Edição: 21.4 - 15 Artigo(s)

Artigo Original

1 - ANÁLISE ISOCINÉTICA E CINÉTICA DE CORREDORES E TRIATLETAS COM E SEM HISTÓRICO DE FRATURA POR ESTRESSE

ISOKINETIC AND KINETIC ANALYSIS IN RUNNERS AND TRIATHLETES WITH AND WITHOUT HISTORY OF STRESS FRACTURE

ANÁLISIS ISOCINÉTICO Y CINÉTICO EN CORREDORES Y TRIATLETAS CON Y SIN HISTORIAL DE FRACTURAS DE ESTRÉS

Natália Mariana Silva Luna, Angélica Castilho Alonso, Marcos Serra, Nathalie Ferrari Bechara Andare, Eduardo Yoshio Nakano, Danilo Sales Bocalini, Júlia Maria d' Andrea

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):252-256

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Resumo

Introdução: A associação da fadiga muscular com o aumento da força vertical de reação do solo representa risco de fratura por estresse de tíbia em esportes como a corrida de longa distância e o triatlo. Objetivo: Analisar e comparar parâmetros do componente vertical das forças de reação do solo e parâmetros musculares isocinéticos da flexão plantar (FP) e dorsiflexão (DF) do tornozelo entre grupos de corredores de longa distância e triatletas com e sem histórico de fratura por estresse de tíbia. Métodos: Setenta e cinco atletas de corrida de longa distância e triatletas do sexo masculino, com média de idade de 30,26 ± 6,51 anos foram divididos de acordo com a história pregressa de fratura por estresse de tíbia em: grupo fratura (GF), composto por 12 indivíduos com história de fratura por estresse da tíbia, e grupo não-fratura (GNF), composto por 37 indivíduos sem história de fratura por estresse de tíbia. Os parâmetros cinéticos foram medidos durante a corrida por meio de uma plataforma de força AMTI, e os parâmetros isocinéticos por meio de dinamômetro isocinético Biodex (System 3). Resultados: Para todas as variáveis isocinéticas e cinéticas, não houve diferenças entre GF e GNF. Conclusão: Ainda que não se tenha identificado uma diferença de desempenho entre os grupos estudados, o perfil cinético (impacto) e isocinético (atividade muscular) mostra que o treinamento da corrida com déficits em cuidados com a condição muscular e o controle de fatores extrínsecos pode criar uma situação de risco de ocorrência de fraturas por estresse.

Palavras-chave: corrida, tornozelo, cinese, atletas.

Abstract

Introduction: The association of muscle fatigue to increased vertical ground reaction force imposes the risk of tibial stress fracture in sports like long-distance running and triathlon. Objective: To analyze and compare parameters of the vertical component of ground reaction forces and isokinetic muscle parameters of plantar flexion (PF) and dorsiflexion (DF) of the ankle between groups of distance runners and triathletes with and without a history of tibial stress fracture. Methods: Seventy-five male long-distance runners and triathletes with a mean age of 30.26±6.51 years were divided according to the previous history of tibial stress fracture: fracture group (FG), composed 12 individuals with a history of stress fracture of the tibia and non-fracture group (NFG), composed of 37 individuals with no history of stress fracture of the tibia. The kinetic parameters were measured during the run through a force platform AMTI and isokinetic parameters through an isokinetic dynamometer Biodex (System 3). Results: For all isokinetic variables and kinetics, there were no differences between FG and NFG. Conclusion: Although a difference in performance has not been identified between groups, the kinetic profile (impact) and isokinetic impact (muscle activity) shows that the running training with deficits in muscle condition care and control of extrinsic factors can create a risk of occurrence of stress fractures.

Keywords: running, ankle, kinesis, athletes.

Resumen

Introducción: La asociación de la fatiga muscular al aumento de la fuerza vertical de reacción del suelo representa un riesgo de fractura por estrés de la tibia en deportes como las carreras de fondo y triatlón. Objetivo: Analizar y comparar los parámetros del componente vertical de las fuerzas de reacción del suelo y los parámetros musculares isocinéticos de flexión plantar (FP) y dorsiflexión (DF) del tobillo entre grupos de corredores de fondo y triatletas con y sin antecedentes de fractura por estrés de la tibia. Métodos: Setenta y cinco atletas de carreras de larga distancia y triatletas del sexo masculino, con un promedio de edad de 30,26 ± 6,51 años fueron divididos de acuerdo con el historial clínico anterior de fractura por estrés de tibia, en: grupo fractura (GF) compuesto por 12 individuos con antecedentes de fractura por estrés de la tibia, y grupo no-fractura (GNF), compuesto por 37 individuos sin antecedentes de fractura por estrés de la tibia. Se midieron los parámetros cinéticos durante la carrera por medio de una plataforma de fuerza AMTI y los parámetros isocinéticos a través de un dinamómetro isocinético Biodex (System 3). Resultados: Para todas las variables isocinéticas y cinéticas, no hubo diferencias entre GF y GNF. Conclusión: A pesar de que no se haya identificado una diferencia de rendimiento entre los grupos estudiados, el perfil cinético (impacto) e isocinético (actividad muscular) demuestra que el entrenamiento de carrera con déficit en el cuidado de la condición muscular y control de los factores extrínsecos puede crear un riesgo de aparición de fracturas por estrés.

Palabras-clave: carrera, tobillo, cinesis, atletas.

2 - EFEITOS AGUDOS NO DESEMPENHO DO SALTO VERTICAL APÓS O AGACHAMENTO COM BANDA ELÁSTICA DE JOELHO

ACUTE EFFECTS ON PERFORMANCE OF THE VERTICAL JUMP AFTER BACK SQUAT WITH KNEE WRAPS

EFECTOS AGUDOS EN EL DESEMPEÑO DEL SALTO VERTICAL DESPUÉS DE SENTADILLA CON BANDA ELÁSTICA DE RODILLA

Willy Andrade Gomes, Josinaldo Jarbas da Silva, Enrico Gori Soares, Erica Paes Serpa, Daniel Alves Corrêa, Guanis de Barros Vilela Junior, Charles Ricardo Lopes, Paulo Henrique Marchetti

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):257-260

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Resumo

Introdução: A banda elástica pode afetar o desempenho durante exercícios de alta intensidade, reduzindo a ativação muscular, o que pode influenciar o efeito de potencialização pós-ativação, que depende de alta intensidade para o exercício subsequente que visa potência. Objetivo: Verificar os efeitos agudos no desempenho do salto com contramovimento (SCM) após o agachamento em alta intensidade com e sem o uso da banda elástica de joelhos em sujeitos treinados em força. Métodos: Participaram do estudo 14 homens (idade: 24 ± 4 anos, estatura: 176 ± 6 cm, massa corporal: 81 ± 11 kg, 1RM: 107 ± 30 kgf ), treinados em força (>3 anos). Foram realizados três SCM antes e após três meio-agachamentos a 90% de 1RM nas condições com e sem a banda elástica de joelhos. Durante o SCM foram avaliados ativação muscular (IEMG) do vasto lateral (VL), glúteo máximo (GM), tempo de salto (TS) e impulso (IMP) por meio da força vertical de reação do solo (FRSv). Resultados: Os resultados mostraram que para o TS foi verificada diferença significante entre as condições pós-meio-agachamento (com e sem banda) (P = 0,044, TE = 1,02), sendo que os maiores valores foram observados para a condição sem banda. Para a IEMG de VL foi verificada diferença significante entre as condições pré e pós o meio-agachamento (com banda) (P = 0,029, TE = 1,68), sendo que os maiores valores foram observados para a IEMG com banda. Para a IEMG de GM e para o IMP não foram verificadas diferenças significantes entre as condições. Conclusão: Após a utilização da banda elástica de joelhos durante o exercício agachamento, ocorreu uma redução na participação do vasto lateral durante o salto com contramovimento, afetando o tempo de contato, mas não a produção de impulso, e consequente desempenho.

Palavras-chave: força muscular, desempenho atlético, treinamento de resistência.

Abstract

Introduction: Knee wraps can affect the muscular performance during high-intensity exercises by reducing muscle activation, which may influence the effect of post-activation potentiation, which depends on high intensity for the following power exercise. Objective: To investigate the acute effects on the performance with counter-movement jump (CMJ) after high-intensity squat with and without the use of knee wraps in resistance trained subjects. Methods: The study included 14 men (aged 24±4 years, height: 176±6cm, weight: 81±11kg, 1RM: 107±30kgf ) resistance trained (>3 years). Three SCM were performed before and after three back squats at 90% of 1RM with and without the knee wraps. During the CMJ muscle activation (IEMG) of the vastus lateralis (VL) and gluteus maximus (GM), jump time (JT), and impulse (IMP) through the force of vertical ground reaction (FRSV) were evaluated. Results: The results show statistically significant differences for JT between post-back-squat conditions (with and without wrap) (P=0.044, TE=1.02), whereas the highest values were observed without knee wrap. For IEMG of VL significant difference between pre and post-conditions after back squat (with knee wrap) (P=0.029, TE=1.68) was observed, and the highest values were observed for the IEMG with knee wrap. No significant differences between conditions were observed for IEMG of GM and IMP. Conclusion: After using the knee wraps during the squat exercise, there was a reduction in the involvement of the vastus lateralis during the jump with counter-movement, affecting the contact time, but not the production of impulse and consequent performance.

Keywords: muscle strength, athletic performance, resistance training

Resumen

Introducción: La banda elástica en la rodilla puede afectar al rendimiento durante ejercicios de alta intensidad, reduciendo la activación muscular, lo que pueden influir en el efecto de la potenciación post-activación, que depende de alta intensidad para el próximo ejercicio que tiene como objetivo la potencia. Objetivo: Investigar los efectos agudos en el rendimiento en salto con contramovimiento (SCM) después de sentadilla de alta intensidad con y sin el uso de bandas elásticas en las rodillas en sujetos entrenados en fuerza. Métodos: El estudio incluyó a 14 hombres (edad 24 ± 4 años, altura: 176 ± 6 cm., masa corporal: 81 ± 11 Kg., 1RM: 107 ± 30 kgf ), entrenados en fuerza (> 3 años). Tres SMC fueron realizados antes y después de las tres medias sentadillas al 90% de 1RM en las condiciones con y sin las bandas elásticas en las rodillas. Durante el SMC se evaluó la activación muscular (IEMG) del vasto lateral (VL), glúteo mayor (GM), el tiempo de salto (TS) y el impulso (IMP) a través de la fuerza de reacción vertical del suelo (FRSV). Resultados: Los resultados mostraron que para el TST hubo diferencia significativa entre las condiciones post-media sentadilla (con y sin banda) (P = 0,044, TE = 1,02), mientras que se observaron los valores más altos para la condición sin la banda. Para IEMG de VL hubo diferencias estadísticamente significativas entre las condiciones pre y post la media sentadilla (con banda) (P = 0,029, TE = 1,68), y se observaron valores más altos para IEMG con la banda. Para IEMG de GM y el IMP se encontraron diferencias significativas entre las condiciones. Conclusión: Después de usar la banda elástica de rodillas durante el ejercicio de sentadilla, hubo una reducción en la participación del vasto lateral durante el salto con contramovimiento, afectando el tiempo de contacto, pero no la producción de impulsos, y el consiguiente rendimiento.

Palabras-clave: fuerza muscular, rendimiento atlético, entrenamiento de fuerza.

3 - TREINAMENTO RESISTIDO REDUZ RISCOS CARDIOVASCULARES EM IDOSAS

RESISTED TRAINING REDUCES CARDIOVASCULAR RISK IN ELDERLY WOMEN

ENTRENAMIENTO RESISTIDO REDUCE EL RIESGO CARDIOVASCULAR EN MUJERES MAYORES

Luís Ângelo Macêdo Santiago, Lídio Gonçalves Lima Neto, Paulo Vitor Albuquerque Santana, Pauliana Conceição Mendes, Washington Kleber Rodrigues Lima, Francisco Navarro

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):261-265

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Resumo

Introdução: O envelhecimento humano aliado ao estilo de vida sedentário é marcado por alterações metabólicas com modificação na composição corporal, que repercutem diretamente na proteína C-reativa (PCR), sendo este um importante marcador de risco de doenças cardiovasculares (DCV). O treinamento resistido (TR) é um método muito utilizado na prevenção de doenças associadas ao envelhecimento. Objetivo: Avaliar os efeitos de oito semanas de TR sobre a composição corporal, força muscular e PCR em um grupo de idosas. Método: Foi realizado um estudo experimental com 10 idosas (63 ± 2 anos de idade). Para o ensaio de PCR, análises bioquímicas de hemograma e lipidograma completos foram coletadas amostras de sangue venoso periférico antes do exercício e 24 horas depois. Para medidas antropométricas calcularam-se índice de massa corporal (IMC), relação cintura/quadril (RCQ) e composição corporal. O TR foi realizado por Série Combinada - Bi-Set. Para a análise estatística, primeiramente foi realizado o teste de normalidade de Shapiro-Wilk (p > 0,05) para testes paramétricos. As variáveis do grupo foram apresentadas como média e desvio padrão. Para variáveis de PCR, antropométricas, composição corporal e perfil lipídico foram realizados o teste t de Student, tanto anterior quanto posteriormente às oito semanas de treinamento. Para as amostras da evolução das cargas e médias do consumo alimentar foi realizado o teste One Way ANOVA e, quando necessário, o teste post hoc de Tukey. O nível de significância adotado foi de p = 0,05. Resultados: Houve redução estatisticamente significativa (p = 0,02) para as concentrações séricas de PCR, o que significa uma redução de 70,96%, além de diminuir a massa gorda e aumentar a massa magra e a carga de treino após oito semanas. Conclusão: Oito semanas de TR reduziram as concentrações séricas de proteína C-reativa, assim como diminuíram a massa gorda e aumentaram o volume muscular, demonstrando ser uma estratégia eficiente para a diminuição dos fatores de riscos de doenças cardiovasculares.

Palavras-chave: exercício, tecido adiposo, testes hematológicos.

Abstract

Introduction: Human aging combined with a sedentary lifestyle is marked by metabolic changes with change in body composition reflecting directly on the C-reactive protein (CRP), which is an important risk marker for cardiovascular disease (CVD). Resistance Training (RT) is a widely used method in the prevention of diseases associated with aging. Objective: To evaluate the effects of eight weeks of TR on body composition, muscle strength and CRP in a group of elderly women. Method: An experimental study was conducted with 10 elderly women (63 ± 2 years). For the CRP analysis, biochemical analysis, complete blood count and lipid profile samples of peripheral venous blood were collected before exercise and 24 hours later. For anthropometric measurements were calculated the body mass index (BMI), waist/hip ratio (WHR) and body composition. The TR was conducted by Combined Series - Bi-Set. Statistical analysis was first conducted with the Shapiro-Wilk normality test (p>0.05) for parametric tests. Group variables were presented as mean and standard deviation. For CRP, anthropometric, body composition and lipid profile variables, the Student t test was performed, for both previous and later to eight weeks of training. For samples of the loads evolution and average food consumption was performed the One Way ANOVA test and, where necessary, the Tukey's post hoc test. The significance level was set at p=0.05. Results: There was a statistically significant reduction (p=0.02) for the serum concentrations of CRP, which means a decrease of 70.96%, and reduction of the fat mass and increased lean body mass and the training load after eight weeks. Conclusion: Eight weeks of RT reduced serum concentrations of C-reactive protein, as well as decreased fat mass and increased muscle volume, proving to be an effective strategy in reducing the risk factors for cardiovascular disease.

Keywords: exercise, adipose tissue, hematologic tests.

Resumen

Introducción: El envejecimiento humano combinado con un estilo de vida sedentario está marcado por cambios metabólicos con el cambio en la composición corporal que afectan directamente a la proteína C-reactiva (PCR), que es un marcador importante de riesgo de enfermedad cardiovascular (ECV). El entrenamiento de resistencia (RT) es un método ampliamente utilizado en la prevención de las enfermedades asociadas con el envejecimiento. Objetivo: Evaluar los efectos de las ocho semanas de TR en la composición corporal, la fuerza muscular y la PCR en un grupo de personas de edad avanzada. Método: Un estudio experimental se llevó a cabo con 10 mujeres de edad avanzada (63 ± 2 años). Para prueba PCR, el análisis bioquímico, hemograma completo y perfil lipídico completo se recogieron muestras de sangre venosa periférica antes del ejercicio y 24 horas después. Para las medidas antropométricas se calcularon el índice de masa corporal (IMC), índice cintura/cadera (ICC) y composición corporal. El TR fue realizado por la Serie Combinada - Bi-Set. El análisis estadístico se realizó por primera vez con la prueba de normalidad de Shapiro-Wilk (p > 0,05) para las pruebas paramétricas. Las variables de grupo se presentan como media y desviación estándar. La PCR, las variables antropométricas, la composición corporal y el perfil lipídico se realizaron con la prueba de la t de Student, tanto anterior cuanto posteriormente a las ocho semanas de entrenamiento. Para las muestras de cambios de carga y el consumo medio de alimentos se realizó la prueba One Way ANOVA y, cuando necesario, la prueba post hoc de Tukey. El nivel de significación se fijó en p ≤ 0,05. Resultados: Hubo una reducción estadísticamente significativa (p = 0,02) para las concentraciones séricas de PCR, lo que significa un descenso del 70,96%, y reducción la masa grasa y aumento de la masa corporal magra y la carga de entrenamiento después de ocho semanas. Conclusión: Ocho semanas de RT reducen las concentraciones séricas de proteína C-reactiva, así como de la masa grasa, aumentaron el volumen muscular, demostrando ser una estrategia eficaz para la reducción de los factores de riesgo de enfermedad cardiovascular.

Palabras-clave: ejercicio, tejido adiposo, pruebas hematológicas.

4 - COMPARAÇÃO DE TRÊS EQUAÇÕES PARA PREDIÇÃO DA GORDURA CORPORAL POR BIOIMPEDÂNCIA EM JOVENS OBESAS

COMPARISON OF THREE EQUATIONS FOR PREDICTING THE BODY FAT BY BIOIMPEDANCE IN YOUNG OBESE FEMALES

COMPARACIÓN DE TRES ECUACIONES PARA PREDICCIÓN DE LA GRASA CORPORAL POR BIOIMPEDANCIA EN JÓVENES OBESAS

Wendell Arthur Lopes, Neiva Leite, Larissa Rosa da Silva, Cássio Leandro Mühe Consentino, Priscilla Coutinho, Rosana Bento Radominski, Cláudia Regina Cavaglieri

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):266-270

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Resumo

Introdução: A impedância bioelétrica (BIA) tem sido bastante utilizada para o monitoramento da composição corporal em indivíduos de diferentes idades e estados nutricionais. Entretanto, não se sabe qual das equações propostas para crianças e adolescentes é a mais recomendada para utilização em adolescentes com excesso de peso. Objetivo: Verificar a concordância dos métodos de BIA usando três equações diferentes com a absorciometria de raio-X de dupla energia (DXA), para análise da composição corporal de adolescentes com sobrepeso e obesidade. Métodos: Participaram do estudo 27 adolescentes do sexo feminino, com sobrepeso e obesidade. Foram avaliados o percentual de gordura corporal (%GC), a massa gorda (MG) e a massa livre de gordura (MLG) por DXA e por BIA utilizando as equações propostas por Houtkooper, Schaefer e Deurenberg. ANOVA oneway, gráficos de Bland-Altman e o coeficiente de correlação intraclasse foram utilizados para comparação e verificação da concordância entre os métodos. Resultados: A BIA utilizando a equação proposta por Houtkooper foi a única que não apresentou diferença estatística significativa na estimativa de %GC, MG e MLG em comparação ao DXA e apresentou boa concordância com o DXA na estimativa de %GC (-1,9 ± 3,29%), MG (1,5 ± 2,59 kg) e MLG (1,4 ± 2,60 kg), bem como boa reprodutibilidade para %GC (CCI = 0,81), MG (0,96) e MLG (0,89). As equações de Schaefer e de Deurenberg apresentaram menor concordância com o DXA, superestimando a MG e subestimando a MLG e apresentaram reprodutibilidade de moderada a baixa na maioria das medidas da composição corporal. Conclusão: Quando comparamos as três equações propostas para BIA com o DXA, verificamos que a equação proposta por Houtkooper foi a que melhor concordou com DXA e apresentou boa reprodutibilidade para estimar %GC, MG e MLG em adolescentes com sobrepeso e obesidade.

Palavras-chave: impedância elétrica, obesidade, adolescente, composição corporal.

Abstract

Introduction: The bioelectrical impedance (BIA) has been widely used for monitoring body composition of individuals of different ages and nutritional statuses. However, it is unknown which of the equations for children and adolescents is the most recommended to be used for adolescents who are overweight. Objective: To assess the agreement of the BIA method using three different equations with dual energy X-ray absorptiometry (DXA) for analysis of body composition in overweight and obesity. Methods: Twenty-seven female adolescents with overweight or obesity were included in this study. The percentage of body fat (%BF), fat mass (FM) and fat-free mass (FFM) were evaluated by DXA and BIA using the equations proposed by Houtkooper, Schaefer and Deurenberg. Oneway ANOVA, Bland-Altman plots and the intraclass correlation coefficient were used for comparison and verification of the agreement among the methods. Results: BIA using the equation proposed by Houtkooper was the only one that showed no statistically significant difference in the estimating %BF, FM and FFM compared to DXA and showed good agreement with DXA in estimating %BF (-1.9±3.29), FM (1.5±2.59) and FFM (1.4±2.60) and good reproducibility for %BF (0.81), FM (0.96) and FFM (0.89). The Schaefer and Deurenberg equations showed less agreement with DXA, overestimating the MG and underestimating the FFM, and presented moderate to low reproducibility in most measures of body composition. Conclusion: When we compared the three equations proposed to BIA with DXA, we find that the Houtkooper equation was the best agreed with DXA and showed good reproducibility for estimate %BF, FM and FFM in female adolescents with overweight and obesity.

Keywords: electric impedance, obesity, adolescents, body composition.

Resumen

Introducción: La impedancia bioeléctrica (BIA) ha sido bastante utilizada para el monitoreo de la composición corporal en individuos de diferentes edades y estado nutricional. Entretanto, no se sabe cuál de las ecuaciones propuestas para niños y adolescentes es la más recomendada para uso en adolescentes con exceso de peso. Objetivo: Verificar la concordancia de los métodos de BIA usando tres ecuaciones diferentes con la absormetría de rayos X de doble energía (DXA), para análisis de la composición corporal de adolescentes con sobrepeso y obesidad. Métodos: Participaron en el estudio 27 adolescentes, del sexo femenino, con sobrepeso y obesidad. Fueron evaluados el porcentual de grasa corporal (%GC), la masa gorda (MG) y la masa libre de grasa (MLG) por DXA y por BIA utilizando las ecuaciones propuestas por Houtkooper, Schaefer y Deurenberg. ANOVA oneway, Bland-Altman y el coeficiente de correlación intraclase fueron utilizados para comparación y verificación de la concordancia entre los métodos. Resultados: La BIA utilizando la ecuación propuesta por Houtkooper fue la única que no presentó diferencia estadística significativa en la estimativa de %GC, MG y MLG en comparación a DXA y presentó buena concordancia con el DXA en la estimativa de % GC (-1,9±3,29%), MG (1,5±2,59kg) y MLG (1,4±2,60kg), bien como buena reproductibilidad para %GC (CCI=0,81), MG (0,96) y MLG (0,89). Las ecuaciones Schaefer y de Deurenberg presentaron menor concordancia con el DXA, sobreestimando la MG y subestimando la MLG y presentaron valores de moderada a baja reproductibilidad en la mayoría de las medidas de la composición corporal. Conclusión: Cuando comparamos las tres ecuaciones propuestas para BIA en comparación al DXA, verificamos que la ecuación propuesta por Houtkooper fue la que mejor concordó con DXA y presentó buena reproductibilidad para estimar %GC, MG y MLG en adolescentes con sobrepeso y obesidad.

Palabras-clave: impedancia eléctrica, obesidad, adolescente, composición corporal.

5 - SOMATOTIPO, FATORES DE RISCO E RAZÃO CINTURAESTATURA EM INDIVÍDUOS FISICAMENTE ATIVOS

SOMATOTYPES, RISK FACTORS AND WAIST-HEIGHT RATIO IN PHYSICALLY ACTIVE INDIVIDUALS

SOMATOTIPO, FACTORES DE RIESGO Y RAZÓN CINTURA-ESTATURA EN INDIVIDUOS FÍSICAMENTE ACTIVOS

Anderson Henrique Souza de Almeida, Sarah Abrahão Gomes dos Santos, Edil de Albuquerque Rodrigues Filho, Paulo Roberto Cavalcanti Carvalho, Gilmário Ricarte Batista

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):271-274

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Resumo

Introdução: A relação entre o tipo físico e o risco cardiovascular vem sendo estudada em diversas populações do mundo. No Brasil, estudos que avaliam esta relação são escassos, principalmente quando se trata de indivíduos que praticam atividades físicas. Objetivo: Analisar a relação do somatotipo com fatores de risco cardiovascular e razão cintura-estatura (RCEst) em praticantes de atividade física. Métodos: Trata-se de uma pesquisa descritiva com delineamento transversal. A amostra foi constituída por 280 sujeitos, usuários da pista de Cooper da Universidade Federal de Pernambuco, na cidade de Recife, PE, Brasil. Para identificação do nível de atividade física, utilizou-se a versão curta do International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Os indivíduos classificados como muito ativos, ativos ou irregularmente ativos A ou B, foram incluídos na amostra. Excluíram-se os sujeitos inativos fisicamente. O somatotipo foi estimado através do protocolo antropométrico de Carter e Heath (1990). Determinaram-se como fatores de risco cardiovascular o tabagismo, o consumo de bebida alcoólica e a pressão arterial (PA). Empregou-se a estatística descritiva para caracterização da amostra, em seguida, utilizou-se a Análise de Variância Multivariada (MANOVA), com nível de significância de p < 0,05. Resultados: Não foi identificada relação significativa para as variáveis tabagismo e consumo de bebida alcoólica. Na análise da PA (Pillai's trace = 0,082; F = 8,187; p < 0,05) e da RCEst (Pillai's trace = 0,298; F = 39,081; p < 0,05), verificou-se significância estatística com o somatotipo. Conclusão: O tipo físico foi positivo e significativamente relacionado com a PA e com a RCEst, demonstrando que esse indicador antropométrico pode ser utilizado para predizer precocemente o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Palavras-chave: doenças cardiovasculares, antropometria, somatotipos, atividade motora.

Abstract

Introduction: The relationship between physical type and cardiovascular risk has been studied in several populations worldwide. In Brazil, studies evaluating this relationship are scarce, especially when physically active individuals are concerned. Objective: To analyze the relationship of the somatotype with cardiovascular risk factors and waist- -height ratio (WHtR) in physically active individuals. Methods: This is a descriptive cross-sectional study. The sample consisted of 280 individuals, users of the jogging track at the Federal University of Pernambuco (UFPE) in Recife, PE, Brazil. To identify the level of physical activity, we used the short version of the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Individuals classified as very active, active or irregularly active A or B were included in the sample. Physically inactive individuals were excluded from the analysis. The somatotype was estimated by the anthropometric protocol proposed by Carter and Heath (1990). We determined as cardiovascular risk factors smoking, alcohol consumption, and blood pressure (BP). We used descriptive statistics to characterize the sample, and then used a multivariate analysis of variance (MANOVA) with a significance level of p<0.05. Results: No significant relationship for the variables smoking and alcohol consumption. In the analysis of BP (Pillai's trace = 0.082; F=8.187; p<0.05) and WHtR (Pillai's trace = 0.298; F=39.081; p<0.05) there was statistical significance for the somatotype. Conclusions: The physical type was positive and significantly related to BP and WHtR, showing that this anthropometric indicator can be used for early prediction of the risk of developing cardiovascular diseases.

Keywords: cardiovascular diseases, anthropometry, somatotypes, motor activity

Resumen

Introducción: La relación entre el tipo de cuerpo y el riesgo cardiovascular, se ha estudiado en varias poblaciones de todo el mundo. En Brasil, los estudios de evaluación de esta relación son escasos, sobre todo cuando se trata de personas que practican actividades físicas. Objetivo: Analizar la relación entre el somatotipo y los factores de riesgo cardiovascular, y la razón cintura-estatura (RCEst) en practicantes de actividad física. Métodos: Se trata de un diseño transversal descriptivo. La muestra consistió en 280 sujetos, usuarios de una pista de Cooper de la Universidad Federal de Pernambuco, Recife, PE, Brasil. Para identificar el nivel de actividad física, se utilizó la versión corta del Internacional Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Los individuos clasificados como muy activos, activos o irregularmente activos A o B se incluyeron en la muestra. Se excluyeron los sujetos físicamente inactivos. El somatotipo se estimó mediante el protocolo antropométrico de Carter y Heath (1990). Se determinaron como factores de riesgo cardiovascular el tabaquismo, el consumo de alcohol y la presión arterial (PA). Se utilizó estadística descriptiva para caracterización de la muestra y luego se utilizó el análisis multivariado de varianza (MANOVA), con un nivel de significación de p < 0,05. Resultados: Ninguna relación significativa fue identificada para las variables tabaquismo y consumo de alcohol. En el análisis de la PA (Pillai’s trace = 0,082; F = 8,187; p < 0,05) y RCEst (Pillai’s trace = 0,298; F = 39,081; p < 0,05), se verifico una significación estadística para el somatotipo. Conclusiones: El tipo físico fue positivo y significativamente relacionado con la PA y la RCEst, demostrando que este indicador antropométrico puede ser utilizado para predecir precozmente el riesgo de desarrollar enfermedad cardiovascular.

Palabras-clave: enfermedades cardiovasculares, antropometría, somatotipos, actividad motora.

6 - EFEITO DO TREINAMENTO AERÓBIO NOS NÍVEIS DE HOMOCISTEÍNA EM INDIVÍDUOS DIABÉTICOS DO TIPO 2

EFFECT OF AEROBIC TRAINING ON PLASMA LEVELS OF HOMOCYSTEINE IN PATIENTS WITH TYPE 2 DIABETES

EFECTO DEL ENTRENAMIENTO AERÓBICO EN LOS NIVELES DE HOMOCISTEÍNA EN INDIVIDUOS DIABÉTICOS DEL TIPO 2

Alexandre de Souza e Silva, Fábio Vieira Lacerda, Maria Paula Gonçalves Mota

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):275-278

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Resumo

Introdução: Os programas de treinamento aeróbio têm demonstrado bons resultados no controle das variáveis de risco cardiovascular em indivíduos diabéticos; no entanto, os efeitos nos níveis de homocisteína não estão claros. Objetivo: Analisar os efeitos do treinamento aeróbio nos níveis plasmáticos de homocisteína e fatores de risco cardiovascular em indivíduos diabéticos do tipo 2. Métodos: Participaram do estudo 15 mulheres com diabetes do tipo 2 e média de idade 68,86 ± 11,2 anos. Todos os indivíduos da amostra foram submetidos a um teste de avaliação do consumo máximo de oxigénio (VO2máx) seguindo o protocolo de Bruce, avaliação da pressão arterial e avaliação antropométrica. Foi também efetuada uma coleta de 10 ml de sangue (veia antecubital) em jejum de no mínimo 12 horas. O plasma foi separado e processado para posterior análise da concentração de homocisteína (mmol/l), colesterol total (mg/dl), lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) (mg/dl), lipoproteína de baixa densidade (LDL) (mg/dl), lipoproteína de alta densidade (HDL) (mg/dl), triglicérides (mg/dl) e glicemia (mg/dl). Os testes foram feitos antes e após 16 semanas de treinamento aeróbio. O programa foi realizado com 2 sessões de treinamento não consecutivas por semana, com intensidade compreendida entre 60% e 70% da frequência cardíaca máxima e duração de 75 minutos por sessão. Resultados: Os resultados observados revelam que o programa de exercício físico induziu uma diminuição não significativa da concentração plasmática de homocisteína. Foram ainda identificadas melhorias do perfil lipídico e do Consumo Máximo de Oxigênio (VO2máx), diminuição da glicemia, da pressão arterial diastólica, do percentual de gordura e massa gorda. Conclusão: Conclui-se que o programa de treinamento aeróbio reduziu o risco cardiovascular em indivíduos diabéticos do tipo 2, embora a alteração da homocisteína não tenha sido significativa.

Palavras-chave: diabetes mellitus, aterosclerose, exercício.

Abstract

Introduction: Aerobic training programs have shown good control of cardiovascular risk variables in diabetic subjects, but the effects on homocysteine levels remains unclear. Objective: To analyze the effects of aerobic training on plasma homocysteine levels and cardiovascular risk factors in patients with type 2 diabetes. Methods: The study included 15 women with type 2 diabetes, mean age 68.86 ± 11.2 years. All individuals in the sample underwent an evaluation test of maximal oxygen uptake (VO2max) according to Bruce protocol, evaluation of blood pressure and anthropometric measurements. Additionally, a sample of venous blood (10ml from cubital vein) was drawn from subjects fasted for at least 12 hours. The plasma was separated and processed for further analysis of homocysteine concentration (mmol/l), total cholesterol (mg/dl), very low density lipoprotein (VLDL) (mg/dl), low density lipoprotein (LDL) (mg/dl), high density lipoprotein (HDL) (mg/dl), triglycerides (mg/dl) and blood glucose (mg/dl). The tests were done before the aerobic training and repeated 16 weeks later. The program consisted of 2 non-consecutive training sessions of 75 minutes a week, between 60% and 70% of maximum heart rate. Results: The observed results show that physical exercise program induced a non-significant decrease in plasma concentration of homocysteine. Were also identified improvements in lipid profile and maximal oxygen uptake (VO2max), decreased blood glucose, diastolic blood pressure, body fat percentage and body fat. Conclusion: The aerobic training program reduced cardiovascular risk factor in individuals with type 2 diabetes, although homocysteine decline was not significant.

Keywords: diabetes mellitus, atherosclerosis, exercise.

Resumen

Introducción: Los programas de entrenamiento aeróbico han demostrado buenos resultados en el control de las variables de riesgo cardiovascular en individuos diabéticos, sin embargo, los efectos en los niveles de homocisteína no están claros. Objetivo: Analizar los efectos del entrenamiento aeróbico en los niveles plasmáticos de homocisteína y factores de riesgo cardiovascular en individuos diabéticos del tipo 2. Métodos: Participaron en el estudio 15 mujeres con diabetes del tipo 2 y promedio de edad de 68,86 ± 11,2 años. Todos los individuos de la muestra fueron sometidos a un test de evaluación del consumo máximo de oxígeno (VO2máx) siguiendo el protocolo de Bruce, evaluación de la presión arterial y evaluación antropométrica. Fue también efectuada una colecta de 10 ml de sangre (vena antecubital) en ayunas de como mínimo 12 horas. El plasma fue separado y procesado para posterior análisis de la concentración de homocisteína (mmol/l), colesterol total (mg/dl), Lipoproteína de Muy Baja Densidad (VLDL) (mg/dl), Lipoproteína de Baja Densidad (LDL) (mg/dl), Lipoproteína de Alta Densidad (HDL) (mg/dl), triglicéridos (mg/dl) y glucemia (mg/dl). Los tests fueron realizados antes y después de 16 semanas de entrenamiento aeróbico. El programa fue realizado con 2 sesiones de entrenamiento no consecutivas por semana, con una intensidad comprendida entre 60-70% de la frecuencia cardíaca máxima y una duración de 75 minutos por sesión. Resultados: Los resultados observados revelan que el programa de ejercicio físico indujo a una disminución no significativa de la concentración plasmática de homocisteína. Fueron además identificadas mejoras del perfil lipídico y del Consumo Máximo de Oxígeno (VO2máx), disminución de la glucemia, de la presión arterial diastólica, del porcentual de grasa y masa gorda. Conclusión: Se concluye que el programa de entrenamiento aeróbico redujo el riesgo cardiovascular en individuos diabéticos del tipo 2, aunque la alteración de la homocisteína no haya sido significativa.

Palabras-clave: diabetes mellitus, aterosclerosis, ejercicio.

7 - TRANSIÇÃO METABÓLICA NO TESTE PROGRESSIVO DE PESSOAS TREINADAS COM MUSCULAÇÃO E CORRIDA

METABOLIC TRANSITION IN TRAINED PEOPLE IN PROGRESSIVE TEST WITH RESISTANCE TRAINING AND RUNNING

TRANSICIÓN METABÓLICA EN PERSONAS ENTRENADAS PARA PRUEBA PROGRESIVA CON MUSCULACIÓN Y CARRERA

Jhennyfer Aline Lima Rodrigues, Anselmo José Perez, Wellington Lunz, José Geraldo Mill, Luciana Carletti

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):279-283

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Resumo

RESUMO Introdução: A especificidade das adaptações cardiorrespiratórias e metabólicas do treinamento aeróbio e de força evocam respostas distintas durante o teste cardiopulmonar de exercício (TCPE). Objetivo: Descrever o comportamento cardiorrespiratório durante a transição metabólica (TM) do TCPE, de praticantes de corrida e musculação, comparados a um grupo controle. Métodos: Homens de 21 a 55 anos foram agrupados em: grupo de corredores (GC, n = 30), grupo de musculação (GM, n = 23) e grupo controle (GCON, n = 38). Foram submetidos à avaliação antropométrica e TCPE com análise do limiar anaeróbio ventilatório (LAV) e do ponto de compensação respiratória (PCR). Calculou-se a economia de corrida pela relação entre VO2 e velocidade do teste (ECINCLINA). Resultados: Na fase de transição metabólica, a carga (km/h) foi superior no GC (4,2 ± 1,6) vs. GCON (2,7 ± 1,6) e GM (2,8 ± 1,0); P < 0,05. O GC apresentou maior VO2LAV; VO2PCR e VO2MÁX. (36 ± 8; 46 ± 8; 51 ± 8 vs. 24 ± 6; 35 ± 5; 40 ± 6 e 26 ± 6; 35 ± 6; 40 ± 7 ml.kg-1.min-1; P < 0,05), comparado com GCON e GM, respectivamente, mesmo após a correção alométrica. A FCREP foi menor entre GC e GCON (CE = 52 ± 6; CON = 60 ± 8 bpm; P < 0,05). Na fase de TM, o GC apresentou maior aumento da carga de trabalho e menor alteração do pulso de oxigênio comparado ao GCON e ao GM. O VO2 durante a TM não difere entre os grupos. O GC apresentou menor ECINCLINA nos instantes finais do teste, comparado a GCON e GM. Conclusão: O GC apresentou maior eficiência metabólica nas transições progressivas de intensidade de esforço em relação a GCON e GM e o GM não exibe capacidade de transição aprimorada no TCPE, até mesmo quando comparados a indivíduos sedentários.

Palavras-chave: treinamento de resistência, corrida, metabolismo energético, limiar anaeróbio.

Abstract

Introduction: The specificity of cardiorespiratory and metabolic adaptations of aerobic and strength training evoke different responses during cardiopulmonary exercise testing (CPET). Objective: To describe the cardiorespiratory behavior during metabolic transition (MT) of CPET, runners and bodybuilders compared to a control group. Methods: Men aged 21-55 years were grouped as follows: runners group (RG, n=30), strength group (SG, n=23) and control group (CG, n=38). The subjects underwent anthropometric and CPET assessment with analysis of ventilatory anaerobic threshold (VAT) and the respiratory compensation point (RCP). We calculated the running economy by the relationship between VO2 and test speed (ECINCLINA). Results: In metabolic transition phase, the running speed (km/h) was higher in the RG group (4.2±1.6) vs. CG (2.7±1.6) and SG (2.8±1.0); P<0.05. The RG had higher VO2LAV, VO2PCR, and VO2MAX (36±8; 46±8, 51±8 vs. 24±6, 35±5, 40 ± 6, and 26±6, 35±6, 40± 7ml.kg-1.min-1; P<0.05) compared to group CG and SG, respectively, even after allometric correction. The resting heart rate was lower among RG and CG (R=52±6; C=60±8 bpm, P<0.05). In the MT phase the RG had a greater increase in workload and less change in oxygen pulse compared to CG and SG. The VO2 during MT did not differ between groups. The RG showed lower ECINCLINA in the closing stages of the test compared to CG and SG. Conclusion: The RG showed higher metabolic efficiency in progressive transitions of effort intensity in relation to CG and SG and the SG does not display enhanced transition capacity in CPET, even when compared to sedentary individuals.

Keywords: resistance training, running, energy metabolism, anaerobic threshold.

Resumen

Introducción: La especificidad de las adaptaciones cardiorrespiratorias y metabólicas del entrenamiento aeróbico y de fuerza evoca diferentes respuestas durante la prueba de esfuerzo cardiopulmonar (PECP). Objetivo: Describir el comportamiento cardiorrespiratorio durante la transición metabólica (TM) de la PECP, de corredores y culturistas, en comparación con un grupo control. Métodos: Hombres entre 21 y 55 años fueron agrupados de la siguiente manera: grupo corredores (GC; n = 30), grupo culturistas (GCU; n = 23) y grupo control (GCON; n = 38). Los participantes se sometieron a evaluación antropométrica y PECP, con el análisis de umbral anaeróbico ventilatorio (UAV) y el punto de compensación respiratoria (PCR). Se calculó la economía de carrera mediante la relación entre VO2 y velocidad de la prueba (ECINCLINA). Resultados: En la transición metabólica, la carga (km/h) fue mayor en el GC (4,2 ± 1,6) vs. GCON (2,7 ± 1,6) y GCU (2,8 ± 1,0); P < 0,05. El GC presentó mayor VO2UAV; VO2RCP y VO2MÁX. (36 ± 8; 46 ± 8; 51 ± 8 vs. 24 ± 6; 35 ± 5; 40 ± 6 y 26 ± 6; 35 ± 6; 40 ± 7 ml.kg-1.min-1; P < 0,05), en comparación con GCON y GCU, respectivamente, incluso después de la corrección alométrica. La FCREP fue menor entre GD y GCON (GC = 52 ± 6; GCON = 60 ± 8 bpm; P < 0,05). La fase de TM en el GC presentó mayor aumento de carga de trabajo y menos cambios en el pulso de oxígeno en comparación con GCON y GCU. El VO2 durante la TM no difirió entre los grupos. El GC mostró menor ECINCLINA en los momentos finales de la prueba en comparación con GCON y GCU. Conclusión: El GC mostró una mayor eficiencia metabólica en las transiciones progresivas de esfuerzo en comparación con GCON y GCU, y GCU no muestra una mayor capacidad de transición en el PECP, incluso en comparación con los individuos sedentarios.

Palabras-clave: entrenamiento de resistencia, carrera, metabolismo energético, umbral anaerobio.

8 - PESO CORPORAL E ESTADO HÍDRICO DE TRIATLETAS NO IRONMAN BRASIL: UM FATOR DE CORREÇÃO

BODY WEIGHT AND WATER CONDITION IN IRONMAN BRASIL TRIATHLETES: A CORRECTION FACTOR

PESO CORPORAL Y ESTADO HÍDRICO DE TRIATLETAS EN EL IRONMAN BRASIL: UN FACTOR DE CORRECCIÓN

Roberto Lemos, Francisco Rosa Neto, Lourenço Sampaio de Mara, Alexandra Amin Lineburger, Tales de Carvalho, Renata Ramos

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):284-286

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Resumo

Introdução: O triatlo Ironman é uma prova de longa duração em que comumente se observam alterações hidroeletrolíticas. A desidratação e hiponatremia são prevalentes e o diagnóstico diferencial entre elas deve levar em conta a variação de peso corporal do atleta. Contudo, deve-se considerar também que as variações são um somatório de fontes hídricas e não hídricas, sendo necessário aplicar um fator de correção para avaliação do real estado hídrico do atleta. Objetivo: Avaliar o estado hídrico do atleta baseado nas variações de peso corporal sem e com aplicação de fator de correção. Método: Vinte e seis atletas foram pesados em três momentos distintos (dois dias antes da prova, imediatamente antes e após a realização). O estado hídrico foi classificado com base no cálculo da variação percentual de peso corporal isolado e com aplicação do fator de correção de 1 kg proporcional ao atleta de 70 kg. Além disso, foram registrados os principais sinais clínicos e sintomas referidos. Resultados: Nas 48 horas que antecederam a largada houve um ganho médio de peso de 1,2 kg. Após a prova, vinte e três (88,4%) atletas foram classificados como desidratados inicialmente, porém após a aplicação do fator de correção à variação do peso, esse número caiu para 12 (46,1%). Dos classificados como desidratação severa houve redução de 7 (26,2%) para nenhum atleta. Dez atletas (3,8%) apresentaram sinais e sintomas de desidratação. Conclusão: A classificação do estado de hidratação baseado nas perdas hídricas durante a prova foi significativamente modificado pela aplicação do fator de correção, sendo sua utilização justificada pelas evidências de que o ganho de peso nas 48 horas anteriores à prova está possivelmente relacionado ao acúmulo muscular de glicogênio e água (fontes não hídricas intravasculares).

Palavras-chave: desidratação, composição corporal, atletas.

Abstract

Introduction: The Ironman Triathlon is a long-lasting competition where commonly electrolyte changes are observed. Dehydration and hyponatremia are prevalent and the differential diagnosis between them should take into account the body weight variation of the athlete. Nevertheless, one should also consider that variations are a summation of water and no-water sources, being necessary to apply a correction factor to evaluate the real water condition of the athlete. Objective: To evaluate the water condition of the athlete based on body weight changes with and without correction factor applied. Method: Twenty-six athletes were weighed in three different times (two days before the competition, immediately before and after performance). The water was classified by calculating the percentage of isolated body weight variation and application of correction factor of 1kg proportional to the athlete of 70kg. In addition, the main clinical signs and symptoms were recorded. Results: In the 48 hours before the start there was an average weight gain of 1.2kg. After the race, 23 (88.4%) athletes were classified as dehydrated initially but after applying the correction factor to the weight change, this number dropped to 12 (46.1%). Those classified as severe dehydration decreased by 7 (26.2%) to no athlete. Ten athletes (3.8%) presented signs and symptoms of dehydration. Conclusion: The classification of hydration status based on water loss during the race was significantly modified by the application of the correction factor, and its use is justified by evidence that weight gain within 48 hours prior to the race is possibly related to the muscle glycogen and water accumulation (no intravascular water sources).

Keywords: dehydration, body composition, athletes.

Resumen

Introducción: El triatlón Ironman es una prueba de larga duración en la que se observan comúnmente alteraciones hidroelectrolíticas. La deshidratación e hiponatremia son prevalentes y el diagnóstico diferencial entre éstas debe llevar en cuenta la variación de peso corporal del atleta. Sin embargo, se debe considerar también que las variaciones son una sumatoria de fuentes hídricas y no hídricas siendo necesario aplicar un factor de corrección para evaluación del real estado hídrico del atleta. Objetivo: Evaluar el estado hídrico del atleta con base en las variaciones de peso corporal sin y con aplicación de factor de corrección. Método: Veintiséis atletas fueron pesados en tres momentos distintos (dos días antes de la prueba, inmediatamente antes y después de la realización de la misma). El estado hídrico fue clasificado con base en el cálculo de la variación porcentual de peso corporal aislado y con aplicación del factor de corrección de 1 kg proporcional al atleta de 70 kg. Además, fueron registradas las principales señales clínicas y síntomas referidos. Resultados: En las 48 horas que antecedieron a la largada hubo un aumento medio de peso de 1,2 kg. Después de la prueba, veintitrés (88,4%) atletas fueron clasificados como deshidratados inicialmente, aunque después de la aplicación del factor de corrección a la variación de peso, ese número cayó para 12 (46,1%). Y de los clasificados como deshidratación severa hubo reducción de 7 (26,2%) para ningún atleta. Diez atletas (3,8%) presentaron señales y síntomas de deshidratación. Conclusión: La clasificación del estado de hidratación con base en las pérdidas hídricas durante la prueba fue significativamente modificada por la aplicación del factor de corrección, siendo su uso justificado por las evidencias de que el aumento de peso en las 48 horas antes de la prueba está posiblemente relacionado a la acumulación muscular de glicógeno y agua (fuentes no hídricas intravasculares).

Palabras-clave: deshidratación, composición corporal, atletas.

9 - METABOLIC RESPONSE TO DIFFERENT GLYCEMIC INDEXES OF PRE-EXERCISE MEAL

RESPOSTA METABÓLICA A DIFERENTES ÍNDICES GLICÊMICOS DA REFEIÇÃO PRÉ-EXERCÍCIO

RESPUESTA METABÓLICA A DIFERENTES ÍNDICES GLUCÉMICOS DE LA INGESTIÓN DE ALIMENTOS ANTES DE LOS EJERCICIOS

Valéria Cristina de Faria, João Carlos Bouzas Marins, Gustavo Antônio de Oliveira, Samuel de Souza Sales, Fernando Fonseca dos Reis, Juscélia Cristina Pereira, Luciana Moreira Lima

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):287-291

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Resumo

Introduction: To ensure performance and health, the type of food and the time of pre-exercise ingestion should be considered by practitioners of morning physical activity. Objective: This study assessed the metabolic response after pre-exercise meals with different glycemic indexes (GI) and in the fasting state adopting different types of hydration. Methods: Twelve men performed four experimental tests; two with pre-exercise meals of high GI (HGI) and low GI (LGI), and two were performed in the fasting state with hydration: water (H2O) and carbohydrate drink (CHO). Each test consisted of a pre-exercise rest period of 30 minutes followed by 60 minutes of cycle ergometer with continuous load equivalent to 60% of the extrapolated maximal oxygen consumption (VO2MaxExt). During the exercise, participants were hydrated every 15 minutes with 3mL per kg body weight. During each experimental test, venous blood samples were obtained for fasting and at 15-minute intervals during rest, and every 20 minutes during exercise. The gas analysis was carried out in periods of 5 minutes every 20 minutes of exercise. Results: There was no difference in substrate oxidation. After 20 minutes of exercise, pre-exercise food intake procedures showed similar behavior, having only reduced blood glucose levels compared to fasting procedures (p<0.01). There was maintenance of blood glucose at stable and higher levels during exercise in relation to the other tests in the fast procedure with CHO. Conclusion: The data suggest that despite the similar metabolic behavior between LGI and HGI meals, the adoption of a LGI meal before the morning exercise seems to be a more suitable feeding practice due to higher tendency of rebound hypoglycemia after HGI meal and when morning exercise is performed on fasting, hydration with CHO seems to minimize the hypoglycemic risk arising from that state.

Palavras-chave: carbohydrates, breakfast, fasting, energy drinks, blood glucose.

Abstract

Introdução: Para garantir o desempenho e a saúde, o tipo de alimento e o tempo de ingestão pré-exercício devem ser considerados pelos praticantes de atividade física matutina. Objetivo: Este estudo avaliou a resposta metabólica após as refeições pré-exercício com diferentes índices glicêmicos (IG) e no estado de jejum, adotando diferentes tipos de hidratação. Métodos: Doze homens realizaram quatro testes; dois com refeições pré-exercício de alto IG (AIG) e baixo IG (BIG), e dois foram conduzidos em jejum com hidratação: água (H2O) e bebida carboidratada (CHO). Cada teste consistiu em 30 minutos de repouso antes do exercício, seguidos por 60 minutos de bicicleta ergométrica com carga contínua equivalente a 60% do consumo máximo de oxigênio extrapolado (VO2MaxExt). Durante o exercício, os participantes foram hidratados a cada 15 minutos com 3 ml por kg de peso corporal. Durante cada teste, foram obtidas amostras de sangue venoso em jejum e em intervalos de 15 minutos durante o repouso, e a cada 20 minutos durante o exercício. A análise de gases foi realizada em períodos de 5 minutos a cada 20 minutos de exercício. Resultados: Não houve diferença na oxidação de substrato. Depois de 20 minutos de exercício, os procedimentos de ingestão de alimentos pré-exercício apresentaram comportamento semelhante, mostrando somente redução dos níveis de glicemia em comparação com os procedimentos em jejum (p < 0,01). Houve manutenção da glicemia em níveis estáveis e mais altos durante o exercício com relação aos outros testes no procedimento de jejum com CHO. Conclusão: Os dados sugerem que, apesar do comportamento metabólico semelhante entre refeições de BIG e AIG, a adoção de uma refeição de BIG antes do exercício matinal parece ser uma prática de alimentação mais adequada devido à maior propensão de hipoglicemia de rebote após a refeição AIG e, quando o exercício matinal é realizado em jejum, a hidratação com CHO parece minimizar o risco hipoglicêmico decorrente desse estado.

Keywords: carboidratos, desjejum, jejum, bebidas energéticas, glicemia.

Resumen

Introducción: Para garantizar el desempeño y la salud, deben ser considerados por los practicantes de actividad física matutina el tipo de alimento y el tiempo de ingestión antes de los ejercicios. Objetivo: Este estudio evaluó la respuesta metabólica después de la ingestión de alimentos antes de los ejercicios con diferentes índices glucémicos (IG) y en estado de ayuno, adoptando diferentes tipos de hidratación. Métodos: Doce hombres realizaron cuatro tests; dos con alimentación antes de los ejercicios de alto IG (AIG) y bajo IG (BIG), y dos fueron conducidos en ayunas con hidratación: agua (H2O) y bebida carbohidratada (CHO). Cada test consistió en 30 minutos de reposo antes de los ejercicios, seguidos por 60 minutos de bicicleta ergométrica con carga continua equivalente a 60% del consumo máximo de oxígeno extrapolado (VO2MaxExt). Durante los ejercicios, los participantes fueron hidratados a cada 15 minutos con 3 ml por kg de peso corporal. Durante cada test, fueron obtenidas muestras de sangre venosa en ayunas y en intervalos de 15 minutos durante el reposo, y a cada 20 minutos durante los ejercicios. El análisis de gases fue realizado en períodos de 5 minutos a cada 20 minutos de ejercicio. Resultados: No hubo diferencia en la oxidación de sustrato. Después de 20 minutos de ejercicios, los procedimientos de ingestión de alimentos antes de los ejercicios presentaron comportamiento semejante, mostrando solamente reducción de los niveles de glucemia en comparación con los procedimientos en ayunas (p < 0,01). Hubo mantenimiento de la glucemia en niveles estables y más altos durante los ejercicios con relación a los otros tests en el procedimiento de ayunas con CHO. Conclusión: Los datos sugieren que, a pesar del comportamiento metabólico semejante entre comidas de BIG y AIG, la adopción de una comida de BIG antes de los ejercicios matinales parece ser una práctica de alimentación más adecuada debido a la mayor propensión de hipoglucemia de rebote después de la comida AIG y, cuando los ejercicios matinales son realizados en ayunas, la hidratación con CHO parece minimizar el riesgo hipoglucémico proveniente de ese estado.

Palabras-clave: carbohidratos, desayuno, ayuno, bebidas energéticas, glucemia.

10 - TREINAMENTO AERÓBIO INTENSO PROMOVE REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL EM HIPERTENSOS

INTENSE AEROBIC TRAINING PROMOTES REDUCTION OF BLOOD PRESSURE IN HYPERTENSIVE

ENTRENAMIENTO AERÓBICO INTENSO PROMUEVE REDUCCIÓN DE LA PRESIÓN ARTERIAL EN HIPERTENSOS

Rafaella Zulianello dos Santos, Daiana Cristine Bundchen, Ricardo Amboni, Márcio Borgonovo dos Santos, Gabriela Lima de Melo Ghisi, Artur Haddad Herdy, Magnus Benetti

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):292-296

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Resumo

Introdução: O treinamento físico promove importantes respostas adaptativas no organismo que diminuem a morbidade e a mortalidade em hipertensos. Entretanto, são poucos os estudos que avaliaram a resposta pressórica do treinamento aeróbio de diferentes intensidades em hipertensos. Objetivo: Analisar os efeitos do treinamento físico aeróbio intenso com relação ao treinamento físico moderado sobre a pressão arterial ambulatorial em hipertensos. Métodos: Participaram do estudo 32 hipertensos (48 ± 9 anos) randomizados como: grupo de treinamento aeróbio de intensidade moderada (IM), intensidade de 60-65% da frequência cardíaca de reserva, 40 minutos, três sessões por semana (n=12); exercício aeróbio de alta intensidade (AI), intensidade de 80% a 85% da frequência cardíaca de reserva (n=12), com a duração ajustada para atingir o mesmo gasto energético que a IM e um grupo controle (GC) sem exercícios (n=10). Nos três grupos foram avaliadas variáveis da monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA) antes e após as oito semanas de intervenção. Resultados: Após a intervenção a pressão arterial sistólica (PAS) da vigília reduziu 10,1 mmHg (p=0,024) em AI e 9,7 mmHg (p=0,035) em IM e a pressão arterial diastólica (PAD) da vigília reduziu 12,3 mmHg (p=0,002) em AI e 8,4 mmHg (p<0,001) em IM. A PAS do sono reduziu 9,5 mmHg (p=0,004) apenas em AI e 9,8 mmHg (p=0,005) em IM. A PAD do sono reduziu 8,2 mmHg (p=0,006) em AI e 4,8 mmHg (p<0,007) em IM. As cargas pressóricas sistólicas e diastólicas da vigília e do sono reduziram-se significativamente apenas em AI. Conclusão: Treinamento físico aeróbio moderado e intenso com duração equalizada pelo gasto calórico tem efeito hipotensor semelhante em hipertensos. A carga pressórica reduziu apenas na AI, sendo assim intensidade-dependente.

Palavras-chave: exercício, hipertensão, terapêutica.

Abstract

Introduction: Physical training promotes important adaptive responses in the body that decrease morbidity and mortality in hypertensive patients. However, few studies have evaluated the blood pressure response of aerobic training of different intensities in hypertensive patients. Objective: To analyze the effects of intense physical training versus moderate physical training on ambulatory blood pressure in hypertensive patients. Methods: The study included 32 hypertensive patients (aged 48±9 years) randomized as group of aerobic training of moderate intensity (MI), intensity of 60-65% of the heart rate reserve, 40 minutes, three sessions per week (n=12 ); high-intensity aerobic exercise (HI), intensity of 80- 85% of the heart rate reserve (n=12), with the duration adjusted to achieve the same energy expenditure that MI, and a control group (CG) without exercise (n=10). In all three groups the variables ambulatory 24h blood pressure (ABPM) were assessed before and after the eight-week intervention. Results: After the intervention, awake systolic blood pressure (SBP) decreased 10.1mmHg (p=0.024) in HI and 9.7mmHg (p=0.035) in MI and awake diastolic blood pressure (DBP) decreased 12.3mmHg (p=0.002) in HI and 8.4mmHg (p<0.001) in MI. The sleeping SBP reduced 9.5mmHg (p = 0.004) only in AI and 9.8mmHg (p=0.005) in MI. The sleeping DBP reduced 8.2mmHg (p=0.006) in AI and 4.8mmHg (p<0.007) in MI. Systolic and diastolic BP loads of wakefulness and sleep were significantly reduced only in HI. Conclusion: Moderate and intense aerobic exercise training with a duration equalized by caloric expenditure has similar hypotensive effects in hypertensive patients. The pressure load decreased only in HI, thus being intensity-dependent.

Keywords: exercise, hypertension, therapeutics.

Resumen

Introducción: El entrenamiento físico promueve importantes respuestas adaptativas en el organismo que disminuyen la morbimortalidad en hipertensos. Sin embargo, son pocos los estudios que evaluaron la respuesta presórica del entrenamiento aeróbico de diferentes intensidades en hipertensos. Objetivo: Analizar los efectos del entrenamiento físico aeróbico intenso versus el entrenamiento físico moderado sobre la presión arterial ambulatoria en hipertensos. Métodos: Participaron en el estudio 32 hipertensos (48±9 años) separados de forma aleatoria como: grupo de entrenamiento aeróbico de intensidad moderada (IM), intensidad de 60-65% de la frecuencia cardíaca de reserva, 40 minutos, tres sesiones por semana (n=12); ejercicio aeróbico de alta intensidad (AI), intensidad de 80-85% de la frecuencia cardíaca de reserva (n=12), con la duración ajustada para alcanzar el mismo gasto energético que el IM y un grupo control (GC) sin ejercicios (n = 10). En los tres grupos fueron evaluadas variables de la monitorización ambulatoria de la presión arterial de 24 horas (MAPA) antes y después de las ocho semanas de intervención. Resultados: Después de la intervención la presión arterial sistólica (PAS) de la vigilia se redujo a 10,1 mmHg (p=0,024) en AI y 9,7 mmHg (p=0,035) en IM y la presión arterial diastólica (PAD) de la vigilia se redujo a 12,3 mmHg (p=0,002) en AI y 8,4 mmHg (p<0,001) en IM. La PAS del sueño se redujo a 9,5 mmHg (p=0,004) sólo en AI y 9,8 mmHg (p=0,005) en IM. La PAD del sueño se redujo a 8,2 mmHg (p=0,006) en AI y 4,8 mmHg (p<0,007) en IM. Las cargas presóricas sistólicas y diastólicas de la vigilia y del sueño se redujeron significativamente sólo en AI. Conclusión: En entrenamiento físico aeróbico moderado e intenso con duración ecualizada por el gasto calórico tiene efecto hipotensor semejante en hipertensos. La carga presórica se redujo sólo en el AI, siendo así intensidad dependiente.

Palabras-clave: ejercicio, hipertensión, terapéutica.

11 - EFFECT OF ELASTIC-BAND EXERCISE ON MUSCLE DAMAGE AND INFLAMMATORY RESPONSES IN TAEKWONDO ATHLETES

EFEITO DO EXERCÍCIO COM BANDA ELÁSTICA SOBRE A LESÃO MUSCULAR E AS RESPOSTAS INFLAMATÓRIAS EM ATLETAS DE TAEKWONDO

EFECTOS DE LOS EJERCICIOS CON BANDA ELÁSTICA SOBRE LA LESIÓN MUSCULAR Y LAS RESPUESTAS INFLAMATORIAS EN ATLETAS DE TAEKWONDO

Keivan Gadruni, Hemn Mohammadpour, Mohammad Gadruni

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):297-301

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Resumo

Introduction: Elastic bands offer variable elastic resistance (ER) throughout a range of motion and their incorporation with exercise movements has been used for variable strength training and rehabilitation purposes. Objective: Investigate the effect of acute bout of progressive elastic-band exercise on muscle damage and inflammatory response in Taekwondo athletes (TKD) compared with untrained ones. Methods: Fourteen (TKD, n = 7 and untrained, n = 7) men performed 3 sets of progressive resistance elastic exercise. Blood samples were taken pre-exercise and also immediately and 24h post exercise. Delayed onset muscle soreness (DOMS), creatine kinase (CK) and lactate dehydrogenase (LDH) activity, total leukocyte counts, interleukin-6 and C-reactive protein (CRP) were analyzed. Results: Only DOMS increased in untrained group, but elevation of DOMS was observed in both groups (TKD and untrained) at 24h after exercise (p<0.05). CK and LDH activity increased in both groups significantly. Also TKD group only showed CK increasing 24h post exercise (p<0.05). Total circulating leukocyte counts increased immediately in post exercise experiments and decreased in 24h ones in both groups (p<0.05). Serum IL-6 immediately increased in both groups and 24h post exercises but there was no significant difference between immediate and 24h post exercise experiments in TKD group. Furthermore, CRP just increased 24h after exercise in both groups (p<0.05). Conclusion: Progressive resistance elastic exercise induced muscle damage and inflammation in TKD athletes, but also had smaller changes in comparison with untrained group and other forms of exercise.

Palavras-chave: resistance training, sports, biological markers, inflammation, acute-phase reaction.

Abstract

Introdução: As bandas elásticas oferecem resistência elástica (RE) variável em toda a amplitude de movimento, e sua incorporação aos movimentos de exercício tem sido utilizada para fins variáveis de treinamento de força e de reabilitação. Objetivo: Investigar o efeito de ciclos agudos de exercício progressivo com banda elástica sobre os danos e respostas inflamatórias dos músculos em atletas de Taekwondo (TKD), em comparação com os indivíduos não treinados. Métodos: Catorze (TKD, n=7 e não treinados, n=7) homens realizaram três conjuntos de exercício elástico com resistência progressiva. Foram coletadas amostras de sangue antes, imediatamente após e 24 horas depois do exercício. Procederam-se às seguintes análises: dor muscular de início tardio (DMIT), atividade da creatina quinase (CK) e da lactato desidrogenase (LDH), contagem total de leucócitos, interleucina-6 e proteína C reativa (CRP). Resultados: Só a DMIT aumentou no grupo não treinado, mas a elevação desse parâmetro foi constatada em ambos os grupos (TKD e não treinados) 24 horas depois do exercício (p < 0,05). A atividade da CK e da LDH aumentou significantemente nos dois grupos. Além disso, o grupo TKD só apresentou elevação da CK 24 horas depois do exercício (p < 0,05). As contagens totais de leucócitos circulantes aumentaram imediatamente nas experiências pós-exercício e caíram nas experiências às 24 horas em ambos os grupos (p < 0,05). A IL-6 sérica aumentou de imediato nos dois grupos e 24 horas depois dos exercícios, mas não se constatou diferença significante entre as experiências imediatas e depois de 24 horas no grupo TKD. Além disso, a CRP aumentou apenas 24 horas após o exercício nos dois grupos (p < 0.05). Conclusão: O exercício progressivo com banda elástica induziu danos musculares e inflamação nos atletas de TKD, tendo porém, alterações menores em comparação com o grupo não treinado e com outras formas de exercício.

Keywords: treinamento de resistência, esportes, marcadores biológicos, inflamação, reação de fase aguda.

Resumen

Introducción: Las bandas elásticas ofrecen resistencia elástica (RE) variable en toda la amplitud de movimiento, y su incorporación a los movimientos de ejercicios ha sido utilizada para fines variables de entrenamiento de fuerza y de rehabilitación. Objetivo: La finalidad del presente estudio fue investigar el efecto de ciclos agudos de ejercicios progresivos con banda elástica sobre los daños y respuestas inflamatorias de los músculos en atletas de Taekwondo (TKD), en comparación con los individuos no entrenados. Métodos: Catorce (TKD, n=7 y no entrenados, n=7) hombres realizaron tres conjuntos de ejercicios elásticos con resistencia progresiva. Fueron colectadas muestras de sangre antes, inmediatamente después y 24 horas después de los ejercicios. Se procedió a realizar los siguientes análisis: dolor muscular de inicio tardío (DMIT), actividad de creatincinasa (CK) y de lactato deshidrogenasa (LDH), conteo total de leucocitos, interleucina-6 y proteína C reactiva (CRP). Resultados: Sólo la DMIT aumentó en el grupo no entrenado, pero la elevación de ese parámetro fue constatada en ambos grupos (TKD y no entrenados) 24 horas después de los ejercicios (p < 0,05). La actividad de la CK y de la LDH aumentó significantemente en los dos grupos. Además, el grupo TKD sólo presentó elevación de la CK 24 horas después de los ejercicios (p < 0,05). Los conteos totales de leucocitos circulantes aumentaron inmediatamente en los experimentos post-ejercicio y cayeron en los experimentos a las 24 horas en ambos grupos (p < 0,05). La IL-6 sérica aumentó de inmediato en los dos grupos y 24 horas después de los ejercicios, pero no se constató diferencia significativa entre los experimentos inmediatos y después de 24 horas en el grupo TKD. Además de eso, la CRP aumentó solamente 24 horas después de los ejercicios en los dos grupos (p < 0.05). Conclusión: Los ejercicios progresivos con banda elástica indujeron daños musculares e inflamación en los atletas de TKD habiendo, no obstante, alteraciones menores en comparación con el grupo no entrenado y con otras formas de ejercicio.

Palabras-clave: entrenamiento de resistencia, deportes, marcadores biológicos, inflamación, reacción de fase aguda.

12 - EFFECTS OF A PILATES SCHOOL PROGRAM ON HAMSTRINGS FLEXIBILITY OF ADOLESCENTS

EFEITOS DE UM PROGRAMA ESCOLAR DE PILATES SOBRE A FLEXIBILIDADE DOS ISQUIOTIBIAIS DE ADOLESCENTES

EFECTOS DE UN PROGRAMA ESCOLAR DE PILATES SOBRE LA FLEXIBILIDAD DE LOS ISQUIOSURALES DE ADOLESCENTES

Noelia González-Gálvez, María Carrasco Poyatos, Pablo Jorge Marcos Pardo, Rodrigo Gomes de Souza Vale, Yuri Feito

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):302-307

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Resumo

Introduction: Low levels of hamstring flexibility may trigger certain acute and chronic pathologies and injuries. Poor flexibility is observed among teenagers and several authors have recommended the use of specific programs in this population to improve flexibility levels. The Pilates Method (PM) may be an appropriate intervention to achieve this purpose and has rarely been used with this population. Objective: Study was to assess changes in the flexibility of hamstrings after running a didactic PM unit for high-school students. Methods. This research was developed through a quasi-experimental design. The sample consisted of 66 high-school students divided into experimental group (EG=39) and control group (CG=27). The intervention was carried out 2 times a week for six weeks. Each session lasted 55 minutes divided into three parts: warm-up, main part and cool down. Hamstring flexibility was assessed using the toe-touch test. Paired Student t-test and t-test for independent samples were applied. The size of the effect (d) was determined. Results: The EG showed significant provident in hamstring flexibility (+3.54±3.9cm). The effect size was low (d>d>0,2<0,53), which means that a small proportion of participants improved their results. The control group did not have significant changes after the intervention. In the experimental group, both boys (+3.38± 3.7cm) and girls (+3.85 ± 4.2cm) showed significant improvements. The effect size was low for boys (d>d>0.2<0.53), which means that a small proportion of participants improved their results, and high for girls (d>1.15) which means that a large proportion of participants improved their results. Conclusion: This study showed that six-weeks of Pilates training in Physical Education classes has significantly improved the hamstrings flexibility among adolescents.

Palavras-chave: adolescent, range of motion, articular, physical education and training.

Abstract

Introdução: Baixos níveis de flexibilidade dos músculos isquiotibiais podem desencadear patologias e lesões agudas e crônicas. Esses níveis baixos são observados entre adolescentes, e diversos autores têm recomendado o uso de programas específicos nesta população para melhorar a flexibilidade. O método Pilates (MP) pode ser uma intervenção adequada para alcançar essa finalidade, mas raramente tem sido utilizado nessa população. Objetivo: Avaliar as alterações nos níveis de flexibilidade dos isquiotibiais após a aplicação de uma unidade didática do MP nas aulas de Educação Física para adolescentes. Métodos: Esta pesquisa foi desenvolvida por meio de um desenho quase-experimental. A amostra foi composta de 66 alunos do ensino médio, divididos em um grupo experimental (GE = 39) e um grupo controle (GC = 27). A intervenção foi realizada com frequência de duas vezes por semana durante seis semanas. Cada sessão durou 55 minutos e foi dividida em três partes: aquecimento, parte principal e relaxamento. Os níveis de flexibilidade dos isquiotibiais foram avaliados através do teste de toque nos dedos dos pés. Foram empregados testes t de Student pareado e, para amostras independentes o teste t. O tamanho do efeito (d) foi calculado. Resultados: O GE apresentou aumento significativo dos níveis de flexibilidade dos isquiotibiais (+3,54 ± 3,9 cm). O tamanho do efeito foi baixo (d>d>0,2<0,53), o que significa que uma pequena parte dos participantes melhorou seu resultado. O GC não apresentou alterações significativas após o período de treinamento. No GE, os grupos masculino (+3,38 ± 3,7 cm) e feminino (+3,85 ± 4,2 cm) apresentaram melhoras significativas. O tamanho do efeito foi baixo para o grupo masculino (d>d>0,2<0,53), o que significa que uma pequena parte dos participantes melhorou seu resultado, e foi alto para o grupo feminino (d >1,15), mostrando que grande parte dos adolescentes melhorou seu resultado. Conclusão: Este estudo mostrou que seis semanas de aplicação do método de Pilates nas aulas de Educação Física proporcionaram melhoras significativas nos níveis de flexibilidade dos isquiotibiais entre os adolescentes.

Keywords: adolescente, amplitude de movimento articular, educação física e treinamento.

Resumen

Introducción: Bajos niveles de flexibilidad de la musculatura isquiosural pueden desencadenar ciertas patologías y lesiones agudas y crónicas. Se observa una pobre flexibilidad entre los adolescentes y varios autores han recomendado el uso de programas específicos en esta población para mejorar los niveles de flexibilidad. El Método Pilates (MP) puede ser una intervención adecuada para lograr este propósito, y rara vez se ha utilizado con esta población. Objetivo: Evaluar los cambios en la flexibilidad de los isquiosurales después de enseñar una unidad didáctica con el MP en jóvenes adolescentes. Métodos: Esta investigación se desarrolla a través de un diseño cuasi-experimental. La muestra estuvo formada por 66 estudiantes de secundaria divididos en grupo experimental (GE = 39) y grupo control (GC = 27). La intervención se llevó a cabo 2 veces a la semana durante seis semanas. Cada sesión duró 55 minutos divididos en tres partes: calentamiento, parte principal y relajación. La flexibilidad de los isquiosurales se evaluó mediante la prueba toe-touch. Se aplicaron pruebas pareadas t de Student y pruebas t para muestras independientes. Se determinó el tamaño del efecto (d). Resultados: El GE mostró significativamente una mejora en la flexibilidad isquiosural (+ 3,54 ± 3,9cm). El tamaño del efecto fue bajo (d> d> 0,2 <0,53), lo que significa que una pequeña proporción de los participantes mejoraron sus resultados. El GC no tuvo cambios significativos después de la intervención. En el GE, tanto los niños (+ 3,38 ± 3,7 cm) como las niñas (3,85 ± 4,2 cm) mostraron mejoras significativas. El tamaño del efecto fue bajo para los varones (d> d> 0,2 <0,53), lo que significa que una pequeña proporción de los participantes mejoraron sus resultados, y alto para las niñas (d > 1,15) lo que significa que una gran proporción de los participantes mejoraron sus resultados. Conclusión: Este estudio mostró que seis semanas de instrucción de Pilates en las clases de Educación Física mejoran de manera significativa la flexibilidad de los isquiosurales entre los adolescentes.

Palabras-clave: adolescente, rango del movimiento articular, educación y entrenamiento físico.

13 - INFLUÊNCIA DO POLIMORFISMO I/D DO GENE DA ECA NA HPE DE JOVENS NORMOTENSOS

INFLUENCE OF I/D POLYMORPHISM OF THE ACE GENE ON PEH IN NORMOTENSIVE YOUNG MEN

INFLUENCIA DEL POLIMORFISMO I/D DEL GEN DE LA ECA EN LA HPE DE JÓVENES NORMOTENSOS

Manuella de Oliveira Fernandes, Luan Morais Azevêdo, Silvio Santana Dolabella, Emerson Pardono

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):308-312

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Resumo

Introdução: A hipotensão pós-exercício (HPE) é considerada uma estratégia não farmacológica adotada para redução da pressão arterial (PA). Ademais, sabe-se que a presença de alguns polimorfismos genéticos influencia a resposta pressórica, como o I/D do gene da enzima conversora da angiotensina (ECA). Objetivo: Analisar a influência do polimorfismo I/D da ECA sobre a HPE após três diferentes intensidades de exercício em jovens normotensos e fisicamente ativos. Métodos: Vinte e seis jovens saudáveis (DD = 11; ID/II = 15) realizaram uma sessão máxima de 1.600 metros, na pista de atletismo e outras três sessões experimentais (Sessão Moderada: 6% abaixo do limiar anaeróbio, Sessão Intensa: 6% acima do limiar anaeróbio e Sessão de Controle), com aferições prévias da PA, por 20 minutos e posteriores ao exercício por 60 minutos. Resultados: Observou-se que o exercício moderado ocasionou HPE independentemente do grupo genotípico, sendo mais evidente para a pressão arterial sistólica nos momentos 45 minutos e 60 minutos (p = 0,05). Verificou-se também que a característica gênica exerceu influência sobre a área abaixo da curva pressórica (p = 0,005) sobre a pressão arterial diastólica, formada 1 hora após o exercício. Conclusão: Conclui-se que o exercício moderado ocasiona HPE em jovens normotensos e fisicamente ativos, independentemente do polimorfismo I/D no gene da ECA, sendo que esse polimorfismo exerce influência sobre a hipotensão diastólica, e os indivíduos portadores do alelo I apresentam maior decaimento da PA diastólica (PAD).

Palavras-chave: exercício; hipotensão pós-exercício, enzima conversora da angiotensina, pressão arterial.

Abstract

Introduction: The post-exercise hypotension (PEH) is considered a non-pharmacological strategy adopted for lowering blood pressure (BP). Moreover, it is known that the presence of some genetic polymorphisms, such as the I/D of the angiotensin converting enzyme (ACE) gene, can influence the blood pressure response. Objective: Analyze the influence of the ACE I/D polymorphism on PEH after three different exercise intensities in normotensive and physically active young people. Methods: Twenty-six healthy young men (DD=11; ID/II=15) performed a maximal 1600 meters running session in a athletics track and another three experimental sessions (Moderate Session: 6% below the anaerobic threshold, Intense Session: 6% above the anaerobic threshold, and a Control Session) with previous measurements of BP for 20 minutes and after the exercise for 60 minutes. Results: It was observed that moderate exercise has brought on PEH, regardless of genotype group, being more evident for systolic blood pressure at 45 minutes and 60 minutes (p=0.05). It was also found that the genic characteristics has influence on the area under the pressure curve (p=0.005) for the diastolic blood pressure, formed 1 hour after exercise. Conclusion: It is concluded that moderate exercise causes PEH in normotensive and physically active young men, regardless of I/D polymorphism in the ACE gene, that this polymorphism influences the diastolic blood pressure, and that subjects with the I allele have a greater drop in diastolic BP (DBP).

Keywords: exercise, post-exercise hypotension, angiotensin converting enzyme, arterial pressure.

Resumen

Introducción: La hipotensión post-ejercicio (HPE) es considerada una estrategia no farmacológica aprobada para bajar la presión arterial (PA). Además, se sabe que la presencia de determinados polimorfismos genéticos, tales como el polimorfismo I/D del gen de la enzima convertidora de angiotensina (ECA), influyen en la respuesta de la presión. Objetivo: Analizar la influencia del polimorfismo I/D del gen de la ECA en la HPE después de tres intensidades diferentes de ejercicio en los jóvenes normotensos y físicamente activos. Métodos: Veintiséis jóvenes sanos (DD = 11; ID / II = 15) realizaron una sesión máxima de 1.600 metros en pista de atletismo y tres sesiones experimentales (Sesión Moderada: 6% por debajo del umbral anaeróbico, Sesión Intensa: 6% por encima del umbral anaeróbico y una Sesión de Control), con mediciones anteriores de PA durante 20 minutos y después del ejercicio, durante 60 minutos. Resultados: Se observó que el ejercicio moderado ha producido HPE independientemente del grupo de genotipo, siendo más evidente para la presión arterial sistólica en 45 minutos y 60 minutos (p ≤ 0,05). También se encontró que la característica génica ejerce influencia en el área bajo la curva de presión (p ≤ 0,005) para la presión arterial diastólica, formada 1 hora después del ejercicio. Conclusión: Se concluye que el ejercicio moderado provoca HPE en jóvenes normotensos y físicamente activos, independientemente del polimorfismo I/D del gen de la ECA, y que este polimorfismo tiene influencia en la presión arterial diastólica y los portadores del alelo I presentan mayor deterioro PA diastólica (PAD).

Palabras-clave: ejercicio; hipotensión post-ejercicio, enzima convertidora de angiotensina, presión arterial.

14 - POOR GLYCEMIC CONTROL IMPACTS LINEAR AND NONLINEAR DYNAMICS OF HEART RATE IN DM TYPE 2

Pobre controle glicêmico IMPACTA A DINÂMICA LINEAR E NÃO LINEAR DA FREQUÊNCIA CARDÍACA NO DM2

CONTROL GLUCÉMICO DEFICIENTE IMPACTA LA DINÁMICA LINEAL Y NO LINEAL DE LA FRECUENCIA CARDÍACA EN EL DM2

Daniela Bassi, Vivian Maria Arakelian, Renata Gonçalves Mendes, Flávia Cristina Rossi Caruso, José Carlos Bonjorno Júnior, Katiany Thays Lopes Zangrando, Cláudio Ricardo de Oliveira, Jacob Haus, Ross Arena, Audrey Borghi-Silva

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):313-317

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Resumo

Introduction: It is well known that type 2 diabetes mellitus (T2DM) produces cardiovascular autonomic neuropathy (CAN), which may affect the cardiac autonomic modulation. However, it is unclear whether the lack of glycemic control in T2DM without CAN could impact negatively on cardiac autonomic modulation. Objective: To evaluate the relationship between glycemic control and cardiac autonomic modulation in individuals with T2DM without CAN. Descriptive, prospective and cross sectional study. Methods: Forty-nine patients with T2DM (51±7 years) were divided into two groups according to glycosylated hemoglobin (HbA1c): G1=7% and G2>7.0%. Resting heart rate (HR) and RR interval (RRi) were obtained and calculated by linear (Mean iRR; Mean HR; rMSSD; STD RR; LF; HF; LF/HF, TINN and RR Tri,) and non-linear (SD1; SD2; DFa1; DFa2, Shannon entropy; ApEn; SampEn and CD) methods of heart rate variability (HRV). Insulin, HOMA-IR, fasting glucose and HbA1c were obtained by blood tests. Results: G2 (HbA1c=7%) showed lower values for the mean of iRR; STD RR; RR Tri, TINN, SD2, CD and higher mean HR when compared with G1 (HbA1c > 7%). Additionally, HbA1c correlated negatively with mean RRi (r=0.28, p=0.044); STD RR (r=0.33, p=0.017); RR Tri (r=-0.35, p=0.013), SD2 (r=-0.39, p=0.004) and positively with mean HR (r=0.28, p=0.045). Finally, fasting glucose correlated negatively with STD RR (r=-0.36, p=0.010); RR Tri (r=-0.36, p=0.010); TINN (r=-0.33, p=0.019) and SD2 (r=-0.42, p=0.002). Conclusion: We concluded that poor glycemic control is related to cardiac autonomic modulation indices in individuals with T2DM even if they do not present cardiovascular autonomic neuropathy.

Palavras-chave: diabetes mellitus, type 2; blood glucose; heart rate; autonomic nervous system; hemoglobin A, glycosylated.

Abstract

Introdução: É de conhecimento geral que o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) produz neuropatia autonômica cardiovascular (NAC), que pode afetar a modulação autonômica cardíaca. Entretanto, não é claro se a falta de controle glicêmico em diabéticos tipo 2 sem NAC, poderia impactar negativamente na modulação autonômica cardíaca. Objetivo: Avaliar a relação entre controle glicêmico e modulação autonômica cardíaca em indivíduos com DM2 sem neuropatia autonômica cardiovascular. Estudo descritivo, prospectivo e transversal. Métodos: Quarenta e nove pacientes com DM2 (51±7 anos) foram divididos em dois grupos de acordo com a hemoglobina glicosilada (HbA1c): G1: = 7% e G2: >7,0%. A frequência cardíaca de repouso (FC) e intervalo RR (iRR) foram obtidos e calculados por métodos lineares (média iRR; média FC; rMSSD; STD RR; LF; HF; LF/HF, TINN e RR Tri) e não lineares (SD1; SD2; DFa1; DFa2, Entropia de Shannon; ApEn; SampEn e CD) de variabilidade de frequência cardíaca. Insulina, HOMA-IR, glicemia de jejum e HbA1c foram obtidas por análises sanguíneas. Resultados: G2 (HbA1c = 7%) mostrou valores menores para média de iRR; STD RR; RR Tri, TINN, SD2, CD e maiores para média de FR quando comparado com G1 (HbA1c > 7%). Adicionalmente, HbA1c correlacionou-se negativamente com media iRR (r=0,28, p=0,044); STD RR (r=0,33, p=0,017); RR Tri (r=-0,35, p=0,013), SD2 (r=-0,39, p=0,004) e positivamente com média FC (r=0,28, p=0,045). Finalmente, a glicemia de jejum correlacionou-se negativamente com STD RR (r=-0,36, p=0,010); RR Tri (r=-0,36, p=0,010); TINN (r=-0,33, p=0,019) e SD2 (r=-0,42, p=0,002). Conclusão: Conclui que o controle glicêmico deficiente relaciona-se com índices de modulação autonômica cardíaca em indivíduos com DM2, ainda que não apresentem neuropatia autonômica cardiovascular.

Keywords: diabetes mellitus tipo 2, glicemia, frequência cardíaca, sistema nervoso autônomo, hemoglobina A glicosilada.

Resumen

Introducción: Es de conocimiento general que la diabetes mellitus tipo 2 (DM2) produce neuropatía autonómica cardiovascular (NAC), que puede afectar la modulación autonómica cardíaca. Entretanto, no es claro si la falta de control glucémico en diabéticos tipo 2 sin NAC, podría impactar negativamente en la modulación autonómica cardíaca. Objetivo: Evaluar la relación entre control glucémico y modulación autonómica cardíaca en individuos con DM2 sin neuropatía autonómica cardiovascular. Estudio descriptivo, prospectivo y transversal. Métodos: Cuarenta y nueve pacientes con DM2 (51±7 años) fueron divididos en dos grupos de acuerdo con la hemoglobina glucosilada (HbA1c): G1: ≤ 7% y G2: >7,0%. La frecuencia cardíaca de reposo (FC) e intervalo RR (iRR) fueron obtenidos y calculados por métodos lineales (promedio iRR; promedio FC; rMSSD; STD RR; LF; HF; LF/HF, TINN y RR Tri) y no lineales (SD1; SD2; DFα1; DFα2, Entropía de Shannon; ApEn; SampEn y CD) de variabilidad de frecuencia cardíaca. Fueron obtenidas insulina, HOMA-IR, glucemia en ayunas y HbA1c a través de análisis sanguíneos. Resultados: G2 (HbA1c ≤ 7%) mostró valores menores para el promedio de iRR; STD RR; RR Tri, TINN, SD2, CD y mayores para el promedio de FR al ser comparado con G1 (HbA1c > 7%). Adicionalmente, HbA1c se correlacionó negativamente con el promedio iRR (r=0,28, p=0,044); STD RR (r=0,33, p=0,017); RR Tri (r=-0,35, p=0,013), SD2 (r=-0,39, p=0,004) y positivamente con el promedio FC (r=0,28, p=0,045). Finalmente, la glucemia en ayunas se correlacionó negativamente con STD RR (r=-0,36, p=0,010); RR Tri (r=-0,36, p=0,010); TINN (r=-0,33, p=0,019) e SD2 (r=-0,42, p=0,002). Conclusión: Concluimos que el control glucémico deficiente se relaciona con índices de modulación autonómica cardíaca en individuos con DM2, aunque no presenten neuropatía autonómica cardiovascular.

Palabras-clave: diabetes mellitus tipo 2, glucemia, frecuencia cardíaca, sistema nervioso autónomo, hemoglobina A glucosilada.

15 - VALORES NORMATIVOS DA APTIDÃO FÍSICA PARA IDOSAS BRASILEIRAS DE 60 A 69 ANOS DE IDADE

NORMATIVE VALUES OF PHYSICAL FITNESS FOR BRAZILIAN ELDERLY WOMAN AGED 60-69 YEARS

VALORES NORMATIVOS DE LA APTITUD FÍSICA PARA MUJERES MAYORES BRASILEÑAS CON 60 A 69 AÑOS

Giovana Zarpellon Mazo, Daniel Rogério Petreça, Paula Fabricio Sandreschi, Tânia Rosane Bertoldo Benedetti

Rev Bras Med Esporte. 2015;21(4):318-322

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Resumo

Introdução: A bateria Senior Fitness Test (SFT) foi difundida e utilizada para a avaliação da aptidão física de idosos de diferentes países. No Brasil, foi aplicada em vários estudos, utilizando-se como padrão de critério os valores de referência americanos para a avaliação, porque no Brasil não há valores desenvolvidos para idosos. Objetivo: Desenvolver valores normativos da bateria Senior Fitness Test (SFT) para idosas brasileiras praticantes de exercícios físicos, na faixa etária de 60 a 69 anos, bem como compará-los com os valores de referência das idosas americanas e portuguesas. Métodos: Foram avaliadas, por meio da bateria SFT, 335 idosas praticantes de exercícios físicos e residentes em Florianópolis, SC, Brasil. A bateria é composta por cinco testes que avaliam força de membros inferiores e superiores, flexibilidade de membros inferiores e superiores, agilidade e equilíbrio dinâmico e resistência aeróbia. Foi utilizada estatística inferencial. Para retirar os outliers foi utilizado o escore Z e, para a obtenção dos valores normativos calcularam-se percentis (P5 a P95). A soma dos percentis foi utilizada para obter o nível de aptidão física para idosos (NAFI). Resultados: Foram estabelecidos valores normativos nas faixas etárias de 60 a 64 anos e 65 a 69 anos e ao comparar os valores criados com já existentes (portugueses e americanos) verificou-se variabilidade na maioria dos percentis, não ocorrendo uma constante em relação ao melhor desempenho. Conclusão: Os resultados permitem estabelecer, por meio do escore-percentil, a possibilidade de obter um NAFI que pode ser utilizado em diversas fases de um programa de exercício físico, desde o seu planejamento até execução e avaliação, bem como um parâmetro para a mudança de comportamento para a prática de exercícios físicos.

Palavras-chave: idoso, aptidão física, atividade motora.

Abstract

Introduction: Senior Fitness Test (SFT) was widespread and used for assessing the fitness of senior citizens from different countries. In Brazil, it has been applied in several studies, and used as a criterion standard of the American benchmarks for the evaluation, because in Brazil no standards were developed for elderly. Objective: To develop normative values of the Senior Fitness Test (SFT) for Brazilian elderly women practitioners of physical exercises, aged 60-69 years, and compares them with the reference values of US and Portuguese older women. Methods: Using the SFT, 335 elderly women engaged in physical exercises and residents in Florianópolis / SC, Brazil were evaluated. The STF consists of five tests that assess strength of upper and lower limbs, flexibility of upper and lower limbs, agility and dynamic balance and endurance. Inferential statistics was used. To remove the outliers the Z score was used and to obtain the normative values the percentiles (P5 to P95) were calculated. The sum of percentiles was used to obtain the level of fitness for elderly (LFE). Results: Normative values were established in the age groups 60-64 years and 65-69 years and when comparing the values created with those existing (Portuguese and American) variability was found in most percentiles, and there was no constant in relation to better performance. Conclusion: The results indicate through the score-percentile the possibility of obtain a LFE that could be used in various stages of an exercise program, from its planning to implementation and evaluation, as well as a parameter for change behavior for physical exercise.

Keywords: aged, physical fitness, motor activity.

Resumen

Introducción: La serie Senior Fitness Test (SFT) fue difundida y utilizada para la evaluación de la aptitud física de personas mayores de diferentes países. En Brasil, fue aplicada en varios estudios, usándose como estándar de criterio los valores de referencia estadounidenses para la evaluación, porque en Brasil no hay valores desarrollados para personas mayores. Objetivo: Desarrollar valores normativos de la serie Senior Fitness Test (SFT) para mujeres mayores brasileñas practicantes de ejercicios físicos, en el grupo de edad de 60 a 69 años, bien como compararlos con los valores de referencia de las mujeres mayores estadounidenses y portuguesas. Métodos: Fueron evaluadas, a través de la serie SFT, 335 mujeres mayores practicantes de ejercicios físicos y residentes en Florianópolis/SC, Brasil. La serie está compuesta por cinco tests que evalúan fuerza de miembros inferiores y superiores, flexibilidad de miembros inferiores y superiores, agilidad y equilibrio dinámico y resistencia aeróbica. Fue utilizada estadística inferencial. Para retirar los outliers fue utilizado el score Z y para la obtención de los valores normativos se calcularon percentiles (P5 a P95). La suma de los percentiles fue utilizada para obtener el nivel de aptitud física para personas mayores (NAFPM). Resultados: Fueron establecidos valores normativos en los grupos de edad de 60 a 64 años y 65 a 69 años y al comparar los valores creados con los ya existentes (portugueses y estadounidenses) se verificó variabilidad en la mayoría de los percentiles, sin ocurrir una constante en relación al mejor desempeño. Conclusión: Los resultados permiten establecer, por medio del escor-percentil, la posibilidad de obtener un NAFPM que puede ser utilizado en diversas fases de un programa de ejercicios físicos, desde su planificación hasta la ejecución y evaluación, bien como un parámetro para el cambio de comportamiento para la práctica de ejercicios físicos.

Palabras-clave: anciano, aptitud física, actividad motriz.

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