Edição: 24.5 - 16 Artigo(s)

Editorial

1 - EDITORIAL

EDITORIAL

EDITORIAL

Dr. Marcos Henrique Ferreira Laraya, Prof. José Kawazoe Lazzoli

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):332

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Artigo Original

2 - EFEITO DO EXERCÍCIO SOBRE INTERFERON GAMA, GORDURA CORPORAL E IMC EM PACIENTES COM TRANSPLANTE RENAL

THE EFFECT OF EXERCISE ON INTERFERON GAMMA, BODY FAT AND BMI OF KIDNEY TRANSPLANT PATIENTS

EFECTO DEL EJERCICIO SOBRE EL INTERFERÓN GAMMA Y EL IMC DE LOS PACIENTES CON TRASPLANTE DE RIÑÓN

Elham Shakoor, Mohsen Salesi, Maryam Koushkie Jahromi, Hassan Sadeghi, Mohammad Hossein Karimi, Ashril Yusof

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):333-337

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Resumo

Introdução: A função física deficiente e a obesidade são bem documentadas em pacientes com transplante renal. A atividade física regular resulta em benefícios significativos para a saúde, muitos dos quais são importantes para os pacientes com transplante de rim. Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos de 10 semanas de exercícios combinados sobre interferon gama (IFN-?), percentual de gordura corporal (GC) e índice de massa corporal (IMC) nesses pacientes. Métodos: Em um estudo randomizado experimental controlado, 44 pacientes com transplante renal com idade entre 20 e 50 anos foram divididos em um grupo exercício (n = 23) e um grupo controle (n = 21). O grupo exercício participou em um programa de treinamento cumulativo por 10 semanas, três dias por semana, 60 a 90 minutos por dia, com 40% a 65% da frequência cardíaca de reserva prevista. Foram coletadas amostras de sangue venoso de 5 ml, assim como os parâmetros antropométricos dos indivíduos no início do programa e depois de 10 semanas. Resultados: O grupo exercício apresentou melhora do percentual de GC (31,80 ± 5,64 para 28,86 ± 5,82, p = 0,001) e do IMC (26,23 ± 1,81 para 25,45 ± 2,11, p = 0,001), mas não houve mudança significativa no nível de IFN-? (0,06 ± 0,02 para 0,06 ± 0,02, p = 0,829). Houve diferença significativa entre os grupos controle e exercício no percentual de GC (p = 0,001) e no IMC (p = 0,001). Conclusão: A mensagem a ser lembrada é que a intervenção com exercícios combinados é de baixo custo e os aparelhos necessários são portáteis, e pode ser realizada em casa ou em centros de saúde pelos pacientes de transplante renal, visando reduzir o peso e o percentual de GC. Nível de Evidência I; Estudo clínico randomizado de alta qualidade com ou sem diferença estatisticamente significante, mas com intervalos de confiança estreitos.

Palavras-chave: Exercício; Composição corporal; Distribuição da gordura corporal; Transplante de rim.

Abstract

Introduction: Poor physical function and obesity are well documented in kidney transplant patients. Significant health benefits result from regular physical activity, many of which are important for kidney transplant patients. Objective: The aim of this study was to investigate the effects of 10-week combined exercises on Interferon Gamma (IFN?), body fat percentage (BF%) and body mass index (BMI) in kidney transplant patients. Method: In a randomized controlled experimental design, 44 kidney transplant patients aged 20-50 years were randomly divided into two groups of exercise (n=23) and control (n=21). The exercise group participated in a cumulative training program for 10 weeks, three days a week, 60-90 minutes per day at 40-65% of predicted maximal heart rate reserve. A 5 ml venous blood sample and anthropometric parameters were taken from the subjects at baseline and after 10 weeks. Results: The exercise group showed an improvement in BF% (from 31.80±5.64 to 28.86 ± 5.82, p =0.001) and BMI (from 26.23 ± 1.81 to 25.45 ± 2.11, p = 0.001), but there was no significant change in the IFN? level (from 0.06 ± 0.02 to 0.06 ± 0.02, p = 0.829). There was a significant difference between the control and exercise groups for BF% (p = 0.001) and BMI (p = 0.001). Conclusion: As a take-home message, it should be mentioned that combined exercise intervention is inexpensive and portable and can be performed at home or health centers for kidney transplant patients to reduce their weight and BF%. Evidence Level I; High quality randomized trial with or without statistically significant difference, but with narrow confidence intervals

Keywords: Exercise training; Body composition; Body fat distribution; Kidney transplantation.

Resumen

Introducción: el bajo funcionamiento físico y la obesidad están bien documentados en pacientes con trasplante de riñón. Los beneficios significativos para la salud son el resultado de la actividad física regular, muchos de los cuales son importantes para los pacientes con trasplante de riñón. Objetivo: El objetivo de este estudio fue investigar los efectos de los ejercicios combinados de 10 semanas sobre Interferón-Gamma (IFNγ), porcentaje de grasa corporal (% BF) e índice de masa corporal (IMC) en pacientes con trasplante renal. Método: en un diseño experimental controlado aleatorio, 44 pacientes con trasplante renal, de 20-50 años, se dividieron aleatoriamente en dos grupos de ejercicio (n = 23) y control (n = 21). El grupo de ejercicio participó en un programa de entrenamiento acumulativo durante 10 semanas, tres días a la semana, 60 a 90 minutos por dia, com 40 a 65% de la reserva máxima prevista para frecuencia cardiaca. Se tomaron 5 ml de muestra de sangre de Venus y parámetros antropométricos de los sujetos en la línea de base al inicio y luego de 10 semanas. Resultados: El grupo de ejercicio mostró una mejora en el porcentaje de BF (de 31,80 ± 5,64 a 28,86 ± 5,82, p = 0,001) y el IMC (de 26,23 ± 1,81 a 25,45 ± 2,11, p = 0,001), pero no hubo un cambio significativo en el nivel de IFNγ (de 0.06 ± 0.02 a 0.06 ± 0.02, p = 0.829). Hubo una diferencia significativa entre el control y los grupos de ejercicio para BF% (p = 0.001) e IMC (p = 0.001). Conclusión: como mensaje de inicio se debe mencionar que la intervención combinada con ejercicios es económica y portátil, y puede realizarse en el hogar o en centros de salud para que los pacientes con trasplante de riñón disminuyan su peso y BF%. Nivel de Evidencia I; Estudio clínico aleatorio de alta calidad, con o sin diferencia estadísticamente significativa, pero con intervalos de confianza estrechos.

Palabras-clave: Ejercicio; Composición Corporal; Tejido Adiposo; Trasplante de Riñón.

3 - CONSUMO DE OXIGÊNIO E GASTO ENERGÉTICO DURANTE E DEPOIS DE BRINCADEIRAS DE RUA, VÍDEO GAMES ATIVOS E TV

OXYGEN CONSUMPTION AND ENERGY EXPENDITURE DURING AND AFTER STREET GAMES, ACTIVE VIDEO GAMES AND TV

CONSUMO DE OXÍGENO Y GASTO ENERGÉTICO DURANTE Y DESPUÉS DE JUEGOS DE CALLE, VÍDEO GAME Y TV

Suliane Beatriz Rauber, Pierre Soares Brandão, José Fernando Vila Nova de Moraes, Bibiano Madrid, Daniel Fernandes Barbosa, Herbert Gustavo Simões, John Eugene Lewis, Carmen Sílvia Grubert Campbell

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):338-342

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Resumo

Introdução: A prática de atividade física tornou-se menos frequente a partir dos anos 80, mesmo entre crianças mais ativas. Objetivo: Analisar o consumo excessivo de oxigênio pós-exercício (EPOC) e o gasto energético total (TEE) em crianças durante e após três atividades distintas. Métodos: Dezesseis crianças saudáveis (9,6 ± 0,1 anos) foram submetidas aleatoriamente aos seguintes procedimentos com duração de 30 minutos em dias diferentes: (a) brincadeiras tradicionais (PLAY), (b) videogame ativo (Dance Dance Revolution, DDR) e (c) assistir à televisão (TV). O consumo de oxigênio (VO2) foi medido em repouso, no 10º, 20º e 30º minuto de intervenção e 40 minutos depois da intervenção. O TEE também foi calculado. Resultados: No final da intervenção, o VO2 aumentou 330% e 166% para PLAY e DDR, respectivamente, em comparação com o repouso. Observou-se que o EPOC no PLAY ocorreu aos 10, 20 e 30 minutos depois da intervenção, de 7,00 ± 1,02 (em repouso) para 10,83 ± 0,94, 10,03 ± 0,58 e 9,80 ± 0,77 mL.kg-1.min-1, respectivamente. O EPOC no DDR ocorreu apenas no 10º minuto pós-intervenção (7,04 a 8,61 mL.kg-1.min-1, p < 0,01). Após a intervenção, o TEE no PLAY foi maior que em DDR e TV (112,08 ± 19,45 vs. 56,98 ± 6,34 vs. 36,39 ± 4,5 kcal, p < 0,01), respectivamente. Conclusões: O PLAY induziu as crianças a maior VO2 durante a atividade e maior EPOC e TEE com relação a DDR e TV. Nível de evidência A1b; Estudo cruzado.

Palavras-chave: Crianças; Consumo de oxigênio; Frequência cardíaca.

Abstract

Introduction: Physical activity has become less frequent since the 1980s, even among more active children. Objective: To analyze excess post-exercise oxygen consumption (EPOC) and total energy expenditure (TEE) in children during and after three different activities. Methods: Sixteen healthy children (9.6±0.1 yrs.) randomly underwent the following procedures lasting 30 minutes on different days: (a) traditional games (PLAY), (b) active video game (Dance Dance Revolution; DDR), and (c) watching television (TV). Oxygen consumption (VO2) was measured at rest, at the 10th, 20th, and 30th minute of intervention, and for 40 minutes post-intervention. TEE was also measured. Results: At the end of intervention, VO2 had increased by 330% and 166% for PLAY and DDR, respectively, compared to the rest. EPOC in PLAY was seen to occur at the 10th, 20th, and 30th post-interventional minutes from 7.00±1.02 (at rest) to 10.83±0.94, 10.03±0.58, and 9.80±0.77mL.kg-1.min-1, respectively. However, EPOC in DDR occurred at only the 10th postinterventional minute (7.04 to 8.61 mL.kg-1.min-1; p<0.01). After intervention, TEE in PLAY was greater than in DDR and TV (112.08±19.45 vs 56.98±6.34 vs 36.39±4.5 kcal; p<0.01), respectively. Conclusions: PLAY induced children to reach a greater VO2 during activity and greater EPOC and TEE compared to DDR and TV. Level of evidence A1b; Crossover study.

Keywords: Children; Oxygen consumption; Heart rate.

Resumen

Introducción: La actividad física se ha vuelto menos frecuente desde la década de 1980, incluso entre los niños más activos. Objetivo: Analizar el consumo excesivo de oxígeno post ejercicio (EPOC) y el gasto de energía total (TEE) en niños durante y después del juego activo tradicional y comparar con el video game activo y televisión. Métodos: Dieciséis niños saludables (9,6 ± 0,1 años) fueron sometidos durante 30 minutos, en días diferentes, a las siguientes sesiones: (a) juegos tradicionales (PLAY), (b) video game activo (DDR) y (c) televisión (TV). El consumo de oxígeno (VO2) fue medido en reposo en el 10º, 20º y 30º minuto de intervención y durante 40 minutos después de la intervención. El TEE se calculó a partir de datos VO2. Resultados: Durante las sesiones de VO2 aumentó un 330% y 166% para PLAY y DDR, respectivamente, en relación al reposo. Se observó que el EPOC en PLAY se produjo a los 10, 20 y 30 minutos post intervención 7,00 ± 1,02 (en reposo) a 10,83 ± 0,94, 10,03 ± 0,58 y 9, 80 ± 0,77 mL.kg-1.min-1, respectivamente. El EPOC en DDR se produjo apenas en el 10º min después de la intervención (7,04 a la 8,61 mL.kg-1.min-1, p <0,01). Después de la intervención, el TEE fue mayor en el DDR y TV (112,08 ± 19,45 vs 56,98 ± 6,34 vs 36,39 ± 4,5 kcal, P <0,01), respectivamente. Conclusión: La sesión PLAY llevó a un mayor VO2 durante la actividad y mayor EPOC y gasto de energía en relación a la DDR y TV. Nivel de evidencia A1b; Estudio crossover con.

Palabras-clave: Niños; Consumo de Oxígeno; Frecuencia cardiaca.

4 - CONSUMO DE OXIGÊNIO E MÉTODOS DE TREINO RESISTIDO: O USO DA RESTRIÇÃO DE FLUXO SANGUÍNEO

OXYGEN UPTAKE AND RESISTANCE EXERCISE METHODS: THE USE OF BLOOD FLOW RESTRICTION

CONSUMO DE OXIGENO Y MÉTODOS DE ENTRENAMIENTO RESISTIDO: USO DE RESTRICIÓN DE FLUJO SANGUÍNEO

Adenilson Targino de Araújo Júnior, Maria do Socorro Cirilo-Sousa, Gabriel Rodrigues Neto, Rodrigo Poderoso, Geraldo Veloso Neto, Nuno Domingos Garrido, José Vilaça-Alves

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):343-346

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Resumo

Introdução: Na literatura, é identificada uma lacuna em relação aos efeitos agudos do treino com restrição de fluxo sanguíneo sobre as variáveis aeróbicas. Objetivo: analisar o consumo de oxigênio (VO2) durante e após duas sessões de treino de força: tradicional de alta intensidade e baixa intensidade com restrição do fluxo sanguíneo. Métodos: Após os testes de repetição máxima, oito participantes do sexo masculino (25,7 ± 3 anos) completaram os dois protocolos experimentais, separados por 72 horas, em ordem aleatória: a) treino de alta intensidade, com 80% de 1RM (AI) e b) treino de baixa intensidade a 20% de 1RM combinado com restrição de fluxo sanguíneo (BI + RFS). Três séries de quatro exercícios (supino, agachamento, remada inclinada e levantamento terra) foram realizadas. O consumo de oxigênio e o consumo de oxigênio em excesso pós-exercício foram medidos. Resultados: foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre o treino tradicional de alta intensidade e de baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo, com valores mais altos para sessões de treinamento tradicionais, exceto nos últimos cinco minutos para a medida de consumo de oxigênio pós-exercício. O VO2 medido durante o treino foi maior (p = 0.001) para a sessão de AI (20.32 ± 1.46 mLkg-1min-1) comparada ao treino de BI + RFS (15.65 ± 1.14 mLkg-1min-1). Conclusão: O consumo de oxigênio durante e após as sessões de exercício foram maiores para a metodologia de treinamento de alta intensidade. Contudo, quando se considera o volume dos treinos, estas diferenças foram atenuadas. Nível de Evidência III - Estudos de pacientes não consecutivos; sem padrão de referência "ouro" aplicado uniformemente.

Palavras-chave: Isquemia; Treinamento de resistência; Força muscular; Frequência cardíaca.

Abstract

Introduction: The literature has shown that a gap is identified regarding the acute effects of blood flow restriction training on aerobic variables. Objective: to analyze oxygen consumption (VO2) during and after two resistance training sessions: traditional high intensity and low intensity with blood flow restriction. Methods: After one-repetition maximum tests, eight male participants (25.7±3 years) completed the two experimental protocols, separated by 72 hours, in a randomized order: a) high intensity training at 80% of 1RM (HIRE) and b) low intensity training at 20% of 1RM combined with blood flow restriction (LIRE + BFR). Three sets of four exercises (bench press, squat, barbell bent-over row and deadlift) were performed. Oxygen consumption and excess post-exercise oxygen consumption were measured. Results: the data showed statistically significant differences between the traditional high intensity training and low intensity training with blood flow restriction, with higher values for traditional training sessions, except for the last five minutes of the excess post-exercise oxygen consumption. Oxygen consumption measured during training was higher (p = 0.001) for the HIRE (20.32 ± 1.46 mLkg-1min-1) compared to the LIRE + BFR (15.65 ± 1.14 mLkg-1min-1). Conclusion: Oxygen uptakes rates during and after the exercise sessions were higher for the high intensity training methodology. However, when taking into account the volume of training provided by both methods, these differences were attenuated. Level of Evidence III - Non-consecutive studies, or studies without consistently applied reference stand.

Keywords: Ischemia; Resistance training; Muscle strength; Heart rate.

Resumen

Introducción: La literatura ha demostrado que se identifica una laguna con respecto a los efectos agudos del entrenamiento de restricción del flujo sanguíneo en las variables aeróbicas. Objetivo: analizar el consumo de oxígeno (VO2) durante y después de dos sesiones de entrenamiento de fuerza: tradicional de alta intensidad y baja intensidad con restricción del flujo sanguíneo. Métodos: Después del test de una repetición máxima, ocho participantes masculinos (25,7 ± 3 años) completaron los dos protocolos experimentales, separadas por 72 horas, en orden aleatorio: a) entrenamiento de alta intensidad con 80% de 1RM (AI) y b) entrenamiento de baja intensidad a 20% de 1RM combinado con restricción del flujo sanguíneo (BI + RFS). Tres series de cuatro ejercicios (supino, sentadilla, remo con barra y peso muerto), se realizaron. El consumo de oxígeno y el consumo de oxígeno en el exceso después del ejercicio se midieron. Resultados: se observaron diferencias estadísticamente significativas entre el entrenamiento tradicional de alta intensidad y de baja intensidad con restricción del flujo sanguíneo, con valores más altos para las sesiones de entrenamiento tradicionales, excepto os últimos cinco minutos del consumo de oxígeno en exceso post-ejercicio. El VO2 medido durante el entrenamiento fue mayor para el AI (20.32 ± 1.46 mL∙kg-1∙min-1) en comparación con el BI + RFS (15.65 ± 1.14 mL∙kg-1∙min-1). Conclusión: El consumo de oxígeno durante y después de las sesiones de ejercicio fueron mayores para la metodología de entrenamiento de alta intensidad. Sin embargo, cuando se considera el volumen de la práctica, se atenuaron estas diferencias. Nivel de Evidencia III - Estudios de pacientes no consecutivos; sin estándar de referencia “oro” aplicado uniformemente.

Palabras-clave: Isquemia; Entrenamiento de resistencia; Fuerza muscular; Frecuencia cardiaca.

5 - FADIGA MENTAL NÃO ALTERA A RECUPERAÇÃO DA FREQUÊNCIA CARDÍACA, MAS AFETA O DESEMPENHO DE JOGADORES DE HANDEBOL

MENTAL FATIGUE DOES NOT AFFECT HEART RATE RECOVERY BUT IMPAIRS PERFORMANCE IN HANDBALL PLAYERS

FATIGA MENTAL NO VARÍA LA REPARACIÓN DE FRECUENCIA CARDIACA Y MUDA EL RENDIMIENTO EN BALONMANO

Eduardo Macedo Penna, Edson Filho, Bruno Teobaldo Campos, Daniel Alvarez Pires, Fabio Yuzo Nakamura, Thiago Teixeira Mendes, Thiago Ribeiro Lopes, Mitchell Smith, Luciano Sales Prado

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):347-351

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Resumo

Introdução: Este estudo envolveu uma análise do impacto da fadiga mental sobre a recuperação da frequência cardíaca (RFC), medidas subjetivas de fadiga e desempenho de corrida intermitente em jogadores de handebol. Objetivo: Este estudo visou (1) examinar os efeitos de um estado induzido de fadiga mental no desempenho aeróbico de jogadores de handebol, medido pelo teste Yo-Yo IR1 e (2) explorar possíveis alterações na regulação da frequência cardíaca através da análise da RFC. Métodos: Doze jogadores de handebol (idade: 17,50 ± 3,63 anos, 5 ± 2,2 anos de prática) realizaram um teste Yo-Yo IR1 em duas ocasiões, com pelo menos 72 horas de intervalo. O teste Yo-Yo IR1 foi precedido por tratamento de 30 minutos que consistiu no teste Stroop Color-Word para induzir estado de fadiga mental. Os participantes na condição de controle assistiram a um vídeo emocionalmente neutro. Resultados: Foram observadas taxas mais elevadas de fadiga mental e esforço mental após o teste Stroop para o grupo experimental. Não foram observadas diferenças na motivação entre as condições. Além disso, a indução de fadiga mental prejudicou o desempenho de corrida e levou a maior PSE durante o teste Yo-Yo IR1. Não obstante, não foram observadas alterações na RFC nem nas concentrações de lactato sanguíneo entre as condições. Conclusão: Em conjunto, esses resultados sugerem que a fadiga mental afeta o desempenho de corrida intermitente, sem alterar os valores de RFC. Nível de Evidência III; Estudo de caso-controle.

Palavras-chave: Fadiga mental; Desempenho atlético; Tolerância ao exercício; Fadiga; Teste de esforço.

Abstract

Introduction: This study involved an analysis of the impact of mental fatigue on heart rate recovery (HRR), subjective measures of fatigue and intermittent running performance in handball players. Objective: This study was aimed at (1) examining the effects of an induced state of mental fatigue on the aerobic performance of handball players, as measured by the Yo-Yo IR1 test, and (2) exploring possible changes in heart rate regulation through HRR analysis. Methods: Twelve handball players (age: 17.50 ± 3.63 years; 5 ± 2.2 years of practice) undertook a Yo-Yo IR1 test on two occasions, separated by an interval of at least 72 hours. The Yo-Yo IR1 test was preceded by a 30-min treatment, consisting of the Stroop Color-Word Test, to induce mental fatigue. Participants in the control condition watched an emotionally neutral video. Results: Higher ratings of mental fatigue and mental effort following the Stroop Test were observed for the experimental group. No differences in motivation were observed between conditions. Moreover, the induction of mental fatigue impaired running performance and led to a higher RPE during the Yo-Yo IR1 test. Notwithstanding, no changes in HRR or blood lactate levels were observed across conditions. Conclusion: Altogether, these results suggest that mental fatigue impairs intermittent running performance, without affecting HRR values. Level of Evidence III; Case-Control study.

Keywords: Mental fatigue; Athletic performance; Exercise tolerance; Fatigue; Exercise test.

Resumen

Introducción: En el presente estudio se analizó el impacto de la fatiga mental en la recuperación de la frecuencia cardíaca (RFC), las medidas subjetivas de fatiga y el rendimiento intermitente en atletas de handball. Objetivo: los objetivos de este estudio fueron (1) examinar los efectos de un estado inducido de fatiga mental en el rendimiento aeróbico de atletas de handball, medida por el Yo-Yo IR1, y (2) explorar las posibles alteraciones en la regulación de la frecuencia cardíaca a través del análisis RFC. Métodos: Doce atletas (edad: 17,50 ± 3,63 años, 5 ± 2,2 años de práctica) realizaron un test Yo-Yo IR1 en dos ocasiones, separados por un intervalo de al menos 72 horas. El test Yo-Yo IR1 fue precedido por un tratamiento de 30 minutos, consistente en el Stroop Color-Word Test, para inducir un estado de fatiga mental. Los participantes en la condición de control asistieron un video emocionalmente neutro. Resultados: Se observaron altas percepciones de fatiga y esfuerzo mental después del test de Stroop para el grupo experimental. No se observaron diferencias de motivación entre las condiciones. Además, la inducción de fatiga mental perjudicó el desempeño de carrera y llevó a un mayor PSE durante el test Yo-Yo IR1. No obstante, no se observaron alteraciones en la RFC y en las concentraciones de lactato sanguíneo entre las condiciones. Conclusión: En conjunto, estos resultados sugieren que la fatiga mental afecta el rendimiento intermitente de la carrera, sin alterar los valores de FCR. Nivel de Evidencia III; Estudio de caso-control.

Palabras-clave: Fatiga Mental; Rendimiento Atlético; Tolerancia al ejercicio; Fatiga; Test de Esfuerzo.

6 - IMPACTO DA RESILIÊNCIA NO ESTRESSE E NA RECUPERAÇÃO DE ATLETAS

IMPACT OF RESILIENCE ON STRESS AND RECOVERY IN ATHLETES

IMPACTO DE LA RESILIENCIA EN LO ESTRÉS Y LA RECUPERACIÓN DE ATLETAS

Renan Codonhato, João Ricardo Nickenig Vissoci, José Roberto Andrade do Nascimento Junior, Marcus Vinícius Mizoguchi, Lenamar Fiorese

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):352-358

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Resumo

Introdução: Resiliência é uma característica psicológica positiva que reflete a capacidade de um indivíduo melhor perceber, lidar e superar adversidades; o ambiente esportivo é repleto de adversidades que aumentam os níveis de estresse dos atletas, podendo levar a consequências indesejadas. Objetivo: Analisar o impacto dos níveis de resiliência no estresse e na recuperação de atletas. Métodos: Os participantes foram 150 atletas (22,46 ± 5,97 anos) de ambos os sexos (92 homens e 58 mulheres), que competiram na fase final dos Jogos Abertos do Paraná 2012 de diferentes tipos de esporte (107 de modalidades coletivas e 43 de modalidades individuais). Os instrumentos usados foram o Questionário de Estresse e Recuperação (RESTQ-76 Sport) e um questionário de resiliência (CD-RISC 10). Para análise dos dados, foram usados os seguintes testes: de normalidade de Kolmogorov-Smirnov, Coeficiente de correlação de Spearman e Modelagem de Equações Estruturais (SEM). Resultados: O modelo explicou significativamente a variabilidade do estresse e recuperação em 20% e 22%, respectivamente; a resiliência foi prevista pela idade em 11%; o teste de invariância do modelo indicou uma influência significativa do sexo e tipo de esporte (análise multigrupo). Conclusão: A resiliência tem um papel fundamental ao lidar e recuperar-se do estresse em contextos esportivos competitivos, o que é considerado um fator determinante do sucesso. Nível de Evidência II; Estudo retrospectivo.

Palavras-chave: Resiliência psicológica; Estresse psicológico; Psicologia do esporte.

Abstract

Introduction: Resilience is a positive psychological characteristic that reflects an individual's capacity to better perceive, deal with, and overcome adversity; the sports environment is replete with adversities, which increase athletes' stress levels and may lead to undesirable outcomes. Objective: To analyze the impact of resilience levels on stress and recovery in athletes. Methods: Subjects were 150 athletes (aged 22.46 ± 5.97) of both sexes (92 men and 58 women) who competed in the 2012 Paraná Open Games in different sports (107 in team and 43 in individual sports). Instruments were the Recovery-Stress Questionnaire (RESTQ-76 Sport) and a resilience questionnaire (CD-RISC-10). The following tests were used for data analysis: Kolmogorov-Smirnov normality test, Spearman Correlation Coefficient and Structural Equation Modelling (SEM). Results: The model significantly explained stress and recovery variability in 20% and 22%, respectively; age-predicted resilience was 11%; the model invariance test indicated a significant influence of sex and type of sport (multi-group analysis). Conclusion: Resilience plays an essential role in coping with and recovering from stress in competitive sports contexts, which is considered a determinant of success. Level of Evidence II; Retrospective study.

Keywords: Psychological resilience; Psychological stress; Sport psychology.

Resumen

Introducción: Resiliencia es una característica psicológica positiva que refleja la capacidad de un individuo a percibir, enfrentar y superar las adversidades; el ambiente deportivo es rico en adversidades, las que aumentan los niveles de estrés de los atletas, pudiendo llevar a consecuencias no deseadas. Objetivo: Analizar el impacto de los niveles de resiliencia en el estrés y recuperación de atletas. Métodos: Los sujetos estudiados fueron 150 atletas (22.46 ± 5.97 años) que disputaron los Juegos Abiertos de Paraná 2012, de ambos sexos (92 hombres y 58 mujeres) y diferentes deportes (107 de deportes colectivos y 43 de deportes individuales). Los instrumentos utilizados fueron los Cuestionarios de Estrés y Recuperación (RESTQ-76 Sport) y un cuestionario de resiliencia (CD-RISC 10). Para el análisis de los datos fueron utilizados para los siguientes test: Kolmogorov-Smirnov, Coeficiente de Correlación de Spearman y Modelos de Ecuaciones Estructurales (SEM). Resultados: El modelo explicó significativamente la variación del estrés y recuperación en 20% y 22%, respectivamente; la resiliencia fue prevista por la edad en 11%; el test de invariancia del modelo indicó una influencia significativa del sexo y tipo de deporte (análisis multigrupo). Conclusión: La resiliencia tiene un papel fundamental en el enfrentamiento y recuperación del estrés en contextos deportivos competitivos, lo que se considera un factor determinante para el éxito. Nivel de evidencia II; Estudio retrospectivo.

Palabras-clave: Resiliencia Psicológica; Estrés Psicológico; Psicología del Deporte.

7 - IMPACTO DO NÍVEL COMPETITIVO E DA FAIXA ETÁRIA SOBRE FORÇA E ASSIMETRIA DE FUTEBOLISTAS JOVENS

IMPACT OF COMPETITIVE LEVEL AND AGE ON THE STRENGTH AND ASYMMETRY OF YOUNG SOCCER PLAYERS

IMPACTO DEL NIVEL COMPETITIVO Y FRANJA ETARIA EN LA FUERZA Y ASIMETRÍA DE LOS FUTBOLISTAS JÓVENES

Jacielle Carolina Ferreira, Silvia Ribeiro Santos Araujo, Eduardo Mendonça Pimenta, Hans-Joachim Karl Menzel, Fabíola Bertú Medeiros, André Gustavo Pereira de Andrade, Juliana de Melo Ocarino, Mauro Heleno Chagas

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):357-360

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Resumo

Introdução: A força muscular é uma capacidade fundamental para futebolistas; entretanto, o perfil dessa capacidade ainda não está bem estabelecido em jogadores jovens. Objetivo: Comparar o desempenho de força muscular na tarefa de salto com contramovimento e a presença de assimetria entre membros inferiores entre atletas de futebol das categorias Sub 15, Sub 17 e Sub 20 e entre dois clubes de níveis competitivos diferentes. Métodos: Cento e cinquenta e um jogadores de futebol jovens de dois clubes da primeira e segunda divisão e de três categorias diferentes (Sub 15, Sub 17 e Sub 20) realizaram seis saltos verticais em um sistema de duas plataformas de força. A partir da força de reação de solo, calculou-se a altura do salto e foram obtidas as variáveis Força máxima (FMÁX), Impulso (I) e Potência máxima (PMÁX) com relação à massa corporal e aos respectivos valores de assimetria. Resultados: Nenhuma variável de desempenho e assimetria foi diferente entre as categorias (Altura do salto: p = 0,23; FMÁX: p = 0,15; I: p = 0,11; PMÁX: p = 0,32; Assimetria de FMÁX: p = 0,21; Assimetria de I: p = 0,58; Assimetria de PMÁX: p = 0,58). O clube de primeira divisão apresentou maior desempenho de força e maior assimetria do que o clube de segunda divisão (Altura do salto: p < 0,01; I: p < 0,01; PMÁX: p < 0,01; Assimetria de FMÁX: p < 0,01; Assimetria de I: p < 0,01; Assimetria de PMÁX: p < 0,01), exceto para FMÁX: (p = 0,63). Nenhuma variável teve efeito de interação (clube x categoria). Conclusão: À medida que as categorias progridem, a altura do salto e os valores de I, PMÁX e FMÁX relativos e as respectivas assimetrias são estáveis. A assimetria e o desempenho de força do clube da primeira divisão foram maiores do que a do clube da segunda divisão, exceto para FMÁX, mostrando que o nível competitivo pode influenciar o desempenho de força e o desenvolvimento de assimetria. Nível de evidência II; Estudo diagnóstico - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Futebol; Força muscular; Desempenho atlético; Esportes juvenis.

Abstract

Introduction: Muscular strength is an essential capacity for soccer players; however, the profile of this capacity has not yet been clearly established in young players. Objective: To compare muscular strength performance in the countermovement jump (CMJ) task and the presence of lower limb asymmetry among soccer athletes of the under 15 (U15), under 17 (U17) and under 20 (U20) categories, and between two teams of different competitive levels. Methods: One hundred and fifty one young soccer players of three different categories (U15, U17 and U20) from two teams in the Brazilian first and second divisions performed six vertical jumps in a system of two force plates. Ground reaction force (GRF) was used to calculate jump height and to obtain the variables Peak force (FMAX), Impulse (I) and Peak power (PMAX) with regard to body mass and the respective asymmetry values. Results: No differences were found in the performance and asymmetry variable between the categories (Jump height: p=0.23; FMAX: p=0.15; I: p=0.11; PMAX: p=0.32; FMAX asymmetry: p=0.21; I asymmetry: p=0.58; PMAX asymmetry: p=0.58). The first division club had higher muscle strength and asymmetry values than the second division club (Jump height: p<0.01; I: p<0.01; PMAX: p<0.01; FMAX asymmetry: p<0.01; I asymmetry: p<0.01; PMAX asymmetry: p<0.01), except for FMAX (p=0.63). No variable had an interaction effect (club x category). Conclusion: As categories progress, jump height, relative I, PMAX and FMAX values and their respective asymmetries are stable. The asymmetry and strength performance of the first division club were higher than that of the second division club, except for FMAX, indicating that the competitive level may influence strength performance and the development of asymmetry. Level of Evidence II; Diagnostic study - Investigating a diagnostic test.

Keywords: Soccer; Muscle strength; Athletic performance; Youth sports.

Resumen

Introducción: La fuerza muscular es una capacidad fundamental para los futbolistas, sin embargo, aún no está bien establecido el perfil de esa capacidad en jugadores jóvenes. Objetivo: Comparar el desempeño de fuerza muscular en la tarea de salto con contramovimiento y la presencia de asimetría entre miembros inferiores de atletas de fútbol de las categorías Sub15, Sub17 y Sub20, y entre dos clubes de fútbol de diferente nivel competitivo. Método: 151 futbolistas de dos clubes de primera y segunda división y tres categorías diferentes (Sub15, Sub17 y Sub20) realizaron seis saltos verticales en un sistema de plataformas de fuerza. A partir de la fuerza de reacción de suelo, se calculó altura del salto y variables Fuerza máxima (FMÀX), Impulso (I) y Potencia máxima (PMÁX) relativas a la masa corporal y los respectivos valores de asimetría. Resultados: Ninguna variable de rendimiento y asimetría fue diferente entre las categorías (Altura: p=0,23; FMÀX: p=0,15; I: p=0,11; PMÁX: p=0,32; FMÀX: p=0,21; Asimetría de I: p=0,58; Asimetría de PMÁX: p=0,58). El club de la primera división ha presentado mayor rendimiento de fuerza y mayor asimetría que el club de la segunda división (Altura del salto: p<0,01; I: p<0,01; PMÁX: p<0,01; Asimetría de FMÀX: p<0,01, asimetría de I: p<0,01, asimetría de PMÁX: p<0,01), excepto para FMÀX: (p=0,63). Ninguna variable ha presentado efecto de interacción (club x categoría). Conclusión: A medida que las categorías progresan, la altura del salto y los valores de IMP, PMAX y FMAX relativos y las respectivas asimetrías se mantienen estables. La asimetría y el desempeño de fuerza del club de la primera división fueron mayores que del club de segunda división, excepto para FMAX, mostrando que el nivel competitivo puede influir en el desempeño de fuerza y en el desarrollo de asimetría. Nivel de evidencia II; Estudio diagnóstico – Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Fútbol; Fuerza muscular; Rendimiento atlético; Deportes juveniles.

8 - MASSA LIVRE DE GORDURA LOCALIZADA NÃO INFLUENCIA FORÇA MUSCULAR EM RAPAZES OBESOS E NÃO OBESOS

LOCALIZED FAT-FREE MASS DOES NOT INFLUENCE MUSCLE STRENGTH IN OBESE AND NON-OBESE BOYS

MASA LIBRE DE GRASA LOCALIZADA NO INFLUENCIA LA FUERZA MUSCULAR EN JÓVENES OBESOSY NO OBESOS

Frederico Bento de Moraes Junior, Wendell Arthur Lopes, Larissa Rosa da Silva, Cristiane Tavares Araújo, Incare Correa de Jesus, Priscila Rizental Coutinho, Rosana Bento Radominski, Neiva Leite

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):361-365

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Resumo

Introdução: A obesidade em adolescentes tem aumentado em todo o mundo, geralmente associada a hábitos alimentares inadequados e inatividade física. Objetivo: Comparar a força muscular absoluta e relativa com a massa corporal (MC), massa livre de gordura (MLG) e MLG localizada dos membros superiores e inferiores entre adolescentes obesos e não obesos. Métodos: Em 39 adolescentes do sexo masculino (entre 13 e 17 anos) foram verificados MC, estatura e índice de massa corporal (IMC). A composição corporal foi medida por absorciometria de raios-x de dupla energia (DXA) e a força máxima de membros superiores e inferiores foi estimada por um teste de repetição máxima (1RM). Os participantes foram divididos em três grupos: eutrófico (n = 11), sobrepeso (n = 14) e obeso (n = 14). Utilizou-se o teste One-way ANOVA para comparar as variáveis, seguido de teste post hoc de Bonferroni para comparações múltiplas, para as correlações relevantes, usou-se o coeficiente de correlação de Pearson e a regressão linear múltipla foi usada para verificar a influência das variáveis antropométricas, composição corporal e a força muscular dos membros superiores e inferiores. Resultados: Os adolescentes obesos e com sobrepeso tinham força muscular absoluta similar aos dos eutróficos, sendo menores quando corrigidas pela MC (p < 0,001). Porém, a força muscular relacionada com a MLG e a MLG localizada foi semelhante entre os grupos, tanto em membros superiores como inferiores. A regressão linear mostrou que o IMC explicou 59% da variação da força muscular absoluta dos membros inferiores (ß = 0,59, p < 0,05), a MLG explicou 84% da variação da força muscular absoluta dos membros superiores (ß = 0,84, p < 0,01) e 68% dos membros inferiores (ß = 0,68; p < 0,01), enquanto a massa gorda localizada foi inversamente associada nos membros inferiores (ß = -0,53; p < 0,05). Conclusão: A força muscular dos membros superiores e inferiores, quando corrigida pela MLG localizada, não diferencia adolescentes com sobrepeso e eutróficos, indicando que a obesidade não afeta negativamente a geração de força muscular em rapazes obesos. Nível de Evidência III; Estudo de caso-controle.

Palavras-chave: Adolescente; Obesidade; Força muscular.

Abstract

Introduction: Obesity in adolescents has increased worldwide, and is generally associated with poor eating habits and physical inactivity. Objective: To compare absolute and relative muscle strength with body mass (BM), fat-free mass (FFM) and localized FFM of upper and lower limbs among obese and non-obese adolescents. Methods: BM, height and body mass index (BMI) were verified in 39 male adolescents (aged 13- 17 years). Body composition was measured by dual-energy X-ray absorptiometry (DXA) and maximal strength of upper and lower limbs was estimated by a one-repetition maximum (1RM) test. Participants were divided into three groups: eutrophic (normal weight) (n=11), overweight (n=14), and obese (n=14). One-way ANOVA was used to compare the variables, followed by a Bonferroni post-hoc test for multiple comparisons. Pearson's correlation coefficient was used for relevant correlations and multiple linear regression to verify the influence of anthropometric variables, body composition and muscle strength of upper and lower limbs. Results: Obese and overweight adolescents had absolute muscle strength values similar to those of the eutrophic adolescents, which were lower when corrected by BM (p<0.001). However, muscle strength related to FFM and localized FFM were similar between groups in both upper and lower limbs. Linear regression showed that BMI explained 59% of the variation in absolute muscle strength of the lower limbs (ß=0.59, p<0.05), FFM explained 84% of the variation in absolute muscle strength of the upper limbs (ß=0.84, p<0.01) and 68% of the lower limbs (ß=0.68; p<0.01), while localized FM was inversely associated in the lower limbs (ß=-0.53, p<0.05). Conclusion: Muscle strength of lower and upper limbs, when corrected by localized FFM, does not distinguish between overweight and normal weight adolescents, indicating that obesity does not have a negative effect on generation of muscle strength in obese boys. Level of Evidence III; Case-control study.

Keywords: Adolescent; Obesity; Muscle strength.

Resumen

Introducción: La obesidad en adolescentes ha aumentado en todo el mundo, generalmente asociada a malos hábitos alimenticios y falta de actividad física. Objetivo: Comparar fuerza muscular absoluta y relativa de la masa corporal (MC), MLG y MLG localizada en miembros inferiores y superiores entre adolescentes obesos y no obesos. Métodos: Se verificó en 39 adolescentes hombres (entre 13 y 17 años) sus MC, estaturas e índices de masa corporal (IMC). La composición corporal fue mensurada por absorciometría de rayos-x de doble energía (DXA) y el test de repetición máxima para estimar la fuerza máxima de miembros superiores e inferiores, divididos en tres grupos: 11 eutróficos, 14 con sobrepeso y 14 obesos. Se usó ANOVA (one way) para comparación de variables, seguido de Post Hoc de Bonferroni para comparaciones múltiples, correlaciones por el coeficiente de correlación Pearson y Regresión Lineal Múltiple para la influencia de variables antropométricas, composición corporal y fuerza muscular de miembros inferiores y superiores. Resultados: Obesos y con sobrepeso presentaron valores de fuerza muscular absoluta similares a los eutróficos, pero menor si se corrigen por MC (p<0,001). Sin embargo, la fuerza muscular relativa a MLG y MLG localizada fue semejante. En regresión lineal, el IMC explicó el 59% de variación de fuerza muscular absoluta en miembros inferiores (β=0,59, p<0,05), MLG 84% de variación de fuerza muscular absoluta en miembros superiores (β=0,84, p<0,01) y 68% en miembros inferiores (β=0,68; p<0,01), mientras que la MG localizada fue inversamente asociada a los superiores (β=-0,53; p<0,05). Conclusión: La fuerza muscular de miembros superiores e inferiores, cuando es corregida por la MLG localizada, no se diferencia en adolescentes con sobrepeso y eutróficos, indicando que la obesidad no afecta negativamente la generación de fuerza muscular en jóvenes obesos. Nivel de Evidencia III; Estudio caso-control.

Palabras-clave: Adolescente; Obesidad; Fuerza Muscular.

9 - COMPOSIÇÃO CORPORAL REGIONAL E FORÇA MUSCULAR SE RELACIONAM COM O CONTEÚDO MINERAL ÓSSEO EM IDOSOS

REGIONAL BODY COMPOSITION AND MUSCLE STRENGTH ARE RELATED TO BONE MINERAL CONTENT IN ELDERLY

COMPOSICIÓN REGIONAL Y FUERZA MUSCULAR SI RELACIONAN CON ÉL CONTENIDO MINERAL ÓSEO DE MAYORES

Leandro Oliveira Da Cruz Siqueira, César Fernandes Machado, Astor Reis Siminato, Andrei Sancassani, Luiz Gustavo Almeida dos Santos, Larissa Aparecida Takehana Gomes, Anderson Saranz Zago, Dalton Muller Pessôa Filho

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):366-371

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Resumo

Introdução: O aumento ou a manutenção, da massa magra e da força muscular são importantes fatores que determinam a independência funcional em idosos, uma vez que se associam ao remodelamento ósseo e, assim, à redução dos riscos de quedas e fraturas. Todavia, a relação regional da massa magra e da força muscular com o conteúdo mineral ósseo (BMC) não fornece apoio teórico. Objetivo: Analisar se a composição regional e a força muscular são fatores possivelmente relacionados à BMC. Métodos: Dez homens idosos (63,3 ± 6,4 anos; 169,4 ± 6,8 cm e 79,3 ± 10,5 kg) submeteram-se às avaliações de composição por meio de absorciometria por feixe duplo de raio-X (DEXA) para obter a massa magra e BMC regionais e corporais. Os participantes também foram submetidos ao teste de uma repetição máxima (1RM) com supino horizontal, leg press 45°, rosca direta e extensão de joelho. Os valores de composição regional e corporal e de 1RM foram relacionados ao BMC pelo coeficiente de Pearson (r). O nível de significância para as correlações foi p = 0,05, o intervalo de confiança foi 95% (Z1-a/2=1,96) e o poder da amostra foi 80% (1-b). Resultados: A 1RM no supino horizontal relacionou-se ao BMC do braço esquerdo (r = 0,764) e direito (r = 0,748), assim como 1RM no leg press 45º associou-se ao BMC da perna esquerda (r = 0,677), direita (r = 0,714) e do tronco (r = 0,810), com poder de amostra de 77,7%, 66,8%, 12,7%, 40,4% e 97,0%, respectivamente. O BMC corporal relacionou-se a prega cutânea abdominal (r = 0,819), massa magra do braço esquerdo (r = 0,834), perna esquerda (r = 0,845) e direita (r = 0,868) e massa magra corporal (r = 0,787), com poder de amostra de 98,4%, 99,6%, 99,9%, 100,0% e 90,1%, respectivamente. Conclusão: Os resultados confirmaram a massa magra regional como parâmetro relacionado com o BMC, com potencial similar ao da massa magra corporal e também sugeriram que a força muscular tem papel importante no aumento ou manutenção do BMC regional e corporal. Nível de Evidência II; Desenvolvimento de critérios diagnósticos em pacientes consecutivos (com aplicação do padrão de referência).

Palavras-chave: Força muscular; Composição corporal; Densidade óssea; Idoso.

Abstract

Introduction: The increase, or maintenance, of lean body mass and muscle strength are major determinants of functional independence in the elderly, since they are associated with bone remodeling, and therefore with a reduced risk of falls and fractures. However, the regional relationship between lean body mass/strength and bone mineral content (BMC) does not sufficient theoretical support. Objective: To analyze whether regional body composition and muscle strength are factors potentially related to BMC. Methods: Ten older men (63.3±6.4 years, 169.4±6.8 cm and 79.3±10.5 kg) underwent body composition assessments using dual energy X-ray absorptiometry (DXA) to obtain regional and whole-body lean mass and BMC measures. The subjects also underwent the one-repetition maximum (1RM) test involving flat bench press, 45º leg press, arm curl and knee extension. Regional/whole-body composition and 1RM values were correlated to BMC using Pearson's coefficient (r). The level of significance for the correlations was p =0.05, the confidence interval was 95% (Z1-a/2=1.96), and the sample power was 80% (1-b). Results: The flat bench press 1RM was related to BMC in the left (r=0.764) and right (r=0.748) arms, while the 45º leg press 1RM was associated with BMC in the left (r=0.677) and right (r=0.714) legs and trunk (r=0.810), with sample power of 77.7%, 66.8%, 12.7%, 40.4% and 97.0%, respectively. Whole-body BMC was related to abdominal skinfold (r=0.819), lean mass of left arm (r=0.834), left (r=0.845) and right (r=0.868) legs, and whole-body lean mass (r=0.787), with sample power of 98.4%, 99.6%, 99.9%, 100.0% and 90.1%, respectively. Conclusion: The results supported regional lean body mass as a parameter related to BMC, with potential similar to that consistently reported for whole-body lean mass. Results also suggested that muscle strength plays an important role in improving or maintaining regional and whole-body BMC. Level of Evidence II; Development of diagnostic criteria in consecutive patients (with ''gold'' benchmark standard applied).

Keywords: Muscle strength; Body composition; Bone density; Aged.

Resumen

Introducción: El aumento o mantenimiento de la masa delgada y fuerza son determinantes de independencia funcional de adultos mayores, debido a asociaciones con la modulación ósea y, de la misma forma, con la reducción de riesgos de fracturas y caídas. Sin embargo, las relaciones regionales de masa delgada y fuerza con el contenido mineral óseo (CMO) no tienen apoyo teórico. Objetivo: Analizar si la composición regional y la fuerza están potencialmente relacionadas con CMO. Métodos: Diez adultos mayores (63,3±6,4 años, 169,4±6,8cm y 79,3±10,5kg) se sometieron a las evaluaciones de composición corporal por absorciometría de doble rayos-X (DXA) que proveyó la masa delgada para y CMO regional y corporal, así como el test de repetición máxima (1RM) en supino horizontal, leg press 45º, flexión de brazo y extensión rodilla. Los valores de la composición regional, corporal y de 1RM se relacionaron con CMO por el coeficiente de Pearson (r). El nivel de significancia fue p≤0,05 para las correlaciones, y el índice de seguridad de 95% (Z1-a/2=1,96) y potencia de muestra de 80% (1-b) para evaluar el poder de la muestra. Resultados: El 1RM en supino horizontal se relacionó con CMO del brazo izquierdo (r=0,764) y derecho (r=0,748), así como el 1RM en leg press 45º se relacionó al CMO de la pierna izquierda (r=0,677), derecha (r=0,714), y tronco (r=0,810), con poder de muestra, respectivamente, de 77,7%, 66,8%, 12,7%, 40,4% y 97,0%. El parámetro CMO corporal se relacionó con el pliegue cutáneo abdominal (r=0,819), masa delgada del brazo izquierdo (r=0,834), pierna izquierda (r=0,845), derecha (r=0,868) y masa delgada corporal (r = 0,787), con poder de muestra, respectivamente, de 98,4%, 99,6%, 99,9%, 100,0% y 90,1%. Conclusión: Los resultados confirman haber relación entre masa delgada regional e CMO, con potencial similar a la masa delgada corporal, sugiriendo también sugirieron que la fuerza muscular ejerce un papel promisor en el aumento, o manutención, del CMO regional y corporal. Nivel de Evidencia II; Desarrollo de criterios diagnósticos en pacientes consecutivos (con estándar de referencia “oro” aplicado).

Palabras-clave: Fuerza muscular; Composición corporal; Densidad ósea; Adulto mayor.

10 - IMERSÃO EM ÁGUA FRIA E RESPOSTA INFLAMATÓRIA APÓS EXERCÍCIOS RESISTIDOS

COLD WATER IMMERSION AND INFLAMMATORY RESPONSE AFTER RESISTANCE EXERCISES

INMERSIÓN EN AGUA FRÍA EN RESPUESTA INFLAMATORIA POSTERIOR A EJERCICIOS RESISTIDOS

Edson Missau, André de Oliveira Teixeira, Ozeias Simões Franco, Felipe da Silva Paulitsch, William Peres, Antonio Marcos Vargas da Silva, Luis Ulisses Signori

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):372-376

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Resumo

Introdução: Os exercícios resistidos (ER) de alta intensidade provocam resposta inflamatória que reduz a funcionalidade. Objetivo: Avaliar os efeitos da imersão em água fria (IAF) sobre leucocitose, parâmetros de estresse oxidativo, marcadores inflamatórios e dor muscular de início tardio (DMIT), resultantes de uma sessão ER em voluntários destreinados. Métodos: Treze voluntários (26 ± 5 anos de idade) não praticantes de ER foram randomizados e submetidos a sessões de ER Controle (ERC) e ER com IAF (ER+IAF). As sessões de exercícios (cadeira extensora, agachamento e leg press) consistiram em quatro séries de 10 repetições máximas (intervalo de uma semana entre a avaliação e as sessões). A IAF consistiu em imersão em água (15 °C), no nível da região umbilical, durante 10 minutos, imediatamente após a sessão de exercícios. Hemograma completo, PCR, creatina quinase (CK) e lipoperoxidação (LPO) foram avaliados previamente (basal) e imediatamente, aos 30 minutos e 2 horas após os ER. A DMIT foi avaliada 24 horas após as sessões. Resultados: Os ER induziram leucocitose progressiva (P < 0,001). A PCR foi elevada 2 horas após os exercícios (P = 0,008), apenas na sessão de ER Controle. A CK aumentou 30 minutos e 2 horas após os exercícios (P < 0,001) na sessão Controle, enquanto na sessão IAF o aumento foi observado após 2 horas (P < 0,001). A LPO aumentou somente na ERC depois de 2 horas (P = 0,025). A IAF reduziu em 57% a DMIT (P < 0,001). Conclusão: A IAF retarda a resposta inflamatória e reduz a DMIT em indivíduos destreinados submetidos a ER. Nível de Evidência I; Ensaio Clínico Randomizado.

Palavras-chave: Exercício; Inflamação; Estresse oxidativo; Crioterapia; Ensaio clínico.

Abstract

Introduction: High-intensity resistance exercises (RE) cause an inflammatory response that reduces functionality. Objective: To evaluate the effects of Cold Water Immersion (CWI) on leukocytosis, oxidative stress parameters, inflammatory markers and delayed onset muscle soreness (DOMS) resulting from a RE session in untrained volunteers. Methods: Thirteen volunteers (aged 26 ± 5 years) who do not engage in RE were randomized and underwent Control RE and RE with CWI sessions. Exercise sessions (leg extension machine, squats and leg presses) consisted of four sets of 10 maximum repetitions (one-week interval between the assessment and the sessions). CWI consisted of immersion in water (15°C) to the umbilicus for 10 minutes immediately after the exercise session. Complete blood count, CRP, creatine kinase (CK) and lipoperoxidation (LPO) were assessed previously (baseline) and immediately, 30 minutes and 2 hours after RE. DOMS was assessed 24 hours after the sessions. Results: RE induced progressive leukocytosis (P<0.001). CRP was elevated 2 hours after exercise (P=0.008) only in the Control RE session. CK increased 30 minutes and 2 hours after exercise (P<0.001) in the Control session, whereas in the CWI session the increase was observed after 2 hours (P<0.001). LPO increased only in the Control session after 2 hours (P=0.025). CWI reduced DOMS by 57% (P<0.001). Conclusion: CWI slows the inflammatory response and reduces DOMS in untrained individuals undergoing RE. Level of Evidence I; Randomized Clinical Trial.

Keywords: Exercise; Inflammation; Oxidative stress; Cryotherapy; Clinical trial.

Resumen

Introducción: Los ejercicios resistidos (ER) realizados en alta intensidad provocan una respuesta inflamatoria que reduce la funcionalidad. Objetivo: Evaluar los efectos de la inmersión en agua fría (IAF) sobre la leucocitosis, estrés oxidativo, marcadores inflamatorios y en el dolor muscular de inicio tardío (DMIT) resultantes de una sesión de ER en voluntarios no entrenados. Métodos: Trece voluntarios (26 ± 5 años de edad) no practicantes de ER fueron aleatoriamente sometidos a sesiones de Control ER y ER con IAF. Las sesiones de ejercicios (silla extensora, sentadillas y leg press) consistieron en cuatro series de 10 repeticiones máximas (intervalo de una semana entre la evaluación y las sesiones). La IAF consistió en inmersión en agua (15°C) a nivel de la cicatriz umbilical, durante 10 minutos posteriores a la sesión de ejercicios. Se realizó un análisis completo de hemograma, PCR, creatina quinasa (CK) y lipoperoxidación (LPO), los cuales se evaluaron previa (basal), e inmediatamente después de 30 minutos y 2 horas después de los ER. La DMIT fue evaluada 24 horas después de las sesiones. Resultados: Los ER indujeron a una progresiva leucocitosis (P<0,001). La PCR se elevó 2 horas luego de los ejercicios (P=0,008) apenas en la sesión de Control ER. La CK aumentó después de 30 minutos y 2 horas después de los ejercicios (P<0,001) en la sesión Control, mientras que en la sesión IAF el aumento se observó después de 2 horas (P<0,001). La LPO sólo aumentó en la sesión de Control en 2 horas (P=0,025). La IAF redujo en 57% el DMIT (P<0,001). Conclusión: La IAF retarda la respuesta inflamatoria y reduce la DMIT en individuos no entrenados sometidos a ER. Nivel de Evidencia I, Ensayo Clínico Randomizado.

Palabras-clave: Ejercicio; Inflamación; Estrés Oxidativo; Crioterapia; Ensayo Clínico.

11 - ATIVIDADE FÍSICA E QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM CÂNCER DE MAMA - UM ESTUDO TRANSVERSAL

PHYSICAL ACTIVITY AND QUALITY OF LIFE IN WOMEN WITH BREAST CANCER - A CROSS-SECTIONAL STUDY

ACTIVIDAD FÍSICA Y CALIDAD DE VIDA EN MUJERES CON CÁNCER DE MAMA - UN ESTUDIO TRANSVERSAL

Leonessa Boing, Gustavo Soares Pereira, Melissa de Carvalho Souza Vieira, Taysi Seemann, Allana Alexandre Cardoso, Fabiana Flores Sperandio, Adriano Ferreti Borgatto, Fatima Baptista, Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):377-381

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Resumo

Introdução: O tratamento do câncer de mama pode causar diferentes efeitos colaterais na qualidade de vida das mulheres. A atividade física, por sua vez, pode diminuir esses efeitos colaterais. Objetivo: Investigar a atividade física e a qualidade de vida de mulheres durante e após o tratamento para câncer de mama. Métodos: Amostra de 174 mulheres (57,0 ± 9,5 anos) durante e depois do tratamento de câncer de mama. Questionário de entrevista composto de informações gerais, atividade física (versão curta do IPAQ) e qualidade de vida (EORTC QLQ-C30 e BR23). Para a análise estatística foram usados Qui-quadrado ou Exato de Fisher, teste T de Student para amostras independentes, teste U de Mann-Whitney e análises de regressão logística múltipla (p < 0,05). Resultados: A maioria das mulheres não atingiu as recomendações de atividade física, com destaque para as mulheres que estavam em tratamento clínico. Os resultados mostraram mais tempo de caminhada, atividade física moderada, atividade física vigorosa, atividade física moderada + vigorosa e atividade física total em mulheres após o término do tratamento. Os escores de qualidade de vida também foram mais altos entre as mulheres após o término do tratamento. A regressão logística indicou que cada acréscimo de 10 minutos no tempo de caminhada resulta em diminuição de 19% da probabilidade de capacidade funcional mais baixa e de 26% de desenvolver mais sintomas mais graves associados aos efeitos colaterais do tratamento. Conclusão: Durante o tratamento, as mulheres com câncer de mama praticam menos AF e têm pior qualidade de vida. A prática de caminhada parece ser um tipo efetivo de atividade física para essas mulheres, melhorando a qualidade de vida durante e depois do tratamento de câncer de mama. Nível de evidência II; Estudos prognósticos - Investigação do efeito das características do paciente sobre o desfecho da doença.

Palavras-chave: Neoplasia da mama; Qualidade de vida; Atividade motora; Caminhada.

Abstract

Introduction: Breast cancer treatment can cause different side effects on the quality of life of women. Physical activity, in turn, can reduce these side effects. Objective: To investigate the physical activity and quality of life of women during and after breast cancer treatment. Methods: Sample of 174 women (57.0±9.5 years) during or after clinical treatment for breast cancer. Interview questionnaire composed of general information, physical activity (IPAQ short version) and quality of life (EORTC QLQ-C30 and BR23). For statistical analysis chi-squared test or Fisher's exact test, student's t-test for independent samples, Mann-Whitney U test and multiple logistic regression analyses (p <0.05). Results: Most women did not achieve the physical activity guidelines, particularly those undergoing clinical treatment. Results showed longer walking time, moderate physical activity, vigorous physical activity, moderate + vigorous physical activity, and total physical activity among the women following completion of treatment. The quality of life scores were also higher among women after clinical treatment. Logistic regression indicated that every 10-minute increment to walking time results in a 19% decrease in the probability of worse functional capacity and a 26% decrease in the probability of worse symptoms associated with treatment side effects. Conclusion: During treatment, women with breast cancer undertake less physical activity and have worse quality of life. Walking appears to be an effective type of physical activity for these women, improving quality of life during and after breast cancer treatment. Level of evidence II; Prognostic studies - Investigation of the effect of patient characteristics on the disease outcome.

Keywords: Breast neoplasms; Quality of life; Motor activity; Walking.

Resumen

Introducción: El tratamiento del cáncer de mama puede promover diferentes efectos secundarios en la calidad de vida de las mujeres. A su vez, la actividad física puede disminuir estos efectos colaterales. Objetivo: Investigar la actividad física y la calidad de vida de las mujeres durante y después del tratamiento contra el cáncer de mama. Métodos: Muestra de 174 mujeres (57,0 ± 9,5 años) que se encontraban en tratamiento y post tratamiento para el cáncer de mama. Cuestionario de entrevista compuesto de información general, actividad física (versión corta IPAQ) y calidad de vida (EORTC QLQ-C30 y BR23). Para análisis estadístico Chi-cuadrado o Exacto de Fisher, Test T Student para muestras independientes, U de Mann-Whitney y análisis de regresión logística múltiple (p < 0,05). Resultados: La mayoría de las mujeres no alcanzaron las recomendaciones de actividad física, destacando para las mujeres que se encontraban en tratamiento. Los resultados mostraron más tiempo de caminata, actividad física moderada, actividad física vigorosa, actividad física moderada + intensidad vigorosa y actividad física total en mujeres post tratamiento. La calidad de vida también se mostró mejor entre las mujeres después de finalizar el tratamiento. La regresión logística apuntó que cada agregado de 10 minutos en el tiempo de caminata resulta en una disminución del 19% en la probabilidad de una peor capacidad funcional de la calidad de vida, y en un 26% de desarrollo de una peor sintomatología en relación a los efectos colaterales del tratamiento. Conclusión: Durante el tratamiento, las mujeres con cáncer de mama practican menos actividad física y presentan peor calidad de vida. La práctica de caminar parece un tipo efectivo de actividad física para mujeres con cáncer de mama, mejorando la calidad de vida durante y después del período de tratamiento. Nivel de evidencia II; Estudios pronósticos - Investigación del efecto de característica de un paciente sobre el desenlace de la enfermedad.

Palabras-clave: Neoplasias de la Mama; Calidad de Vida; Actividad Motora; Caminata.

12 - CRIANÇAS COM TDAH EXIBEM DIFERENTE PERFIL NO EEG DURANTE TAREFAS MOTORAS QUE DEMANDAM ATENÇÃO

CHILDREN WITH ADHD SHOWN DIFFERENT ALPHA, BETA AND SMR EEG BANDS DURING HABIL MOTOR TASKS WITH HIGH ATTENTION DEMAND

NIÑOS CON TDAH EXHIBEN DIFERENTE PERFIL DE EEG DURANTE TAREAS MOTORAS QUE DEMANDAN ATENCIÓN

Vernon Furtado da Silva, Maurício Rocha Calomeni, Célio José Borges, Angeliete Garces Militão, Ivete de Aquino Freire, Kaliny Monteiro Simões, Nilo Terra Arêas Neto, Patrícia Bagno da Silva, Patrícia Uchoa Leitão Cabral, João Rafael Valentim-Silva

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):382-385

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Resumo

Introdução: O TDAH afeta, provavelmente, mais de 50% crianças em idade escolar, porém, embora características como falta de atenção e/ou hiperatividade e impulsividade sejam claras, o comportamento eletrofisiológico do cérebro durante atividades motoras não é bem entendido. Objetivo: Investigar o padrão das bandas Alfa, Beta e SMR no EEG de crianças com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), durante tarefas motrizes com alta demanda de atenção. Métodos: Catorze crianças com média de idade de 9,64 ± 1,74 anos, divididas nos grupos diagnosticadas e não diagnosticadas com TDAH, realizaram EEG em repouso e durante o desempenho de tarefa com demanda de atenção. As ondas Alfa, SMR e Beta foram observadas no EEG. Os dados foram avaliados pelo teste de Shapiro-Wilk para determinar a normalidade dos dados. Os teste ANOVA one-way e post hoc de Tukey foram usados para determinar as diferenças intragrupo e intergrupo, e a correlação de Pearson (r) e Spearman (p) foram usadas para determinar as correlações. Todos os tratamentos tiveram significância de 5%. Resultados: Os grupos TDAH e N-TDAH não apresentaram diferença na banda cortical Alfa, Beta e SMR em repouso, porém, durante a atividade, constataram-se diferenças do comportamento cortical. O índice de correlação da atividade cortical (0,30) foi diferente nas crianças não diagnosticadas (0,70). Conclusões: O grupo TDAH apresentou baixo índice de correlação entre repouso e atividade, diferentemente do grupo N-TDAH. Na comparação intergrupos, o TDAH apresentou maior potência de saída da banda Alfa, Beta e SMR durante a mesma tarefa de alta atenção em comparação com o N-TDAH. Esse estudo foi do tipo ex-post-facto e atingiu nível III de evidência.

Palavras-chave: Eletroencefalografia; Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade; Atenção.

Abstract

Introduction: ADHD probably affects more than 50% of schoolchildren, yet although characteristics such as inattention and/or hyperactivity and impulsiveness are clear, electrophysiological brain behavior during motor activity is not fully understood. Objective: To investigate alpha, beta, and SMR band patterns on the EEG in children with Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) during attentiondemanding motor skills tasks. Methods: Fourteen children with a mean age of 9.64±1.74 years divided into diagnosed and undiagnosed with ADHD underwent an EEG at rest and during task performance with attentional demand. Alpha, SMR and beta waves were observed on the EEG. Data were evaluated using the Shapiro-Wilk test in order to determine data normality. ONE WAY ANOVA and Tukey's post hoc tests were used to determine intragroup and intergroup differences, and the Pearson (r) and Spearman (p) correlations were used to determine correlations. All treatments had a significance of 5%. Results: The ADHD and N-ADHD groups showed no difference in cortical alpha, beta and SMR bands at rest, but there were differences in cortical behavior during activity. The cortical activity correlation coefficient (0.30) differed from undiagnosed children (0.70). Conclusions: The ADHD group had a low correlation coefficient between rest and activity, contrary to the N-ADHD group. In the intergroup comparison, ADHD had higher alpha, beta and SMR band output power during the same high attentional task when compared with N-ADHD. This study was of ex-post-facto type and reached a level III of evidence.

Keywords: Electroencephalography; Attention Deficit-Hyperactivity Disorder; Attention.

Resumen

Introducción: El TDAH afecta probablemente a más del 50% de los escolares, pero aunque las características como la falta de atención y/o la hiperactividad e impulsividad sean entendidas como comportamiento electrofisiológico del cerebro durante las actividades motoras, esto no es bien entendido. Objetivo: investigar el patrón de las franjas de Alfa, Beta y SMR en el EEG en niños con trastorno de déficit de atención y de Hiperactividad (TDAH), durante tareas motrices con altas demandas de atención. Métodos: catorce niños con promedio de edad de 9,64 ± 1,74 años, divididos en diagnosticados y no diagnosticados con TDAH, realizaron EEG durante el reposo y desempeño de la tarea motriz con alta demanda de atención. Las ondas Alfa, SMR y Beta se observaron en el EEG. Los datos fueron evaluados por el test de Shapiro-Wilk para determinar la normalidad. ANOVA ONE WAY y el test de Tukey fueron utilizados para determinar las diferencias intragrupo e intergrupo, así como también la correlación de Pearson (r) y Spearman (p) fueron usadas para determinar las correlaciones. Todos los tratamientos tuvieron un nivel de significancia del 5%. Resultados: El TDAH y el N-TDAH no presentaron diferencias en la Franja Cortical Alfa, Beta y SMR durante el reposo, no obstante, al estar en actividad, el comportamiento cortical presentó diferencias. El índice de correlación de la actividad cortical (0,30) fue diferente de niños no diagnosticados (0,70). Conclusiones: El TDAH presentó un bajo índice de correlación entre reposo y actividad, a diferencia del N-TDAH. En la comparación intergrupos, el TDAH presentó mayor potencia de salida de la franja Alfa, Beta y SMR durante la misma tarea de alta atención, en comparación con el N-TDAH. Este estudio fue de tipo ex post facto y alcanzó un nivel III de evidencia.

Palabras-clave: Electroencefalografía; Trastorno por Déficit de Atención con Hiperactividad; Atención.

13 - POTENCIAL EROSIVO DE BEBIDAS ESPORTIVAS NO ESMALTE HUMANO "IN VITRO"

EROSIVE POTENTIAL OF SPORTS BEVERAGES ON HUMAN ENAMEL "IN VITRO"

POTENCIAL EROSIVO DE BEBIDAS DEPORTIVAS EN EL ESMALTE HUMANO “IN VITRO”

Dalila Meazza Damo, Guilherme Anziliero Arossi, Helena Alvez da Silva, Leonardo Haerter dos Santos, Diego Rafael Kappaun

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):386-390

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Resumo

Introdução: O baixo pH de bebidas esportivas pode promover perda mineral do esmalte dental. Objetivo: Avaliar a microdureza Vickers do esmalte humano exposto a bebidas esportivas. Métodos: Dentes molares humanos foram usados para coletar as amostras de esmalte. Cada amostra apresentou uma superfície de teste (exposta às bebidas) e uma superfície de controle (não exposta). As amostras foram expostas aos isotônicos Gatorade e Powerade e às maltodextrinas Advanced Series e Malto Active durante 10 minutos de 12/12 horas, durante 30 dias. O teste de microdureza Vickers foi realizado com três indentações em cada superfície. Na análise estatística, foi considerada a média das indentações dentro de cada grupo. As variáveis bebidas esportivas foram avaliadas com ANOVA/Tukey (p = 0,01). Na comparação entre a superfície controle e teste de cada bebida foi utilizado o Teste t para amostras independentes (p = 0,05). Resultado: Observou-se que a exposição do esmalte a Gatorade (p = 0,000), Malto Advanced (p = 0,000) e Malto Active (p = 0,000) reduz significativamente a microdureza, enquanto que o isotônico Powerade não produziu efeito significativo sobre o esmalte (p = 0,248). Conclusão: Concluiu-se que com exceção do isotônico Powerade, todas as bebidas esportivas testadas provocaram redução na microdureza do esmalte dental humano. Nível de Evidência III; Estudos terapêuticos - investiga o resultado de um tratamento.

Palavras-chave: Bebidas energéticas; Desmineralização dentária; Erosão dentária; Esmalte dentário.

Abstract

Introduction: The low pH of sports drinks may cause tooth enamel demineralization. Objective: To measure Vickers hardness of human enamel exposed to sports drinks. Methods: Human molars were used to collect the enamel samples. Each sample had a test surface (exposed to the drinks) and a control surface (unexposed). The samples were exposed to isotonic drinks Gatorade and Powerade, and to maltodextrin drinks Malto Advanced and Malto Active, for 10 minutes every 12 hours over 30 days. The Vickers microhardness test was conducted with three indentations on each surface. The mean of the indentations within each group was considered in the statistical analysis. Sports drinks variables were analyzed with ANOVA/Tukey (p=0.01). The independent t-test was used in the comparison between the control and test surfaces of each drink (p = 0.05). Results: Enamel exposure to Gatorade (p = 0.000) Malto Advanced (p = 0.000) and Malto Active (p = 0.000) was seen to significantly reduce microhardness, while the isotonic drink Powerade had no significant effect on enamel (p = 0.248). Conclusion: It was concluded that with the exception of the isotonic drink Powerade, all the sports drinks tested caused a reduction in the microhardness of human enamel. Evidence Level III; Therapeutic studies - Investigating the Results of Treatment.

Keywords: Energy drinks; Tooth demineralization; Tooth erosion; Dental enamel.

Resumen

Introducción: El bajo pH de bebidas deportivas puede favorecer la pérdida mineral del esmalte dental. Objetivo: Evaluar el esmalte dureza Vickers humano expuesto a las bebidas deportivas. Métodos: Se utilizaron los dientes molares para la toma de las muestras de esmalte. Cada muestra tenía una superficie de prueba (expuestos a las bebidas) y una superficie de control (no expuesta). Las muestras fueron expuestas en isotónica Gatorade y Powerade, y maltodextrinas, y la serie Advanced activo Malto durante 10 minutos 12/12 horas durante 30 días. La prueba de dureza Vickers se realizó con tres muescas en cada superficie. El análisis estadístico fue la media de las muescas dentro de cada grupo. variables de bebidas deportivas se analizaron con ANOVA / Tukey (p≤0,01). La comparación entre la superficie de control y prueba de cada bebida se utilizó la prueba t para muestras independientes (p ≤ 0,05). Resultados: Se observó que la exposición del esmalte Gatorade (p = 0,000) Malto avanzada (p = 0,000) y Malto activo (p = 0,000) reduce significativamente la dureza, mientras que Powerade isotónica ningún efecto significativo sobre el esmalte (p = 0,248). Conclusión: Se concluye que con la excepción de Powerade isotónica, todas las bebidas deportivas probados causó una reducción en la dureza del esmalte humano. Nivel de Evidencia; Estudios terapéuticos - Investigación de los resultados del tratamento.

Palabras-clave: Bebidas Energéticas Alcohólicas; Desmineralización Dental; Erosión de los Dientes; Esmalte Dental.

Artigos de Revisão

14 - DIAGNÓSTICO DA SÍNDROME DO OVERTRAINING

DIAGNOSIS OF OVERTRAINING SYNDROME

DIAGNÓSTICO DEL SÍNDROME DEL OVERTRAINING

Fellipe Pinheiro Savioli, Thairon Mesquita Medeiros, Sergio Luiz Camara Jr, Elizabeth Peres Biruel, Carlos Vicente Andreoli

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):391-394

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Resumo

A síndrome do overtraining (SO) é uma afecção associada à diminuição da performance esportiva decorrente do aumento do volume e/ou intensidade de atividades físicas sem repouso adequado e/ou de dieta inadequada. É comum encontrarmos alterações hormonais, nutricionais, emocionais, musculares, imunológicas e neurológicas. A epidemiologia é bastante diversa, acometendo ambos os sexos em diferentes faixas etárias. O diagnóstico ainda é um desafio, devido à similaridade com diferentes doenças. A falta de sintomas específicos exige investigação criteriosa em todos os atletas, muitas vezes multidisciplinar. A SO pode ter repercussão importante na performance esportiva e também na qualidade de vida do atleta. Métodos: Trata-se de um mapeamento da literatura científica no rigor da Revisão Sistemática. As bases de dados pesquisadas foram: MEDLINE e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde - LILACS e EMBASE, além de documentos impressos. Foram incluídos estudos que descreveram a SO, priorizando os artigos que relatavam a eficácia dos diferentes métodos diagnósticos, sejam eles clínicos, laboratoriais ou de imagem. Resultados: Foram encontrados 83 artigos, dos quais 30 trabalhos foram selecionados. Conclusão: O único sintoma presente em todas as diferentes formas de manifestação de SO é a perda de desempenho. O diagnóstico ainda é um grande desafio, pela falta de exames específicos. Porém, alguns exames que avaliam nível de estresse oxidativo parecem ser promissores, mesmo não sendo específicos. Estudo de revisão.

Palavras-chave: Esgotamento profissional.

Abstract

Overtraining syndrome (OTS) is a condition associated with diminished sports performance due to an increase in the volume and/or intensity of physical activity without adequate rest, and/or due to an inadequate diet. The condition often involves hormonal, nutritional, emotional, muscle, immune and neurological imbalances. Epidemiology varies considerably, affecting both sexes in different age groups. Diagnosis is still a challenge, as the syndrome resembles different diseases. The lack of specific symptoms requires a meticulous investigation in all athletes, which is often multidisciplinary. OTS can have an important repercussion on sports performance and on the quality of life of athletes. Methods: This is a mapping of scientific literature along the lines of the Systemic Review. The databases investigated were: MEDLINE and Latin American and Caribbean Health Sciences Literature - LILACS and EMBASE, in addition to printed documents. Studies describing OTS were included, prioritizing articles that report the efficacy of the different diagnostic methods, be they clinical, laboratory, or imaging. Results: We found 83 articles, of which 30 were selected. Conclusion: The only symptom present in all the different forms of manifestation of OTS is loss of performance. However, some tests assessing oxidative stress levels seem promising, even though they are not specific. Revision article.

Keywords: Burnout, professional.

Resumen

El síndrome de Overtraining (SO) es una condición de rendimiento deportivo disminuido debido a un aumento en el volumen y/o intensidad del ejercicio sin un descanso adecuado o debido a una ingesta de energía inadecuada. Es común encontrar desequilibrios hormonales, nutricionales, emocionales, musculares, inmunológicos y neurológicos. Se ve con mayor frecuencia en atletas de resistencia como nadadores, ciclistas, corredores y triatletas. Se estima que la prevalencia del síndrome de overtraining (SO) es aproximadamente del 30% para los atletas de resistencia no elite, y del 60% para los atletas de elite. Por lo tanto, debido a la gravedad de los síntomas y al deterioro de la calidad de vida, se debe realizar una investigación adecuada en todos los atletas de Endurances. Sin embargo, un diagnóstico preciso puede ser un desafío debido a su similitud con otras afecciones, tales como: broncoespasmo inducido por ejercicio, mononucleosis infecciosa, sueño insuficiente, anemia, ansiedad de rendimiento, ingestión no adecuada de carbohidratos o proteínas, infección de las vías respiratorias superiores, trastorno del estado de ánimo, estrés psicosocial, abstinencia de cafeína o alergias ambientales. El objetivo de este trabajo es evaluar todo tipo de diagnóstico (clínico, de laboratorio o de imagen) para permitir un diagnóstico preciso para evitar complicaciones del SO. Artículo de revisión

Palabras-clave: Agotamiento Profesional .

15 - EXERCÍCIO FÍSICO DE INTENSIDADE MODERADA: ASPECTOS PSICONEUROIMUNOLÓGICOS

MODERATE INTENSITY PHYSICAL EXERCISE: PSYCHONEUROIMMUNOLOGICAL ASPECTS

EJERCICIO FÍSICO DE INTENSIDAD MODERADA: ASPECTOS PSICONEUROINMUNOLÓGICOS

Eduardo Vignoto Fernandes, Celio Estanislau, Emerson José Venancio

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):395-398

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Resumo

A literatura apresenta diversas instâncias de interação entre o sistema nervoso (SN) e o sistema imunológico (SI). Essas interações são promovidas por diversas moléculas, como citocinas e hormônios com ação moduladora tanto para o SN quanto o SI. Nesse sentido, os dois sistemas podem ter influência mútua: as alterações do comportamento podem ser acompanhadas por alterações do SI (por exemplo, imunossupressão), e distúrbios imunológicos como infecções, podem modular o comportamento (por exemplo, ansiedade e depressão). Considerando que o estresse crônico, além de afetar o comportamento, modula o SI e que há evidências de que o exercício físico (EF) de intensidade moderada ajuda a proteger a saúde física e mental, o objetivo da presente revisão é explorar a influência do EF de intensidade moderada sobre o comportamento e a imunidade. Nível de Evidência V; Opinião do especialista.

Palavras-chave: Imunomodulação; Sistema imunológico; Comportamento.

Abstract

The literature presents several instances of interaction between the nervous system (NS) and the immune system (IS). These interactions are promoted by several molecules, such as cytokines and hormones, with modulating action for both the NS and IS. In this sense, the two systems may influence each other: changes in behavior may be accompanied by alterations in the IS (e.g., immunosuppression) and immunological disorders, such as infections, may modulate behavior (e.g., anxiety and depression). Considering that chronic stress, in addition to affecting behavior, also modulates the IS and that there is evidence that moderate intensity physical exercise (PE) protects physical and mental health, the objective of this review is to explore the influence of moderate-intensity PE on behavior and immunity. Level of Evidence V; Expert opinion.

Keywords: Immunomodulation; Immune system; Behavior.

Resumen

La literatura presenta diversas instancias de interacción entre el sistema nervioso (SN) y el sistema inmune (SI). Estas interacciones son promovidas por diversas moléculas, como citosinas y hormonas, con acción moduladora tanto para el SN como para el SI. En este sentido, los dos sistemas pueden influenciarse mutuamente: los cambios en el comportamiento pueden ser acompañados por alteraciones en el SI (inmunosupresión) y los disturbios inmunológicos, como infecciones, pueden modular el comportamiento (ej. ansiedad y depresión). Considerando que el estrés crónico, además de impactar el comportamiento, también modula el SI y que hay evidencias de que el ejercicio físico (EF) de intensidad moderada es un protector para la salud física y mental, el objetivo de la presente revisión es explotar la influencia del EF de intensidad moderada en el comportamiento y la inmunidad. Nivel de Evidencia V; Opinión del especialista.

Palabras-clave: Inmunomodulación; Sistema Inmunológico; Conducta.

Artigo de Revisão Sistemático

16 - ÍNDICE GLICÊMICO DA REFEIÇÃO PRÉ-EXERCÍCIO NO DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

GLYCEMIC INDEX OF PRE-EXERCISE MEAL IN DIABETES MELLITUS: A SYSTEMATIC REVIEW

ÍNDICE GLICÉMICO DE COMIDA PRE-EJERCICIO EN LA DIABETES MELLITUS: UNA REVISIÓN SISTEMÁTICA

Valéria Cristina de Faria, Luciana Moreira Lima, Danielle Aparecida Gomes Pereira

Rev Bras Med Esporte. 2018;24(5):399-402

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Resumo

Exercício físico e qualidade da alimentação são fundamentais para o controle glicêmico dos pacientes diabéticos, porém é necessário considerar o risco de hipoglicemia em resposta ao exercício. Dessa forma, os objetivos deste estudo são: 1) conduzir uma revisão sistemática sobre o índice glicêmico (IG) da refeição pré-exercício e do comportamento glicêmico durante e após exercício aeróbico em diabéticos e 2) discutir qual orientação nutricional pré-exercício seria mais adequada e segura nessa população. Em concordância com os Itens de Relatório Preferidos para Revisões Sistemáticas e Metanálises (PRISMA), dois pesquisadores independentes realizaram uma busca sistemática. Um terceiro pesquisador participou da seleção dos artigos por causa da presença de discrepâncias. Foram selecionados dois estudos e ambos sugerem que a refeição de baixo índice glicêmico (IG) é a melhor opção pré-exercício, e um deles sugere que o tempo ideal para ingestão alimentar é 30 minutos antes do exercício. Porém, esses resultados não são suficientes para definir uma conduta clínica, sendo necessários outros estudos para elucidar se o IG é um parâmetro relevante para o monitoramento clínico do paciente com diabetes mellitus (DM) antes e depois do exercício, principalmente com relação às orientações distintas às do DM tipo 1 e tipo 2. Nível de evidência II; Estudo Prognóstico.

Palavras-chave: Diabetes mellitus; Exercício aeróbico; Comportamento alimentar; Carboidratos; Índice glicêmico; Hipoglicemia.

Abstract

Physical exercise and diet quality are essential for glycemic control of diabetic patients, but consideration must be given to the risk of hypoglycemia in response to exercise. Therefore this study aims at 1) conducting a systematic review of the glycemic index (GI) of the pre-exercise meal and of glycemic behavior during and after aerobic exercise in diabetic subjects, and 2) discussing the safest and most appropriate pre-exercise nutritional guidance for this population. In accordance with the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), two researchers independently undertook a systematic search. A third researcher participated in the selection of articles due to the presence of discrepancies. We selected two studies which both suggest that a low glycemic index (GI) meal is the best pre-exercise option, one of which suggests that the optimal time for food intake is 30 minutes before exercise. However, these results are not sufficient to define a clinical conduct, and other studies are needed to elucidate whether GI is a relevant parameter for pre- and post-exercise clinical monitoring of patients with diabetes mellitus (DM), particularly as regards to the different guidelines for type 1 and type 2 DM. Level of Evidence II; Prognostic Study.

Keywords: Diabetes mellitus; Aerobic exercise; Feeding behavior; Carbohydrate; Glycemic index; Hypoglycemia.

Resumen

Ejercicio físico y la calidad de los alimentos son esenciales para el control glucémico de la diabetes, sin embargo, es necesario prestar atención al riesgo de hipoglucemia en respuesta al ejercicio. Por lo tanto, los objetivos de este estudio son: 1) Realizar una revisión sistemática del índice glucémico (IG) de la comida previa al ejercicio y el comportamiento de la glucemia durante y después del ejercicio aeróbico en los diabéticos y 2) discutir cuál orientación nutricional previa al ejercicio sería más apropiada y segura en esta población. En conformidad con los ítems de Informe Preferido para Revisiones Sistemáticas y Meta-análisis (PRISMA), dos investigadores llevaron a cabo, de forma independiente, una búsqueda sistemática y observaron divergencia; y un tercer investigador participó en la selección de artículos. Se seleccionaron dos estudios, y ambos sugieren que la comida de bajo índice glucémico es la mejor opción antes del ejercicio; uno de ellos sugiere que el tiempo antes de la ingesta de alimentación adecuada es de 30 minutos. Sin embargo, estos resultados no son suficientes para definir una conducta clínica y se necesitan otros estudios para dilucidar si IG es un parámetro relevante para el monitoreo clínico del paciente con diabetes mellitus (DM), durante y después del ejercicio, principalmente en relación con las diferentes orientaciones de DM tipo 1 y tipo 2. Nivel de evidencia II; Estudio Pronóstico.

Palabras-clave: Diabetes mellitus; Ejercicio aeróbico; Conducta alimenticia; Carbohidratos; Índice glucémico; Hipoglucemia.

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