Edição: 23.6 - 15 Artigo(s)

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Artigo de Revisão Sistemático | Artigo na íntegra em português

NASCIDOS PARA CORRER: A IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO PARA A SAÚDE DO CÉREBRO

BORN TO RUN: THE IMPORTANCE OF EXERCISE FOR THE BRAIN HEALTH

NACIDOS PARA CORRER: LA IMPORTANCIA DEL EJERCICIO PARA LA SALUD DEL CEREBRO

Camila Vorkapic-Ferreira, Rayanne Souza Góis, Luis Paulo Gomes, Andre Britto, Bastos Afrânio, Estélio Henrique Martins Dantas

1. Universidade Tiradentes, Departamento de Educação Física e Psicologia, Laboratório de Biociências da Motricidade Humana - LABIMH, Farolândia, Aracaju, SE, Brasil. 2. Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Fisioterapia, Laboratório de Neurociências, São Cristóvão, SE, Brasil. 3. Universidade Estácio de Sergipe, Departamento de Psicologia, Aracaju, SE, Brasil. 4. Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Educação Física, São Cristóvão, SE, Brasil.

Universidade Tiradentes Av. Murilo Dantas, 300, Farolândia, Aracaju, SE, Brasil. 49032-490. cfvorkapic@gmail.com

Recebido em 01/02/2017
Aceito em 15/05/2017

Resumo

A hipótese evolutiva da corrida de resistência afirma que o movimento teve um papel crucial no aparecimento de características anatômicas tipicamente humanas, assim como na modelação da estrutura e forma do cérebro humano. A íntima ligação entre exercício e evolução humana é evidenciada pelo fato de a inatividade nos tornar doentes. Efetivamente, o corpo humano, incluindo o cérebro, evoluiu para suportar períodos prolongados de estresse cardiovascular. O movimento é de tal modo essencial para o cérebro, que a atividade física regular é imprescindível para que funcione de modo adequado. Estudos vêm demonstrando que o exercício aeróbico aumenta a proliferação de neurônios, a síntese de fatores neurotróficos, gliogênese, sinaptogênese, regula sistemas de neurotransmissão e neuromodulação, além de reduzir a inflamação sistêmica. Todos esses efeitos têm impacto significativo no sentido de melhorar a saúde mental, reduzir o declínio de massa cinzenta associado à idade e melhorar as funções cognitivas. Deste modo, o objetivo deste artigo é apresentar uma atualização sobre a temática de exercício físico e saúde mental. Dados os recentes avanços apresentados neste original, sobre a neurobiologia do exercício e seu potencial terapêutico e econômico para a população em geral, espera-se que pesquisas futuras que correlacionem estudos básicos a variáveis psicológicas e estudos de imagem possam elucidar os mecanismos pelos quais o exercício melhora a saúde cerebral.

Palavras-chave: exercício; neurociência; saúde mental.

Abstract

The evolutionary hypothesis of endurance running states that movement played a crucial role in the emergence of typically human anatomical features, as well as in the shaping and structure of the human brain. The close relationship between exercise and human evolution is evidenced by the fact that inactivity make us sick. Effectively, the human body, including the brain, has evolved to withstand extended periods of cardiovascular stress. Movement is so essential to the brain that regular physical activity is imperative for it to function properly. Studies have shown that aerobic exercise increases neuron proliferation, neurotrophic factors synthesis, gliogenesis, synaptogenesis, regulates neurotransmission and neuromodulation systems, and reduce systemic inflammation. All of these effects have a significant impact on improving mental health, reducing age-related gray matter decline, and improving cognitive functions. Thus, the purpose of this article is to present an update on the subject of physical exercise and mental health. Given the recent advances presented in this manuscript on the neurobiology of exercise and its therapeutic and economic potential for the general population, it is expected that future research that correlate basic studies with psychological variables and imaging studies may elucidate the mechanisms by which exercise improves brain health.

Keywords: exercise; neuroscience; mental health.

Resumen

La hipótesis evolutiva de la carrera de resistencia afirma que el movimiento tuvo un papel crucial en la aparición de características anatómicas típicamente humanas, así como en el modelado de la estructura y forma del cerebro humano. La íntima conexión entre ejercicio y evolución humana es evidenciada por el hecho de que la inactividad nos hace enfermos. De hecho, el cuerpo humano, incluido el cerebro, ha evolucionado para soportar períodos prolongados de estrés cardiovascular. El movimiento es tan esencial para el cerebro, que la actividad física regular es imprescindible para que funcione adecuadamente. Los estudios vienen demostrando que el ejercicio aeróbico aumenta la proliferación de neuronas, la síntesis de factores neurotróficos, gliogénesis, sinaptogénesis, regula sistemas de neurotransmisión y neuromodulación, además de reducir la inflamación sistémica. Todos estos efectos tienen un impacto significativo en la mejora de la salud mental, reducir la declinación de materia gris asociada a la edad y mejorar las funciones cognitivas. De este modo, el objetivo del artículo es presentar una actualización sobre el tema ejercicio físico y salud mental. De acuerdo con los recientes avances presentados en este original, sobre la neurobiología del ejercicio y su potencial terapéutico y económico para la población en general, se espera que investigaciones futuras que correlacionen estudios básicos a variables psicológicas y a estudios de imagen puedan esclarecer los mecanismos por los cuales el ejercicio mejora la salud del cerebro.

Palabras-clave: ejercicio; neurociencia; salud mental.

 

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