Edição: 24.1 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

RESPOSTA AGUDA DO LACTATO SANGUÍNEO A DIFERENTES PROTOCOLOS DE TREINAMENTO COM PESOS

ACUTE RESPONSE OF BLOOD LACTATE TO DIFFERENT WEIGHT TRAINING PROTOCOLS

RESPUESTA AGUDA DEL LACTATO SANGUÍNEO A DIFERENTES PROTOCOLOS DE ENTRENAMIENTO CON PESOS

Leandro Oliveira da Cruz Siqueira, Marcelo Miranda Prado, Astor Reis Simionato, Andrei Sancassani, Dalton Müller Pessôa Filho

1. Centro Universitário (UNIFAFIBE), Bebedouro, São Paulo, SP, Brasil. 2. Instituto de Biociências, PPGDEHUTE (UNESP), Rio Claro, São Paulo, SP, Brasil. 3. Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP), Departamento de Educação Física, Faculdade de Ciências, Bauru, São Paulo, SP, Brasil.

Dalton Müller Pessôa Filho Departamento de Educação Física, Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP). Av. Eng. Luiz Edmundo Carrijo Coube, 14-01, Vargem Limpa, Bauru, SP, Brasil. 17033-360. dmpf@fc.unesp.br

Recebido em 15/12/2016
Aceito em 25/07/2017

Resumo

Introdução: O treinamento em circuito é um modelo de treinamento resistido que permite uma variada combinação de sobrecarga e, por isso, requer mais informações para que se compreenda a demanda glicolítica anaeróbia durante sua execução. Objetivo: O objetivo foi comparar dois protocolos de treinamento com pesos, com (Tconv) e sem (Tcirc) pausa entre as execuções, quanto à resposta do lactato sanguíneo ([la]). Métodos: Onze homens (21,0 ± 2,3 anos; 76,7 ± 5,4 kg, 179,5 ± 7,0 cm) foram submetidos ao teste de repetição máxima. O Tcirc e o Tconv foram prescritos a 60%1RM, 12 repetições, sendo três passagens com pausa de 300 s para Tcirc e três séries de cada exercício com 180 s de pausa para o Tconv. Os exercícios que compuseram ambos os protocolos de treinamento foram: supino reto, cadeira extensora unilateral, peck-deck, mesa flexora, pulley alto, leg press 45º, remada horizontal e panturrilha no hack. O teste de ANOVA (Bonferroni post hoc) comparou o [la] no 1º, 3º e 5º minuto após as passagens no Tcirc e após cada série no Tconv. O teste t independente comparou as médias do pico de lactato entre Tcirc e Tconv. Em todas as análises adotou-se p = 0,05. Resultados: Foram observadas diferenças para o [la] entre a 1ª (10,6 ± 1,0 mmol/l) e a 2ª passagem (13,5 ± 1,8 mmol/l, P = 0,01) e entre a 1ª e a 3ª passagem (15,0 ± 2,5 mmol/l, P < 0,01) no Tcirc. Durante Tconv, os maiores valores médios de [la] foram observadas nos exercícios pulley alto (11,2 ± 2,2 mmol/l) e leg press 45º (11,9 ± 2,6 mmol/l). Houve diferença (P < 0,01) ao comparar o pico de [la] após Tconv (12,8 ± 2,2 mmol/l) e Tcirc (15,9 ± 2,0 mmol/l). Conclusão: O Tcirc demanda maior resposta glicolítica, enfatizando sua efetividade no aumento da capacidade anaeróbia muscular. Além disso, a execução não intermitente do Tcirc pode explicar sua maior demanda glicolítica, uma vez que Tconv e Tcirc foram proporcionalmente delineados, quanto ao volume e carga do protocolo. Nível de Evidência I; Estudos diagnósticos-Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Exercícios em circuitos; Ácido láctico; Treinamento de resistência.

Abstract

Introduction: Circuit training is a model of resistance exercise that allows a varied combination of overload and therefore, requires more information to understand the anaerobic glycolytic demand during its execution. Objective: The objective was to compare two weight training protocols with (Tconv) and without (Tcirc) pause between performances, regarding the blood lactate ([la]) response. Methods: Eleven men (21.0±2.3 years old, 76.7±5.4 kg, 179.5±7.0 cm) underwent to one-maximum repetition test (1RM). Tconv and Tcirc were prescribed at 60%1RM, 12 repetitions, three laps with 300 s rest for Tcirc and three series of exercise with 180 s rest for Tconv. The exercises that comprised both training protocols were bench press, unilateral leg extension, shoulder press, double leg curl, high pulley, leg press 45º, seated row and hack-squat. The ANOVA (Bonferroni post-hoc) test compared [la] at the 1st, 3rd e 5th minute after the Tcirc laps and after each Tconv series. The independent t-test compared the means of the lactate peak between Tcirc and Tconv. In all analyzes the level of significance was set at P=0.05. Results: Differences were observed for the [la] between the 1st (10.6±1.0 mmol/l) and 2nd lap (13.5±1.8 mmol/l, P=0.01), and between 1st and 3rd lap (15.0±2.5 mmol/L, P<0.01) in the Tcirc. During Tconv, the highest mean peak values of [la] were observed in high pulley (11.2±2.2 mmol/l) and leg-press 45º (11.9±2.6 mmol/l) exercises. There was a difference (P<0.01) when comparing the [la] between after Tconv (12.8±2.2 mmol/l) and Tcirc (15.9±2.0 mmol/l). Conclusion: Tcirc demands greater glycolytic response, emphasizing its effectiveness to increasing anaerobic muscle capacity. Furthermore, the non-intermittent execution of Tcirc can explain its greater glycolytic demand, since Tconv and Tcirc were proportionally designed regarding the volume and load protocol. Level of Evidence I; Diagnostic studies - Investigating a Diagnostic Test.

Keywords: Circuit-based exercise; Lactic acid; Resistance training.

Resumen

Introducción: El entrenamiento en circuito es un modelo de entrenamiento resistido que permite una variada combinación de sobrecarga, por eso, requiere más informaciones para que se comprenda la demanda glucolítica durante su ejecución. Objetivo: El objetivo fue comparar dos protocolos de entrenamiento con pesos, con (Tconv) y sin (Tcirc) reposo entre las ejecuciones, en cuanto a la respuesta del lactato sanguíneo ([la]). Métodos: Once hombres (21,0 ± 2,3 años, 76,7 ± 5,4 kg, 179,5 ± 7,0 cm) fueron sometidos a la prueba de repetición máxima. El Tcirc y Tconv se han prescrito a 60% 1RM, 12 repeticiones, siendo tres pasajes con pausa de 300 s para Tcirc y tres series de cada ejercicio con 180 s de pausa para el Tconv. Los ejercicios que compusieron ambos protocolos de entrenamiento fueron press de banca, extensión unilateral de piernas, aperturas en contractor de pecho, curl de piernas acostado, polea al pecho, prensa de piernas 45º, remo en polea y gemelos en maquina. La prueba de ANOVA (Bonferroni post hoc) comparó el [la] en el 1º, 3º y 5º minuto después de de los pasajes en el Tcirc y después de cada serie en el Tconv. La prueba t independiente comparó los promedios del pico de lactato entre Tcirc y Tconv. En todos los análisis se adoptó P ≤ 0,05. Resultados: Se observaron diferencias entre el 1o (10,6 ± 1,0 mmol/l) y el 2o pasaje (13,5 ± 1,8 mmol/l, P = 0,01) y entre el 1o y el 3º pasaje (15,0 ± 2,5 mmol/l, P < 0,01) en el Tcirc. Durante Tconv, los valores medios más altos de [la] fueron observados en los ejercicios de polea al pecho (11,2 ± 2,2 mmol/l) y prensa de piernas 45º (11,9 ± 2,6 mmol/l). Se observó una diferencia (P < 0,01) al comparar el pico de [la] después de Tconv (12,8 ± 2,2 mmol/l) y Tcirc (15,9 ± 2,0 mmol/l). Conclusión: El Tcirc demanda mayor respuesta glucolítica, enfatizando su efectividad en el aumento de la capacidad anaeróbica muscular. Además, la ejecución no intermitente de Tcirc puede explicar su mayor demanda glucolítica, una vez que Tconv y Tcirc fueron proporcionalmente delineados en cuanto al volumen y la carga del protocolo. Nivel de Evidencia I; Estudios de diagnósticos - Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Ejercicio en circuitos; Ácido láctico; Entrenamiento de resistencia.

 

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