Edição: 23.6 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

QUALIDADE DO SONO, CRONOTIPO E DESEMPENHO EM CORREDORES DE RUA

QUALITY OF SLEEP, CHRONOTYPE AND PERFORMANCE IN STREET RUNNERS

CALIDAD DEL SUEÑO, CRONOTIPO Y RENDIMIENTO EN CORREDORES DE CALLE

Igor Cruz, Beatriz Franco, Andrea Maculano Esteves

1. Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Aplicadas, Centro de Pesquisa em Ciências do Esporte (CEPECE), São Paulo, SP, Brasil.

Andrea Maculano Esteves Faculdade de Ciências Aplicadas - Universidade Estadual de Campinas. Rua Pedro Zaccaria, 1300, Limeira, São Paulo, SP, Brasil. 13484-350. andrea.esteves@fca.unicamp.br

Recebido em 12/07/2016
Aceito em 26/05/2017

Resumo

Introdução: O exercício físico gera resultados positivos para a qualidade do sono e atua no ciclo sono- -vigília por meio de seu efeito sincronizador indireto do relógio biológico. Objetivo: Avaliar a qualidade de sono, o cronotipo e o desempenho de corredores amadores de rua da cidade de Limeira. Métodos: Foram avaliados 42 indivíduos de ambos os sexos (28 ± 1,47 anos), que praticavam corrida de rua. O instrumento utilizado para aplicação dos questionários foi a plataforma Google Drive - Google Forms. Foram formuladas questões que englobam o cotidiano de um corredor de rua e também questionários para avaliação do cronotipo, sonolência e qualidade do sono. Resultados: Os resultados demonstraram que o cronotipo mais frequente foi o matutino (47,61%), seguido por intermediário (30,95%) e vespertino (21,42%). A frequência de corridas foi 88% no período da manhã, 9% no período da noite e 4% período da tarde. Com relação à qualidade de sono geral foi verificado que 59% dos corredores tinham má qualidade de sono. Ao analisar as variáveis de sono e sonolência em decorrência do horário da última corrida realizada, verificou-se que as pessoas que correram no período da tarde tiveram pior qualidade do sono e os que correram à noite tiveram índices de sonolência. Não se encontrou diferença no desempenho das corridas de 5 km entre matutinos e vespertinos; no entanto, constatou-se fraca associação entre o tempo da última corrida e a pontuação do cronotipo, demonstrando que os matutinos realizavam as provas em menor tempo. Conclusão: Assim, podemos sugerir que o cronotipo e o padrão de sono podem interferir no desempenho e, dessa forma, devem ser levados em conta durante os treinamentos.

Palavras-chave: sono; ritmo circadiano; corrida; inquéritos e questionários.

Abstract

Introduction: Low-power laser therapy has among its aims to aid the recovery of biological tissues, attenuating the effects of muscle fatigue and contributing to the improvement of performance in athletes. Methodological aspects still limit the conclusions of the acute effect of laser therapy on muscular performance. Objective: To verify the acute effect of low-power therapeutic laser in the induced fatigue in biceps brachii of volleyball athletes. Methods: This was a randomized double-blind study, approved by Institutional Review Board of UNESP, Marília. Nineteen volleyball athletes of both sexes participated in this study. Electromyographic data were collected from the biceps brachii muscle in isometric exercise of the elbow flexion before and after the application of the therapeutic laser. A dumbbell with 75% of the force peak, obtained by a load cell, was used for the fatigue protocol. The volunteers then underwent laser (active or placebo) application on six points of the biceps brachii muscle. The EMG data were analyzed in the frequency domain using the Myosystem® software. The distribution of normality was verified by the Shapiro-Wilk test, and repeated measures ANOVA (split plot) was used to test the interaction between time and group. Results: No significant interaction between group and time was observed for any analyzes variables, indicating that the irradiated group did not show advantages over the placebo group. Conclusion: After the proposed fatigue protocol, a single low-power laser application was not sufficient to produce positive effects on strength performance and on the electromyographic signal of the biceps brachii muscle of volleyball athletes.

Keywords: phototherapy; electromyography; muscle fatigue; volleyball.

Resumen

Introducción: El ejercicio físico genera resultados positivos para la calidad del sueño y actúa en el ciclo sueño- -vigilia a través de su efecto sincronizador indirecto del reloj biológico. Objetivo: Evaluar la calidad del sueño, el cronotipo y el rendimiento de los corredores de calle aficionados de la ciudad de Limeira. Métodos: Se evaluaron 42 individuos de ambos sexos (28 ± 1,47 años), que practicaban carrera de calle. El instrumento utilizado para la aplicación de los cuestionarios fue la plataforma Google Drive – Google Forms. Se formularon preguntas que engloban el cotidiano de un corredor de calle y también cuestionarios para la evaluación del cronotipo, somnolencia y calidad del sueño. Resultados: Los resultados demostraron que el cronotipo más frecuente fue el matutino (47,61%), seguido por intermedio (30,95%) y vespertino (21,42%). La frecuencia de las carreras realizadas fue del 88% en el período de la mañana, el 9% en el período de la noche y el 4% en el período de la tarde. Con respecto a la calidad general de sueño , se verificó que el 59% de los corredores tenían una mala calidad de sueño. Al analizar las variables de sueño y somnolencia como consecuencia del horario de la última carrera, se verificó que las personas que corrieron en la tarde tuvieron peor calidad del sueño y los que corrieron por la noche presentaron índices de somnolencia. No se encontró diferencia en el rendimiento de las pruebas de 5 km entre matutinos y vespertinos; sin embargo se constató una débil asociación entre el tiempo de la última carrera y la puntuación del cronotipo, demostrando que los matutinos realizaban las pruebas en menor tiempo. Conclusión: Así, podemos sugerir que el cronotipo y el patrón de sueño pueden interferir en el rendimiento, por lo que deben ser considerados durante los entrenamientos.

Palabras-clave: sueño; ritmo circadiano; carrera; encuestas y cuestionarios.

 

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