Edição: 25.2 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

COMPORTAMENTO DO TECIDO ÓSSEO DE RATOS COM PERIODONTITE SUBMETIDOS AO EXERCÍCIO FÍSICO

BONE TISSUE BEHAVIOR OF RATS WITH EXPERIMENTAL PERIODONTITIS SUBJECTED TO PHYSICAL EXERCISE

COMPORTAMIENTO DEL TEJIDO ÓSEO DE RATAS CON PERIODONTITE SOMETIDAS AL EJERCICIO FÍSICO

Bruna Martinazzo Bortolini, Pedro Henrique de Carli Rodrigues, Lidiane Ura Afonso Brandão, Danielle Shima Luize, Gladson Ricardo Flor Bertolini, Carlos Augusto Nassar, Patricia Oehlmeyer Nassar

1. Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Cascavel, PR, Brasil.

Patricia Oehlmeyer Nassar. Rua Pernambuco, 593, apto 504, Centro, Cascavel, PR, Brasil. 85810-020. ponassar@yahoo.com

Recebido em 17/10/2016
Aceito em 18/12/2018

Resumo

Introdução: É possível que a atividade física proteja o periodonto por atenuar a resposta inflamatória excessiva do indivíduo. Há algumas evidências em estudos longitudinais e um estudo prospectivo que demonstram que adultos fisicamente ativos têm tido diminuição do risco de periodontite. Até o momento, nenhum estudo explorou conjuntamente o relacionamento da atividade física com a periodontite, utilizando biomarcadores inflamatórios. Objetivo: Neste sentido, objetiva-se avaliar o comportamento do tecido ósseo de ratos com periodontite experimental submetidos ao exercício físico em meio aquático. Métodos: Foram utilizados 24 ratos Wistar machos, divididos em quatro grupos: 1) Grupo sem periodontite e sem exercício (CS); 2) Grupo sem periodontite e com exercício (CE); 3) Grupo com periodontite e sem exercício (DPS); 4) Grupo com periodontite e com exercício (DPE). Os animais dos grupos CE e DPE realizaram natação por quatro semanas e nos animais dos grupos DPS e DPE induziu-se a doença periodontal por ligadura. Aos 30 dias, os animais foram sacrificados, sendo retiradas as hemimandíbulas do lado direito e esquerdo para análise radiográfica e histológica. Os dados obtidos foram analisados e avaliados através dos testes ANOVA e Tukey. Resultados: Foi possível observar que nos animais do grupo DPE, a perda óssea foi significantemente menor (61,7 ± 2,2; p < 0,05) do que no grupo DPS (84,5 ± 1,2; p < 0,05). Na quantidade de osteoblastos (DPS = 11,0 ± 1,4; DPE = 10,7 ± 5,2) e de osteócitos (DPS = 17,3 ± 3,1; DPE = 19,0 ± 4,4), não houve diminuição significativa (p < 0,05) nos grupos submetidos à periodontite experimental, independentemente do exercício físico. Conclusão: Foi possível observar que o exercício físico apresentou um efeito protetor com relação à altura óssea e não influenciou a densidade do osso. Nível de evidência: II; Estudos terapêuticos-investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Exercício físico; Doenças periodontais; Ossos.

Abstract

Introduction: It is possible that physical activity protects the periodontium by mitigating excessive inflammatory response of the individual. There is some evidence from longitudinal studies and a prospective study demonstrating that physically active adults have experienced a decrease in the risk of periodontitis. To date no study has jointly explored the relationship of physical activity and periodontitis using inflammatory biomarkers. Objective: In this regard, the objective was to assess the bone tissue behavior of rats with experimental periodontitis subjected to aquatic exercise. Methods: Twenty-four male Wistar rats were divided into four groups: 1) without periodontitis and without exercise (CS); 2) without periodontitis and with exercise (CE); 3) with periodontitis and without exercise (DPS); 4) with periodontitis and with exercise (DPE). The animals from groups CE and DPE had swimming sessions for four weeks and the DPS and DPE groups were subjected to ligature-induced periodontitis. After 30 days the animals were sacrificed, and had their right and left hemimandibles removed for radiographic and histological analysis. The data obtained were analyzed and evaluated through ANOVA and Tukey tests. Results: Bone loss in the animals from the DPE group was found to be significantly lower (61.7 ± 2.2; p <0.05) than in those from the DPS group (84.5 ± 1.2; p <0.05), while in terms of the number of osteoblasts (DPS=11.0 ± 1.4; DPE=10.7 ± 5.2) and osteocytes (DPS=17.3 ± 3.1; DPE=19.0 ± 4.4), there was no significant decrease (p <0.05) in the groups subjected to experimental periodontitis, regardless of physical exercise. Conclusion: Physical exercise was found to have a protective effect in relation to bone height and did not influence bone density. Level of evidence II; Therapeutic studies - investigation of treatment results.

Keywords: Exercise; Periodontal diseases; Bones.

Resumen

Introducción: Es posible que la actividad física proteja el periodonto por atenuar la respuesta inflamatoria excesiva del individuo. Hay algunas evidencias en estudios longitudinales y un estudio prospectivo que demuestran que los adultos físicamente activos tuvieron riesgo reducido de periodontitis. Hasta el momento, ningún estudio exploró conjuntamente la relación de la actividad física con la periodontitis utilizando biomarcadores inflamatorios. Objetivo: En este sentido, se pretende evaluar el comportamiento del tejido óseo de ratas con periodontitis experimental sometidos al ejercicio físico en en medio acuático. Métodos: Se utilizaron 24 ratas Wistar machos, divididas en cuatro grupos: 1) Grupo sin periodontitis y sin ejercicio (CS); 2) Grupo sin periodontitis y con ejercicio (CE); 3) Grupo con periodontitis y sin ejercicio (DPS); 4) Grupo con periodontitis y con ejercicio (DPE). Los animales de los grupos CE y DPE realizaron natación por cuatro semanas y en los animales de los grupos DPS y DPE se indujo la enfermedad periodontal por ligadura. A los 30 días, se sacrificaron los animales, siendo retiradas las hemimandíbulas del lado derecho e izquierdo para análisis radiográfico e histológico. Los datos obtenidos fueron analizados y evaluados por las pruebas ANOVA y Tukey. Resultados: Se observó que en los animales del grupo DPE, la pérdida ósea fue significativamente menor (61,7 ± 2,2; p < 0,05) que en el grupo DPS (84,5 ± 1,2; p < 0,05). En la cantidad de osteoblastos (DPS = 11,0 ± 1,4; DPE = 10,7 ± 5,2) y de osteocitos (DPS = 17,3 ± 3,1; DPE = 19,0 ± 4,4), no hubo una disminución significativa (p <0 ,05) en los grupos sometidos a la periodontitis experimental, independientemente de ejercicio físico. Conclusión: Fue posible observar que el ejercicio presentó un efecto protector con relación a la altura ósea, no influenció en la densidad del hueso. Nivel de evidencia: II; Estudios terapéuticos-investigación de los resultados del tratamiento.

Palabras-clave: Ejercicio; Enfermedades periodontales; Huesos.

 

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