Edição: 23.5 - 14 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

PONTOS DE TRANSIÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NA MARCHA ATLÉTICA

TRANSITION POINTS OF HEART RATE AT RACE WALKING

PUNTOS DE TRANSICIÓN DE LA FRECUENCIA CARDÍACA EN LA MARCHA ATLÉTICA

Danilo Leonel Alves, Ramon Cruz, Francisco de Assis Manoel, Pablo Ramon Domingos, Jefferson Verbena de Freitas, Raul Osiecki, Fernando Roberto de Oliveira, Jorge Roberto Perrout de Lima

1. Universidade Federal do Paraná (UFPR), Curitiba, PR, Brasil. 2. Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil. 3. Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR, Brasil. 4. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Juiz de Fora, MG, Brasil. 5. Universidade Federal de Lavras (UFLA) Lavras, MG, Brasil.

Rua Coração de Maria, 92, BR 116, Km 95, Jardim Botânico, Curitiba, PR, Brasil. 80215-370. daniloleoneledufisica@gmail.com

Recebido em 08/09/2016
Aceito em 18/09/2017

Resumo

Introdução: A frequência cardíaca fornece informações úteis para os treinamentos de marcha atlética. Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar o comportamento da frequência cardíaca (FC) e seus pontos de inflexão (PIFC) e deflexão (PDFC) em teste progressivo de marcha atlética (TPMA) antes e depois de 20 sessões de treinamento. Métodos: Participaram 13 jovens atletas (12,46 ± 1,61 anos, 44,29 ± 10,25 kg, 157,93 ± 12,03 cm, 24,39 ± 7,60 %G). O TPMA foi realizado em uma pista oficial de atletismo, antes e depois do treinamento. Os dados de FC e carga foram plotados a cada minuto para identificação dos PIFC e PDFC. Resultados: A FC apresentou comportamento sigmoide, com identificação dos pontos de transição (PT), sendo no pré-treinamento: a) oito sujeitos PIFC (5,31 km·h-1; 125 bpm) e PDFC (7,63 km·h-1; 169 bpm); b) um sujeito somente PIFC (7,00 km·h-1; 149 bpm); c) um sujeito somente PDFC (8,00 km·h-1; 170 bpm); d) três sujeitos sem detecção de PT e no pós-treinamento: a) em 12 sujeitos PIFC (5,46 km·h-1; 125 bpm) e PDFC (7,75 km·h-1; 168 bpm); b) um sujeito somente PDFC (7,50 km·h-1; 184 bpm). O PIFC foi encontrado em carga significativamente inferior ao PDFC no pré (p < 0,001) e no pós-treinamento (p < 0,001). Quando comparamos o PIFC e o PDFC pré e pós, não encontramos diferença significativa, seja em relação à carga (p = 0,87 e p = 0,61) ou FC (p = 0,60 e p = 0,99). Conclusão: Conclui-se que a FC tem relação curvilínea com a carga, sendo possível detectar os seus pontos de transição em TPMA.

Palavras-chave: consumo de oxigênio; frequência cardíaca; educação física e treinamento; atletismo.

Abstract

Introduction: Heart rate provides useful information for race walking training. Objective: The objective of study was to analyze the behavior of heart rate (HR) and inflection points (HRIP) and deflection points (HRDP) in a progressive test of race walking (PTRW) before and after 20 training sessions. Methods: Participants were 13 young athletes (12.46 ± 1.61 years, 44.29 ± 10.25 kg, 157.93 ± 12.03 cm, 24.39 ± 7.60 F%). The PTRW was held at an official athletics track before and after training. The HR data and load were plotted every minute to identify the HRIP and HRDP. Results: The HR showed sigmoid behavior with the identification of transition points (TP), being in the pre-training: a) eight subjects HRIP (5.31 km·h-1; 125 bpm)and HRDP (7.63 km·h-1; 169 bpm); b) one subject only HRIP (7.00 km·h-1; 149 bpm); c) one subject only HRDP (8,00 km·h-1; 170 bpm); d) three subjects had no TP observed, and post-training: a) 12 subjects HRIP (5.46 km·h-1; 125 bpm) and HRDP (7.75 km·h-1; 168 bpm); b) one subject HRDP (7.50 km·h-1; 184 bpm). The HRIP was found to be significantly lower than the HRDP in pre-training (p<0.001) and post-training (p<0.001). When we compared HRIP and HRDP in the pre- and post-training we found no significant difference either in relation to the load (p=0.87 and p=0.61) or HR (p=0.60 and p=0.99). Conclusion: It is concluded that the HR has curvilinear relation with the load, and that it is possible to detect its transition points during PTRW.

Keywords: oxygen consumption; heart rate; physical education and training; track and field.

Resumen

Introducción: La frecuencia cardiaca proporciona información útil para los entrenamientos de marcha atlética. Objetivo: El objetivo del estudio fue analizar el comportamiento de la frecuencia cardiaca (FC) y sus puntos de inflexión (PIFC) y de deflexión (PDFC) en prueba progresiva de marcha atlética (PPMA) antes y después de 20 sesiones de entrenamiento. Métodos: Participaron 13 atletas jóvenes (12,46 ± 1,61 años, 44,29 ± 10,25 kg, 157,93 ± 12,03 cm, 24,39 ± 7,60 %G). El PPMA fue realizado en una pista oficial de atletismo antes y después del entrenamiento. Los datos de FC y carga fueron trazados cada minuto para identificación de PIFC y PDFC. Resultados: La FC presentó comportamiento sigmoideo, con identificación de los puntos de transición (PT), siendo en el pre-entrenamiento: a) ocho sujetos PIFC (5,31 km·h-1, 125 lpm) y PDFC (7,63 km·h-1; 169 lpm); b) un sujeto solamente PIFC (7,00 km·h-1; 149 lpm); c) un sujeto solamente PDFC (8,00 km·h-1, 170 lpm); d) tres sujetos sin detección de PT y post-entrenamiento: a) 12 sujetos PIFC (5,46 km·h-1, 125 lpm) y PDFC (7,75 Km·h-1; 168 lpm); b) un sujeto solamente PDFC (7,50 km·h-1, 184 lpm). El PIFC fue encontrado en carga significativamente inferior que el PDFC en el pre (p < 0,001) y en el post-entrenamiento (p < 0,001). Al comparar el PIFC y el PDFC pre y post-entrenamiento, no se encontró ninguna diferencia significativa, sea en relación a la carga (p = 0,87 y p = 0,61) o FC (p = 0,60; p = 0,99). Conclusión: Se concluye que la FC tiene relación curvilínea con la carga, siendo posible detectar sus puntos de transición en PPMA.

Palabras-clave: consumo de oxígeno; frecuencia cardíaca; educación y entrenamiento físico; atletismo.

 

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