Edição: 25.6 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

A MASSA FEMORAL DAS MULHERES RELACIONA-SE COM A FORÇA MUSCULAR INDEPENDENTEMENTE DA MASSA MAGRA

WOMEN'S FEMORAL MASS CONTENT CORRELATES TO MUSCLE STRENGTH INDEPENDENTLY OF LEAN BODY MASS

LA MASA FEMORAL DE LAS MUJERES SE RELACIONA CON LA FUERZA MUSCULAR, INDEPENDIENTE DE LA MASA MAGRA

Luciana Duarte Pimenta, Danilo Alexandre Massini, Daniel Dos Santos, Leandro Oliveira Da Cruz Siqueira, Andrei Sancassani, Luiz Gustavo Almeida Dos Santos, Bianca Rosa Guimarães, Cassiano Merussi Neiva, Dalton Muller Pessôa Filho

1. Universidade de Franca (Unifran), Pós-graduação em promoção da Saúde, Franca, SP, Brasil. 2. Universidade Estadual Paulista (UNESP), Instituto de Biociências, Pós-graduação em Desenvolvimento Humano e tecnologias, Rio Claro, SP, Brasil. 3. Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências, Bauru, SP, Brasil. 4. Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), Divinópolis, MG, Brasil.

Dalton Muller Pessôa Filho Av. Engº Luiz Edmundo Carrijo Coube, s/n, Bauru, SP, Brasil. 17033-360. dmpf@fc.unesp.br

Recebido em 22/07/2018
Aceito em 30/04/2019

Resumo

Introdução: Há pouco consenso em relação à recomendação sobre o exercício mais efetivo para a integridade óssea, apesar de o exercício com peso apresentar como respostas recorrentes o aumento da força e da massa muscular. Contudo, entre mulheres as variações da força não dependem do desenvolvimento da massa muscular, tanto quanto em homens, mas o aumento da força tem evidenciado potencial para alterar o conteúdo mineral ósseo (BMC) em ambos os sexos. Objetivos: O presente estudo analisou o potencial da força muscular, assim como da composição regional e corporal, ao associar o BMC do fêmur entre as mulheres jovens. Métodos: Quinze universitárias (24,9 ± 7,2 anos) foram avaliadas quanto à composição regional e corporal por meio de absorciometria por duplo feixe de raios-X (DXA). A força muscular máxima foi avaliada por uma repetição máxima (1RM) nos exercícios de supino-reto (SR), puxada-alta (PA), flexão do joelho (FJ), extensão do joelho (EJ) e leg press 45° (LP45). A regressão linear analisou as relações de BMC com a composição regional e os valores de 1RM. Foram testadas medidas de dispersão e erro (R2aj e EPE), definindo p=0,05. Resultados: Entre as variáveis da composição corporal, apenas a massa magra corporal total associou-se aos valores de BMC femoral (R2aj=0,37, EPE=21,3 g). Em relação aos valores de força, 1RM no exercício de CE apresentou potencial de determinação sobre o BMC femoral (R2aj=0,46, EPE=21,3 g). Conclusão: A aptidão da força muscular em exercícios para regiões próximas ao fêmur é relevante para o estado de mineralização femoral, com potencial associativo similar e independente à massa magra corporal. Recomenda-se, portanto, rotinas de treinamento para aumentar a força muscular da região próxima ao fêmur; adicionalmente, o aumento da força para diferentes regiões corporais pode potencializar o estímulo sobre a remodelação óssea, uma vez que é efetivo na alteração da massa magra corporal total. Nível de Evidência II;Desenvolvimento de critérios diagnósticos em pacientes consecutivos (com padrão de referência "ouro" aplicado).

Palavras-chave: Composição corporal; Força muscular; Mulheres; Adulto jovem; Densidade óssea; Fêmur.

Abstract

Introduction: There is limited consensus regarding the recommendation of the most effective form of exercise for bone integrity, despite the fact that weight training exercise promotes an increase in muscle mass and strength as recurrent responses. However, strength variations in women do not depend on muscle mass development as they do in men, but strength enhancement has shown the potential to alter bone mineral content (BMC) for both sexes. Objective: This study analyzed the potential of muscle strength, as well as that of whole-body and regional body composition, to associate femoral BMC in young women. Methods: Fifteen female college students (aged 24.9 ± 7.2 years) were assessed for regional and whole-body composition using dual-energy X-ray absorptiometry (DXA). Maximum muscle strength was assessed by the one-repetition maximum (1RM) test in the following exercises: bench press (BP), lat pulldown (LP), knee flexion (KF), knee extension (KE) and 45° leg press (45LP). Linear regression analyzed BMC relationships with regional composition and 1RM values. Dispersion and error measures (R2aj and SEE), were tested, defining p =0.05. Results: Among body composition variables, only total lean body mass was associated with femoral BMC values (R2aj = 0.37, SEE = 21.3 g). Regarding strength values, 1RM presented determination potential on femoral BMC in the CE exercise (R2aj = 0.46, SEE = 21.3 g). Conclusions: Muscle strength aptitude in exercises for femoral regions is relevant to the femoral mineralization status, having associative potential that is similar to and independent of whole-body lean mass. Therefore, training routines to increase muscle strength in the femoral region are recommended. In addition, increasing muscle strength in different parts of the body may augment bone remodeling stimulus, since it can effectively alter total whole-body lean mass. Level of Evidence: II; Development of diagnostic criteria in consecutive patients (with universally applied reference ''gold'' standard).

Keywords: Body composition; Muscle strength; Women; Young adult; Bone density; Femur.

Resumen

Introducción: Hay poco consenso con relación a la recomendación sobre el ejercicio más efectivo para la integridad ósea, a pesar de que el ejercicio con peso presenta como respuestas recurrentes el aumento de la fuerza y de la masa muscular. Sin embargo, entre mujeres las variaciones de la fuerza no dependen del desarrollo de la masa muscular, tanto como en hombres, sino que el aumento de la fuerza ha evidenciado potencial para alterar el contenido mineral óseo (BMC) en ambos sexos. Objetivos: El presente estudio analizó el potencial de la fuerza muscular, así como de la composición regional y corporal, al asociar el BMC del fémur entre las mujeres jóvenes. Métodos: Quince universitarias (24,9 ± 7,2 años) fueron evaluadas cuanto a la composición regional y corporal por medio de absorciometría de rayos X de doble energía (DXA). La fuerza muscular máxima fue evaluada por una repetición máxima (1RM) en los ejercicios de press de banca recto (PBR), remada alta (RA), flexión de rodilla (FR), extensión de rodilla (ER) y leg press 45° (LP45). La regresión lineal analizó las relaciones de BMC con la composición regional y los valores de 1RM. Fueron probadas medidas de dispersión y error (R2aj y EEE), definiendo p≤0,05. Resultados: Entre las variables de la composición corporal, sólo la masa magra corporal total se asoció a los valores de BMC femoral (R2aj=0,37, EEE=21,3 g). Con relación a los valores de fuerza, 1RM en el ejercicio de CE presentó potencial de determinación sobre el BMC femoral (R2aj=0,46, EEE=21,3 g). Conclusión: La aptitud de la fuerza muscular en ejercicios para regiones próximas al fémur es relevante para el estado de mineralización femoral, con potencial asociativo similar e independiente a la masa magra corporal. Se recomiendan, por lo tanto, rutinas de entrenamiento para aumentar la fuerza muscular de la región próxima al fémur; adicionalmente, el aumento de la fuerza para diferentes regiones corporales puede potencializar el estímulo sobre la remodelación ósea, dado que es efectivo en la alteración de la masa magra corporal total. Nivel de Evidencia II; Desarrollo de criterios diagnósticos en pacientes consecutivos (con patrón de referencia “oro” aplicado).

Palabras-clave: Composición corporal; Fuerza muscular; Mujeres; Adulto joven; Densidad ósea; Fémur.

 

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