Edição: 25.6 - 15 Artigo(s)

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Artigo Original | Artigo na íntegra em português

EFEITOS DAS MUDANÇAS DE CARGA DE TREINAMENTO SOBRE O DESEMPENHO FÍSICO E DANO MUSCULAR INDUZIDO POR EXERCÍCIO

EFFECTS OF TRAINING LOAD CHANGES ON PHYSICAL PERFORMANCE AND EXERCISE-INDUCED MUSCLE DAMAGE

EFECTOS DE LOS CAMBIOS DE CARGA DE ENTRENAMIENTO SOBRE EL DESEMPEÑO FÍSICO Y DAÑO MUSCULAR INDUCIDO POR EJERCICIO

Selcen Korkmaz Eryılmaz, Zübeyde Aslankeser, Çigdem Özdemir, Kerem Özgünen, Sadi Kurdak

1. Çukurova University, Escola de Educação Física e Esportes, Balcalı, Adana, Turquia. 2. Selçuk University, Faculdade de Ciência do Esporte, Konya, Turquia. 3. Çukurova University, Faculdade de Medicina, Departamento de Fisiologia, Divisão de Fisiologia dos Esportes, Balcalı, Adana, Turquia.

Selcen Korkmaz Eryılmaz. Çukurova University, Escola de Educação Física e Esportes, Balcalı, Sarıçam, Adana, Turkey.1380. selcen_korkmaz@yahoo.com

Recebido em 17/12/2017
Aceito em 11/08/2019

Resumo

Introdução: Não existe nenhum estudo anterior que tenha analisado as respostas às lesões musculares decorrentes das alterações da carga de treinamento em indivíduos treinados exclusivamente com exercícios repetitivos de corrida. Objetivos: A proposta deste estudo foi examinar o efeito das alterações da carga de treinamento sobre o desempenho físico e as lesões musculares induzidas pelo exercício em atletas universitários do sexo masculino que foram treinados usando um protocolo de sprint (treinamento de alta intensidade) de 30 metros repetido. Métodos: Doze participantes concluíram o período de treinamento de 6 semanas (três sessões/semana), que consistiu em aumentar progressivamente o treinamento de intensidade nas primeiras 5 semanas. No primeiro dia do período de treinamento, todos os sprints foram realizados com 70% a 80% do esforço máximo. Na primeira sessão da 5ª semana (treinamento de intensidade máxima, TIM), todos os sprints (10 × 30 m) foram realizados na velocidade máxima. As séries (10 sprints na velocidade máxima em cada série) foram repetidas até a exaustão (treinamento exaustivo, TE) na primeira sessão de treinamento da 6ª semana, seguidas de duas sessões de treinamento normal. A força isométrica, o desempenho no sprint de 30 metros, a flexibilidade, a creatina quinase sérica (CK) e o cortisol foram medidos periodicamente durante o período de treinamento. Resultados: A força isométrica, o desempenho no sprint de 30 metros e a flexibilidade diminuíram significativamente depois do TE e não foram recuperados durante o período de 9 dias seguintes, que consistiu em duas sessões de treinamento e 6 dias de recuperação. O cortisol teve elevação significativa imediatamente após o TE, mas não teve alteração depois do treinamento no primeiro dia e durante o TIM. A CK teve aumento significativo depois do treinamento em cada semana, mas o aumento 24 horas depois de TE foi expressivamente maior do que depois do primeiro dia e do TIM. Conclusões: O aumento drástico da intensidade máxima do exercício de sprint repetido resulta em maior dano muscular relativo, mesmo em indivíduos treinados, o que limitará substancialmente seu desempenho. Outras sessões de treinamento, mesmo em intensidade e volume normais, com tempo insuficiente para recuperação muscular, podem prolongar a duração da fadiga. Nível de evidência II; Estudos Diagnósticos - Investigação de exame diagnóstico.

Palavras-chave: Creatina Quinase; Cortisol; Flexibilidade; Força Muscular; Treinamento Intervalado de Arranque; Fadiga Muscular

Abstract

Introduction: There is no previous study examining muscle damage responses from training load changes in individuals trained exclusively with repeated sprint exercise. Objectives: The purpose of this study was to examine the effect of training load changes on physical performance and exercise-induced muscle damage in male college athletes who were trained using a 30m repeated sprint protocol. Methods: Twelve participants completed the 6-week training period (three sessions/week), which consisted of progressively increasing intensity training in the first 5 weeks. On the first day of the training period, all sprints were performed at 70-80% of maximum effort. In the first session of the 5th week (Maximal intensity training; MIT), all sprints (10×30m sprints) were performed at maximal speed. The sets (10 sprints at maximal speed in each set) were repeated until exhaustion (Exhaustive training; ET) in the first training session of the 6th week, followed by two sessions of the normal training. Isometric strength, 30m sprint performance, flexibility, serum creatine kinase (CK) and cortisol were measured periodically during the examination period. Results: Isometric strength, 30m sprint performance, and flexibility were significantly decreased following the ET, and did not recover during the following 9-day period, which consisted of two training sessions and 6 days of recovery. Cortisol was significantly elevated immediately after the ET but was not changed after training on first day and during MIT. CK was significantly elevated after training every week, but the increase at 24 hours after ET was significantly higher than after the first day and MIT. Conclusions: Dramatically increasing the volume of maximal intensity repeated sprint exercise results in greater relative muscle damage even in trained individuals, which will significantly limit their performance. Further training sessions, even at normal intensity and volume with insufficient time for muscle recovery, may prolong the duration of fatigue. Level of evidence II; Diagnostic Studies - Investigating a diagnostic test.

Keywords: Creatine kinase; Cortisol; Flexibility; Muscle strength; Sprint interval training; Muscle Fatigue.

Resumen

Introducción: No existe ningún estudio anterior que haya analizado las respuestas a las lesiones musculares provenientes de las alteraciones de la carga de entrenamiento en individuos entrenados exclusivamente con ejercicios repetitivos de carrera. Objetivos: La propuesta de este estudio fue examinar el efecto de las alteraciones de la carga de entrenamiento sobre el desempeño físico y las lesiones musculares inducidas por el ejercicio en atletas universitarios del sexo masculino que fueron entrenados usando un protocolo de sprint (entrenamiento de alta intensidad) de 30 metros repetido. Métodos: Doce participantes concluyeron el período de entrenamiento de seis semanas (tres sesiones/semana), que consistió en aumentar progresivamente el entrenamiento de intensidad en las primeras cinco semanas. En el primer día del período de entrenamiento, todos los sprints fueron realizados con 70% a 80% del esfuerzo máximo. En la primera sesión de la 5ª semana (entrenamiento de intensidad máxima, EIM), todos los sprints (10 × 30 m) fueron realizados en la velocidad máxima. Las series (10 sprints en la velocidad máxima en cada serie) fueron repetidas hasta la extenuación (entrenamiento exhaustivo, EE) en la primera sesión de entrenamiento de la 6ª semana, seguidas de dos sesiones de entrenamiento normal. La fuerza isométrica, el desempeño en el sprint de 30 metros, la flexibilidad, la creatina quinasa sérica (CK) y el cortisol fueron medidos periódicamente durante el período de entrenamiento. Resultados: La fuerza isométrica, el desempeño en el sprint de 30 metros y la flexibilidad disminuyeron significativamente después del EE y no fueron recuperados durante el período de 9 días siguientes, que consistió en dos sesiones de entrenamiento y seis días de recuperación. El cortisol tuvo elevación significativa inmediatamente después del EE, pero no tuvo alteración después del entrenamiento en el primer día y durante el EIM. La CK tuvo aumento significativo después del entrenamiento en cada semana, pero el aumento 24 horas después de EE fue expresivamente mayor que después del primer día y del EIM. Conclusiones: El aumento drástico de la intensidad máxima del ejercicio de sprint repetido resulta en mayor daño muscular relativo, aún en individuos entrenados, lo que limitará sustancialmente su desempeño. Otras sesiones de entrenamiento, aún en intensidad y volumen normales, con tiempo insuficiente para recuperación muscular, pueden prolongar la duración de la fatiga. Nivel de evidencia II; Estudios Diagnósticos – Investigación de examen diagnóstico.

Palabras-clave: Creatina Quinasa; Cortisol; Flexibilidad; Fuerza Muscular; Entrenamiento por Intervalos de Sprint; Fatiga Muscular.

 

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