídeos natriuréticos atrial (ANP) e cerebral (BNP) de ambos os cardiomiócitos atriais de ratos Wistar. Métodos: Os animais foram divididos em: controle (GC), aeróbico (GA), resistido (GR) e combinado (GAR). O GR realizou seis escaladas com uma carga equivalente a 60% do peso corporal. O GA correu em esteira a uma velocidade de 12 m/min durante 60 minutos. O exercício do GAR consistiu em subir a escada três vezes consecutivas, seguido de 30 minutos de corrida. Resultados: Primeiro, o átrio direito liberou mais ANP e BNP durante todos os tipos de exercícios; Segundo, o exercício resistido liberou mais ANP e BNP em ambos os átrios; Terceiro, no átrio direito, os exercícios aeróbicos e combinados liberaram mais grânulos de ANP pequenos e médios, enquanto o exercício resistido liberou grânulos maiores de BNP; e, quarto, no átrio esquerdo, o exercício aeróbico liberou mais grânulos de ANP, enquanto os exercícios resistido e combinado liberaram grânulos maiores de ANP e BNP. Conclusão: Todos os tipos de exercício induzem a uma liberação parcial dos grânulos de peptídeos natriuréticos com maior resposta ao exercício resistido. Além disso, foi possível verificar uma resposta particular e diferente em ambos os tipos de átrios na liberação de ANP e BNP. Nível de evidência II - Estudos terapêuticos - Investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Coração; Sistema cardiovascular; Exercício; Exercício físico; Anatomia.

Abstract

Introduction: The study of the effects of different types of physical exercise on cardiovascular physiology is increasing in the literature. The many mechanisms of hemodynamic control include the atrial release of natriuretic peptides. Although extensive evidence demonstrates their acute effects and the increase in their plasma concentration, it is not known whether both atria respond in a similar way to both types of natriuretic peptide in response to different types of exercise. Objective: To compare the acute responses of different exercise types in the atrial (ANP) and brain (BNP) natriuretic peptides of both atrial cardiomyocytes of Wistar rats. Methods: Animals were divided into control (CG), aerobic (AG), resistance (RG) and combined (ARG). The RG performed six climbs, with a load equivalent to 60% of body weight. The AG ran on a treadmill at a speed of 12m/min for 60 minutes. The ARG exercise consisted of three consecutive ladder climbs, followed by 30 minutes of running. Results: First, the right atrium released more ANP and BNP during all types of exercise; second, the resistance exercise released the most ANP and BNP in both atria; third, in the right atrium, aerobic and combined workouts released more small and medium ANP granules while resistance exercise released larger BNP granules; and fourth, in the left atrium, aerobic exercise released more ANP granules while resistance and combined exercise released larger ANP and BNP granules. Conclusion: All types of exercise induce partial release of natriuretic peptide granules, with greater response to resistance exercise. Furthermore, a particular and different response could be seen in both types of atria in the release of ANP and BNP. Level of evidence II; Therapeutic studies - Investigation of treatment results.

Keywords: Heart; Cardiovascular system; Exercise; Physical exercise; Anatomy.

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