Edição: 24.5 - 16 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA - UM ESTUDO TRANSVERSAL

PHYSICAL ACTIVITY AND QUALITY OF LIFE IN WOMEN WITH BREAST CANCER - A CROSS-SECTIONAL STUDY

ACTIVIDAD FÍSICA Y CALIDAD DE VIDA EN MUJERES CON CÁNCER DE MAMA - UN ESTUDIO TRANSVERSAL

Leonessa Boing, Gustavo Soares Pereira, Melissa de Carvalho Souza Vieira, Taysi Seemann, Allana Alexandre Cardoso, Fabiana Flores Sperandio, Adriano Ferreti Borgatto, Fatima Baptista, Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães

1. Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brazil. 2. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brazil. 3. Universidade de Lisboa, Lisbon, Portugal.

Rua General Estilac Leal, 260, apto 105 bl B, Coqueiros, Florianópolis, SC, Brazil. 88080760. leonessaboing@gmail.com

Recebido em 14/07/2017
Aceito em 05/04/2018

Resumo

Introdução: O tratamento do câncer de mama pode causar diferentes efeitos colaterais na qualidade de vida das mulheres. A atividade física, por sua vez, pode diminuir esses efeitos colaterais. Objetivo: Investigar a atividade física e a qualidade de vida de mulheres durante e após o tratamento para câncer de mama. Métodos: Amostra de 174 mulheres (57,0 ± 9,5 anos) durante e depois do tratamento de câncer de mama. Questionário de entrevista composto de informações gerais, atividade física (versão curta do IPAQ) e qualidade de vida (EORTC QLQ-C30 e BR23). Para a análise estatística foram usados Qui-quadrado ou Exato de Fisher, teste T de Student para amostras independentes, teste U de Mann-Whitney e análises de regressão logística múltipla (p < 0,05). Resultados: A maioria das mulheres não atingiu as recomendações de atividade física, com destaque para as mulheres que estavam em tratamento clínico. Os resultados mostraram mais tempo de caminhada, atividade física moderada, atividade física vigorosa, atividade física moderada + vigorosa e atividade física total em mulheres após o término do tratamento. Os escores de qualidade de vida também foram mais altos entre as mulheres após o término do tratamento. A regressão logística indicou que cada acréscimo de 10 minutos no tempo de caminhada resulta em diminuição de 19% da probabilidade de capacidade funcional mais baixa e de 26% de desenvolver mais sintomas mais graves associados aos efeitos colaterais do tratamento. Conclusão: Durante o tratamento, as mulheres com câncer de mama praticam menos AF e têm pior qualidade de vida. A prática de caminhada parece ser um tipo efetivo de atividade física para essas mulheres, melhorando a qualidade de vida durante e depois do tratamento de câncer de mama. Nível de evidência II; Estudos prognósticos - Investigação do efeito das características do paciente sobre o desfecho da doença.

Palavras-chave: Neoplasia da mama; Qualidade de vida; Atividade motora; Caminhada.

Abstract

Introduction: Breast cancer treatment can cause different side effects on the quality of life of women. Physical activity, in turn, can reduce these side effects. Objective: To investigate the physical activity and quality of life of women during and after breast cancer treatment. Methods: Sample of 174 women (57.0±9.5 years) during or after clinical treatment for breast cancer. Interview questionnaire composed of general information, physical activity (IPAQ short version) and quality of life (EORTC QLQ-C30 and BR23). For statistical analysis chi-squared test or Fisher's exact test, student's t-test for independent samples, Mann-Whitney U test and multiple logistic regression analyses (p <0.05). Results: Most women did not achieve the physical activity guidelines, particularly those undergoing clinical treatment. Results showed longer walking time, moderate physical activity, vigorous physical activity, moderate + vigorous physical activity, and total physical activity among the women following completion of treatment. The quality of life scores were also higher among women after clinical treatment. Logistic regression indicated that every 10-minute increment to walking time results in a 19% decrease in the probability of worse functional capacity and a 26% decrease in the probability of worse symptoms associated with treatment side effects. Conclusion: During treatment, women with breast cancer undertake less physical activity and have worse quality of life. Walking appears to be an effective type of physical activity for these women, improving quality of life during and after breast cancer treatment. Level of evidence II; Prognostic studies - Investigation of the effect of patient characteristics on the disease outcome.

Keywords: Breast neoplasms; Quality of life; Motor activity; Walking.

Resumen

Introducción: El tratamiento del cáncer de mama puede promover diferentes efectos secundarios en la calidad de vida de las mujeres. A su vez, la actividad física puede disminuir estos efectos colaterales. Objetivo: Investigar la actividad física y la calidad de vida de las mujeres durante y después del tratamiento contra el cáncer de mama. Métodos: Muestra de 174 mujeres (57,0 ± 9,5 años) que se encontraban en tratamiento y post tratamiento para el cáncer de mama. Cuestionario de entrevista compuesto de información general, actividad física (versión corta IPAQ) y calidad de vida (EORTC QLQ-C30 y BR23). Para análisis estadístico Chi-cuadrado o Exacto de Fisher, Test T Student para muestras independientes, U de Mann-Whitney y análisis de regresión logística múltiple (p < 0,05). Resultados: La mayoría de las mujeres no alcanzaron las recomendaciones de actividad física, destacando para las mujeres que se encontraban en tratamiento. Los resultados mostraron más tiempo de caminata, actividad física moderada, actividad física vigorosa, actividad física moderada + intensidad vigorosa y actividad física total en mujeres post tratamiento. La calidad de vida también se mostró mejor entre las mujeres después de finalizar el tratamiento. La regresión logística apuntó que cada agregado de 10 minutos en el tiempo de caminata resulta en una disminución del 19% en la probabilidad de una peor capacidad funcional de la calidad de vida, y en un 26% de desarrollo de una peor sintomatología en relación a los efectos colaterales del tratamiento. Conclusión: Durante el tratamiento, las mujeres con cáncer de mama practican menos actividad física y presentan peor calidad de vida. La práctica de caminar parece un tipo efectivo de actividad física para mujeres con cáncer de mama, mejorando la calidad de vida durante y después del período de tratamiento. Nivel de evidencia II; Estudios pronósticos - Investigación del efecto de característica de un paciente sobre el desenlace de la enfermedad.

Palabras-clave: Neoplasias de la Mama; Calidad de Vida; Actividad Motora; Caminata.

 

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