Edição: 24.1 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS E FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM TRABALHADORES RURAIS

ANTHROPOMETRIC INDICATORS AND CARDIOVASCULAR RISK FACTORS IN RURAL WORKERS

INDICADORES ANTROPOMÉTRICOS Y FACTORES DE RIESGO CARDIOVASCULAR EN TRABAJADORES RURALES

Hildegard Hedwig Pohl, Elise Ferreira Arnold, Kely Lisandra Dummel, Taís Marques Cerentini, Éboni Marília Reuter, Miriam Beatris Reckziegel

1. Universidade de Santa Cruz do Sul, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.

Hildegard Hedwig Pohl Av. Independência, 2293, Bairro Universitário, Santa Cruz do Sul, RS, Brasil. 96815-900. hpohl@unisc.br

Recebido em 22/12/2015
Aceito em 06/07/2017

Resumo

Introdução: A obesidade tem provocado diversos agravos à saúde, impulsionada pela industrialização, avanços tecnológicos, urbanização e estilo de vida; esses aspectos estão relacionados com disfunções cardiovasculares. Diversos fatores estão associados aos problemas saúde da população, os quais podem ser previamente identificados com técnicas simples, como medidas antropométricas e escores de risco, usadas para determinar possíveis riscos. Objetivo: Relacionar variáveis antropométricas com o Escore de Risco de Framingham (ERF) em trabalhadores rurais. Métodos: Estudo transversal com 138 trabalhadores rurais, submetidos ao questionário de estilo de vida, avaliação antropométrica, bioquímica, cardiovascular e determinação do ERF. A antropometria foi estimada com os indicadores índice de massa corporal, circunferência da cintura (CC), relação cintura-quadril (RCQ), índice de conicidade (IC) e razão circunferência cintura-estatura (RCEst); o perfil bioquímico identificou colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL, triglicerídeos e glicemia; a função cardiovascular foi avaliada pela pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica em repouso. A partir das informações, os sujeitos foram classificados segundo o ERF em G1 (baixo risco), G2 (risco intermediário) e G3 (alto risco). As análises estatísticas constaram de frequência e percentual, comparação de médias pelo teste Kruskal-Wallis, e correlação de Pearson ou Spearman, considerando p < 0,05. Resultados: Com relação aos ERF, 81,4% sujeitos do sexo feminino e 51,9% do masculino apresentaram baixo risco cardiovascular, com mais da metade dos trabalhadores com respostas inadequadas nos parâmetros RCQ (58,7%), RCEst (67,4%), CT (58,0%) e LDL (52,9%). Na relação do total de pontos absolutos do ERF com as variáveis antropométricas, CC e RCEst demonstraram correlações fracas (0,293 e 0,175, respectivamente) e RCQ e IC, correlações moderadas (0,475 e 0,459, respectivamente). Conclusão: Alguns indicadores antropométricos (RCQ e IC) apresentaram relações mais fortes com o ERF, apontando que são mais efetivas em determinadas populações, além de indicar a maior probabilidade de eventos cardiovasculares nos trabalhadores rurais. Nível de Evidência III; Estudos diagnósticos - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Antropometria; Adiposidade; Estilo de vida; Promoção da saúde; Saúde do trabalhador.

Abstract

Introduction: Obesity has caused several health problems, driven by industrialization, technological advances, urbanization, and lifestyle; these aspects are related to cardiovascular disorders. Several factors are associated with population health problems, which can be previously identified through simple techniques such as anthropometric measurements and risk scores, used to determine potential risks. Objective: To relate anthropometric variables with the Framingham Risk Score (FRS) in rural workers. Methods: Cross-sectional study with 138 rural workers, who completed a lifestyle questionnaire, anthropometric, biochemical, and cardiovascular evaluation and FRS evaluation. The anthropometry was estimated using the indicators body mass index (BMI), waist circumference (WC), waist-hip ratio (WHR), conicity index (CI), and waist-toheight ratio (WHtR); the biochemical profile identified total cholesterol, HDL-cholesterol, LDL-cholesterol, triglycerides and glycemia; the cardiovascular function was evaluated by systolic blood pressure and resting diastolic blood pressure. From this information, the subjects were classified according to the FRS in G1 (low risk), G2 (intermediate risk) and G3 (high risk). The statistical analyses consisted of frequency and percentage, comparison of means by Kruskal-Wallis test, and correlation of Pearson or Spearman, considering p<0.05. Results: Regarding FRS, 81.4% of the female subjects and 51.9% male showed low cardiovascular risk, with more than half of workers with inadequate responses in WHR (58.7%), WHtR (67.4 %), TC (58.0%) and LDL (52.9%). In the relation between the total of absolute points of FRS and the anthropometric variables, WC and WHtR showed weak correlations (0.293 and 0.175, respectively) and WHR and CI showed moderate correlations (0.475 and 0.459, respectively). Conclusion: Some anthropometric indicators (WHR and CI) had stronger relationships with FRS, indicating that they are more effective in certain populations, besides implying the higher probability of cardiovascular events in rural workers. Level of Evidence III; Diagnostic studies - Investigating a diagnostic test.

Keywords: Anthropometry; Adiposity; Life style; Health promotion; Occupational health.

Resumen

Introducción: La obesidad ha provocado diferentes problemas de salud, impulsada por la industrialización, avances tecnológicos, urbanización y estilo de vida; estos aspectos están relacionados con disfunciones cardiovasculares. Varios factores están asociados a los problemas de salud de la población, los cuales pueden ser identificados previamente con técnicas simples, como medidas antropométricas y escores de riesgo, usadas para determinar posibles riesgos. Objetivo: Relacionar variables antropométricas con la Puntuación de Riesgo de Framingham (PRF) en trabajadores rurales. Métodos: Estudio transversal con 138 trabajadores rurales sometidos al cuestionario de estilo de vida, evaluación antropométrica, bioquímica, cardiovascular y determinación de la PRF. La antropometría se estimó con los indicadores índice de masa corporal, circunferencia de la cintura (CC), relación cintura/cadera (RCC), índice de conicidad (IC) y razón cintura-estatura (RCE); el perfil bioquímico identificó colesterol total, colesterol HDL, colesterol LDL, triglicéridos y glucemia; la función cardiovascular fue evaluada por la presión arterial sistólica y la presión arterial diastólica en reposo. A partir de las informaciones, los sujetos fueron clasificados de acuerdo con la PRF en G1 (bajo riesgo), G2 (riesgo intermedio) y G3 (alto riesgo). Los análisis estadísticos consistieron en frecuencia y porcentaje, comparación de promedios por la prueba de Kruskal-Wallis y correlación de Pearson o Spearman, considerando p < 0,05. Resultados: En cuanto a las PRF, el 81,4% de las mujeres y el 51,9% de los hombres tenían bajo riesgo cardiovascular, con más de la mitad de los trabajadores con respuestas inadecuadas en los parámetros RCC (58,7%), RCE (67,4%), CT (58,0%) y LDL (52,9%). En la relación del total de puntos absolutos de la PRF con las variables antropométricas, CC y RCE demostraron correlaciones débiles (0,293 y 0,175, respectivamente) y RCC y IC, correlaciones moderadas (0,475 y 0,459, respectivamente). Conclusión: Algunos indicadores antropométricos (RCC e IC) presentaron relaciones más fuertes con la PRF, apuntando que son más eficaces en determinadas poblaciones, además de indicar la mayor probabilidad de eventos cardiovasculares en los trabajadores rurales. Nivel de Evidencia III; Estudios de diagnósticos – Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Antropometría; Adiposidad; Estilo de vida; Promoción de la salud; Salud laboral.

 

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