Edição: 25.4 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

APLICAÇÃO DO MODELO IZOF PARA ANSIEDADE E AUTOEFICÁCIA EM ATLETAS DE VOLEIBOL: UM ESTUDO DE CASO

APPLICATION OF IZOF MODEL FOR ANXIETY AND SELF-EFFICACY IN VOLLEYBALL ATHLETES: A CASE STUDY

APLICACIÓN DEL MODELO IZOF A LA ANSIEDAD Y AUTOEFICACIA EN ATLETAS DE VOLEIBOL: UN ESTUDIO DE CASO

Francine Caetano de Andrade Nogueira, Maurício Gattás Bara Filho, Lelio Moura Lourenço

1. Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Psicologia, Núcleo de Estudos em Violência e Ansiedade Social, Juiz de Fora, MG, Brasil. 2. Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação Física e Desportos, Departamento de Desportos, Juiz de Fora, MG, Brasil.

Francine Caetano de Andrade Nogueira. Rua Barata Ribeiro, 692/703, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ. Brasil. 22051-002. francine_andrade_@hotmail.com

Recebido em 08/08/2018
Aceito em 09/04/2019

Resumo

Introdução: A relação entre as variáveis psicológicas e a sua influência no desempenho esportivo tem sido considerada um diferencial essencial em períodos importantes da temporada. Objetivos: Examinar a validade do modelo IZOF (Zona Individual de Desempenho Ideal), a partir de uma perspectiva multidimensional da ansiedade e investigar a possibilidade de ampliar a teoria IZOF ao construto da autoeficácia. Métodos: Sete atletas masculinos de voleibol profissional participaram do estudo. A Escala de Autoeficácia Individual para o Voleibol e o Competitive State Anxiety Inventory 2 - versão reduzida foram respondidos pelos jogadores antes de todas as partidas durante uma temporada. No final de cada partida, o desempenho dos atletas foi obtido através do programa Data Volley. Resultados: Os resultados mostraram a IZOF de autoeficácia e de cada subescala de ansiedade para os atletas profissionais que participaram de mais de 10 partidas durante a temporada. Os atletas apresentaram significativa variabilidade nos escores, variando de três a cinco pontos para ansiedade cognitiva, dois a sete pontos para a ansiedade somática, dois a 14 pontos para autoconfiança e 12 a 54 pontos para autoeficácia. Os resultados também indicaram que as IZOFs são diferentes de modo intra e interindividual. Observamos também que o número de partidas, em porcentagens em cada zona (abaixo, dentro e acima da IZOF), indicou que o Central 1 e o Oposto 1 apresentaram os melhores perfis entre os sete jogadores analisados, pois todas as suas variáveis estão na IZOF na maioria das partidas, um fato que representa o perfil desejado para esses atletas. Conclusão: Através da análise dos dados, podemos atestar a aplicabilidade da teoria IZOF para os atletas profissionais de voleibol na perspectiva multidimensional de ansiedade e a possibilidade de ampliar a teoria ao construto da autoeficácia na tentativa de predizer o desempenho de atletas de voleibol por meio dessa variável. Nível de evidência IV; Série de casos.

Palavras-chave: Ansiedade de desempenho; Autoeficácia; Voleibol; Psicologia do esporte; Atletas.

Abstract

Introduction: The relation between psychological variables and their influence on athletic performance have been considered a crucial differential at important time points of the season. Objectives: This study aimed to examine the validity of the IZOF model from a multidimensional perspective of anxiety, and to investigate the possibility of extending the IZOF theory to the self-efficacy construct. Methods: Seven male professional volleyball players participated in the study. The Individual Self-Efficacy Scale for Volleyball and the Competitive State Anxiety Inventory - 2 reduced version were answered by the players before all matches throughout a season. At the end of each match, athletic performance was obtained through the Data Volley program. Results: The results showed the IZOF of self-efficacy and of each subscale of anxiety for the professional team athletes who participated in more than 10 matches during the season. The athletes showed significant variability in scores, ranging from 3 to 5 points for cognitive anxiety, 2 to 7 points for somatic anxiety, 2 to 14 points for self-confidence, and 12 to 54 points for self- -efficacy. The findings also indicated that IZOFs are different in an intra- and inter-individual way. We also observed that the number of matches, in percentages across all zones (below, in, and above the IZOF), indicated that Middle Blocker 1 and Opposite 1 presented the best profiles among the 7 players analyzed, as all their variables are in the IZOF zone in the majority of matches, a fact that represents a desired profile for these athletes. Conclusion: Through the analysis of the data, we can attest to the applicability of the IZOF theory for professional volleyball athletes from the multidimensional perspective of anxiety and the possibility of extending the theory to the self-efficacy construct in an attempt to predict the performance of volleyball athletes from this variable. Level of evidence IV; Case series.

Keywords: Performance Anxiety; Self Efficacy; Volleyball; Psychology, sport; Athletes.

Resumen

Introducción: La relación entre las variables psicológicas y su influencia en el desempeño deportivo se ha considerado un diferencial esencial en períodos importantes de la temporada. Objetivos: Examinar la validez del modelo IZOF (Zona Individual de Desempeño Ideal) a partir de una perspectiva multidimensional de la ansiedad e investigar la posibilidad de ampliar la teoría IZOF al constructo de autoeficacia. Métodos: Siete atletas masculinos de voleibol profesional participaron en el estudio. La Escala de Autoeficacia Individual para el Voleibol y el Competitive State Anxiety Inventory 2 – versión reducida fueron respondidos por los jugadores antes de todos los partidos disputados durante una temporada. Al final de cada partido, el desempeño de los atletas fue obtenido a través del programa Data Volley. Resultados: Los resultados mostraron la IZOF de autoeficacia y de cada subescala de ansiedad para los atletas profesionales que participaron en más de 10 partidos durante la temporada. Los atletas presentaron significativa variabilidad en las puntuaciones, variando de tres a cinco puntos para la ansiedad cognitiva, dos a siete puntos para la ansiedad somática, dos a 14 puntos para la autoconfianza y 12 a 54 puntos para la autoeficacia. Los resultados también indicaron que las IZOF son diferentes de modo intra e interindividual. También observamos que el número de partidos, en porcentajes en cada zona (debajo, dentro y arriba de la IZOF), indicó que el Central 1 y el Opuesto 1 presentaron los mejores perfiles entre los siete jugadores analizados, ya que todas sus variables están en la IZOF en la mayoría de los partidos, un hecho que representa el perfil deseado para esos atletas. Conclusión: A través del análisis de los datos podemos confirmar la aplicabilidad de la teoría IZOF para atletas profesionales de voleibol en la perspectiva multidimensional de ansiedad y la posibilidad de ampliar la teoría al constructo de autoeficacia en la tentativa de predecir el desempeño de atletas de voleibol por medio de esa variable. Nivel de evidencia IV; Serie de casos.

Palabras-clave: Ansiedad de desempeño; Autoeficacia; Voleibol; Psicología del deporte; Atletas.

 

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