Edição: 22.3 - 14 Artigo(s)

Artigo Original

1 - KINESIO TAPING NÃO ALTERA A RELAÇÃO EMG ENTRE VASTO LATERAL E VASTO MEDIAL DURANTE MEIO-AGACHAMENTO

KINESIO TAPING DON'T CHANGE EMG RELATION BETWEEN VASTUS LATERALIS - MEDIALIS IN HALF SQUAT

KINESIO TAPING NO ALTERA LA RELACIÓN EMG ENTRE VASTO LATERAL Y VASTO MEDIAL DURANTE MEDIO AGACHAMIENTO

Julio Cerca Serrão, João Gustavo Claudino, Pedro Luis Sampaio Miyashiro, Bruno Mezêncio, Rafael Soncin, Eric Pomi, Eduardo Borges, Miranne Cardoso da Silva

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):172-175

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Resumo

Introdução: Kinesio Taping é uma técnica realizada com aplicação de fitas elásticas sobre a pele, que se propõe a produzir determinados efeitos com fins de prevenção e tratamento das lesões musculoesqueléticas. No entanto, os meios pelos quais tais efeitos ocorrem continuam sendo investigados e discutidos, principalmente no que diz respeito à utilização no campo da reabilitação e do esporte. Objetivo: Analisar a relação da atividade eletromiográfica encontrada nos músculos vasto lateral (VL) e vasto medial (VM) em duas condições: sem aplicação de Kinesio Taping (GnKT) e com aplicação de Kinesio Taping (GKT) em uma população saudável, com experiência em treinamento de força. Métodos: Dezoito sujeitos do sexo masculino (idade: 28,1 ± 6,9 anos; massa corporal: 85,5 ± 8,3 kg; estatura: 179,5 ± 6,9 cm; comprimento de membro inferior: 97,0 ± 4,2 cm) realizaram o exercício de meio-agachamento livre, com velocidade controlada, sem e com aplicação de Kinesio Taping. A relação foi verificada pela proporção de magnitude de ativação (VM/VL), utilizando-se os valores de root mean square (RMS). A sequência para realização dos exercícios nas condições mencionadas foi randomizada e balanceada. Resultados: Os valores encontrados para a razão VM/VL na situação GnKT foram de 83,96 ± 5,79% para VM e 84,13 ± 7,16% para VL. Já na situação GKT, 84,55 ± 16,97% para VM e 80,53 ± 9,20% para VL. Não foram observadas diferenças significativas nos valores de RMS para a relação VM/VL submetidos a aplicação de Kinesio Taping. Conclusão: A aplicação de Kinesio Taping não demonstrou influenciar a relação da atividade eletromiográfica entre os músculos vasto lateral e vasto medial durante a execução do exercício de meio-agachamento.

Palavras-chave: exercício; eletromiografia; fita atlética.

Abstract

Introduction: Kinesio Taping is a technique carried out with application of elastic tapes on the skin, which is intended to produce certain effects on prevention and treatment of musculoskeletal injuries. However, the means by which these effects occur are still being investigated and discussed, particularly with regard to rehabilitation and sport. Objective: To analyze the relationship of the electromyographic activity found in the vastus lateralis (VL) and vastus medialis (VM) muscles on two conditions: without the application of Kinesio Taping (GnKT) and with the application of Kinesio Taping (GKT) in a healthy population with experience in strength training. Methods: Eighteen male subjects (age: 28.1 ± 6.9 years, body mass: 85.5 ± 8.3 kg, height: 179.5 ± 6.9 cm, length of lower limb: 97.0 ± 4.2 cm) performed the exercise of free half-squat with controlled speed with and without applying Kinesio Taping. The relationship was verified by the ratio of activation magnitude (VM/VL) using the root mean square (RMS). The sequence for the exercises under such conditions was randomized and balanced. Results: The values for the ratio VM/VL in the GnKT situation were 83.96 ± 5.79% for VM and 84.13 ± 7.16% for VL. In the GKT situation, 84.55 ± 16.97% for VM and 80.53 ± 9.20% for VL. No significant differences were observed in RMS values for the VM/VL ratio when the Kinesio Taping was applied. Conclusion: The application of Kinesio Taping did not affect the electromyographic ratio between the vastus lateralis and vastus medialis muscles during the half-squat exercise.

Keywords: exercise; electromyography; athletic tape.

Resumen

Introducción: Kinesio Taping es una técnica realizada con aplicación de cintas elásticas sobre la piel, que se propone producir determinados efectos con fines de prevención y tratamiento de las lesiones musculoesqueléticas. Sin embargo, los medios por los que tales efectos ocurren continúan siendo investigados e discutidos, principalmente en lo que refiere al uso en el campo de la rehabilitación y del deporte. Objetivo: Analizar la relación de la actividad electromiográfica encontrada en los músculos vasto lateral (VL) y vasto medial (VM) en dos condiciones: sin aplicación de Kinesio Taping (GnKT) y con aplicación de Kinesio Taping (GKT) en una población saludable, con experiencia en entrenamiento de fuerza. Métodos: Dieciocho sujetos del sexo masculino (edad: 28,1 ± 6,9 años; masa corporal: 85,5 ± 8,3 kg; estatura: 179,5 ± 6,9 cm; longitud de miembro inferior: 97,0 ± 4,2 cm) realizaron el ejercicio de medio agachamiento libre, con velocidad controlada, sin y con aplicación de Kinesio Taping. La relación fue verificada por la proporción de magnitud de activación (VM/VL), utilizándose los valores de root mean square (RMS). La secuencia para realización de los ejercicios en las condiciones mencionadas fue aleatorizada y balanceada. Resultados: Los valores encontrados para la razón VM/VL en la situación GnKT fueron de 83,96 ± 5,79% para VM y 84,13 ± 7,16% para VL. Ya en la situación GKT, 84,55 ± 16,97% para VM y 80,53 ± 9,20% para VL. No fueron observadas diferencias significativas en los valores de RMS para la relación VM/VL sometidos a la aplicación de Kinesio Taping. Conclusión: La aplicación de Kinesio Taping no demostró influenciar la relación de la actividad electromiográfica entre los músculos vasto lateral y vasto medial durante la ejecución del ejercicio de medio agachamiento.

Palabras-clave: ejercicio; electromiografía; cinta atlética.

2 - FATORES ASSOCIADOS À BAIXA APTIDÃO FÍSICA DE ADOLESCENTES

FACTORS ASSOCIATED WITH LOW PHYSICAL FITNESS IN ADOLESCENTS

FACTORES ASOCIADOS A LA BAJA APTITUD FÍSICA EN ADOLESCENTES

Thais Almeida Pereira, Mauren Lúcia de Araújo Bergmann, Gabriel Gustavo Bergmann

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):176-181

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Resumo

Introdução: Os componentes da Aptidão Física Relacionada à Saúde (ApFRS) estão associados a prevenção e redução do desenvolvimento de doenças crônicas, de incapacidades funcionais e de dificuldades na realização de atividades diárias. Objetivo: Identificar a prevalência e os fatores associados à baixa ApFRS em adolescentes. Métodos: Estudo transversal realizado com 1.455 escolares (50,9% meninas) de 10 a 17 anos, composto por três variáveis dependentes: aptidão cardiorrespiratória (ApC), força/resistência muscular (F/R) e flexibilidade (Flex). Para a medida e classificação da ApFRS (recomendada ou baixa) foi utilizada a bateria de testes com os pontos de corte propostos pelo Projeto Esporte Brasil. As variáveis independentes foram organizadas em três blocos: indicadores sociodemográficos (seis fatores), comportamentais (nove fatores) e antropométricos (três fatores). Para a análise dos dados utilizou-se estatística descritiva, teste de qui-quadrado para heterogeneidade e para tendência e regressão logística binária. O modelo multivariado final considerou apenas fatores com nível de significância inferior a 5%. Resultados: As prevalências de baixa ApC, F/R e Flex foram de 74,1% (IC 95%: 71,6-76,5), 27,4% (IC 95%: 25,0-29,7) e 33,1% (IC 95%: 30,6-35,5), respectivamente. A análise multivariada indicou que dos 18 fatores analisados, nove foram associados à baixa ApC e cinco, à baixa F/R e à Flex. Apenas a idade (direta com a baixa ApC e F/R e inversa com a baixa Flex) associou-se (p < 0,05) aos três componentes da ApFRS. Adolescentes classificados como muito sedentários (ApC e F/R), com tempo de tela de três ou mais horas por dia (ApC e Flex) e com indicadores antropométricos aumentados (os três componentes) apresentam mais chance (p < 0,05) de ter baixa ApFRS. Conclusão: Os fatores associados à baixa ApC e à baixa F/R muscular são similares, porém, para a baixa Flex os fatores associados tendem a ser outros.

Palavras-chave: aptidão física; exercício; saúde; adolescente; estudos transversais.

Abstract

Introduction: The Health-Related Physical Fitness (HRPF) components are associated with the prevention and reduction of chronic diseases, functional disabilities, and difficulties in performing daily activities. Objective: To identify the prevalence and associated factors with low HRPF in adolescents. Methods: Cross-sectional study conducted with 1,455 students (50.9% girls) from 10 to 17 years old, comprising three dependent variables: cardiorespiratory fitness (CRF), muscular strength/endurance (S/E) and flexibility (Flex). For the measurement and classification of HRPF (recommended or low), a battery of tests was used, as well as the cutoff points proposed by Projeto Esporte Brasil. The independent variables were organized into three blocks of indicators: sociodemographic (six factors), behavioral (nine factors), and anthropometric (three factors). Data analysis was done by descriptive statistics, chi-squared test for heterogeneity and trend, and binary logistic regression. The multivariable final model considered only factors with p-value lower than 0.05. Results: The prevalence of low CRF, S/E and Flex was 74.1% (95% CI: 71.6-76.5), 27.4% (95% CI: 25.0-29.7) and 33.1% (95% CI: 30.6-35.5), respectively. Multivariate analyses indicated that from the 18 factors analyzed, nine were associated with low CRF, and five with low S/E and Flex. Only the age (directly to low CRF and S/E and inversely to low Flex) was associated (p<0.05) to the three HRPF components. Adolescents classified as very sedentary (CRF and S/E), with screen time of three or more hours per day (CRF and Flex) and with increased anthropometric indicators (three components of HRPF) showed more chance (p<0.05) to present low HRPF. Conclusion: Factors associated with low CRF and S/E are similar. However, for low Flex the associated factors tend to be different.

Keywords: physical fitness; exercise; health; adolescent; cross-sectional studies.

Resumen

Introducción: Los componentes de la aptitud física relacionados con la salud (ApFRS) están asociados con la prevención y reducción del desarrollo de enfermedades crónicas, discapacidades funcionales y dificultades para realizar las actividades diarias. Objetivo: Identificar la prevalencia y los factores asociados con la baja ApFRS en adolescentes. Métodos: Estudio transversal con 1.455 estudiantes (50,9% niñas) de 10 a 17 años, que consta de tres variables dependientes: aptitud cardiorrespiratoria (ApC), fuerza/resistencia muscular (F/R) y flexibilidad (Flex). Para la medición y clasificación de la ApFRS (recomendada o baja) se utilizó una batería de pruebas con puntos de corte propuestos por el Projeto Esporte Brasil. Las variables independientes fueron organizadas en tres bloques: indicadores sociodemográficos (seis factores), de comportamiento (nueve factores) y antropométricos (tres factores). Para el análisis de los datos se utilizó estadística descriptiva, pruebas de chi-cuadrado para heterogeneidad y tendencia y la regresión logística binaria. El modelo multivariable final ha considerado sólo factores con nivel de significación abajo de 5%. Resultados: La prevalencia de baja ApC, F/R y Flex fue 74,1% (IC 95%: 71,6-76,5), 27,4% (IC 95%: 25,0-29,7) y 33,1% (IC 95%: 30,6-35,5), respectivamente. El análisis multivariable indicó que de los 18 factores analizados, nueve se asociaron con la baja ApC y cinco con la baja F/R y Flex. Sólo la edad (directamente con la baja ApC y baja F/R y revertida con baja Flex) se asoció (p < 0,05) a los tres componentes de ApFRS. Adolescentes clasificados como muy sedentarios (ApC y F/R), con tiempo de pantalla de tres o más horas por día (ApC y Flex) y con aumento de los indicadores antropométricos (tres componentes) tienen más probabilidad (p < 0,05) de tener baja ApFRS. Conclusión: Los factores asociados con la baja ApC y baja F/R son similares; sin embargo, para la baja Flex los factores tienden a ser otros.

Palabras-clave: aptitud física; ejercicio; salud; adolescente; estudios transversales.

3 - ADHERENCE TO SIX MONTHS OF INSTRUCTED MINIMALIST AND BAREFOOT RUNNING TRAINING

ADESÃO A SEIS MESES DE TREINAMENTO INSTRUÍDO DE CORRIDA MINIMALISTA E DESCALÇA

ADHESIÓN A SEIS MESES DE ENTRENAMIENTO INSTRUIDO DE CARRERA MINIMALISTA Y DESCALZA

Ana Paula da Silva Azevedo, Clara Nóbrega, Alberto Carlos Amadio, Júlio Cerca Serrão

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):182-185

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Resumo

Introduction: The interest in minimalist and barefoot running is growing continuously. However, there is no data on how many runners drop out during this process. Objective: To describe the adhesion and dropout rates of a six-month instructed training program based on barefoot and minimalist footwear running. Methods: Thirty-four recreational runners participated in the study: 20 runners started the race training barefoot, while 14 runners were involved in training with minimalist footwear. Adhesion to intervention programs was evaluated through training spreadsheets and recording attendance at training sessions, while dropouts were evaluated at the end of training. A questionnaire was sent to participants who dropped out of the training, to obtain information related on why they had abandoned it. Results: Considering all participants (n=34), 41.2% of the runners completed six months with reduced plantar protection; 70% of all dropouts occurred in barefoot training; the main reasons for leaving the training were injury/pain (40%) and lack of time/suitable place for training (40%); and the majority of dropouts (50%) occurred in the first month of training. Barefoot training (n=20) showed 70% dropouts, 57.1% of them due to lack of time/suitable place for training; and 71.4% of the dropouts occurred in the first month of the intervention. The training with minimalist footwear (n=14) had fewer dropouts (42.9%) than the barefoot training, all of them due to injury/pain; 50% of them occurred in the third month of intervention. Conclusion: Dropouts usually occur at the beginning of training. Training involving barefoot running has more dropouts than training with minimalist footwear. Intervention programs lasting six months based on minimalist footwear/barefoot seems to have similar adhesion to other supervised exercise programs. The main reasons for dropping out are injury/pain and lack of time/suitable place to run.

Palavras-chave: running; patient dropouts; life style; exercise.

Abstract

Introdução: O interesse acerca da corrida minimalista e descalça cresce continuamente. Contudo, não há dados sobre a evasão de corredores nesse processo. Objetivo: Descrever a adesão e a evasão de um programa de seis meses de treinamento instruído baseado na corrida descalça e em calçados minimalistas. Métodos: Trinta e quarto corredores recreacionais participaram do estudo: 20 corredores iniciaram o treinamento de corrida com os pés descalços, enquanto 14 se envolveram no treinamento com calçado minimalista. A adesão aos programas de intervenção foi verificada por intermédio de planilhas de treinamento e controle de presença nas sessões de treino, enquanto a evasão foi avaliada ao término do treinamento. Um questionário foi enviado aos participantes que saíram do treinamento, obtendo-se informações relacionadas ao abandono das intervenções. Resultados: Considerando-se todos os participantes (n = 34), 41,2% dos corredores finalizaram os seis meses de treinamento com proteção plantar reduzida; 70% das evasões ocorreram no treinamento descalço; as principais razões para abandonar o treinamento foram lesão/dor (40%) e ausência de tempo/local apropriado para o treinamento (40%) e a maioria das desistências (50%) ocorreu no primeiro mês de treinamento. O treinamento descalço (n = 20) apresentou 70% de evasão, sendo 57,1% devido à ausência de tempo/local apropriado para o treinamento; 71,4% da evasão ocorreu no primeiro mês de intervenção. O treinamento de corrida com calçado minimalista (n = 14) apresentou menor evasão (42,9%) que o treinamento descalço, sendo todas devido à lesão ou dor; 50% delas ocorreram no terceiro mês de intervenção. Conclusão: A evasão em geral ocorre no início do treinamento. A corrida descalça apresenta mais evasão do que a corrida com calçado minimalista. Os programas de intervenção que duram seis meses, baseados em calçado minimalista/pés descalços parecem ter adesão similar à de outros programas dirigidos de exercício. Os principais motivos para o abandono são lesão e dor e falta de tempo/local adequado para correr.

Keywords: corrida; pacientes desistentes do tratamento; estilo de vida; exercício.

Resumen

Introducción: El interés en la carrera minimalista y descalza crece continuamente. Sin embargo, no hay datos sobre la evasión de practicantes durante el proceso. Objetivo: Describir la adhesión y evasión de un programa de seis meses de entrenamiento instruido de carrera descalza y con calzado minimalista. Métodos: Treinta y cuatro corredores recreativos participaron en el estudio: 20 corredores comenzaron el entrenamiento en pies descalzos, mientras 14 hicieron el entrenamiento con el calzado minimalista. La adhesión a los programas de intervención se verificó a través de hojas de cálculo y control de la presencia en las sesiones de entrenamiento, mientras la evasión se evaluó al final del entrenamiento. Se envió un cuestionario a los participantes que abandonaron el entrenamiento para la obtención de información relacionada con el abandono de las intervenciones. Resultados: De todos los participantes (n = 34), el 41,2% de los corredores han completado seis meses de entrenamiento con protección plantar reducida; 70% de evasión se produjo en el entrenamiento descalzo; las principales razones para abandonar el entrenamiento fueron: lesión/dolor (40%) y la falta de tiempo/lugar adecuado para el entrenamiento (40%); la mayoría de abandonos (50%) ocurrieron en el primer mes de entrenamiento. El entrenamiento descalzo (n = 20) mostró 70% de evasión, con 57,1% debido a la falta de tiempo/lugar adecuado para entrenamiento; 71,4% de la evasión se produjo en el primer mes de la intervención. La carrera con el calzado minimalista (n = 14) mostró evasión más baja (42,9%) que el entrenamiento descalzo, todos los casos debiéndose a lesión o dolor; 50% de ellos se produjo en el tercer mes de la intervención. Conclusión: El abandono por lo general ocurre al comienzo del entrenamiento. La carrera descalza presenta más evasión que la carrera con calzado minimalista. Los programas de intervención con duración de seis meses y en base a carrera minimalista/descalza parecen que tienen evasión similar a otros programas de ejercicios supervisados. Las principales razones para el abandono son las lesiones y el dolor y la falta de tiempo y/o lugar adecuado para la carrera.

Palabras-clave: carrera; pacientes desistentes del tratamiento; estilo de vida; ejercicio.

4 - ADOLESCENTES COM SONOLÊNCIA DIURNA EXCESSIVA PASSAM MAIS TEMPO EM COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO

ADOLESCENTS WITH EXCESSIVE DAYTIME SLEEPINESS SPEND MORE TIME IN SEDENTARY BEHAVIOR

LOS ADOLESCENTES CON SOMNOLENCIA DIURNA EXCESIVA PASAN MÁS TIEMPO EN COMPORTAMIENTO SEDENTARIO

Érico Pereira Gomes Felden, Douglas Filipin, Diego Grasel Barbosa, Rubian Diego Andrade, Carolina Meyer, Thaís Silva Beltrame, Andreia Pelegrini

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):186-190

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Resumo

Introdução: A diminuição da atividade física, a baixa duração do sono e o aumento do tempo sentado têm sido cada vez mais percebidos na adolescência. Objetivos: Investigar a associação entre comportamento sedentário e variáveis de sono (sonolência diurna e duração de sono) de adolescentes de um município de pequeno porte do sul do Brasil. Métodos: Trata-se de uma amostra representativa, de base escolar, do município de Maravilha, SC, Brasil, formada por 516 adolescentes de ambos os sexos, com 10 a 19 anos de idade. Foram investigadas as associações entre comportamentos sedentários, sono, percepção de estresse e atividade física. O comportamento sedentário foi investigado por meio do tempo sentado durante o dia. Além disso, outras questões foram investigadas, como: sexo, faixa etária, turno escolar, local de domicílio, renda e grau de instrução do chefe de família, duração do sono e sonolência diurna, percepção de estresse e nível de atividade física. Resultados: A prevalência de baixa duração do sono foi de 53,6%. A média de tempo sentado durante um dia de semana foi de 382,2 min., sendo superior no sexo feminino (p = 0,001). Os adolescentes com baixa duração do sono apresentaram valores médios mais altos de tempo sentado (p < 0,001), sonolência diurna (p < 0,001) e sonolência em sala de aula (p < 0,001). Os adolescentes com maior sonolência tinham 4,97 (IC: 2,50-9,87) vezes mais chance de ter comportamento sedentário elevado. Conclusão: Adolescentes com maior sonolência diurna apresentaram maior tempo dedicado aos comportamentos sedentários. Assim, as medidas de educação para um estilo de vida mais ativo na adolescência devem observar também questões gerais sobre sono e sonolência diurna.

Palavras-chave: sono; estilo de vida sedentário; adolescente; distúrbios do sono por sonolência excessiva.

Abstract

Introduction: Decreased physical activity, short sleep duration, and increased time sitting have been increasingly perceived in adolescence. Objectives: To investigate the association between sedentary behavior and sleep variables (daytime sleepiness and sleep duration) of adolescents in a small city in the south of Brazil. Methods: This is a representative school-based sample in the city of Maravilha, SC, Brazil, composed of 516 adolescents of both sexes, from 10 to 19 years old. Associations were investigated among sedentary behaviors, sleep, perception of stress and physical activity. Sedentary behavior was investigated by mean of sitting time during the day. In addition, other issues were investigated as sex, age, school shift, place of residence, income, and level of education of household head, sleep duration, and daytime sleepiness, perception of stress and level of physical activity. Results: The prevalence of short sleep duration was 53.6%. The average time sitting during a weekday was 382.2 min, being higher in females (p = 0.001). Adolescents with short sleep duration had higher average values of sitting time (p<0.001), daytime sleepiness (p<0.001) and sleepiness in classroom (p<0.001). Adolescents with highest sleepiness were 4.97 (CI: 2.50 to 9.87) times more likely to have high sedentary behavior. Conclusion: Adolescents with higher daytime sleepiness showed greater time spent on sedentary behaviors. Thus, the education measures for a more active lifestyle during adolescence should also observe general questions about sleep and daytime sleepiness.

Keywords: sleep; sedentary lifestyle; adolescent; disorders of excessive somnolence.

Resumen

Introducción: La disminución de la actividad física, la baja duración del sueño y el aumento del tiempo sentado se han percibido cada vez más en la adolescencia. Objetivos: Investigar la asociación entre el comportamiento sedentario y las variables del sueño (somnolencia diurna y la duración del sueño) de adolescentes de una pequeña ciudad en el sur de Brasil. Métodos: Se trata de una muestra representativa basada en la escuela en la ciudad de Maravilha, SC, Brasil, compuesta de 516 adolescentes de ambos sexos, con 10 a 19 años de edad. Se investigaron las asociaciones entre los comportamientos sedentarios, el sueño, percepción de estrés y la actividad física. El sedentarismo fue investigado por medio de tiempo sentado durante el día. Además, otros temas se investigaron como el sexo, la edad, la jornada escolar, el lugar de residencia, ingresos y nivel de educación del jefe de hogar, la duración del sueño y la somnolencia diurna, la percepción del estrés y el nivel de actividad física. Resultados: La prevalencia de la corta duración del sueño fue 53,6%. El promedio de tiempo sentado durante un día de semana fue 382,2 min., siendo mayor en las mujeres (p = 0,001). Los adolescentes con baja duración del sueño tenían valores medios más altos de tiempo sentado (p < 0,001), somnolencia diurna (p < 0,001) y la somnolencia en la clase (p < 0,001). Los adolescentes con mayor somnolencia diurna presentaron 4,97 (IC: 2,50-9,87) veces más probabilidades de tener alto comportamiento sedentario. Conclusión: Los adolescentes con mayor somnolencia diurna mostraron mayor tiempo dedicado al comportamiento sedentario. Por lo tanto, las medidas de educación para un estilo de vida más activo durante la adolescencia también deben observar cuestiones generales sobre el sueño y somnolencia diurna.

Palabras-clave: sueño; estilo de vida sedentario; adolescente; trastornos de somnolencia excesiva.

5 - NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM ADOLESCENTES SAUDÁVEIS

PHYSICAL ACTIVITY IN HEALTHY ADOLESCENTS

NIVEL DE ACTIVIDAD FÍSICA EN ADOLESCENTES SANOS

Alexandre de Paiva Luciano, Ciro João Bertoli, Fernando Adami, Luiz Carlos de Abreu

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):191-194

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Resumo

Introdução: A recomendação atual para prática de atividades físicas na infância e adolescência é de que todo jovem deveria envolver-se diariamente por 60 minutos ou mais em atividades físicas moderadas em cinco ou mais dias da semana, somando-se pelo menos 300 minutos de atividades físicas por semana. Poucos estudos sobre o nível de atividade física foram encontrados com amostras de crianças e adolescentes brasileiros. Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo a aplicação de um questionário para avaliar o nível de atividade física realizada e suas correlações com estágios da puberdade e índice de massa corporal (IMC) em adolescentes saudáveis matriculados na rede municipal de ensino da cidade de Taubaté, SP, Brasil. Métodos: Foi realizado um estudo transversal por meio de aplicação de um questionário (IPAQ) para avaliar o nível de atividade física e sua correlação com peso, altura e IMC de 202 adolescentes saudáveis. Resultados: O grupo de 15 a 17 anos, considerado pós-púbere nesta pesquisa, apresentou tempos significantemente maiores do que os demais grupos, quanto à resposta da questão 4b (p = 0,002), que indaga sobre o tempo total gasto sentado durante um dia de final de semana. Conclusão: O grupo de 9 a 11 anos, considerado pré-púbere nesta pesquisa, apresentou números significantemente maiores do que os demais grupos quanto às atividades lúdicas moderadas.

Palavras-chave: atividade física; exercício; adolescente.

Abstract

Introduction: The current recommendation for physical activity in childhood and adolescence is that every young person should engage daily for 60 minutes or more in moderate physical activity on five or more days a week, totalizing at least 300 minutes of physical activity per week. Few studies on the level of physical activity were found in samples of Brazilian children and adolescents. Objective: This research aims to apply a questionnaire to assess the level of physical activity and its correlation with stages of puberty and body mass index (BMI) in healthy adolescents enrolled in municipal schools in the city of Taubaté, SP, Brazil. Methods: This is a cross-sectional study conducted through the application of a questionnaire (IPAQ) to assess the level of physical activity and its correlation with weight, height and BMI of 202 healthy adolescents. Results: The group of 15 to 17 years, considered post-pubertal in this study, showed significantly longer times than the other groups regarding the answer to the question 4b (p=0.002), which inquires about the total time spent sitting during a day of the weekend. Conclusion: The group 9-11 years, considered pre-pubertal in this study, showed significantly longer times than the other groups with regard to moderate ludic activity.

Keywords: physical activity; exercise; adolescent.

Resumen

Introducción: La recomendación actual para la actividad física en la infancia y la adolescencia es que todos los jóvenes deben participar todos los días durante 60 minutos o más de actividad física moderada, cinco o más días de la semana, sumando por lo menos 300 minutos de actividad física semanal. Se encontraron pocos estudios sobre el nivel de actividad física en muestras de niños y adolescentes brasileños. Objetivo: Esta investigación tiene como objetivo aplicar un cuestionario para evaluar el nivel de actividad física realizada y su correlación con las etapas de la pubertad y el índice de masa corporal (IMC) en adolescentes sanos inscritos en las escuelas municipales en la ciudad de Taubaté, SP, Brasil. Métodos: Se realizó un estudio transversal mediante la aplicación de un cuestionario (IPAQ) para evaluar el nivel de actividad física y su correlación con el peso, la altura y el IMC de 202 adolescentes sanos. Resultados: El grupo de 15 a 17 años, considerado pospuberal en este estudio, tuvo tiempos significativamente más largos que los otros grupos, según la respuesta a la pregunta 4b (p = 0,002), que indaga sobre el total de tiempo dedicado a estar sentado durante un día del fin de semana. Conclusión: El grupo de 9 a 11 años, considerado prepuberal en este estudio, tuvo tiempos significativamente más largos que otros grupos con respecto a las actividades lúdicas moderadas.

Palabras-clave: actividad física; ejercicio; adolescente.

6 - INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL REGIONAL E TOTAL SOBRE O DESEMPENHO DE NADO E ÍNDICES AERÓBIOS

INFLUENCE OF REGIONAL AND WHOLE-BODY COMPOSITION ON SWIMMING PERFORMANCE AND AEROBIC INDICES

INFLUENCIA DE LA COMPOSICIÓN CORPORAL REGIONAL Y TOTAL EN EL RENDIMIENTO DE NADO Y ÍNDICES AEROBIOS

Dalton Müller Pessôa Filho, Astor Reis Simionato, Leandro Oliveira da Cruz Siqueira, Mário André Espada, Daniel Pestana

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):195-199

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Resumo

Introdução: Poucos estudos analisaram a contribuição da composição regional de nadadores para o perfil aeróbio, anaeróbio e o desempenho de nado. Objetivo: Verificar a influência da composição corporal regional e total sobre índices da aptidão aeróbia e anaeróbia em nado atado e livre, bem como sobre o desempenho de curta e média duração. Métodos: Onze nadadores (18,0 ± 4,0 anos) foram submetidos a: (1) teste incremental em nado atado, com coleta de gases respiração-a-respiração (K4b2 associado ao novo-AquaTrainer?); e (2) tempo limite nos desempenhos de 200, 400 e 800 metros de nado livre. A regressão linear entre distância e tempo (d-tLim) empregou o método dos quadrados mínimos. O coeficiente de Pearson (r) averiguou as correlações da composição corporal regional e total com índices da aptidão aeróbica e anaeróbica em nado atado e livre. Resultados: Os valores da massa isenta de gordura (MIG) foram: 61,7 ± 7,4 kg; 7,5 ± 1,1 kg; 28,3 ± 3,7 kg; 22,1 ± 2,5 kg, respectivamente para corpo todo, membros superiores (MS), tronco (T) e membros inferiores (MI). O consumo máximo de oxigênio (VO2max) foi 52,1 ± 5,3 ml×kg-1×min-1, sendo a carga correspondente (iVO2max) de 93,9 ± 12,2 N. O tempo em 200 (132,2 ± 9,7 s), 400 (296,8 ± 17,2 s) e 800 metros (619,5 ± 26,9 s) forneceu velocidade crítica (VC = 1,23 ± 0,06 m×s-1) e capacidade anaeróbica de nado (CNA = 35,8 ± 15,1 m). Observaram-se correlações de iVO2max, CAN e v200m com MIG para MS (r = 0,64; 0,67 e 0,76), porém a MIG para T, MI e corporal demonstraram correlações apenas com v200m (r = 0,75; 0,69 e 0,75) e CAN (r = 0,71; 0,69 e 0,75). Conclusão: Houve, portanto, influência da MIG regional e corporal sobre o desempenho de curta distância e reservas anaeróbias, sendo a MIG-MS também influente sobre a iVO2max, e assim relacionada ao aprimoramento do desempenho de nado.

Palavras-chave: aptidão física; absorciometria de fóton; desempenho atlético; natação.

Abstract

Introduction: There have been few studies analyzing the regional body contribution of swimmers for aerobic and anaerobic profiles and swimming performance. Objective: To verify the influence of regional and whole-body composition on aerobic and anaerobic fitness indices in free and tethered swimming, as well as short- and mediumterm performance. Methods: Eleven swimmers (18.0 ± 4.0 years old) were submitted to: (1) an incremental test in tethered swimming, with breath-by-breath gas exchange sampling (K4b2 associated with the new-AquaTrainer?), and (2) timeout while performing the 200, 400 and 800 meter freestyle. Linear regression analysis between distance and time (d-tLim) was performed using the least squares method. Pearson's coefficient (r) was used to test the correlations between regional and whole-body composition and aerobic and anaerobic fitness indices in freestyle and tethered swimming. Results: Mean values for fat free mass (FFM) were: 61.7±7.4 kg; 7.5±1.1 kg; 28.3±3.7 kg; 22.1±2.5 kg, respectively, for the whole-body, upper-limbs (UL), trunk (T) and lower-limbs (LL). Maximal oxygen uptake (VO2max) was 52.1±5.3 ml×kg-1×min-1, and respective load (iVO2max) was 93.9 ± 12.2 N. The timeout in 200 (132.2±9.7 s), 400 (296.8±17.2 s) and 800 meters (619.5±26.9 s) provided critical velocity (CV = 1.23±0.06 m×s-1) and anaerobic swimming capacity (ASC = 35.8±15.1 m). Correlations were observed for iVO2max, ASC and v200m with FFM for UL (r = 0.64; 0.67 and 0.76), but FFM for T, LL and whole body were related only with v200m (r = 0.75; 0.69 and 0.75) and ASC (r = 0.71; 0.69 and 0.75). Conclusion: Regional and whole-body FFM influenced short-term performance and anaerobic reserves; FFM for UL was also related to iVO2max, and was therefore associated with improved swimming performance.

Keywords: Physical fitness, Absorptiometry, photon; Athletic performance; Swimming.

Resumen

Introducción: Pocos estudios han examinado la contribución de la composición regional de los nadadores para el perfil aerobio, anaerobio y el rendimiento de nado. Objetivo: Verificar la influencia de la composición corporal regional y total sobre índices de aptitud aerobia y anaerobia en nado estacionario y libre, así como sobre el rendimiento de corta y media duración. Métodos: Once nadadores (18,0 ± 4,0 años) fueron sometidos a: (1) test incremental en nado estacionario, con coleta de gases respiración a respiración (K4b2 asociado al nuevo-AquaTrainer); y (2) tiempo límite en el rendimiento de 200, 400 y 800 metros en nado libre. La regresión lineal entre la distancia y el tiempo (d-tLim) utilizó el método de los mínimos cuadrados. Se empleó el coeficiente de Pearson (r) para examinar las correlaciones entre la composición corporal regional y total con los índices de capacidad aerobia y anaerobia en el nado estacionario y en el nado libre. Resultados: Los valores de masa libre de grasa (MLG) fueron: 61,7±7,4 kg; 7,5±1,1 kg; 28,3±3,7 kg; 22,1±2,5 kg, respectivamente, para todo el cuerpo, extremidades superiores (ES), tronco (T) y extremidades inferiores (EI). El consumo máximo de oxígeno (VO2máx) fue 52,1 ± 5,3 ml×kg-1×min-1, y la carga correspondiente (iVO2máx) fue 93,9 ± 12,2 N. El tiempo en 200 (132,2 ± 9,7 s), 400 (296,8 ± 17,2 s) y 800 metros (619,5 ± 26,9 s) estableció la velocidad crítica (VC = 1,23±0,06 m×s-1) y la capacidad del nado anaerobia (CNA = 35,8 ± 15,1 m). Se verificaron correlaciones entre iVO2máx, CNA y v200m con MLG de ES (r = 0,64, 0,67 y 0,76), pero la MLG para T, EI y corporal demostraron correlaciones sólo con la v200m (r = 0,75, 0,69 y 0,75) y la CNA (r = 0,71, 0,69 y 0,75). Conclusión: Por lo tanto, hubo influencia de la MLG regional y total en el rendimiento a corto plazo y en las reservas anaerobias, mientras la MLG-ES influye en la iVO2máx y así en la mejora del rendimiento en la natación.

Palabras-clave: Aptitud física; Absorciometría de fotón; Rendimiento atlético; Natación.

7 - RESPOSTAS DE INDICADORES FISIOLÓGICOS A UM JOGO DE FUTEBOL

RESPONSES OF PHYSIOLOGICAL INDICATORS TO A SOCCER MATCH

RESPUESTAS DE INDICADORES FISIOLÓGICOS A UN PARTIDO DE FÚTBOL

Jader de Andrade Bezerra, Neméia de Oliveira Farias, Sandro Victor Alves Melo, Romeu Paulo Martins Silva, Antônio Clodoaldo Melo de Castro, Faber Sérgio Bastos Martins, José Augusto Rodrigues dos Santos

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):200-205

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Resumo

Introdução: A performance no futebol depende de vários fatores, entre eles, conhecimento das alterações fisiológicas ocorridas durante o jogo. Objetivo: Identificar as alterações hematológicas, imunológicas, enzimáticas, hormonais e inflamatórias decorrentes do aumento de suas concentrações plasmáticas após um jogo de futebol. Métodos: A amostra foi constituída por 42 atletas do sexo masculino, com média de idade de 25,7 ± 4,6 anos, todos profissionais da modalidade futebol. Todos os atletas participaram de, no mínimo, 90 minutos de um jogo oficial. Foram realizadas análise sanguíneas 2 horas antes do jogo, após o jogo, e ainda, em 24, 48 e 72 horas. Foram analisadas as alterações nos biomarcadores hematológicos, imunológicos, enzimáticos (creatina quinase total - CKt, lactato desidrogenase - LDH, aspartato aminotransferase - AST), cortisol, testosterona e proteína C-reativa (PCR). Resultados: Foram verificadas alterações dos níveis de eritrócitos, Hb e Hct, no entanto, clinicamente irrelevantes e sem significado fisiológico. O número de leucócitos, neutrófilos, monócitos, eosinófilos e linfócitos apresentaram alterações significativas (p < 0,05). Foram verificados picos de elevação após os jogos para a LDH e PCR e depois de 24 horas para a CKt e AST (p < 0,05). As concentrações de cortisol aumentaram de forma significativa após os jogos enquanto os níveis de testosterona diminuíram; no período de 24 horas os padrões se reverteram (p < 0,05). Conclusão: O jogo de futebol não altera de forma aguda os parâmetros hematológicos. A função imunológica apresenta leucocitose acentuada com expressão simultânea de neutrofilia e linfopenia. O jogo de futebol é suficientemente agressivo para induzir danos musculares, gera um estado catabólico, e ainda, aumenta as reações inflamatórias.

Palavras-chave: desempenho atlético; biomarcadores; futebol.

Abstract

Introduction: The performance in soccer depends on several factors, including the knowledge of physiological changes during a match. Objective: To identify the hematological, immunological, enzymatic, hormonal and inflammatory changes caused by increased plasma concentrations after a soccer match. Methods: The sample consisted of 42 male athletes with a mean age of 25.7±4.6 years, all professional soccer players. All athletes participated during at least 90 minutes in an official soccer match. Blood samples were analyzed 2 hours before the match, immediately after the match, and 24, 48 and 72 hours after the match. Changes in hematological, immunological and enzymatic (total creatine kinase - CKt, lactate dehydrogenase - LDH, aspartate aminotransferase - AST), cortisol, testosterone and C-reactive protein (CRP) biomarkers were analyzed. Results: There were changes in the levels of erythrocytes, Hb and Hct, although clinically irrelevant and with no physiological significance. The number of leukocytes, neutrophils, monocytes, eosinophils and lymphocytes showed significant changes (p<0.05). Rising peaks were observed 2 hours after the game for LDH and CRP and 24 hours after the game for CKt and AST (p<0.05). The cortisol concentrations increased significantly after the matches, whereas testosterone levels decreased. These patterns were reversed 24 hours after the match (p<0.05). Conclusion: The soccer match does not change acutely hematological parameters. Immune function exhibits a marked leukocytosis with simultaneous expression of neutrophilia and lymphopenia. The soccer matches are sufficiently intense to induce muscle damage, generate a catabolic state, and increase inflammatory reactions.

Keywords: athletic performance; biomarkers; soccer.

Resumen

Introducción: El rendimiento en el fútbol depende de varios factores, entre ellos el conocimiento de los cambios fisiológicos durante el juego. Objetivo: Identificar las alteraciones hematológicas, inmunológicas, enzimáticas, hormonales e inflamatorias, que resultan del aumento en las concentraciones plasmáticas después de un partido de fútbol. Métodos: La muestra estuvo constituida por 42 atletas varones, con una edad media de 25,7 ± 4,6 años, todos profesionales de la modalidad fútbol. Todos los atletas participaron por lo menos en 90 minutos de un juego oficial. Los análisis de sangre se realizaron 2 horas antes del partido, al final del juego y también a 24, 48 y 72 horas después. Se analizaron los cambios en los biomarcadores hematológicos, inmunológicos, enzimáticos (creatina quinasa total - CKt, lactato deshidrogenasa - LDH, aspartato aminotransferasa - AST), cortisol, testosterona, y proteína C-reactiva (PCR). Resultados: Se observaron cambios en los niveles de eritrocitos, hemoglobina y hematocrito, aunque clínicamente irrelevantes y sin importancia fisiológica. El número de leucocitos, neutrófilos, monocitos, eosinófilos y linfocitos tuvo cambios significativos (p < 0,05). Se observaron picos de elevación de la LDH y la PCR después de los juegos y después de 24 horas hubo aumento de CKt y AST (p < 0,05). Los niveles de cortisol aumentaron significativamente después de los juegos, mientras que los niveles de testosterona disminuyeron; en un período de 24 horas los patrones se invirtieron (p < 0,05). Conclusión: El partido de fútbol no cambia de forma aguda los parámetros hematológicos. La función inmune presentó leucocitosis considerable con expresión simultánea de neutrofilia y linfopenia. El partido de fútbol es suficientemente agresivo para inducir daños musculares, lleva a un estado catabólico, y también aumenta las reacciones inflamatorias.

Palabras-clave: rendimiento deportivo; biomarcadores; fútbol.

8 - DENSITOMETRIA ÓSSEA, CTX, NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E FORÇA NA PÓS-MENOPAUSA

BONE DENSITOMETRY, CTX, LEVEL OF PHYSICAL ACTIVITY, AND STRENGTH IN POSTMENOPAUSAL WOMEN

DENSITOMETRÍA ÓSEA, CTX, NIVEL DE ACTIVIDAD FÍSICA Y FUERZA EN LA POSTMENOPAUSIA

Cristiane Fialho Ferreira da Silva, Paulo Roberto dos Santos Amorim, Cristiane Junqueira de Carvalho, Cláudia Loures de Assis, Luciana Moreira Lima

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):206-210

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Resumo

Introdução: O tecido ósseo pode ser avaliado quantitativamente pela densitometria, porém ao associar os biomarcadores ósseos é possível predizer fragilidade óssea mais precocemente. Contudo, pouco se sabe sobre correlação entre ambos, como também sobre o nível de atividade física atual e a força muscular. Objetivo: Avaliar a correlação dos valores da densidade mineral óssea (DMO) aos do biomarcador sanguíneo ósseo (CTX) e também com o nível de atividade física mensurada pelo pedômetro e o questionário IPAQ, versão longa e com os testes de força em mulheres na pós-menopausa. Método: Estudo transversal e descritivo de 62 mulheres na pós-menopausa, saudáveis, média de idade de 56,82 ± 4,02 anos, avaliadas quanto ao nível de atividade física atual, força, DMO e CTX. Foi realizada densitometria óssea corporal total, de coluna lombar, fêmur e antebraços, além de mensuração de CTX, cálcio iônico, fósforo e PTH. Dois grupos foram formados: controle com DMO normal e grupo com DMO diminuída. Utilizou-se teste t de Student, qui-quadrado e Pearson. Resultados: Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos para testes de força, nível de atividade física atual e força muscular com relação ao CTX, porém houve associação do valor deste à DMO. Conclusão: Foi demonstrada dependência do CTX com relação aos valores de DMO total e da coluna lombar, ocorrendo baixa DMO quando o CTX estava entre moderado e alto. Isso indica que esse biomarcador talvez possa ser utilizado como forma de triagem de indivíduos com risco de baixa DMO e maior risco de fraturas.

Palavras-chave: densidade mineral óssea; metabolismo; exercício; mulheres.

Abstract

Introduction: Bone tissue can be assessed quantitatively by densitometry; however, when bone biomarkers are associated, bone fragility can be predicted earlier. However, little is known about the correlation between both, as well as on the current level of physical activity, and muscle strength. Objective: To evaluate the correlation of bone mineral density values (BMD) with the bone blood biomarker (CTX), and also with the level of physical activity measured by pedometer and questionnaire - IPA Q, long version, and the strength tests in postmenopausal women. Method: Descriptive cross-sectional study of 62 postmenopausal, healthy women, with average age of 56.82 ± 4.02, evaluated as for the current level of physical activity, strength, BMD and CTX. Total body densitometry was performed, as well as the lumbar spine, femur and forearms, and the tests for blood CTX, ionic calcium, phosphorus, and PTH . Two groups were formed: control with normal BMD and group with decreased BMD. Student t-test, chisquare, and Pearson were used. Results: There were no significant statistical differences between the two groups for strength tests, current physical activity level and muscle strength in relation to CTX, but there was an association of this value with the values of BMD. Conclusion: CTX has demonstrated dependence in relation to the total BMD and lumbar spine BMD, occurring low BMD when CTX was moderate to high. This indicates that the biomarker might be used as a method of screening individuals at risk for low BMD and increased risk for fractures.

Keywords: bone mineral density; metabolism; exercise; women.

Resumen

Introducción: Se puede evaluar el tejido óseo cuantitativamente por la densitometría, pero al asociar los biomarcadores óseos se puede predecir la fragilidad ósea prematuramente. Sin embargo, poco se sabe acerca de la correlación entre ambos, así como acerca del nivel de actividad física actual y fuerza muscular. Objetivo: Evaluar la correlación de los valores de la densidad mineral ósea (DMO) con los del biomarcador óseo sanguíneo (CTX), como también con el nivel de actividad física mensurable por el podómetro y cuestionario – IPAQ, versión larga y con pruebas de fuerza en mujeres posmenopáusicas. Método: Estudio transversal y descriptivo de 62 mujeres en la postmenopausia, saludables, promedio de edad de 56,82 ± 4,02 años, evaluadas en cuanto al nivel de actividad física actual, fuerza, DMO y CTX. Se realizó densitometría ósea corporal total y de columna lumbar, fémur y antebrazos, además de la medición de CTX, calcio iónico, fósforo y PTH. Se formaron dos grupos: control con DMO normal y grupo con DMO reducida. Se utilizó prueba t de Student, chi-quadrado y Pearson. Resultados: No hubo diferencias estadísticamente significativas entre los dos grupos para las pruebas de fuerza, nivel de actividad física actual y fuerza muscular con relación al CTX, pero hubo asociación de su valor con DMO. Conclusión: Se demostró dependencia del CTX con relación a los valores de DMO total y de la columna lumbar, observándose baja DMO mientras el CTX estaba entre moderado y alto. Eso indica que dicho biomarcador quizás pueda utilizarse como un método de clasificación de individuos con riesgo de baja DMO y riesgo aumentado de fracturas.

Palabras-clave: densidad ósea, metabolismo, ejercicio, mujeres.

9 - EFEITOS DO EXERCÍCIO RESISTIDO DE ALTA INTENSIDADE EM RATOS QUE RECEBERAM DEXAMETASONA

EFFECTS OF HIGH INTENSITY RESISTANCE TRAINING IN RATS RECEIVING DEXAMETHASONE

EFECTOS DEL ENTRENAMIENTO RESISTIDO DE ALTA INTENSIDAD EN RATAS QUE RECIBIERON DEXAMETASONA

Rejane Walessa Pequeno Rodrigues, Odilon Abrahin, Evitom Corrêa de Sousa, Anderson Carlos Marçal

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):211-215

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Resumo

Introdução: A dexametasona administrada cronicamente promove alterações deletérias no metabolismo dos carboidratos. Objetivo: Avaliar os efeitos do exercício resistido de alta intensidade sobre a sensibilidade à insulina, tolerância à glicose e força muscular de ratos submetidos ao uso crônico de dexametasona. Métodos: Foram utilizados 40 ratos machos divididos randomicamente em quatro grupos: 1) Controle Sedentário (CS); 2) Controle Treinado (CT); 3) Dexametasona Sedentário (DS) e 4) Dexametasona Treinado (DT). O exercício resistido foi realizado em aparelho de agachamento composto por três séries, 10 repetições, com intensidade de 75% de 1 RM durante quatro semanas. Concomitantemente, os grupos DS e DT recebiam diariamente dexametasona intraperitoneal (0,2 g/kg) e os grupos CS e CT recebiam somente solução salina (0,9%). Ao final do protocolo foram realizados testes de tolerância à glicose, sensibilidade à insulina e teste de força máxima. Resultados: Nos grupos treinados (CT e DT) houve aumento da força muscular de 14,78% e 36,87% respectivamente, sem ganho significativo nos grupos sedentários. No teste de tolerância à glicose, os grupos treinados (CT e DT) apresentaram amplitudes atenuadas da glicose plasmática quando comparados aos grupos sedentários (CS e DS). No teste de sensibilidade à insulina, o grupo DT apresentou menor área sob a curva em relação ao grupo DS. Conclusão: O exercício resistido de alta intensidade melhora a sensibilidade à insulina, tolerância à glicose e a força muscular em ratos que receberam a dexametasona.

Palavras-chave: treinamento de resistência; resistência à insulina; hiperglicemia.

Abstract

Introduction: Prolonged administration of dexamethasone promotes deleterious changes in the metabolism of carbohydrates. Objective: To evaluate the effects of high intensity resistance training on insulin sensibility, glucose tolerance, and muscle strength in rats submitted to chronic use of dexamethasone. Methods: Forty males rats were randomly divided into four groups: 1) Control Sedentary (CS); 2) Control Trained (CT); 3) Dexamethasone Sedentary (DS) and 4) Dexamethasone Trained (DT). Resistance training was conducted in squat apparatus composed of three series, 10 repetitions, with an intensity of 75% of 1 RM for four weeks. Concurrently, the DS and DT groups received daily intraperitoneal dexamethasone (0.2 g/kg) and the CS and CT groups received only saline (0.9%). At the end of the protocol, glucose tolerance, insulin sensibility and maximum force tests were conducted. Results: In the trained groups (CT e DT) was found an increased muscle strength of 14.78% and 36.87%, respectively, with no significant gain in sedentary groups. In the glucose tolerance test, the trained groups (CT e DT) showed attenuated ranges of plasma glucose when compared to sedentary groups (CS and DS). In insulin sensibility test, the DT group showed lower area under the curve in relation to the DS group. Conclusion: The high intensity resistance exercise improved insulin sensibility, glucose tolerance and increased muscle strength in rats submitted to chronic use of dexamethasone.

Keywords: resistance training; insulin resistance; hyperglycemia.

Resumen

Introducción: A largo plazo, la dexametasona promueve cambios nocivos sobre el metabolismo de los hidratos de carbono. Objetivo: Evaluar los efectos del entrenamiento de resistencia de alta intensidad en la sensibilidad a la insulina, tolerancia a la glucosa y la fuerza muscular en ratas sometidas a la utilización crónica de dexametasona. Métodos: Se dividieron aleatoriamente 40 ratas macho en cuatro grupos: 1) Control Sedentario (CS); 2) Control Entrenado (CE) 3); Dexametasona Sedentario (DS); 4) Dexametasona Entrenado (DE). El entrenamiento de resistencia se llevó a cabo en un aparato de agachamiento compuesto por tres series, 10 repeticiones, con intensidad del 75% de 1 RM durante cuatro semanas. Al mismo tiempo, los grupos de DS y DE recibieron dexametasona intraperitoneal diaria (0,2 g/kg) y los grupos CS y CE recibieron sólo solución salina (0,9%). Al final del protocolo se llevaron a cabo las pruebas de tolerancia a la glucosa, sensibilidad a la insulina y de fuerza máxima. Resultados: En los grupos entrenados (CE y DE) se aumentó la fuerza muscular del 14,78% y 36,87%, respectivamente, sin aumento significativo en los grupos sedentarios. En la prueba de tolerancia a la glucosa, los grupos entrenados (CE y DE) mostraron amplitudes atenuadas de la glucosa en plasma en comparación con los grupos sedentarios (CS y SD). En la prueba de sensibilidad a la insulina, el grupo DE mostró disminución del área bajo la curva en relación con el grupo DS. Conclusión: El entrenamiento de resistencia de alta intensidad promovió mejora en la sensibilidad a la insulina, tolerancia a la glucosa y el aumento de la fuerza muscular en ratas sometidas al uso crónico de dexametasona.

Palabras-clave: entrenamiento de resistencia; resistencia a la insulina; hiperglucemia.

10 - PERONEUS LONGUS ACTIVITY IN DIFFERENT TYPES OF TAPING: ATHLETES WITH ANKLE INSTABILITY

ATIVIDADE DO MÚSCULO FIBULAR LONGO COM DIFERENTES TIPOS DE BANDAGEM FUNCIONAL EM ATLETAS COM INSTABILIDADE NO TORNOZELO

ACTIVIDAD DEL MÚSCULO FIBULAR LARGO CON DIFERENTES TIPOS DE VENDAJE FUNCIONAL EN ATLETAS CON INESTABILIDAD EN EL TOBILLO

Muhammad Rahmani Jaffar, Zulkarnain Jaafar, Goh Siew Li

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):216-221

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Resumo

Introduction: Participation in sport among university athletes in Malaysia has progressed right up to Olympic level. However, some of these athletes are prevented from competing due to injuries. Ankle injuries, in particular, are among the common types of injury. Even so, there is still lack of local data and research describing the incidence of ankle injuries. Objectives: To determine peroneus longus muscle activity in different taped ankles and positions among subjects with functional ankle instability (FAI). Methods: Twenty-three subjects with ankle instability (AJFAT score > 26) volunteered to take part in the study. The subjects were tested under three conditions; 1) no tape (NT), 2) Kinesio® tape (KT), and 3) rigid tape (RT). The subjects completed two postural stability tests, followed by a sudden inversion perturbation test with EMG, recording throughout the procedures. The EMG data were analyzed, filtered, full-wave rectified and normalized. The data were analyzed by analysis of variance (Independent T-test and ANOVA) to evaluate differences in peak muscle activation (mV) and peroneal latency (ms). Results: Peak muscle activation of the peroneus was activated more in the RT group during both the Static and Dynamic Stability Tests. Apart from that, there were no statistically significant differences. During sudden inversion perturbation, the RT group was the one that was most activated (p=0.001). Peroneal latency was even delayed in KT and RT during the three tests, and shorter in the NT group. There were significant differences during the Dynamic Stability Test, between the NT and KT groups (p=0.001) and between the NT, RT and KT groups (p=0.001). Conclusion: RT tape may enhance the peroneus longus response by maintaining a higher level of muscle activation, especially during dynamic movements and sudden inversion of the ankle, and may selectively benefit individuals with FAI. The KT ankle did not show superior effect to the NT ankle, and demonstrated minimal benefit when used in FAI. Also, its use may be more likely to cause reinjury to the ankle.

Palavras-chave: athletes; ankle; ankle joint; ligaments, articular.

Abstract

Introdução: A participação nos esportes entre atletas universitários na Malásia progrediu até o nível olímpico. Contudo, alguns desses atletas são impedidos de competir em decorrência de lesões. As lesões no tornozelo estão entre os tipos mais comuns. Além disso, há falta de dados locais e pesquisas que descrevam a incidência dessas lesões. Objetivos: Determinar a atividade do músculo fibular longo com diferentes bandagens funcionais e posições do tornozelo entre indivíduos com instabilidade funcional do tornozelo (IFT). Métodos: Vinte e três indivíduos com instabilidade no tornozelo (escore AJFAT > 26) foram voluntários no estudo. Os indivíduos foram testados em três situações: 1) sem bandagem (SB), 2) bandagem Kinesio® (BK), e 3) bandagem rígida (BR). Os indivíduos concluíram dois testes de estabilidade postural, seguidos por um teste de perturbação por inversão repentina com EMG, que registrou os procedimentos do começo ao fim. Os dados EMG foram analisados, filtrados, retificados por onda completa e normalizados. Os dados foram analisados por análise de variância (teste T independente e ANOV A) para avaliar as diferenças de ativação muscular máxima (mV) e latência fibular (ms). Resultados: A ativação muscular máxima da fíbula ocorreu mais no grupo BR durante os testes de estabilidade estática e dinâmica. Além disso, não houve diferenças estatisticamente significantes. Durante a perturbação por inversão, o grupo BR foi o que teve maior ativação (p = 0,001). A latência fibular foi mais tardia nos grupos BK e BR durante os três testes e foi menor no grupo SB. Não houve diferenças significantes durante o teste de estabilidade dinâmica entre os grupos SB e BK (p = 0,001) e entre os grupos SB, BR e BK (p = 0,001). Conclusão: A BR pode ampliar a resposta do músculo fibular longo, porque mantém um nível maior de ativação muscular, especialmente durante os movimentos dinâmicos e a inversão súbita do tornozelo, podendo beneficiar seletivamente os indivíduos com IFT. A BK não apresentou efeito superior com relação à SB, e demonstrou benefício mínimo quando usada para IFT. Ainda, é provável que seu uso cause nova lesão no tornozelo.

Keywords: atletas; tornozelo; articulação do tornozelo; ligamentos articulares.

Resumen

Introducción: La participación en los deportes entre atletas universitarios en Malasia progresó hasta el nivel olímpico. Sin embargo, algunos de esos atletas son impedidos de competir a raíz de lesiones. Las lesiones en el tobillo están entre los tipos más comunes. Además, hay falta de datos locales e investigaciones que describan la incidencia de esas lesiones. Objetivos: Determinar la actividad del músculo fibular largo con diferentes vendajes funcionales y posiciones del tobillo entre individuos con inestabilidad funcional del tobillo (IFT). Métodos: Veintitrés individuos con inestabilidad en el tobillo (score AJFAT > 26) fueron voluntarios en el estudio. Fueron realizados tests con los individuos en tres situaciones: 1) sin vendaje (SV), 2) vendaje Kinesio® (VK), y 3) vendaje rígido (VR). Los individuos concluyeron dos tests de estabilidad postural, seguidos por un test de perturbación por inversión repentina con EMG, que registró los procedimientos desde el inicio al fin. Los datos EMG fueron analizados, filtrados, rectificados por onda completa y normalizados. Los datos fueron analizados por análisis de variancia (test T independiente y ANOV A) para evaluar las diferencias de activación muscular máxima (mV) y latencia fibular (ms). Resultados: La activación muscular máxima de la fíbula ocurrió más en el grupo VR durante los tests de estabilidad estática y dinámica. Además, no hubo diferencias estadísticamente significativas. Durante la perturbación por inversión, el grupo VR fue el que tuvo mayor activación (p = 0,001). La latencia fibular fue más tardía en los grupos VK y VR durante los tres tests y fue menor en el grupo SV. No hubo diferencias significativas durante el test de estabilidad dinámica entre los grupos SV y VK (p = 0,001) y entre los grupos SV, VR y VK (p = 0,001). Conclusión: La VR puede ampliar la respuesta del músculo fibular largo, porque mantiene un nivel mayor de activación muscular, especialmente durante los movimientos dinámicos y la inversión súbita del tobillo, pudiendo beneficiar selectivamente a los individuos con IFT. La VK no presentó efecto superior con relación a la SV, y demostró beneficio mínimo cuando usada para IFT. Además, es probable que su uso cause nueva lesión en el tobillo.

Palabras-clave: atletas; tobillo; articulación del tobillo; ligamentos articulares.

11 - EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO SOBRE A SAÚDE E SOBRECARGA DE MÃES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM PARALISIA CEREBRAL

EFFECT OF EXERCISE ON HEALTH AND BURDEN OF MOTHERS OF CHILDREN AND ADOLESCENTS WITH CEREBRAL PALSY

EFECTO DEL EJERCICIO SOBRE LA SALUD Y SOBRECARGA DE LAS MADRES DE NIÑOS Y ADOLESCENTES CON PARÁLISIS CEREBRAL

Moisés Rosa Batista, Jaqueline Pontes Batista, Jussara Caetano Furtado, Luiz Duarte de Ulhôa Rocha Junior, Eduardo Henrique Tavares, Hygor Nunes Araújo, Rogério de Melo Costa Pinto, Nívea de Macedo Oliveira Morales

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):222-226

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Resumo

Introdução: A paralisia cerebral (PC) é considerada a incapacidade física mais comum na infância. Essa doença afeta profundamente a saúde e o bem-estar dos indivíduos acometidos e também pode influenciar múltiplos aspectos da vida de seus cuidadores, especialmente as mães. Objetivo: Avaliar o efeito de um programa de exercício resistido sobre a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de mães de crianças e adolescentes com PC. Método: Vinte e duas mães sedentárias cuidadoras de crianças e adolescentes com PC, aptas à prática de exercício resistido, participaram de um programa de exercício resistido de intensidade moderada, em 2 sessões semanais durante 12 semanas. Todos os participantes responderam ao questionário de QVRS, Short Form Questionnaire (SF-36), à escala de sobrecarga Caregiver Burden Scale (CBS) e ao Inventário de Depressão de Beck (BDI) antes e após o programa de intervenção. Os escores dos questionários pré e pós-intervenção foram comparados pelo teste de Wilcoxon e a magnitude das diferenças foi medida pelo tamanho do efeito. Resultados: A mediana de idade das mães foi de 41 anos e variou de 18 a 58 anos. A mediana da idade das crianças/adolescentes foi de 14 anos, variando 3 a 21 anos. Após a intervenção foram encontrados aumentos significativos nos escores do SF-36 (p < 0,05), exceto nos domínios aspectos físicos e aspectos emocionais, que já obtiveram pontuação máxima pré-intervenção. Os escores do CBS e do BDI tiveram redução significativa pós-intervenção (p < 0,05). Conclusão: A prática regular de exercícios resistidos tem impacto positivo sobre a QVRS, a percepção de sobrecarga e a intensidade de sintomas depressivos de mães cuidadoras de crianças e adolescentes com PC.

Palavras-chave: treinamento de resistência; depressão; cuidadores.

Abstract

Introduction: Cerebral palsy (CP) is considered the most common physical disability in childhood. This disease profoundly affects the health and well-being of affected individuals and can influence multiple aspects of the life of their caregivers, especially mothers. Objective: To evaluate the effect of a resistance training program on health-related quality of life (HRQoL) of mothers of children and adolescents with CP. Methods: Twenty-four sedentary mothers caregivers of children and adolescents with CP, able to practice resistance training, participated in a resistance training program of moderate intensity of 2 sessions per week for 12 weeks. All participants answered to HRQoL questionnaire, SF-36, Caregiver Burden Scale (CBS) and Beck Depression Inventory (BDI) before and after the intervention program. The scores of the questionnaires before and after the intervention were compared using the Wilcoxon test and the magnitude of the differences was measured by effect size. Results: The median age of the mothers was 41 years, ranging from 18 to 58 years. The median age of children and adolescents was 14 years, ranging from 3 to 21 years. The SF-36 scores were significantly higher after the intervention (p<0.05), except in the domains physical aspects and emotional aspects, which already scored the highest value before the intervention. CBS and BDI scores were significantly reduced after intervention (p<0.05). Conclusion: The regular practice of resistance training has a positive impact on HRQoL, burden perception and intensity of depressive symptoms of mothers caregivers of children and adolescents with CP.

Keywords: resistance training; depression; caregivers.

Resumen

Introducción: La parálisis cerebral (PC) es considerada la discapacidad física más común en la infancia. Esta enfermedad afecta profundamente la salud y el bienestar de los individuos afectados y también puede influir en muchos aspectos de la vida de sus cuidadores, especialmente las madres. Objetivo: Evaluar el efecto de un programa de ejercicios de resistencia en la calidad de vida relacionada con la salud (CVRS) de las madres de niños y adolescentes con parálisis cerebral. Método: Veinte y dos madres sedentarias cuidadoras de niños y adolescentes con PC, aptas para la práctica de ejercicios de resistencia, participaron en un programa de ejercicios de resistencia de intensidad moderada, de 2 sesiones por semana durante 12 semanas. Todos los participantes respondieron el cuestionario CVRS, el Short Form Questionnaire (SF-36), la escala de sobrecarga del cuidador Caregiver Burden Scale (CBS) y el Inventario de Depresión de Beck (BDI) antes y después de la intervención. Las puntuaciones de los cuestionarios antes y después de la intervención se compararon mediante la prueba de Wilcoxon y la magnitud de las diferencias fue medida por el tamaño del efecto. Resultados: La edad mediana de las madres fue de 41 años, con un rango de 18 a 58 años. La mediana de edad de los niños/adolescentes fue de 14 años, con rango 3 a 21 años. Después de la intervención se encontró un aumento significativo en los resultados de SF-36 (p < 0,05), excepto en los dominios aspectos físicos y aspectos emocionales, que han obtenido la máxima puntuación antes de la intervención. Las puntuaciones de la CBS y la BDI tuvieron una reducción significativa después de la intervención (p < 0,05). Conclusión: La práctica regular de ejercicios de resistencia tiene un impacto positivo en la CVRS, la percepción de la sobrecarga y la intensidad de los síntomas depresivos de las madres cuidadoras de niños y adolescentes con PC.

Palabras-clave: entrenamiento de resistencia; depresión; cuidadores.

12 - A INFLUÊNCIA DA TERMOTERAPIA NO GANHO DE FLEXIBILIDADE DOS MÚSCULOS ISQUIOTIBIAIS

THE INFLUENCE OF THERMOTHERAPY IN THE FLEXIBILITY GAIN OF THE HAMSTRING MUSCLES

LA INFLUENCIA DE LA TERMOTERAPIA EN LA FLEXIBILIDAD DE LOS MÚSCULOS ISQUIOTIBIALES

José Herivelton Cardoso de Andrade Filho, Thales Costa e Silva do Espírito Santo, Samara Géssica Germano Facó, Alessandra Tanuri Magalhães, Baldomero Antonio Kato da Silva, Barbara Visiglia Minghini, Cristiano Sales da Silva, Vinícius Saura Cardoso

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):227-230

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Resumo

Introdução: A flexibilidade muscular é descrita como a capacidade do músculo realizar a extensão de suas fibras, influenciando a mobilidade articular. A diatermia aplicada à musculatura prepara o corpo para atividades físicas, por acelerar o metabolismo das fibras musculares e diminuir a resistência intramuscular, aumentando assim a variedade de movimento e a eficiência mecânica. A crioterapia tem diversas funções fisiológicas quando aplicada ao corpo humano, as quais, em conjunto, propiciam o relaxamento muscular. Objetivo: Avaliar o comportamento da flexibilidade dos músculos isquiotibiais frente à aplicação de alongamento passivo associado a termoterapias quente e fria. Métodos: Este estudo foi composto de 24 voluntários, de ambos os sexos, distribuídos aleatoriamente em três grupos, sendo eles: grupo alongamento passivo (G1), grupo crioterapia precedendo alongamento passivo (G2) e grupo diatermia precedendo alongamento passivo (G3). Os voluntários foram submetidos a avaliações de amplitude de movimento através da goniometria da flexão de quadril com o joelho estendido, sendo uma avaliação inicial realizada antes de iniciar o protocolo e reavaliações ao final de cada uma das quatro semanas de intervenção. Resultados: Verificou-se aumento significativo da flexão de quadril no G2 e G3 com relação ao G1. Não houve diferença estatística entre G2 e G3. Conclusão: O uso da diatermia, assim como da crioterapia, associado ao alongamento passivo é favorável para o ganho de flexibilidade muscular e, consequentemente, de amplitude de movimento em jovens saudáveis.

Palavras-chave: exercícios de alongamento muscular; crioterapia; diatermia; amplitude de movimento articular.

Abstract

Introduction: Muscle flexibility is described as the ability of the muscle to extend its fibers, influencing joint mobility. Diathermy applied to the muscles prepares the body for physical activity, by accelerating the metabolism of the muscle fibers and decreasing the intramuscular resistance, thereby increasing the range of motion and the mechanical efficiency. Cryotherapy has various physiological functions when applied to the human body, which, together, provide muscle relaxation. Objective: To evaluate the flexibility of hamstring muscles by applying passive stretching associated with hot and cold thermotherapy. Methods: This study consisted of 24 volunteers of both sexes randomly divided into three groups: passive stretching group (G1), cryotherapy preceding passive stretching group (G2) and diathermy preceding passive stretching group (G3). The volunteers were evaluated for range of motion by goniometry of hip flexion with the knee extended, with an initial assessment carried out before starting the protocol and revaluations at the end of each of the four weeks of intervention. Results: There was significant increase in hip flexion in G2 and G3 compared to G1. There was no statistical difference between G2 and G3. Conclusion: The use of diathermy and cryotherapy associated with passive stretching is favorable for increasing muscular flexibility and hence the amplitude of motion in healthy young adults.

Keywords: muscle stretching exercise; cryotherapy; diathermy, range of motion, articular.

Resumen

Introducción: La flexibilidad muscular se describe como la capacidad del músculo para lograr la extensión de sus fibras, que afecta a la movilidad articular. La diatermia aplicada a los músculos prepara el cuerpo para la actividad física, mediante la aceleración del metabolismo de las fibras musculares y disminución de la resistencia intramuscular, lo que aumenta el rango de movimiento y la eficiencia mecánica. La crioterapia tiene diversas funciones fisiológicas cuando es aplicada al cuerpo humano, que, en conjunto, proporcionan la relajación muscular. Objetivo: Evaluar la flexibilidad de los músculos isquiotibiales frente a la aplicación de alongamiento pasivo asociado a termoterapia caliente y fría. Métodos: Este estudio se compone de 24 voluntarios de ambos sexos divididos aleatoriamente en tres grupos, a saber: grupo de estiramiento pasivo (G1), grupo de crioterapia antes del estiramiento pasivo (G2) y grupo de diatermia antes del estiramiento pasivo (G3). Los voluntarios fueron sometidos a evaluaciones de amplitud de movimiento a través de la goniometría de la flexión de cadera con la rodilla extendida, siendo una evaluación inicial realizada antes de iniciar el protocolo y reevaluaciones al final de cada una de las cuatro semanas de intervención. Resultados: No hubo aumento significativo de la flexión de la cadera en G2 y G3 en comparación con G1. No hubo diferencia estadística entre G2 y G3. Conclusión: El uso de diatermia y crioterapia asociado con el estiramiento pasivo es favorable para aumentar la flexibilidad muscular y por lo tanto el rango de movimiento en adultos jóvenes sanos.

Palabras-clave: ejercicios de estiramiento muscular; crioterapia; diatermia; rango del movimiento articular.

13 - RELATIONSHIP BETWEEN TRAINING VOLUME AND BONE MINERAL DENSITY CHANGES IN ELDERLY WOMEN

RELAÇÃO ENTRE O VOLUME DE TREINAMENTO E MUDANÇAS DE DENSIDADE MINERAL ÓSSEA EM MULHERES IDOSAS

RELACIÓN ENTRE VOLUMEN DE ENTRENAMIENTO Y CAMBIOS EN LA DENSIDAD MINERAL ÓSEA EN MUJERES MAYORES

Juan José Rábade Espinosa, Teresa Valverde Esteve, Ana Pablos Monzó, Carlos Pablos Abella, Vicente Carratalá Deval

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):231-234

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Resumo

Introduction: Several studies have analyzed the relationship between physical activity and bone density. However, the prescription of exercise is not entirely clear as to the type, quantity and intensity. Objective: The objective of this study was to determine if there is a relationship between the amount of exercise and changes in bone mineral density. Methods: Fifty-two women, members of the Municipal Program of Physical Activity for Seniors, voluntarily underwent two ultrasonographies of the calcaneus within a 6-month interval. During this period, all physical activity was recorded. Afterwards, a lineal correlation study was carried out between the amount of exercise and bone changes, expressed as T-Score variation, first in total number of participants and then in groups. Considering the average body weight obtained for all women, two groups were created ("light" < 69 kg and "heavy" > 69 kg). Later, women who had participated in less than 72% of the targeted program were excluded from both groups, and the differences between the groups "light and trained" and "heavy and trained" were analyzed. To do so, the nonparametric Mann-Whitney U test was used. Results: A significant relationship of r= -0.59 was found between the total amount of exercise and the T-Score variation in the group of women above 69 kg. Significant differences were found between the "light and trained" group and the "heavy and trained" group with respect to the variation of T-Score. Conclusion: The effect of exercise on bone mineral density is determined, somehow, by body weight. This interaction is due, possibly, to mechanical demands difference.

Palavras-chave: exercise; bone and bones; osteoporosis; aged; body weight.

Abstract

Introdução: Vários estudos analisaram a relação à quantidade de atividade física e densidade óssea. No entanto, a prescrição de exercício físico não é totalmente clara, em relação ao tipo, quantidade e intensidade. Objetivos: o objetivo deste estudo foi determinar se existe relação entre a quantidade de exercício físico e alterações na densidade óssea. Métodos: 52 mulheres, membros do programa municipal de atividade física para idosos participaram voluntariamente na realização de dois ultrassonografias de calcâneo, separado 6 meses. Durante este período, toda a atividade física foi registrada. Em seguida, foi realizado um estudo de correlação linear entre a quantidade de exercício físico e alterações ósseas, expressos como variação do T-Score, primeiro de maneira conjunta e despois em grupos. Considerando-se o peso corporal médio obtido para todas as mulheres, dois grupos foram criados ("magro" < 69Kg e "pesado" > 69Kg). Mais tarde, as mulheres que tinham participado em menos do 72% do programa alvejado foram excluídas de ambos os grupos, e foram analisadas as diferenças entre o grupo "magro e treinado" e o grupo "pesado e treinado". Para alcançar este objetivo, foi utilizado o teste não paramétrico da U de Mann-Whitney. Resultados: foi encontrada ama relação significativa de r = -0,59 entre a quantidade total do exercício físico e da variação do T-Score, no grupo das mulheres de mais do que 69Kg. Foram encontradas diferenças significativas entre o grupo "magro y treinado" e o grupo "pesado e treinado", em relação à variação do T-Score. Conclusão: o efeito do exercício físico na densidade mineral óssea é determinado de alguma forma, pelo peso corporal. Esta interação é possivelmente devida à diferente demanda mecânica.

Keywords: exercício, osso e ossos, osteoporose, idosos, peso corporal.

Resumen

Introducción: Diversos estudios han analizado la relación entre la actividad física y la densidad ósea. Sin embargo, la prescripción de ejercicio físico no está completamente clara en relación al tipo, cantidad e intensidad. Objetivo: El objetivo de este estudio fue determinar si existe relación entre la cantidad de ejercicio y los cambios en la densidad mineral ósea. Métodos: Cincuenta y dos mujeres, integrantes del Programa Municipal de Actividad Física para Mayores, participaron voluntariamente en la realización de dos ultrasonografías de calcáneo, con intervalo de 6 meses. Durante este periodo, se registró toda la actividad física. A continuación, se realizó un estudio de correlación lineal entre la cantidad de ejercicio y cambios óseos, expresados como la variación del T-Score, primero de forma conjunta y posteriormente por grupos. Teniendo en cuenta el peso corporal medio obtenido para el total de mujeres, se crearon dos grupos (“ligero” < 69 Kg y “pesado” > 69 Kg). Más tarde, las mujeres que habían participado en menos del 72% del programa dirigido fueron excluidas de ambos grupos y se analizaron las diferencias entre el grupo “ligero y entrenado” y el grupo “pesado y entrenado”. Para lograr este objetivo, se utilizó la prueba no paramétrica de la U de Mann-Whitney. Resultados: Se encontró una relación significativa de r= -0,59 entre la cantidad total de ejercicio físico y la variación del T-Score en el grupo de mujeres de más de 69 Kg. Se encontraron diferencias significativas entre el grupo “ligero y entrenado” y el grupo “pesado y entrenado” con respecto a la variación del T-Score. Conclusión: El efecto del ejercicio físico sobre la densidad mineral ósea está determinado, de alguna manera, por el peso corporal. Esta interacción es debida posiblemente a la diferente demanda mecánica.

Palabras-clave: ejercicio; huesos, osteoporosis; anciano; peso corporal.

Artigos de Revisão

14 - EFFECT OF PHYSICAL ACTIVITY ON CARDIOMETABOLIC MARKERS IN ADOLESCENTS: SYSTEMATIC REVIEW

EFEITO DA ATIVIDADE FÍSICA SOBRE OS MARCADORES CARDIOMETABÓLICOS EM ADOLESCENTES: REVISÃO SISTEMÁTICA

EFECTO DE LA ACTIVIDAD FÍSICA SOBRE LOS MARCADORES CARDIOMETABÓLICOS EN ADOLESCENTES: REVISIÓN SISTEMÁTICA

Valter Paulo Neves Miranda, Paulo Roberto dos Santos Amorim, Nathália Cristina Borges Oliveira, Maria do Carmo Gouveia Peluzio, Silvia Eloiza Priore

Rev Bras Med Esporte. 2016;22(3):235-242

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Resumo

The accumulation of body fat is a major risk factor for cardiometabolic diseases. Obesity can be considered a chronic systemic inflammatory disease in adults and younger people. The control of subclinical inflammation process through the practice of physical activity (PA) can mitigate the effects of risk factors that trigger atherosclerosis that worsens with advancing age. The objective of this study was to conduct a systematic review of the influence of physical activity and/or exercise on cardiometabolic markers and othrer risk factors of cardiovascular disease in adolescents. A systematic review was conducted in electronic databases Scopus, Pubmed, Conchrane Collection and SciELO. The terms used in the search were "cardiovascular diseases AND inflammation AND adolescents AND physical activity OR exercise". A total of 24 original articles were evaluated, being 14 longitudinal and 10 cross-sectional studies. Overall, 16 articles (66.66%) showed that PA, exercise and/or sedentary behavior may have influenced or have been related to the concentration of cardiometabolic markers. All studies that examined lifestyle changes showed reduction of cardiometabolic markers. Some limitations were observed: reduced samples, lack of dietary prescription, evaluation and control of volume and intensity of exercise. Most of the studies analyzed showed that the physical activity could influence and decrease the concentrations of cardiometabolic markers in adolescents. However, studies with representative sample size and precise control in assessing the level of physical activity and/or exercise are required to determine accurately the changes that the more active lifestyle can bring on inflammatory process, as well as other risk factors for cardiometabolic diseases in adolescents.

Palavras-chave: adolescent; biomarkers; cardiovascular diseases; metabolism.

Abstract

O acúmulo de gordura corporal é um dos principais fatores de risco de doenças cardiometabólicas. A obesidade pode ser considerada uma doença inflamatória sistêmica crônica em adultos e em pessoas mais jovens. O controle do processo de inflamação subclínica por meio da prática de atividade física (AF) pode atenuar os efeitos dos fatores de risco que desencadeiam a aterosclerose que se agrava com a idade. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre a influência da atividade física e/ou do exercício sobre marcadores cardiometabólicos e outros fatores de risco de doenças cardiovasculares em adolescentes. A revisão sistemática foi realizada nas bases de dados eletrônicas Scopus, Pubmed, Conchrane Collection e SciELO. Os termos usados para a busca foram "cardiovascular diseases AND inflammation AND adolescents AND physical activity OR exercise". Foram avaliados 24 artigos originais, 14 estudos longitudinais e 10 transversais. No geral, 16 artigos (66,66%) mostraram que a AF, o exercício físico e/ou comportamento sedentário influenciaram ou se relacionaram com a concentração de marcadores cardiometabólicos. Todos os estudos que analisaram mudanças do estilo de vida mostraram redução dos marcadores cardiometabólicos. Algumas limitações foram observadas: amostras pequenas, falta de prescrição dietética, controle e avaliação de volume e intensidade do exercício físico. A maioria dos estudos analisados mostrou que a atividade física pode influenciar e diminuir as concentrações dos marcadores cardiometabólicos em adolescentes. No entanto, estudos com tamanho amostral representativo e com controle da avaliação do nível de atividade e/ou exercício físico são necessários para verificar com acurácia as alterações que o estilo de vida mais ativo pode apresentar no processo de inflamação, assim como em outros fatores de risco de doenças cardiometabólicas em adolescentes.

Keywords: adolescente; biomarcadores; doenças cardiovasculares, metabolismo.

Resumen

La acumulación de grasa corporal es uno de los principales factores de riesgo de enfermedades cardiometabólicas. La obesidad puede ser considerada como una enfermedad inflamatoria sistémica crónica en adultos y en los jóvenes. El control del proceso de inflamación subclínica a través de la práctica de actividad física (AF) puede mitigar los efectos de los factores de riesgo que desencadenan la aterosclerosis, que empeora con la edad. El objetivo de este estudio fue realizar una revisión sistemática de los efectos de la actividad física y/o ejercicio sobre los marcadores cardiometabólicos y otros factores de riesgo de enfermedades cardiovasculares en adolescentes. La revisión sistemática se realizó en las bases de datos electrónicas Scopus, Pubmed, Conchrane Collection y SciELO. Los términos utilizados en la búsqueda fueron “cardiovascular diseases AND inflammation AND adolescents AND physical activity OR exercise”. Fueron evaluados 24 artículos originales, 14 estudios longitudinales y 10 transversales. En general, 16 artículos (66,66%) mostraron que la AF, el ejercicio y/o el comportamiento sedentario han influenciado o se relacionado con la concentración de los marcadores cardiometabólicos. Todos los estudios que examinaron el cambio de estilo de vida mostraron una reducción de los marcadores cardiometabólicos. Se observaron algunas limitaciones: muestras pequeñas; falta de prescripción dietética; control y evaluación del volumen y de la intensidad del ejercicio. La mayoría de los estudios analizados demostraran que la actividad física puede influenciar y disminuir las concentraciones de marcadores cardiometabólicos en los adolescentes. Sin embargo, se requieren estudios con tamaño representativo demuestra y que avalúen el control del nivel de actividad física y/o ejercicio para determinar con precisión los cambios que el estilo de vida más activo puede presentar en el proceso de inflamación, así como otros factores de riesgo de enfermedades cardiometabólicas en adolescentes.

Palabras-clave: adolescente; biomarcadores; enfermedades cardiovasculares; metabolismo.

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