Edição: 25.3 - 16 Artigo(s)

Editorial

1 - O que sabemos é uma gota, o que não sabemos um oceano

What we know is a drop, what we don't know is an ocean

André Pedrinelli

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):186

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Artigo Original

2 - COMPARAÇÃO POSTURAL ENTRE UM GUIDÃO CONVENCIONAL DE BICICLETA E UM GUIDÃO ELÍPTICO

POSTURAL COMPARISON BETWEEN A CONVENTIONAL BICYCLE HANDLEBAR AND AN ELLIPTICAL HANDLEBAR

POSTURAL COMPARATIVA ENTRE UN MANILLAR CONVENCIONAL DE BICICLETA Y UN MANILLAR ELÍPTICO

Luciana Almeida Chaebub Rodrigues, Maysa Venturoso Gongora Buckeridge Serra, Marina Germano de Souza Liporaci, Renata Almeida Chaebub Rodrigues, Thaís Bertoco, Glaúcio Tasso de Carvalho Júnior, Maria Georgina Marques Tonello

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):187-190

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Resumo

Introdução: O ciclismo vem sendo incentivado, não apenas como forma de diminuir a poluição ambiental, mas também para melhorar a saúde das pessoas. Para muitos, a bicicleta é o único meio de transporte. Diante desse crescimento e do possível risco de lesões devido ao uso excessivo da bicicleta, foi desenvolvido um guidão elíptico com o propósito de modificar a empunhadura da mão e antebraço e melhorar a postura do ciclista. Objetivo: Comparar as angulações da coluna vertebral com o guidão convencional e o guidão elíptico. Métodos: Participaram deste estudo 26 indivíduos, que pedalaram por dois minutos com o guidão elíptico e dois minutos com o guidão convencional, a fim de comparar a angulação da coluna vertebral em cada tipo de guidão. As imagens foram filmadas e avaliadas pelo programa de avaliação cinemática Kinovea. A análise estatística foi realizada pelo programa Graphpad Prism 7. Resultados: Observou-se que 88% dos participantes obtiveram angulação da coluna vertebral mais ereta com o guidão elíptico, apresentando diferença estatisticamente significativa (p = 0,0001). Conclusão: Tendo em vista que os guidões foram colocados em posições similares de apoio, foi possível observar, de acordo com os dados quantificados, que a postura é mais ereta e, portanto, mais adequada quando o guidão elíptico é usado. Nível de Evidência II; Estudos Diagnósticos - Investigação de Teste Diagnóstico.

Palavras-chave: Postura; Ciclismo; Coluna vertebral.

Abstract

Introduction: Cycling has been encouraged, not only as a way to reduce environmental pollution but also to improve people's health. For many, the bicycle is their sole form of transportation. In view of this growth, and potential risk of injury due to excessive bicycle use, an elliptical handlebar was developed with the purpose of modifying the hand and forearm grip and improving the rider's posture. Objective: To compare vertebral spine angulations with the use of conventional and elliptical handlebars. Methods: Twenty-six individuals participated in this study, in which they pedaled for two minutes with elliptical handlebars and two minutes with conventional handlebars, in order to compare the angulation of the vertebral spine using each type of handlebars. The images were filmed and evaluated by the Kinovea kinematic evaluation program. The statistical analysis was performed by Graphpad Prism 7. Results: It was observed that 88% of the participants had a more upright vertebral spine angulation when using the elliptical handlebar, with statistically significant difference (p = 0.0001). Conclusion: Bearing in mind that the handlebars were placed in similar support positions, it was observed, based on the quantified data, that the posture is more upright, and therefore more suitable, when using the elliptical handlebars. Level of Evidence II; Diagnostic Studies - Investigating a Diagnostic Test.

Keywords: Posture; Bicycling; Spine.

Resumen

Introducción: El ciclismo viene siendo incentivado, no sólo como forma de disminuir la contaminación ambiental, sino también para mejorar la salud de las personas. Para muchos, la bicicleta es el único medio de transporte. Ante este crecimiento y el posible riesgo de lesiones debido al uso excesivo de la bicicleta, se desarrolló un manillar elíptico con el propósito de modificar la empuñadura de la mano y antebrazo y mejorar la postura del ciclista. Objetivo: Comparar las angulaciones de la columna vertebral con el manillar convencional y el manillar elíptico. Métodos: Participaron de este estudio 26 individuos, que pedalearon por dos minutos con el manillar elíptico y dos minutos con el manillar convencional, a fin de comparar la angulación de la columna vertebral en cada tipo de manillar. Las imágenes fueron filmadas y evaluadas por el programa de evaluación cinemática Kinovea. El análisis estadístico fue realizado por el programa Graphpad Prism 7. Resultados: Se observó que el 88% de los participantes obtuvieron la angulación de la columna vertebral más erecta con el manillar elíptico, presentando diferencia estadísticamente significativa (p = 0,0001). Conclusión: Teniendo en cuenta que los manillares se colocaron en posiciones similares de apoyo, fue posible observar, de acuerdo con los datos cuantificados, una postura más erecta y, por lo tanto, más adecuada cuando se usa el manillar elíptico. Nivel de Evidencia II. Estudios de Diagnóstico – Investigación de una Prueba de Diagnóstico.

Palabras-clave: Postura; Ciclismo; Columna vertebral.

3 - SEDENTARISMO EM ADOLESCENTES É ASSOCIADO AO COMPROMETIMENTO DA MODULAÇÃO CARDIOVASCULAR AUTONÔMICA

SEDENTARY LIFESTYLE IN ADOLESCENTS IS ASSOCIATED WITH IMPAIRMENT IN AUTONOMIC CARDIOVASCULAR MODULATION

SEDENTARISMO EN ADOLESCENTES ES ASOCIADO AL COMPROMISO DE LA MODULACIÓN CARDIOVASCULAR AUTONÓMICA

Romilson Domingues Nascimento, Ariane Viana, Michelle Sartori, José Robertto Zaffalon Júnior, Danielle da Silva Dias, Janaína de Oliveira Brito Monzani, Nathalia Bernardes, Maria Cláudia Irigoyen, Katia De Angelis

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):191-195

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Resumo

Introdução: A prática regular de exercícios físicos ou o estilo de vida mais ativo são importantes na prevenção de doenças cardiovasculares, reduzindo não somente a mortalidade cardiovascular, mas também favorecendo a redução dos fatores de risco relacionados com essas doenças. Objetivo: Avaliar a associação entre inatividade física e variabilidade da frequência cardíaca (VFC) em adolescentes. Métodos: Este foi um estudo transversal do tipo Diagnóstico com Nível de Evidência II segundo a tabela de Oxford. Foram avaliados 129 adolescentes com idades entre 15 e 17 anos, divididos em quatro grupos: adolescentes insuficientemente ativos (IAM, n = 28) ou fisicamente ativos (FAM, n = 29) do sexo masculino e adolescentes, insuficientemente ativos (IAF, n = 42) ou fisicamente ativos do sexo feminino (FAF, n = 30). O nível de atividade física foi avaliado por meio do IPAQ. A VFC foi avaliada no domínio do tempo e da frequência. Resultados: Nos adolescentes do sexo masculino e feminino, foram observados valores menores na variância do intervalo de pulso nos grupos insuficientemente ativos (5.089 ± 378 ms² e 4.335 ± 276 ms², respectivamente) quando comparados com os grupos fisicamente ativos (9.106 ± 606 ms² e 6.182 ± 366 ms², respectivamente). Além disso, os grupos insuficientemente ativos apresentaram maiores valores de balanço simpato-vagal cardíaco (0,81 ± 0,05 e 0,80 ± 0,05, respectivamente) comparados aos dos grupos fisicamente ativos (0,63 ± 0,05 e 0,55 ± 0,05, respectivamente). Conclusão: A vida fisicamente ativa foi associada à melhor modulação cardiovascular autonômica em adolescentes. Nível de Evidência II; Estudos diagnósticos - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Estilo de vida sedentário; Sistema nervoso autônomo; Saúde do adolescente.

Abstract

Introduction: Regular physical exercise, or a more active lifestyle, are important to prevent cardiovascular diseases, reducing not only cardiovascular mortality but also promoting a reduction in the risk factors related to these diseases. Objective: To assess the association between physical inactivity and heart rate variability (HRV) in adolescents. Methods: This was a cross-sectional study of the Diagnostic Type with Level of Evidence II according to the Oxford table. One hundred and twenty-nine adolescents were evaluated, aged 15 and 17 years old, divided into four groups: male teenagers who were insufficiently active (IAM n = 28) or physically active (FAM n = 29), and female teenagers who were insufficiently active (IAF n = 42) or physically active (FAF n = 30). The level of physical activity was assessed by the IPAQ. The HRV was evaluated in the time and frequency domains. Results: Reduced pulse interval variance was observed in the insufficiently active male or female groups (5089 ± 378 ms² and 4335 ± 276 ms² respectively) compared to the physically active groups (9106 ± 606 ms² and 6182 ± 366 ms² respectively). Moreover, the insufficiently active groups presented higher cardiac sympathetic/vagal balance values (0.81 ± 0.05 and 0.80 ± 0.05 respectively) compared to the physically active groups (0.63 ± 0.05 and 0.55 ± 0.05 respectively). Conclusion: A physically active lifestyle was associated with better cardiovascular autonomic modulation in adolescents. Level of Evidence II; Diagnostic Studies-Investigating a Diagnostic Test.

Keywords: Sedentary lifestyle; Autonomic nervous system; Adolescent health.

Resumen

Introducción: La práctica regular de ejercicios físicos o el estilo de vida más activo son importantes en la prevención de enfermedades cardiovasculares, reduciendo no sólo la mortalidad cardiovascular, sino también favoreciendo la reducción de los factores de riesgo relacionados con esas enfermedades. Objetivo: Evaluar la asociación entre inactividad física y variabilidad de la frecuencia cardíaca (VFC) en adolescentes. Métodos: Este fue un estudio transversal del tipo Diagnóstico con Nivel de Evidencia II según la tabla de Oxford. Se evaluaron 129 adolescentes con edades entre 15 y 17 años, divididos en cuatro grupos: adolescentes insuficientemente activos (IAM, n=28) o físicamente activos (FAM, n=29) del sexo masculino y adolescentes insuficientemente activos (IAF, n=42) o físicamente activos del sexo femenino (FAF, n=30). El nivel de actividad física fue evaluado a través del IPAQ. La VFC fue evaluada en el dominio del tiempo y de la frecuencia. Resultados: Los adolescentes del sexo masculino y femenino insuficientemente activos presentaron valores menores en la varianza del intervalo de pulso (5.089 ± 378; y 4.335 ± 276 ms², respectivamente) cuando se compararon con los grupos físicamente activos (9.106 ± 606 y 6.182 ± 366 ms², respectivamente). Además, los grupos insuficientemente activos presentaron mayores valores del balance simpático-vagal cardíaco (0,81 ± 0,05 y 0,80 ± 0,05, respectivamente) comparados a los grupos físicamente activos (0,63 ± 0,05 y 0,55 ± 0,05, respectivamente). Conclusión: La vida físicamente activa fue asociada a la mejor modulación cardiovascular autonómica en adolescentes. Nivel de Evidencia II; Estudios de diagnósticos - Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Estilo de vida sedentario; Sistema nervioso autónomo; Salud del adolescente.

4 - TREINAMENTO AERÓBIO DE BAIXA INTENSIDADE E MIÓCITOS DO VENTRÍCULO DIREITO DE RATOS HIPERTENSOS

LOW-INTENSITY ENDURANCE TRAINING AND RIGHT VENTRICULAR MYOCYTES OF HYPERTENSIVE RATS

ENTRENAMIENTO DE RESISTENCIA DE BAJA INTENSIDAD Y MIOCITOS DEL VENTRÍCULO DERECHO DE RATAS HIPERTENSAS

Miguel Araujo Carneiro-Júnior, Thales Nicolau Prímola-Gomes, Judson Foseca Quintão-Júnior, Lucas Rios Drummond, Victor Neiva Lavorato, Filipe Rios Drummond, Leonardo Bonato Felix, Edilamar Menezes de Oliveira, José Geraldo Mill, Antonio José Natali

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):196-201

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Resumo

Introdução: As adaptações estruturais e mecânicas de miócitos do ventrículo direito (VD) em resposta à hipertensão associada ao treinamento aeróbio de baixa intensidade (TABI) não foram estudadas em modelos experimentais de ratos. Objetivo: Determinar os efeitos do TABI sobre as propriedades estruturais e mecânicas de miócitos do VD em ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Métodos: Ratos SHR e ratos Wistar machos e normotensos (idade: 16 semanas) foram distribuídos em grupos (n = 7): WIS (Wistar controle); SHR-C (SHR controle) e SHR-T (SHR treinados; 60 min/dia, 50% a 60% da capacidade máxima de exercício, 5 dias/semana por 8 semanas). Procedeu-se à medição de pressão arterial sistólica (PAS), dimensões dos miócitos isolados do VD, contratilidade, transiente intracelular de Ca2+ ([Ca2+]i) e de proteínas reguladoras de Ca2+. A análise estatística foi realizada por ANOVA one-way, seguida por teste de Tukey post hoc (a = 5%). Resultados: O TABI reduziu a PAS nos animais SHR (SHR-C, 164 ± 2 mmHg vs. SHR-T, 152 ± 4 mmHg; P < 0,05). A hipertensão aumentou o comprimento celular (WIS, 156,8 ± 2,7 µm; SHR-C, 166,6 ± 3,1 µm; P < 0,05), mas não afetou a largura ou o volume (P > 0,05). O TABI não alterou as dimensões celulares nos SHR-T. Nem a hipertensão nem o TABI afetaram a contratilidade dos miócitos ou a expressão das proteínas reguladoras do Ca2+ no VD dos grupos SHR-C e SHR-T. A hipertensão não afetou a amplitude do transiente de [Ca2+]i e o tempo até a metade do nível de repouso (P > 0,05), mas aumentou o tempo até o pico (WIS, 58 ± 1 ms vs. SHR-C, 79 ± 2 ms; P < 0,05). O TABI aumentou a amplitude do transiente de [Ca2+] i (WIS, 2,28 ± 0,07 F/F0 e SHR-C, 2,48 ± 0,08 F/F0 vs. SHR-T, 2,87 ± 0,08 F/F0 P < 0,05), mas não alterou os tempos até o pico e a metade do nível de repouso. Conclusão: O TABI não teve efeito sobre as propriedades estruturais e mecânicas de miócitos do VD de SHR, embora tenha aumentado a amplitude do transiente de [Ca2+]i e reduzido a PAS. Nível de evidência I, Estudos terapêuticos - Investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Exercício; Ratos; Hipertensão; Coração.

Abstract

Introduction: The structural and mechanical adaptations of the right ventricular (RV) myocytes in response to hypertension associated with low-intensity endurance training (LIET) have not been studied in experimental models. Objective: To determine the effects of LIET on the structural and mechanical properties of RV myocytes in spontaneously hypertensive rats (SHRs). Methods: Male SHRs and normotensive Wistar rats (age: 16 weeks) were allocated to groups (n=7): WIS (Wistar Controls); SHR-C (SHR Controls) and SHR-T (SHR Trained; 60 min/day, 50-60% of maximal exercise capacity, 5 days/week for 8 weeks). Systolic arterial pressure (SAP), isolated RV myocyte dimensions, contractility, intracellular Ca2+ transient ([Ca2+]i), and ventricular Ca2+ regulatory proteins were measured. The statistical analysis was performed by one-way ANOVA followed by the Tukey post hoc test (a=5%). Results: LIET reduced the SAP in SHR animals (SHR-C, 164 ± 2 mmHg vs. SHR-T, 152 ± 4 mmHg; P<0.05). Hypertension increased cell length (WIS, 156.8 ± 2.7 µm; SHR-C, 166.6 ± 3.1 µm; P<0.05) but did not affect cell width or volume (P>0.05). LIET did not change the cell dimensions in the SHR-T. Neither hypertension nor LIET affected myocyte contractility or the expression of Ca2+ regulatory proteins in the RV of the SHR-C and SHR-T groups. Hypertension did not affect the amplitude of the [Ca2+]i transient or the time to half resting level (P>0.05), but increased the time to peak (WIS, 58 ± 1 ms vs. SHR-C, 79 ± 2 ms; P<0.05). LIET increased the amplitude of the [Ca2+]i transient (WIS, 2.28 ± 0.07 F/F0 and SHR-C, 2.48 ± 0.08 F/F0 vs. SHR-T, 2.87 ± 0.08 F/F0 P<0.05), but did not alter the times to peak or to half resting level. Conclusion: LIET had no effect on the structural and mechanical properties of RV myocytes in the SHRs, although it increased the amplitude of the [Ca2+]i transient and reduced the SAP. Level of evidence I, Therapeutic Studies - Investigating the Results of Treatment.

Keywords: Exercise; Rats; Hypertension; Heart.

Resumen

Introducción: Las adaptaciones estructurales y mecánicas de los miocitos del ventrículo derecho (VD) en respuesta a la hipertensión asociada al entrenamiento de resistencia de baja intensidad (ERBI) no se han estudiado en modelos experimentales de ratas. Objetivo: Determinar los efectos del ERBI sobre las propiedades estructurales y mecánicas de los miocitos del VD en ratas espontáneamente hipertensas (SHR). Métodos: Ratas SHR y ratas Wistar machos y normotensas (edad: 16 semanas) fueron distribuidas en grupos (n = 7): WIS (Wistar controle); SHR-C (SHR controle) y SHR-T (SHR entrenado; 60 min/día, el 50% a 60% de la capacidad máxima de ejercicio, 5 días/semana por 8 semanas). Se midieron presión arterial sistólica (PAS), dimensiones de los miocitos aislados del VD, contractilidad, transitorio intracelular de Ca2+ ([Ca2+]i) y proteínas reguladoras de Ca2+. El análisis estadístico se realizó mediante ANOVA one-way seguida por la prueba de Tukey post hoc (α = 5%). Resultados: El ERBI redujo la PAS en los animales SHR (SHR-C, 164 ± 2 mmHg contra SHR-T 152 ± 4 mmHg, P < 0,05). La hipertensión aumentó la longitud de la célula (WIS, 156,8 ± 2,7 μm, SHR-C, 166,6 ± 3,1 μm; P < 0,05), pero no afectó el ancho o el volumen (P > 0,05). El ERBI no alteró las dimensiones de la célula en SHR-T. Ni la hipertensión y ni el ERBI afectaron la contractilidad de los miocitos o la expresión de proteínas reguladoras de Ca2+ en el VD de los grupos SHR-C y SHR-T. La hipertensión no afectó la amplitud del transitorio de [Ca2+]i y el tiempo hasta la mitad del nivel de reposo (P > 0,05), pero aumentó tiempo hasta el pico (WIS, 58 ± 1 ms contra SHR-C, 79 ± 2 ms; P < 0,05). El ERBI aumentó la amplitud del transitorio de [Ca2+]i (WIS, 2,28 ± 0,07 F/F0 y SHR-C, 2,48 ± 0,08 F/F0 contra SHR-T, 2,87 ± 0,08 F/F0 P < 0,05), pero no alteró los tiempos hasta el pico y la mitad del nivel de reposo. Conclusión: El ERBI no tuvo efecto sobre las propiedades estructurales y mecánicas de los miocitos del VD de SHR, aunque aumentó la amplitud del transitorio de [Ca2+]i y redujo la PAS. Nivel de Evidencia I, Estudios terapéuticos - Investigación de los resultados del tratamiento.

Palabras-clave: Ejercicio; Ratas; Hipertensión; Corazón.

5 - VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA EM TENISTAS

HEART RATE VARIABILITY IN TENNIS PLAYERS

VARIABILIDAD DE LA FRECUENCIA CARDÍACA EN TENISTAS

Verena Nista-Piccolo, José Robertto Zaffalon Júnior , Mario Cesar Nascimento, Michelle Sartori, Kátia De Angelis

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):202-206

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Resumo

Introdução: Alguns estudos sugerem que a modalidade esportiva tênis traz benefícios aos perfis antropométrico e metabólico de seus praticantes, reduzindo o risco de mortalidade de forma mais significante que outras modalidades esportivas. Além disso, as alterações na regulação autonômica cardiovascular têm sido evidenciadas como fator comum no desenvolvimento de disfunções cardiometabólicas. Objetivo: Avaliar e comparar parâmetros hemodinâmicos e de modulação autonômica cardiovascular entre ex-atletas de tênis que ainda praticam essa modalidade (ET), adultos que praticam tênis recreativo (TR) e adultos classificados como sedentários (S). Métodos: Fizeram parte do estudo 34 homens com idade entre 23 e 45 anos, divididos em três grupos: ET, TR e S. Parâmetros antropométricos e pressão arterial foram avaliados e o intervalo R-R foi registrado para quantificar a modulação autonômica cardíaca em repouso. Resultados: Foram observados valores semelhantes de pressão arterial, circunferência da cintura e índice de massa corporal entre os grupos estudados. A quantidade de atividades físicas moderadas e vigorosas realizadas pelo grupo ET foi maior que do grupo TR. O grupo ET apresentou bradicardia de repouso associada a aumento da variância do intervalo de pulso (IP), da banda de alta frequência do IP e redução da banda de baixa frequência do IP em relação ao demais grupos estudados. Foi observada redução do balanço simpato-vagal cardíaco nos grupos ET (1,7 ± 0,1) e TR (2,5 ± 0,2) em comparação com o grupo S (3,2 ± 0,2); no entanto, essa alteração foi exacerbada no grupo ET quando comparado ao grupo TR. Conclusão: Os resultados permitem concluir que a prática do tênis induziu alterações benéficas na modulação autonômica cardíaca, as quais parecem ser intensificadas em função do volume de atividade física, sugerindo benefício desta prática no manejo de risco cardiovascular. Nível de Evidência II; Estudos diagnósticos - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Exercício; Frequência cardíaca; Hemodinâmica.

Abstract

Introduction: Some studies suggest that playing tennis brings benefits for the anthropometric and metabolic profile of those who practice it, reducing the risk of mortality more significantly than other sports. In addition, changes in cardiovascular autonomic regulation have been highlighted as a common factor in the development of cardiometabolic disorders. Objective: To evaluate and compare hemodynamic parameters and cardiovascular autonomic modulation among former tennis players who still play the sport (ET), adults who play recreational tennis (TR), and adults classified as sedentary (S). Methods: Thirty-four men aged between 23 and 45 years participated in the study. They were divided into 3 groups: ET, TR and S. Anthropometric parameters and blood pressure were evaluated and the R-R interval was recorded to quantify the cardiac autonomic modulation at rest. Results: Similar values were observed between groups for blood pressure, waist circumference and body mass index. The amount of moderate and vigorous physical activities of the ET group was higher than that of the TR group. The ET presented resting bradycardia associated with increased pulse interval (PI) variance and high-frequency PI, and a reduction in low-frequency PI compared to the other groups studied. Reduced cardiac sympathovagal balance was observed in the ET group (1.7 ± 0.1) and TR group (2.5 ± 0.2) compared to the S group (3.2 ± 0.2); however, this change was exacerbated in the ET group compared to the TR group. Conclusion: The results suggest that playing tennis induces beneficial changes in cardiac autonomic modulation that appear to be intensified as the volume of physical activity increases, suggesting that this practice is beneficial in the management of cardiovascular risk. Level of Evidence II; Diagnostic Studies - Investigating a Diagnostic Test.

Keywords: Exercise; Heart rate; Hemodynamics.

Resumen

Introducción: Algunos estudios sugieren que la modalidad deportiva de tenis trae beneficios a los perfiles antropométrico y metabólico de sus practicantes, reduciendo el riesgo de mortalidad de forma más significante que otras modalidades deportivas. Además, los cambios en la regulación autonómica cardiovascular se han evidenciado como un factor común en el desarrollo de disfunciones cardiometabólicas. Objetivo: Evaluar y comparar parámetros hemodinámicos y de la modulación autonómica cardiovascular entre ex atletas de tenis que aún practican esa modalidad (ET), adultos que practican tenis recreativo (TR) y adultos clasificados como sedentarios (S). Métodos: Hicieron parte del estudio 34 varones de entre 23 y 45 años, divididos en tres grupos: ET, TR y S. Se evaluaron los parámetros antropométricos y la presión arterial, y el intervalo R-R fue registrado para cuantificar la modulación autonómica cardiaca de reposo. Resultados: Se observaron valores similares de presión arterial, circunferencia de la cintura e índice de masa corporal entre los grupos estudiados. La cantidad de actividades físicas moderadas y vigorosas realizadas por el grupo ET fue mayor que del grupo TR. El grupo ET presentó bradicardia de reposo asociada a aumento de la varianza del intervalo de pulso (IP), de la banda de alta frecuencia del IP y la reducción de la banda de baja frecuencia del IP en relación a los demás grupos estudiados. Se observó una reducción del balance simpático-vagal cardiaco en los grupos ET (1,7 ± 0,1) y TR (2,5 ± 0,2) en comparación al grupo S (3,2 ± 0,2); sin embargo, esta alteración fue exacerbada en el grupo ET en comparación al grupo TR. Conclusión: Los resultados permiten concluir que la práctica del tenis indujo cambios benéficos en la modulación autonómica cardiaca, los cuales parecen ser intensificados en función del volumen de actividad física, sugiriendo beneficio de esta práctica en el manejo de riesgo cardiovascular. Nivel de Evidencia II; Estudios de diagnósticos - Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Ejercicio; Frecuencia cardíaca; Hemodinámica.

6 - DETERMINAÇÃO DO LIMIAR GLICÊMICO INDIVIDUAL COM O USO DE GLICOSÍMETRO PORTÁTIL DE FARMÁCIA

DETERMINATION OF INDIVIDUAL GLUCOSE THRESHOLD USING PHARMACY PORTABLE BLOOD GLUCOSE METER

DETERMINACIÓN DEL UMBRAL GLUCÉMICO INDIVIDUAL CON EL USO DE GLUCÓMETRO PORTÁTIL DE FARMACIA

Nuno Manuel Frade de Sousa, Aloísio Barbosa da Silva Júnior, Raquel de Souza Mairink, Danilo Rodrigues Bertucci, Markus Vinícius Campos Souza, Raul Agostinho Simões Martins

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):207-210

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Resumo

Introdução: O limiar glicêmico individual (LGI) tem sido utilizado para estimar o limiar anaeróbico com baixo custo das análises e também em menor tempo. Entretanto, dá-se pouca atenção para a confiabilidade das análises glicêmicas por meio do glicosímetro portátil de farmácia. Objetivo: Determinar o LGI por meio de glicosímetro portátil e comparar com o limiar ventilatório (LV). Métodos: Catorze homens saudáveis e ativos (25,9 ± 3,2 anos; %G = 17,9 ± 3,7%) realizaram teste incremental em esteira. Determinou-se o limiar anaeróbico por duas metodologias: (1) LGI, correspondendo à intensidade do menor valor glicêmico durante o teste; (2) LV, correspondendo à quebra da linearidade da curva da ventilação e aumento do equivalente respiratório de oxigênio sem aumento do equivalente de dióxido de carbono. Resultados: Foram observadas diferenças significativas entre LV (9,9 ± 1,2 km/h) e LGI (9,5 ± 1,1 km/h), correspondendo a 75,4 ± 9,2 e 72,5±10,4 %VO2máx, respectivamente. As duas metodologias apresentaram correlação alta (r = 0,82; p = 0,002) entre si. A técnica de Bland-Altman evidenciou concordância entre os métodos LGI e LV, com uma diferença média de 0,5 km/h. Conclusão: Foi possível determinar a intensidade do LGI por meio da resposta glicêmica em teste incremental com o uso de glicosímetro portátil de farmácia. O LGI subestimou em aproximadamente 0,5 km/h a intensidade do LV, no entanto, com alta correlação e concordância entre eles. Nível de evidência III, Estudo de Caso-controle.

Palavras-chave: Limiar anaeróbio; Limiar anaeróbico ventilatório; Glicemia.

Abstract

Introduction: The individual glucose threshold (IGT) has been used to estimate the anaerobic threshold with low-cost analyses and shorter times. However, the reliability of the glycemic analysis using a portable pharmacy glucose meter has received little attention. Objective: To identify the IGT using a portable glucose meter and to compare it with the ventilatory threshold (VT). Methods: Fourteen active, healthy men (25.9 ± 3.2 years; %BF = 17.9 ± 3.7%) performed an incremental treadmill test. The anaerobic threshold was identified by two different methods: (1) IGT, corresponding to the intensity of the lowest glucose value during the test; and (2) VT, corresponding to the break in linearity of the ventilation curve and an increase in the respiratory oxygen equivalent, without an equivalent increase in carbon dioxide. Results: There were significant differences between VT (9.9 ± 1.2 km/h) and IGT (9.5 ± 1/1 km/h), corresponding to 75.4 ± 9.2 and 72.5 ± 10.4 %VO2max, respectively. The methods presented high correlation (r = 0.82, p = 0.002) and the Bland-Altman technique showed agreement between IGT and VT, with a mean difference of 0.5 km/h. Conclusion: It was possible to determine the intensity of IGT by the glycemic response in the incremental test using a portable glucose meter. The IGT underestimated the intensity of VT by approximately 0.5 km/h, but with a high correlation and agreement between them. Level of evidence III, Case-Controle Study.

Keywords: Anaerobic threshold; Ventilatory anaerobic threshold; Blood glucose.

Resumen

Introducción: El umbral glucémico individual (UGI) ha sido utilizado para estimar el umbral anaeróbico con bajo costo de los análisis y también en menor tiempo. Sin embargo, se presta poca atención a la confiabilidad de los análisis glucémicos a través del glucómetro portátil de farmacia. Objetivo: Determinar el UGI a través de glucómetro portátil y comparar con el umbral de ventilación (UV). Métodos: Catorce hombres sanos y activos (25,9 ± 3,2 años; %G = 17,9 ± 3,7%) realizarán una prueba incremental en cinta. El umbral anaeróbico se determinó mediante dos metodologías: (1) UGI correspondiente a la intensidad del valor glucémico más bajo durante la prueba; (2) UV, correspondiente a la quiebra de la linealidad de la curva de la ventilación y aumento del equivalente respiratorio de oxígeno sin aumento del equivalente de dióxido de carbono. Resultados: Se observaron diferencias significativas entre UV (9,9 ± 1,2 km/h) y UGI (9,5 ± 1,1 km/h), correspondiendo a 75,4 ± 9,2 y 72,5 ± 10,4, %VO2max, respectivamente. Las dos metodologías presentaron una correlación alta (r = 0,82, p = 0,002) entre sí. La técnica de Bland-Altman evidenció concordancia entre los métodos UGI y UV, con una diferencia media de 0,5 km/h. Conclusión: Fue posible determinar la intensidad del UGI por medio de la respuesta glucémica en prueba incremental con el uso de glucómetro portátil de farmacia. El UGI subestimó en aproximadamente 0,5 km/h la intensidad del UV, sin embargo, con alta correlación y concordancia entre ellos. Nivel de evidencia III, Estudio de caso-control.

Palabras-clave: Umbral anaerobio; Umbral anaeróbico ventilatorio; Glucemia.

7 - CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES FÍSICAS REALIZADAS POR ADOLESCENTES DE CURITIBA, BRASIL

CHARACTERIZATION OF PHYSICAL ACTIVITIES PERFORMED BY ADOLESCENTS FROM CURITIBA, BRAZIL

CARACTERIZACIÓN DE LAS ACTIVIDADES FÍSICAS REALIZADAS POR ADOLESCENTES DE CURITIBA, BRASIL

Alexandre Augusto de Paula da Silva, Edina Maria de Camargo, Alice Tatiane da Silva, Jeruza Sech Buck Silva, Adriano Akira Ferreira Hino, Rodrigo Siqueira Reis

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):211-215

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Resumo

Introdução: Vários estudos sobre as recomendações de atividade física e fatores associados têm sido desenvolvidos e publicados. No entanto, faltam estudos que detalhem os locais para prática de atividade físicas, além da frequência, duração e volume. Objetivo: Descrever os locais, tipos, frequência, duração e volume das atividades físicas realizadas por adolescentes de Curitiba, Brasil. Métodos: Estudo transversal realizado entre 2013-2014, por meio de inquérito domiciliar com 495 adolescentes (12 a 17 anos). Os locais para prática de atividades físicas foram autorrelatados de acordo com a frequência semanal e divididos em "não frequenta" e "frequenta". A prática de atividade física foi obtida por meio do Questionário de Atividade Física para Adolescentes por tipo, frequência, duração e volume semanal. Os tipos de atividade física foram descritos com a distribuição de frequências, e a frequência, a duração e o volume, pela mediana e amplitude interquartílica. A comparação entre os sexos foi realizada com os testes de Qui-quadrado e U de Mann-Whitney (p < 0,05). Resultados: Os locais mais relatados para a prática foram praças, parques, campos de futebol, escolas e ginásios de esportes. Campos de futebol, escolas, ginásios e pistas de skate foram mais utilizados por meninos, enquanto meninas utilizavam mais as academias (p < 0,05). As atividades físicas mais praticadas foram futebol, skate/patins, ciclismo, caminhada e games ativos. Uma proporção maior de meninos praticavam futebol, skate/ patins, ciclismo, corrida/trote e basquete (p<0,05) enquanto as meninas realizavam caminhada, passeio com cães, dança, jogos e brincadeiras e ginástica de academia (p < 0,05). Os esportes (720 min/semana), exercícios aeróbicos (400 min/semana) e de condicionamento (345 min/semana) foram as atividades com maior volume semanal. Os meninos apresentaram maior frequência, duração e volume de prática de esportes e games ativos do que as meninas (p < 0,05). Conclusão: Locais públicos e com estruturas foram os mais utilizados e atividades esportivas as mais praticadas. Nível de Evidência III; Estudo de pacientes não consecutivos; sem padrão de referência "ouro" aplicado uniformemente.

Palavras-chave: Exercício; Adolescente; Atividades de Lazer; Estudos epidemiológicos.

Abstract

Introduction: Various studies have been developed and published in relation to the recommendations for physical activity and associated factors. However, there is a lack of studies that detail the places where physical activity is practiced, as well as its frequency, duration and volume. Objective: To describe the places, types, frequency, duration and volume of physical activities performed by adolescents in Curitiba, Brazil. Methods: A cross- sectional study conducted in 2013-2014, through a household survey with 495 adolescents (12 to 17 years). The places used, and the frequencies of the practice of physical activity were self-reported as either "goes" or "does not go." The practice of physical activity was determined through the Physical Activity Questionnaire for Adolescents, by type, frequency, duration and weekly volume. The types of physical activity were described with frequency distribution, weekly frequency, duration, and volume, by the median and interquartile range. Gender comparison was tested with the Chi-square and Mann- -Whitney U tests (p<0.05). Results: The most frequently reported places for physical activity were public squares, parks, soccer fields, schools and sports halls. Soccer fields, schools, sports halls and skate parks were more used by boys, while girls attended gyms (p<0.05). The physical activities most practiced were soccer, skating/rollerblading, cycling, walking and active games. A higher proportion of boys practiced soccer, skating/rollerblading, cycling, running/jogging, and basketball (p<0.05), whereas the physical activities most practiced by girls were walking, walking the dog, dancing, playing games, and gyms (p<0.05). Sports (720 min/week), aerobic exercises (400 min/week) and conditioning exercises (345 min/week) were the activities with the highest weekly volume. Boys showed higher weekly frequency, duration and volume of practice of sports and active games than girls (p<0.05). Conclusion: Public places with structures were the most used places, and sports were the most practiced activities. Level of Evidence III; Study of nonconsecutive patients; without consistently applied ''gold'' reference standard.

Keywords: Keywords: Exercise; Adolescent; Leisure Activities; Epidemiologic studies.

Resumen

Introducción: Varios estudios sobre las recomendaciones de actividad física y factores asociados han sido desarrollados y publicados. Sin embargo, faltan estudios que detallan los lugares para la práctica actividad física, además de la frecuencia, la duración y el volumen. Objetivo: Describir los lugares, tipos, frecuencia, duración y volumen de las actividades físicas realizadas por adolescentes de Curitiba, Brasil. Métodos: Estudio transversal realizado entre 2013 y 2014, por medio de encuesta domiciliar con 495 adolescentes (12 a 17 años). Los locales para la práctica de actividades físicas fueron auto-relatados de acuerdo con la frecuencia semanal y divididos en “No frecuenta” y “frecuenta”. La práctica de actividad física fue obtenida por medio del Cuestionario de Actividad Física para Adolescentes por tipo, frecuencia, duración y volumen semanal. Los tipos de actividad física fueron descritos con la distribución de frecuencias y la frecuencia semanal, la duración y el volumen, por la mediana y la amplitud interquartílica. La comparación entre los sexos se realizó con Qui-cuadrado y U de Mann-Whitney (p < 0,05). Resultados: Los lugares más relatados fueron plazas, parques, campos de fútbol, escuelas y gimnasios de deportes. Los campos de fútbol, escuelas, gimnasios y pistas de skate fueron más utilizados por niños, mientras que las niñas utilizaban más gimnasios (p < 0,05). Las actividades físicas más practicadas fueron fútbol, skate/patines, ciclismo, caminata y juegos electrónicos activos. Una proporción mayor de niños practicaban fútbol, skate/ patines, ciclismo, carrera/trote y baloncesto (p < 0,05), mientras las niñas realizaban caminata, pasear con perros, baile, juegos y juguetes y ejercicio en gimnasios (p < 0,05). Los deportes (720 min/semana), ejercicios aeróbicos (400 min/semana) y de acondicionamiento (345 min/semana) fueron las actividades con mayor volumen semanal. Los niños presentaron mayor frecuencia semanal, duración y volumen de práctica de deportes y juegos electrónicos activos que las niñas (p < 0,05). Conclusión: Lugares públicos y con estructuras fueron los más utilizados y las actividades deportivas fueron más practicadas. Nivel de evidencia III; Estudio de pacientes no consecutivos; sin el estándar de referencia ‘oro’ aplicado constantemente.

Palabras-clave: Ejercicio; Adolescente; Actividades Recreativas; Estudios epidemiológicos.

8 - FATORES ASSOCIADOS Á PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA ENTRE IDOSOS NO SUL DO BRASIL

FACTORS LINKED TO THE PRACTICE OF PHYSICAL ACTIVITY AMONG THE ELDERLY IN SOUTHERN BRAZIL

FACTORES ASOCIADOS A LA ACTIVIDAD FÍSICA ENTRE ANCIANOS EN EL SUR DE BRASIL

Alisson Padilha de Lima, Ezequiel Vitório Lini, Marilene Rodrigues Portella, Marlene Doring, Fabrício Bruno Cardoso

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):216-219

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Resumo

Introdução: O aumento das doenças crônicas e da inatividade física são problemas importantes de saúde pública da população idosa do mundo. Objetivo: Este artigo objetivou determinar a prevalência e os fatores associados à prática de atividade física (AF) entre idosos domiciliados em ambiente urbano. Métodos: Um estudo transversal de base populacional foi realizado em 2014, com 196 idosos com = 60 anos que vivem em ambiente urbano do município de Passo Fundo, RS. Foram realizadas análises bruta e multivariável mediante regressão de Poisson, estimando-se as razões de prevalência bruta e ajustada, calculando-se os respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados: A média de idade foi de 71,3 (± 8,4). A prevalência bruta de prática de AF foi de 56,1%. Depois de ajuste da análise, somente a variável independente das atividades da vida diária (AVD) permaneceu significativa (IC de 95% 1,05-4,83) (p = 0,037). Conclusões: Esta pesquisa mostrou associação entre a prática de AF e independência nas AVD. Nível de Evidência II, Análises econômicas e de decisão - Desenvolvimento de modelo econômico ou de decisão.

Palavras-chave: Atividade motora; Nível de saúde; Envelhecimento da população.

Abstract

Introduction: The increase in chronic diseases and physical inactivity are major public health problems among elderly populations worldwide. Objective: This article aimed to determine the prevalence and factors associated with the practice of physical activity (PA) among elderly people living in urban environment. Methods: A cross-population- based study was conducted in 2014, with 196 elderly people aged = 60 years of age living in urban environment in the city of Passo Fundo, in the State of Rio Grande do Sul. Gross and multivariable analyses were conducted using Poisson regression, estimating the ratios of gross and adjusted prevalence and calculating their respective 95% confidence intervals. Results: The mean age was 71.3 (± 8.4). The gross prevalence for the practice of PA was 56.1%. After adjusted analysis, only the variable independent in activities of daily living (ADLs) remained significant (95% CI 1.05 to 4.83) (p = 0.037). Conclusions: This research showed an association between the practice of PA and independence in ADLs. Level of Evidence II, Economic and decision analysis - Development of economic model or decision.

Keywords: Motor activity; Health status; Ageing population.

Resumen

Introducción: El aumento de las enfermedades crónicas y la falta de actividad física son los principales problemas de salud pública entre las poblaciones de edad avanzada en todo el mundo. Objetivo: Este artículo tiene como objetivo determinar la prevalencia y los factores asociados con la práctica de actividad física (AF) entre ancianos que viven en entornos urbanos. Métodos: En 2014, se realizó un estudio basado en poblaciones cruzadas, con 196 personas con ≥ 60 años de edad que viven en entornos urbanos en la ciudad de Passo Fundo en el estado de Rio Grande do Sul. Se realizaron análisis brutos y multivariables mediante la regresión de Poisson, estimando los ratios de prevalencia bruta y ajustada y calculando sus respectivos intervalos de confianza del 95%. Resultados: La edad media fue de 71,3 (± 8,4). La prevalencia bruta de la práctica de AF fue 56,1%. Después del ajuste del análisis, sólo la variable independiente en las actividades de la vida diaria (AVD) se mantuvo significativa (IC del 95%: 1,05 a 4,83) (p = 0,037). Conclusiones: Este estudio mostró asociación entre la AF y la independencia en las AVD. Nivel de evidencia II, Análisis económico y de decisión - Desarrollo de modelo económico o de decisión.

Palabras-clave: Actividad motora; Estado de salud; Envejecimiento de la Población.

9 - FATORES DE RISCO PARA ENTORSE DE TORNOZELO: ESTUDO DE 5 MESES DE ACOMPANHAMENTO EM ATLETAS DE VÔLEI E BASQUETE

ANKLE SPRAIN RISK FACTORS: A 5-MONTH FOLLOW-UP STUDY IN VOLLEY AND BASKETBALL ATHLETES

FACTORES DE RIESGO DE ESGUINCE DEL TOBILLO: ESTUDIO DE SEGUIMIENTO DE 5 MESES EN ATLETAS DE VOLEIBOL Y BALONCESTO

Adriana Moré-Pacheco, Flávia Meyer, Ivan Pacheco, Cláudia Tarragô Candotti, Juliana Adami Sedrez, Renata Fanfa Loureiro-Chaves, Jefferson Fagundes Loss

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):220-225

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Resumo

Introdução: A entorse de tornozelo é uma lesão esportiva frequente em jogadores de vôlei e basquete, e a identificação dos fatores de risco é necessária para prevenir lesões e prolongar a carreira. Objetivo: Identificar fatores intrínsecos e extrínsecos em jogadores de basquetebol e vôlei relacionados com o risco de entorse de tornozelo ao longo de cinco meses de acompanhamento. Métodos: Noventa e quatro atletas brasileiros jovens e competitivos (15,8 ± 1,7 anos, 47 jogadores de basquete e 47 de voleibol) participaram do estudo. Foram avaliados os fatores de risco intrínsecos (história prévia de entorse de tornozelo, membro inferior dominante, frouxidão ligamentar do tornozelo, amplitude de movimento do complexo tornozelo-pé, tempo de resposta eletromiográfica dos músculos do tornozelo, controle postural e torques musculares dos inversores e eversores de tornozelo) e os fatores extrínsecos (tipos de calçado, uso de órteses, lesões prévias durante treinamento ou competição e posição dos jogadores). Resultados: Durante o período do estudo, 18 (19%) atletas sofreram entorses unilaterais. A análise de regressão logística multivariada forneceu a regressão final com quatro fatores: perna dominante (p = 0,161), tipo de calçado (p = 0,049), posição do jogador (p = 0,153) e tempo de reação do músculo fibular curto (p = 0,045). Constatou-se uma probabilidade de 86,1% de entorse de tornozelo se o membro inferior esquerdo fosse o dominante, se o calçado não tivesse amortecedores ou se a posição de jogo fosse ala, ponta, saída de rede, oposto e tivesse um tempo de reação dos músculos fibulares maior que 80 ms. No entanto, apenas a posição do jogador foi significativamente (p = 0,046) associada à ocorrência de lesão. Conclusão: A posição de jogo apareceu como um fator de risco em ambos os esportes e esse resultado pode ajudar os profissionais a prevenir entorses de tornozelo. Nível de evidência I; Estudo clínico randomizado de alta qualidade com ou sem diferença estatisticamente significante, mas com intervalos de confiança estreitos.

Palavras-chave: Traumatismos do tornozelo; Extremidade inferior; Atletas; Basquetebol; Voleibol.

Abstract

Introduction: Ankle sprain is a frequent sports injury among volley and basketball players, and identifying risk factors is necessary to prevent injuries and prolong their careers. Objective: To identify intrinsic and extrinsic factors in basketball and volleyball players related to the risk of ankle sprain injury over a five-month follow-up period. Methods: Ninety-four Brazilian young competitive athletes (15.8±1.7 years, 47 basketball and 47 volleyball players) participated in this study. They were evaluated for intrinsic risk factors (previous history of ankle sprain, dominant lower limb, ankle ligament laxity, range of motion of the ankle-foot complex, electromyographic response time of ankle evertors, postural control and muscular torque of ankle invertors and evertors) and extrinsic risk factors (type of shoes worn, use of orthosis, previous injuries while training or competing, and the players' position). Results: During the study period, 18 (19%) athletes suffered unilateral sprains. Multivariate logistic regression analysis gave a final regression with four factors: dominant leg (p=0.161), type of shoes worn (p=0.049), player's position (p=0.153), and peroneus brevis muscle reaction time (p=0.045). There was an 86.1% probability of an ankle sprain if the athlete had a left dominant leg, wore shoes without vibration dampeners, or played in the small forward, wing/hitter spiker, middle blocker, or opposite spiker positions, and had a peroneus muscle reaction time longer than 80ms. However, only the player's position was significantly (p=0.046) associated with lesion occurrence. Conclusion: The player's position appeared to be a risk factor in both sports, and this result may help professionals to prevent ankle sprains. Level of Evidence I; High quality randomized clinical trial with or without statistically significant difference but with narrow confidence intervals.

Keywords: Ankle injuries; Lower extremity; Athletes; Basketball; Volleyball.

Resumen

Introducción: El esguince de tobillo es una lesión deportiva frecuente en los jugadores de voleibol y baloncesto, y la identificación de los factores de riesgo es necesaria para prevenir lesiones y prolongar la carrera. Objetivo: Identificar factores intrínsecos y extrínsecos relacionados con el riesgo de esguince de tobillo a lo largo de cinco meses de seguimiento. Métodos: Noventa y cuatro atletas brasileños jóvenes y competitivos (15,8 ± 1,7 años, 47 jugadores de baloncesto y 47 de voleibol) participaron del estudio. Se evaluaron los factores de riesgo intrínsecos (historia previa de esguince de tobillo, extremidad inferior dominante, lasitud del ligamento del tobillo, rango de movimiento del complejo tobillo-pie, tiempo de respuesta electromiográfica de los músculos del tobillo, control postural y el torque muscular de los inversores y eversores del tobillo) y los factores de riesgo extrínsecos (tipo de zapato, uso de ortesis, lesiones previas durante entrenamiento o competición y posición de los jugadores). Resultados: Durante el período del estudio, 18 (19%) atletas sufrieron esguinces unilaterales. El análisis de regresión logística multivariada proporcionó la regresión final con cuatro factores: pierna dominante (p = 0,161), tipo de calzado (p = 0,049), posición del jugador (p = 0,153) y tiempo de reacción del músculo peroneo corto (p = 0,045 ) Se constató una probabilidad de esguince de tobillo de 86,1% si la extremidad inferior izquierda era la dominante, si el zapato no tenía amortiguadores o si la posición de juego fuera alero, punta, delantero de red, opuesto y tuviera un tiempo de reacción de los músculo del peroneo de más de 80 ms. Sin embargo, solo la posición del jugador fue significativamente (p = 0,046) asociada a la ocurrencia de lesión. Conclusión: La posición de juego apareció como un factor de riesgo en ambos deportes y este resultado puede ayudar a los profesionales a prevenir esguinces de tobillo. Nivel de evidencia I; Estudio clínico aleatorizado de alta calidad con o sin diferencia estadísticamente significativa, pero con intervalos de confianza estrechos.

Palabras-clave: Traumatismos del Tobillo; Extremidad inferior; Atletas; Baloncesto; Voleibol.

10 - MONITORAMENTO DA CARGA DE TREINAMENTO E RECUPERAÇÃO EM JOGADORES DE VOLEIBOL DURANTE UMA TEMPORADA

MONITORING TRAINING LOAD AND RECOVERY IN VOLLEYBALL PLAYERS DURING A SEASON

MONITOREO DE LA CARGA DE ENTRENAMIENTO Y RECUPERACIÓN EN JUGADORES DE VOLEIBOL DURANTE UNA TEMPORADA

Thiago Seixas Duarte, Danilo Reis Coimbra, Renato Miranda, Heglison Custódio Toledo, Francisco Zacaron Werneck, Daniel Gustavo Schimitz de Freitas, Mauricio Gáttas Bara Filho

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):226-229

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Resumo

Introdução: O monitoramento das cargas de treinamento junto com o estado de recuperação é importante na prevenção de adaptações indesejadas. Ainda é escasso o conhecimento dessas variáveis ao longo das temporadas de voleibol. Objetivo: Monitorar e descrever a carga de treinamento e o estado de recuperação de atletas de voleibol ao longo de uma temporada competitiva. Métodos: A amostra foi composta de 14 atletas profissionais de voleibol. Ao longo de toda a temporada, a carga de treinamento foi monitorada diariamente pelo método da PSE da sessão e o estado de recuperação foi monitorado pela TQR e QBE, no primeiro e último dia de treinamento da semana. Resultados: Houve queda na carga de treino do Período Preparatório I para o Período Competitivo I (p = 0,03), seguida de aumento no Período Preparatório II (p < 0,001) e nova queda no Período Competitivo II (p = 0,01) e III (p = 0,003). Ocorreu redução significativa da TQR e QBE Pré para a TQR e QBE Pós em todos os mesociclos. Na TQR Pré houve queda do Período Preparatório II para o Período Competitivo II (p = 0,006), já na QBE Pré houve redução do Período Competitivo II para o Período Competitivo III (p=0,002) e na TQR Pós essa diminuição foi observada do Período Competitivo I para o Período Preparatório II (p = 0,03). Na QBE Pós observou-se aumento do Período Preparatório I para o Período Competitivo I (p = 0,002), seguido de queda no Período Preparatório II (p = 0,01). Conclusão: As cargas apresentaram variação ao longo da temporada, juntamente com a recuperação, que variou em função das cargas e das características de cada período. Nível de evidência I; Estudos terapêuticos - Investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Voleibol; Monitoramento; Recuperação.

Abstract

Introduction: Monitoring training loads, along with the recovery status, is important for preventing unwanted adaptations. Knowledge of these variables over volleyball seasons is still scarce. Objective: To monitor and describe the training load and recovery status of volleyball players over a competitive season. Methods: The sample consisted of 14 professional volleyball players. For the entire season, the training load was monitored daily by the SPE method during the session, and the recovery status was monitored by TQR and QBE on the first and last days of training for the week. Results: There was a decrease in training load between Preparatory Period I and Competitive Period I (p = 0.03), followed by an increase in Preparatory Period II (p <0.001) and a new decrease in Competitive Periods II (p = 0.01 ) and III (p = 0.003). There was a significant reduction between Pre-TQR and QBE and Post-TQR and QBE in all mesocycles. In the Pre-TQR, there was a reduction between Preparatory Period II and Competitive Period II (p = 0.006), in the Pre-QBE, there was a reduction between Preparatory Period II and Competitive Period III (p = 0.002), and in the Post-TQR, this reduction was observed between Competitive Period I and Preparatory Period II (p = 0.03). In the Post-QBE, there was an increase between Preparatory Period I and Competitive Period I (p = 0.002), followed by a decrease in Preparatory Period II (p = 0.01). Conclusion: Loads varied throughout the season, along with recovery, which varied according to the loads and characteristics of each period. Level of evidence I, Therapeutic Studies - Investigating the Results of Treatment.

Keywords: Volleyball; Monitoring; Recovery.

Resumen

Introducción: El monitoreo de las cargas de entrenamiento junto con el estado de recuperación es importante en la prevención de adaptaciones no deseadas. Todavía es escaso el conocimiento de esas variables a lo largo de las temporadas de voleibol. Objetivo: Monitorear y describir la carga de entrenamiento y el estado de recuperación de atletas de voleibol a lo largo de una temporada competitiva. Métodos: La muestra fue compuesta de 14 atletas profesionales de voleibol. A lo largo de toda la temporada, la carga de entrenamiento fue monitoreada diariamente por el método de la PSE de la sesión y el estado de recuperación fue monitoreado por TQR y QBE, en el primer y último día de entrenamiento de la semana. Resultados: Hubo una caída en la carga de entrenamiento del Período Preparatorio I para el Período Competitivo I (p = 0,03), seguida de un aumento en el Período Preparatorio II (p <0,001) y una nueva caída en el Período Competitivo II (p = 0,01) y III (p = 0,003). Se produjo una reducción significativa de la TQR y QBE Pre para la TQR y QBE Post en todos los mesociclos. En la TQR Pre hubo caída del Período Preparatorio II para el Período Competitivo II (p = 0,006), ya en la QBE Pre hubo reducción del Período Competitivo II para el Período Competitivo III (p = 0,002) y en la TQR Post esta disminución fue observada del Período Competitivo I para el Período Preparatorio II (p = 0,03). En la QBE Post se observó aumento del Período Preparatorio I para el Período Competitivo I (p = 0,002), seguido de caída en el Período Preparatorio II (p = 0,01). Conclusión: Las cargas presentaron variación a lo largo de la temporada, junto con la recuperación, que varía en función de las cargas y de las características de cada período. Nivel de evidencia I, Estudios terapéuticos – Investigación de los resultados del tratamiento.

Palabras-clave: Voleibol; Monitoreo; Recuperación.

11 - EFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA TRADICIONAL E LEVANTAMENTO DE PESO OLÍMPICO EM JOGADORES DE HANDEBOL

EFFECTS OF TRADITIONAL STRENGTH TRAINING AND OLYMPIC WEIGHTLIFTING IN HANDBALL PLAYERS

EFECTOS DEL ENTRENAMIENTO DE FUERZA TRADICIONAL Y LEVANTAMIENTO DE PESO OLÍMPICO EN JUGADORES DE BALONMANO

Bárbara Slovak, Leandro Carvalho, Fernando Rodrigues, Paulo Costa Amaral, Deborah Duarte Palma, Alberto Carlos Amadio, Rodrigo Maciel Andrade

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):230-234

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Resumo

Introdução: O levantamento olímpico de halterofilismo tem sido adotado como alternativa ao exercício pliométrico. No entanto, pouco se conhece a respeito dos efeitos desses exercícios em jovens atletas de handebol. Objetivo: Comparar o efeito do treinamento com levantamento olímpico e do treinamento de força tradicional no desempenho de salto, agachamento e aceleração em jovens atletas de handebol. Dez mulheres atletas de handebol foram avaliadas. Depois de seis semanas de treinamento regular, as atletas foram submetidas a oito semanas de treinamento especificamente projetado para a pesquisa, com equivalência do volume total de treinamento e das diferenças dos meios utilizados. As avaliações foram realizadas após seis semanas de treinamento regular (Baseline), após quatro semanas de treinamento de força tradicional e após quatro semanas de treinamento com levantamento olímpico. Foram quantificados os saltos verticais sem e com movimentação dos membros superiores, aceleração de 10, 20 e 30 m e 1 RM no agachamento. Resultados: Constatou-se aumento (p < 0,05) das acelerações e do agachamento no treinamento com levantamento olímpico e do agachamento no treinamento de força tradicional. Distinc¸ões na coordenação, tempo para ativação do gastrocnêmio, vasto lateral, reto femoral, bíceps femoral e glúteo máximo, pico de força e potência e taxa de desenvolvimento de força entre os saltos e exercícios utilizados nos treinamentos são hipóteses a serem consideradas para as distintas respostas adaptativas encontradas nos saltos. Conclusão: O treinamento com levantamento olímpico resultou em aumento da aceleração e força, mas não no desempenho do salto vertical em atletas juvenis de handebol. Nível de Evidência I; Estudos de Prognóstico - Investigação do Efeito da Característica de um Paciente no Resultado da Doença.

Palavras-chave: Exercício; Mecânica; Eficiência; Força muscular; Treinamento de resistência.

Abstract

Introduction: Olympic weightlifting has been adopted as an alternative to plyometric exercise. However, the effects of these exercises in young handball athletes is not known. Objective: To compare the effect of Olympic weightlifting training with traditional strength training on jumping, squatting and acceleration performance in young handball athletes. Ten female handball athletes were evaluated. After six weeks of regular training, the athletes underwent eight weeks of training specifically designed for the survey, with equivalence of the total volume of training and differences in the means used. The evaluations were performed after six weeks of regular training (Baseline), after four weeks of traditional strength training and after four weeks of Olympic weightlifting. Vertical Jumps with and without movement of the arms, acceleration of 10 m, 20 m and 30 m, and 1RM in squatting were quantified. Results: Increases (p<0.05) were observed in accelerations and squatting in the Olympic weightlifting and in squatting in the traditional strength training. Differences in coordination, time to activation of the gastrocnemius, vastus lateralis, rectus femoris, biceps femoris and gluteus maximus, peak force and power and rate of force development between the jumps and exercises used in the training are hypotheses to be considered for the different responses adaptations found in the jumps. Conclusion: The Olympic weightlifting training resulted in an increase in accelerations and strength, but not in vertical jump performance in young handball athletes. Level of Evidence I; Prognostic Studies - Investigation of the Effect of a Patient Characteristic on Disease Outcome.

Keywords: Exercise; Mechanics; Efficiency; Muscle strength; Resistance training.

Resumen

Introducción: El levantamiento olímpico de halterofilia, ha sido adoptado como alternativa al ejercicio pliométrico. Sin embargo, poco se conoce acerca de los efectos de estos ejercicios en jóvenes atletas de balonmano. Objetivo: Comparar el efecto del entrenamiento con levantamiento olímpico y del entrenamiento tradicional de fuerza en el desempeño de salto, sentadillas y aceleración en jóvenes atletas de balonmano. Se evaluaron diez atletas de balonmano del sexo femenino. Después de seis semanas de entrenamiento regular, las atletas fueron sometidas a ocho semanas de entrenamiento específicamente diseñado para la investigación, con equivalencia del volumen total de entrenamiento y de las diferencias de los medios utilizados. Las evaluaciones se realizaron después de seis semanas de entrenamiento regular (Baseline), después de cuatro semanas de entrenamiento tradicional de fuerza y después de cuatro semanas de entrenamiento con levantamiento olímpico. Se cuantificaron los saltos verticales sin y con movimiento de las extremidades superiores, aceleración de 10 m, 20 m y 30 m y 1 RM en las sentadillas. Resultados: Se constató aumento (p < 0,05) de las aceleraciones y de las sentadillas en el entrenamiento con levantamiento olímpico y en las sentadillas en el entrenamiento tradicional de fuerza. La diferencia en la coordinación, tiempo para la activación del gastrocnemio, vasto lateral, recto femoral, bíceps femoral y glúteo máximo, pico de fuerza y potencia y tasa de desarrollo de fuerza entre los saltos y ejercicios utilizados en los entrenamientos son hipótesis a ser consideradas para las distintas respuestas adaptativas encontradas en los saltos. Conclusión: El entrenamiento con levantamiento olímpico resultó en u aumento de la aceleración y fuerza, pero no en el desempeño del salto vertical en atletas juveniles de balonmano. Nivel de Evidencia I; Estudios de Pronóstico - Investigación del Efecto de la Característica de un Paciente sobre el Resultado de la Enfermedad.

Palabras-clave: Ejercicio; Mecánica; Eficiencia; Fuerza muscular; Entrenamiento de resistencia.

12 - TREINAMENTO COM PILATES INDUZ ALTERAÇÕES NA MUSCULATURA DO TRONCO DE ADOLESCENTES

PILATES TRAINING INDUCES CHANGES IN THE TRUNK MUSCULATURE OF ADOLESCENTS

ENTRENAMIENTO DE PILATES INDUCE CAMBIOS EN LA MUSCULATURA DEL TRONCO DE ADOLESCENTES

Noelia González-Gálvez, María Carrasco Poyatos, Pablo Jorge Marcos-Pardo, Yuri Feito, Rodrigo Gomes de Souza Vale

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):235-239

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Resumo

Introdução: O método Pilates pode ser uma forma adequada de exercício para melhorar a força dos músculos do tronco, que podem ser um preditor de dor e problemas musculoesqueléticos. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do método Pilates sobre a força muscular e resistência dos músculos extensores e flexores do tronco em um grupo de adolescentes. Métodos: A amostra foi composta de 101 estudantes do ensino médio divididos em dois grupos: um grupo experimental (GE = 81) e um grupo controle (GC = 20). A intervenção foi realizada duas vezes por semana durante seis semanas. Cada sessão durou 55 minutos e foi dividida em três partes: aquecimento, parte principal e relaxamento. A força muscular foi avaliada com o teste de Sörensen e o teste de flexão abdominal com apoio de pernas. Para a análise de dados, foram empregados o teste t de amostras pareadas, o teste t para amostras independentes e o coeficiente de correlação de Pearson. O tamanho do efeito (d) foi determinado. Resultados: O GE apresentou melhoras significativas em ambos os testes (+34,77 pontos; +18,55 pontos, respectivamente). Não foram observadas alterações no GC. O tamanho do efeito foi alto (d > 1,15) para ambos os testes, o que significa que os resultados foram melhores em uma grande proporção de participantes. O grupo controle apresentou declínio da força muscular do tronco. No grupo experimental, meninos e meninas apresentaram melhoras significativas em ambos os testes. Esse aumento de força foi atingido por uma alta proporção de meninos e meninas (d > 1,15). O tamanho do efeito foi alto (d > 1,15) nos dois testes e sexos. Conclusão: Seis semanas depois da implantação do método Pilates nas aulas de educação física, a força muscular dos flexores e extensores do tronco aumentou nos adolescentes. Nível de Evidência II; Estudos Terapêuticos - Investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Contração isométrica; Força muscular; Educação física e treinamento; Promoção da saúde; Terapia por exercício.

Abstract

Introduction: The Pilates Method may be an appropriate form of exercise for improving trunk muscle strength, which can be a predictor of pain and musculoskeletal problems. Objective: The objective of this study was to assess the effects of the Pilates Method on muscle strength and endurance of the extensor and flexor muscles of the trunk in a group of adolescents. Methods: The sample consisted of 101 high-school students divided into two groups: an experimental group (EG=81) and a control group (CG=20). The intervention was carried out twice a week for six weeks. Each session lasted 55 minutes, and was divided into three parts: warm-up, main part, and cool down. Muscle strength was assessed by the Sörensen Test and the Bench Trunk-curl Test. The paired sample T-test, the T- test for independent samples, and Pearson's correlation coefficient were applied. The size of the effect (d) was determined. Results: The EG showed significant improvements in both tests (+34.77 points; +18.55 points, respectively). No changes were observed in the CG. The effect size was high (d>1.15) for both tests, which means that the results were improved in a large proportion of the participants. The control group showed a decline in strength of the trunk musculature. In the experimental group, both boys and girls showed significant improvements in both tests. This strength increase was enhanced for a large proportion of boys and girls (d>1.15). The effect size was high (d>1.15) for both tests and for both sexes. Conclusion: Six-weeks after implementing the Pilates Method in Physical Education lessons, the muscle strength of the flexor and extensor muscles of the trunk in adolescents was improved. Level of Evidence II; Therapeutic studies-Investigation of treatment results.

Keywords: Isometric contraction; Muscle strength; Physical education and training; Health promotion; Exercise therapy.

Resumen

Introducción: El método Pilates puede ser una forma apropiada de ejercicio para la mejora de la fuerza de la musculatura del tronco, la cual puede ser un predictor de dolor y problemas musculoesquéticos. Objetivo: El objetivo de este estudio fue evaluar los efectos del método Pilates sobre la fuerza muscular y la resistencia de los músculos extensores y flexores del tronco en un grupo de adolescentes. Métodos: La muestra consistió en 101 estudiantes de secundaria divididos en dos grupos: un grupo experimental (GE = 81) y un grupo control (GC = 20). La intervención se realizó dos veces a la semana durante seis semanas. Cada sesión duró 55 minutos y se dividió en tres partes: calentamiento, parte principal y relajación. La fuerza muscular se evaluó mediante la prueba de Sörensen y la prueba de flexión abdominal con apoyo de piernas. Se aplicaron pruebas t de muestras pareadas t de muestras independientes y el coeficiente de correlación de Pearson. Se determinó el tamaño del efecto (d). Resultados: El GE mostró mejoras significativas en ambas pruebas (+34,77 puntos; +18,55 puntos, respectivamente). No se observaron cambios en el GC. El tamaño del efecto fue alto (d > 1,15) para ambas pruebas, lo que significa que los resultados mejoraron en una gran proporción de participantes. El grupo control mostró una disminución en la fuerza de la musculatura del tronco. En el grupo experimental, tanto los niños como las niñas mostraron mejoras significativas en ambas pruebas. Este aumento de la fuerza fue mayor para una alta proporción de niños y niñas (d > 1,15). El tamaño del efecto fue alto (d > 1,15) para ambas pruebas y para ambos sexos. Conclusión: Después de seis semanas de implementar el método Pilates en las clases de educación física, se mejoró la fuerza muscular de los flexores y extensores del tronco en adolescentes. Nivel de evidencia II; Tipo de estudio: Estudios terapéuticos - Investigación de resultados de tratamiento.

Palabras-clave: Contracción isométrica; Fuerza muscular; Educación y entrenamiento físico; Promoción de la salud; Terapia por ejercicio.

Artigo de Revisão

13 - EFEITO DOS ESPORTES DE COMBATE SOBRE A MASSA ÓSSEA: REVISÃO SISTEMÁTICA

EFFECTS OF COMBAT SPORTS ON BONE MASS: SYSTEMATIC REVIEW

EFECTO DE LOS DEPORTES DE COMBATE SOBRE LA MASA ÓSEA: REVISIÓN SISTEMÁTICA

Camila Justino de Oliveira Barbeta, Tathyane Krahenbühl, Ezequiel Moreira Gonçalves,Gil Guerra-Júnior

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):240-244

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Resumo

Objetivo: Verificar a influência dos esportes de combate sobre a massa óssea. Métodos: Foi realizada revisão sistemática da literatura de acordo com o método PRISMA, com buscas nas bases de dados Pubmed, Bireme, Embase e Web of Science, referente ao período de 1900 a 2015, com os descritores "martial arts", "fight", "combat", "karate", "kung fu", "tae kwon do", "judo", "aikido", "bone", "bone mass", "bone health", "bone tissue", "bone density", "bone mineral contents". A busca e a recuperação dos artigos foram realizadas por meio eletrônico e manual, executadas por dois revisores independentes. Resultados: Foram identificados 79 artigos, dos quais, 25 eram duplicados, restando 54 artigos para leitura e avaliação dos títulos; posteriormente, foram excluídos os que tratavam de doenças como lesões ortopédicas e/ou ósseas, maxilofaciais, cirurgias, fraturas, mulheres osteopênicas e osteoporóticas, prevenção de quedas e aptidão física, restando 15 artigos. Dos estudos selecionados e encontrados na íntegra, todos foram publicados entre 2002 e 2015. Apenas um era estudo de caso controle, dois eram estudos longitudinais, dois estudos randomizados e 10 estudos transversais. Verificou-se um total de 1.368 crianças, adolescentes, adultos e idosos envolvidos em esportes de combate e avaliação óssea por imagem. Fatores como ingestão calórica, de cálcio e/ou vitamina D, intensidade e volume do exercício, aspectos hormonais como marcadores ósseos e características da menopausa não são conclusivos com relação à massa óssea e requerem um número maior de estudos. Conclusão: A prática de esportes de combate evidencia melhora significativa na massa óssea em todas as idades. Nível de Evidência III, Estudos terapêuticos - Investigação dos resultados do tratamento.

Palavras-chave: Desempenho esportivo; Atividades esportivas; Tecido ósseo; Densidade mineral óssea.

Abstract

Objective: To determine the influence of combat sports on bone mass. Methods: A systematic review was performed according to the PRISMA method, with searches in the Pubmed, Bireme, Embase and Web of Science databases covering the period 1900 to 2015, using the keywords "martial arts", "fight", "combat", "karate", "kung fu", "tae kwon do", "judo", "aikido", "bone mass", "bone health", "bone tissue", "bone density", and "bone mineral contents". The articles were searched for and retrieved electronically and manually, by two independent reviewers. Results: Seventy-nine articles were identified, of which 25 were duplicates, leaving 54 for reading and evaluation of the titles; next, articles about diseases such as bone and/or orthopedic injuries, maxillofacial, surgeries, fractures, osteoporosis and osteopenia in women, prevention of falls, and physical fitness were excluded, leaving 15 articles. Of the articles selected and retrieved in full, all were published between 2002 and 2015. One article was a case control study; two were longitudinal studies, two were randomized studies; and 10 were cross-sectional studies. A total of 1368 children, adolescents, adults and elderly subjects were involved in combat sports and had bone evaluation by imaging. Factors such as calorie intake, calcium and/or vitamin D, intensity and volume of the exercise, hormonal aspects as bone markers, and characteristics of menopause are not conclusive in relation to bone mass, and further studies are needed. Conclusion: The practice of combat sports shows a significant improvement in bone mass at all ages. Level of Evidence III, Therapeutic study - Investigation of treatment results.

Keywords: Sports performance; Sports; Bone tissue; Bone mineral density.

Resumen

Objective: To determine the influence of combat sports on bone mass. Methods: A systematic review was performed according to the PRISMA method, with searches in the Pubmed, Bireme, Embase and Web of Science databases covering the period 1900 to 2015, using the keywords “martial arts”, “fight”, “combat”, “karate”, “kung fu”, “tae kwon do”, “judo”, “aikido”, “bone mass”, “bone health”, “bone tissue”, “bone density”, and “bone mineral contents”. The articles were searched for and retrieved electronically and manually, by two independent reviewers. Results: Seventy-nine articles were identified, of which 25 were duplicates, leaving 54 for reading and evaluation of the titles; next, articles about diseases such as bone and/or orthopedic injuries, maxillofacial, surgeries, fractures, osteoporosis and osteopenia in women, prevention of falls, and physical fitness were excluded, leaving 15 articles. Of the articles selected and retrieved in full, all were published between 2002 and 2015. One article was a case control study; two were longitudinal studies, two were randomized studies; and 10 were cross-sectional studies. A total of 1368 children, adolescents, adults and elderly subjects were involved in combat sports and had bone evaluation by imaging. Factors such as calorie intake, calcium and/or vitamin D, intensity and volume of the exercise, hormonal aspects as bone markers, and characteristics of menopause are not conclusive in relation to bone mass, and further studies are needed. Conclusion: The practice of combat sports shows a significant improvement in bone mass at all ages. Level of Evidence III, Therapeutic study – Investigation of treatment results.

Palabras-clave: Rendimiento deportivo; Actividades deportivas; Tejido óseo; Densidad mineral ósea.

14 - SAÚDE ÓSSEA, FORÇA MUSCULAR E MASSA MAGRA: RELAÇÕES E RECOMENDAÇÕES DE EXERCÍCIOS

BONE HEALTH, MUSCLE STRENGTH AND LEAN MASS: RELATIONSHIPS AND EXERCISE RECOMMENDATIONS

SALUD ÓSEA, FUERZA MUSCULAR Y MASA MAGRA: RELACIONES Y RECOMENDACIONES DE EJERCICIOS

Luciana Duarte Pimenta, Danilo Alexandre Massini, Daniel dos Santos, Camila Midori Takemoto Vasconcelos, Astor Reis Simionato, Larissa Aparecida Takehana Gomes, Bianca Rosa Guimarães, Cassiano Merussi Neiva, Dalton Muller Pessôa Filho

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):245-251

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Resumo

Apesar de a força muscular, a massa magra e o conteúdo/densidade mineral óssea (BMC/BMD) serem sistematicamente relatados como os principais resultados do treinamento resistido (TR), ainda não há acordo sobre o protocolo de TR capaz de promover esse resultado em homens e mulheres de diferentes faixas etárias. O presente estudo descreve os efeitos do TR sobre força, massa magra e mineralização óssea, destacando as relações entre eles e analisando a eficiência do protocolo de TR. As pesquisas das informações foram feitas em bancos de dados acadêmicos de acesso aberto, usando os indexadores "BMC/BMD" combinados com força muscular, composição corporal e exercícios resistidos. Os resultados mostraram mudanças no BMC/BMD em 72% dos estudos publicados no último decênio. Entre estes, 77% recomendaram cargas = 80% DE 1 RM, 61% envolveram idosos (> 60 anos) e 61% tiveram protocolos de planejamento entre 3 e 5 meses (~12 a 20 semanas). Os resultados também destacam a força muscular como um índice promissor de variações de BMC/BMD, com nível moderado a alto de associação (r2>0,5), que são específicos para homens e mulheres em relação à região corporal com melhor responsividade. Entre os estudos publicados no último decênio, cerca de 61% tinham protocolo que envolveu apenas TR e deles, 82% observaram alterações conjuntas de BMC/BMD, composição corporal e força muscular. Portanto, esta revisão conclui que o TR é importante para melhorar a força muscular, aumentar a massa magra (regional e corporal) e prevenir fatores de risco que podem comprometer a integridade mineral do tecido ósseo, em qualquer faixa etária e de ambos os sexos. Nível de Evidência I; Revisão sistemática de ECRC (Estudos clínicos randomizados e controlados).

Palavras-chave: Densidade óssea; Exercício; Composição corporal; Adulto jovem; Idoso; Fatores sexuais.

Abstract

Although muscle strength, lean mass and bone mineral content/density (BMC/BMD) are consistently reported as major outcomes of resistance training (RT), there is still no agreement on the RT regimen that is capable of achieving this result in men and women of different ages. This study describes the effects of RT on muscle strength, lean mass and bone mineralization, highlighting the relationships between them and analyzing the effectiveness of the RT protocol. Information searches were conducted in open access online academic libraries, using the BMC/BMD indices combined with muscle strength, body composition, and resistance exercises. The results showed changes in BMC/BMD in 72% of the studies published in the last decade. Among these, 77% recommended loads = 80% 1-RM, 61% involved older individuals (> 60 years) and 61% had planning protocols of between 3 and 5 months (~12-20 weeks). The results also highlight muscle strength as a promising index of variations in BMC/BMD, with a moderate to high level of association (r2>0.5), which are specific for men and women in relation to the body region with best responsiveness. Among the studies published in last decade, about 61% had protocols involving only RT, and of these, 82% observed combined changes in BMC/BMD, body composition and muscle strength. This review therefore concludes that RT is important for improving muscle strength, increasing lean mass (whole-body and regional) and preventing risk factors that could impair the mineral integrity of the bone tissue, in individuals of all ages and sexes. Level of Evidence I; Systematic review of Level I RCTs (and study results were homogenous).

Keywords: Bone density; Exercise; Body composition; Young adult; Aged; Sex factors.

Resumen

A pesar de que la fuerza muscular, la masa magra y el contenido/densidad mineral ósea (CMO/DMO) se informan sistemáticamente como los principales resultados del entrenamiento resistido (ER), todavía no hay acuerdo sobre el protocolo de ER capaz de promover ese resultado en hombres y mujeres de diferentes grupos de edad. El presente estudio describe los efectos del ER sobre la fuerza muscular, masa magra y mineralización ósea, destacando las relaciones entre ellos y la eficiencia del protocolo de ER. La investigación de las informaciones fue hecha en bases de datos académicas de acceso abierto, usando los indexadores “BMC/BMD” combinados con fuerza muscular, composición corporal y ejercicios resistidos. Los resultados mostraron cambios en el CMO/DMO en 72% de los estudios publicados en el último decenio. Entre estos, 77% recomendaron cargas ≥ 80% 1 RM, 61% involucraron a persona mayores (>60 años) y 61% tenían protocololos de planificación de entre 3 y 5 meses (~12-20 semanas). Los resultados también destacan la fuerza como un índice prometedor de variaciones de CMO/DMO, con nivel moderado a alto de asociación (r2>0,5), que son específicos para hombres y mujeres en relación a región corporal con mejor respuesta. Entre los estudios publicados en el último decenio, alrededor de 61% tenían protocolo que involucra sólo ER y de ellos, el 82% observaron alteraciones conjuntas de CMO/DMO, composición corporal y fuerza muscular. Por lo tanto, esta revisión concluye que el ER es importante para mejorar la fuerza muscular, aumentar la masa magra (regional y corporal) y prevenir factores de riesgo que pueden comprometer la integridad mineral del tejido óseo, en cualquier grupo de edad y de ambos sexos. Nivel de Evidencia I; Revisión sistemática de ECRC (Estudios clínicos randomizados y controlados).

Palabras-clave: Densidad ósea; Ejercicio; Composición corporal; Adulto joven; Anciano; Factores sexuales.

Artigo de Revisão Sistemático

15 - CHUTEIRA COM TRAVAS EM FORMA DE LÂMINA E SOBRECARGA MECÂNICA NO FUTEBOL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

SOCCER CLEATS WITH BLADE-SHAPED STUDS AND MECHANICAL OVERLOAD IN SOCCER: A SYSTEMATIC REVIEW

BOTINES DE FÚTBOL CON TOPEROLES EN FORMA DE LÁMINA Y SOBRECARGA MECÁNICA EN EL FÚTBOL: REVISIÓN SISTEMÁTICA

Carlos Alberto Cardoso Filho, João Gustavo Claudino, Wilson Pereira Lima, Alberto Carlos Amadio, Júlio Cerca Serrão

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):252-257

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Resumo

As chuteiras com travas em forma de lâmina promovem uma alta tração no gramado, podendo ser benéficas para o desempenho no futebol. Por outro lado, movimentos com rápidas mudanças de direção associados com tração alta das chuteiras podem aumentar a sobrecarga e as chances de lesão. Diante da falta de consenso sobre os efeitos dessas chuteiras na sobrecarga mecânica durante movimentos específicos do futebol, o objetivo desta revisão sistemática foi determinar os efeitos da utilização das chuteiras com travas em forma de lâmina na sobrecarga mecânica no futebol. A pesquisa foi realizada nos bancos de dados eletrônicos PubMed, Scopus e Web of Science entre outubro e novembro de 2017. Os artigos excluídos foram os não originais, não relacionados com o futebol ou às chuteiras e cujo idioma não fosse o inglês. Foram incluídos oito artigos que testaram os efeitos das travas em forma de lâmina na sobrecarga e que utilizaram testes biomecânicos. As tarefas avaliadas foram: corrida em linha reta ou com mudança de direção, e aterrissagem de saltos. Foram medidos o torque articular resultante, a força de reação do solo, a eletromiografia e a pressão plantar. Não houve influência das travas em forma de lâmina nos torques articulares e na força de reação do solo. Observou-se um aumento na pressão plantar na parte lateral do pé nas travas em forma de lâmina na comparação com as chuteiras Society e com calçados de corrida. Na comparação com as travas redondas, os resultados foram inconclusivos para a pressão plantar. As travas redondas provocaram maior atividade eletromiográfica nos músculos do quadríceps do que as travas em forma de lâmina. Concluiu-se que o uso da chuteira com travas em forma de lâmina não resulta em maior sobrecarga mecânica durante corridas ou aterrissagem de saltos. Nível de evidência I, Revisão Sistemática.

Palavras-chave: Futebol; Ferimentos e lesões; Mecânica.

Abstract

Soccer cleats with blade-shaped studs promote greater traction on the pitch and can be beneficial for soccer performance. On the other hand, movements with rapid changes of direction, associated with the high traction of soccer cleats, can increase overload and risk of injuries. Given the lack of consensus on the effects of these cleats on mechanical overload during specific soccer movements, the aim of this systematic review was to determine the effects of wearing cleats with bladed studs on mechanical overload in soccer. A search was conducted in the PubMed, Scopus, and Web of Science electronic databases between October and November 2017. Non-original articles were excluded, as were those not related to soccer or cleats, and those not written in English. Eight articles were included that tested the effects of bladed studs on overload and that used biomechanical tests. The tasks evaluated were: running in a straight line or with changes of direction, and landing of jumps. The resulting joint torque, soil reaction force, electromyography, and plantar pressure were measured. There was no influence of bladed shaped studs on joint torque or on ground reaction force. There was an increase in plantar pressure on the lateral part of the foot in bladed studs compared to Society cleats and running shoes. When compared with round studs, the results were inconclusive for plantar pressure. Round studs, caused greater electromyographic activity in the quadriceps muscles than bladed studs. It was concluded that wearing bladed-stud cleats does not result in greater mechanical overload during running or landing of jumps. Evidence Level I, Systematic Review.

Keywords: Soccer; Wounds and injuries; Mechanics.

Resumen

Los zapatos de fútbol con toperoles en forma de lámina promueven alta tracción en el césped, pudiendo ser beneficiosas para el desempeño en el fútbol. Por otro lado, los movimientos con rápidos cambios de dirección asociados con tracción alta de los zapatos de fútbol pueden aumentar la sobrecarga y las posibilidades de lesión. Ante la falta de consenso sobre los efectos de estos zapatos durante movimientos específicos del fútbol, el objetivo de esta revisión sistemática fue determinar los efectos de la utilización de los zapatos de fútbol con toperoles en forma de lámina en la sobrecarga mecánica en el fútbol. La búsqueda fue realizada en las bases de datos electrónicos de PubMed, Scopus y Web of Science entre octubre y noviembre de 2017. Los artículos excluidos fueron los no originales, no relacionados con el fútbol o los zapatos de fútbol y cuyo idioma no fuera el inglés. Se incluyeron ocho artículos que probaron los efectos de los toperoles en forma de lámina en la sobrecarga y que utilizaron pruebas biomecánicas. Las tareas evaluadas fueron: carrera en línea recta o con cambio de dirección y aterrizaje de saltos. Se midieron el torque articular resultante, la fuerza de reacción del suelo, la electromiografía y la presión plantar. No hubo influencia de los toperoles en forma de lámina en los torques articulares y en la fuerza de reacción del suelo. Se observó un aumento en la presión plantar en la parte lateral del pie para los toperoles en forma de lámina en la comparación con los zapatos de fútbol Society los calzados de carrera. En comparación con los toperoles redondos, los resultados fueron inconclusos para la presión plantar. Los toperoles redondos provocaron mayor actividad electromiográfica de los músculos cuádriceps que los toperoles en forma de lámina. Se concluyó que el uso del zapato de fútbol con toperoles en forma de lámina no resulta en mayor sobrecarga mecánica durante carreras o aterrizaje de saltos. Nivel de Evidencia I, Revisión Sistemática.

Palabras-clave: Fútbol; Heridas y lesiones; Mecánica.

16 - INCIDÊNCIA DE LESÕES MUSCULOESQUELÉTICAS EM ÁRBITROS DE FUTEBOL: ESTUDO DE TRÊS ANOS

INCIDENCE OF MUSCULOSKELETAL INJURIES IN SOCCER REFEREES: A THREE-YEAR STUDY

INCIDENCIA DE LESIONES MUSCULOESQUELÉTICAS EN ÁRBITROS DE FÚTBOL: ESTUDIO DE TRES AÑOS

Paulo Rogério Vieira, Angelica Castilho Alonso, Sheila Jean McNeill Ingham, Acary Souza Bulle Oliveira, Beny Schmidt, Flávio Fallopa

Rev Bras Med Esporte. 2019;25(3):258-262

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Resumo

Objetivos: Determinar a incidência e a intensidade álgica e os locais mais acometidos por lesões com dor musculoesquelética e incidência e gravidade das "lesões definidas por tempo de afastamento" em jogos e treinos de árbitros de futebol, em um triênio. Métodos: Foram entrevistados 257 árbitros utilizando-se um aplicativo da web. Com essa ferramenta, foi enviada aos árbitros uma ficha de avaliação mensal com questões que mediam incidência, localização e intensidade álgica das lesões com queixas de dor e por tempo de afastamento, gravidade em jogos e treinos nos anos de 2012, 2013 e 2014. Para classificar a intensidade álgica das lesões com queixas utilizou-se a escala numérica de dor. Resultados: Não houve diferença entre os anos estudados com relação às lesões com queixas de dor, tanto em jogos quanto em treinos. Os valores médios foram de 37,8/1.000 horas em jogos e 39,9/1.000 horas em treinos e a incidência média de "lesões definidas por tempo de afastamento" de 3,7/1.000 horas em jogos. A diferença foi significantemente maior em 2013 com relação a 2012 e 2014 e, em treinos, a incidência média foi de 3,5/1.000 horas com diferença significantemente superior em 2012 com relação a 2013 e 2014. Conclusão: As lesões com queixas de dor não apresentaram diferença significante em jogos comparados com treinos; nas lesões por tempo de afastamento, a incidência em jogos foi maior do que em treinos, e o tipo de lesão mais frequente foi a muscular de grau leve, predominando na coxa e no tríceps sural. Nível de evidência II, Estudos diagnósticos - Investigação de um exame para diagnóstico.

Palavras-chave: Lesões; Futebol; Dor musculoesquelética.

Abstract

Objectives: To determine the incidence and intensity of pain and the areas most affected by injuries with musculoskeletal pain, and the incidence and severity of "injuries defined by time of leave" in games and training of soccer referees in a triennium. Methods: An interview was conducted with 257 referees using a web application. With this tool, a monthly evaluation form was sent to the referees with questions that measured the incidence, location, and pain intensity of injuries with complaints of pain and time of leave, severity in games and training in the years 2012, 2013, and 2014. The numerical pain scale was used to classify the pain intensity of the lesions with pain complaint. Results: There was no difference between the years studied in relation to injuries with pain complaints, both in games and in training. Mean values were 37.8/1,000 hours in games and 39.9/1,000 hours in training, with a mean incidence of " injuries defined by time of leave" of 3.7/1,000 hours in games. The difference was significantly higher in 2013 compared to 2012 and 2014, and in training, the average incidence was 3.5/1,000 hours, with a significantly higher difference in 2012 compared to 2013 and 2014. Conclusion: Lesions with pain complaints did not present a significant difference in games compared to training; in the lesions by time of leave, the incidence in games was higher than in training, and the most frequent type of injury was low-degree muscle pain, predominantly in the thigh and triceps surae. Level of Evidence II; Prognostic Study - Investigating the Effect of Patient Characteristics on Disease Outcome.

Keywords: Injuries; Soccer; Musculoskeletal pain.

Resumen

Objetivos: Determinar la incidencia y la intensidad del dolor y los lugares más afectados por lesiones con dolor musculoesquelético e incidencia y gravedad de las “lesiones definidas por tiempo de licencia” en juegos y entrenamientos de árbitros de fútbol en un trienio. Métodos: Fueron entrevistados 257 árbitros utilizando una aplicación de la web. Con esta herramienta, se envió a los árbitros una ficha de evaluación mensual con cuestiones que medían incidencia, localización, intensidad de las lesiones con quejas de dolor y por tiempo de licencia, gravedad en juegos y entrenamientos en los años 2012, 2013 y 2014. Para clasificar la intensidad del dolor de las lesiones con quejas se utilizó la escala numérica de dolor. Resultados: No hubo diferencia entre los años estudiados en relación a las lesiones con quejas de dolor, tanto en juegos como en entrenamientos. Los valores promedio fueron de 37,8/1.000 horas en juegos y 39,9/1.000 horas en entrenamientos, siendo la incidencia media de “lesiones definidas por tiempo de licencia” de 3,7/1.000 horas en juegos. La diferencia fue significantemente mayor en 2013 con respecto a 2012 y 2014 y en los entrenamientos, la incidencia media fue de 3,5/1.000 horas con una diferencia significantemente superior en 2012 con respecto a 2013 y 2014. Conclusión: Las lesiones con quejas de dolor no presentaron diferencia significativa en juegos comparados a los entrenamientos; en las lesiones por tiempo de licencia, la incidencia en juegos fue mayor que en entrenamientos, y el tipo de lesión más frecuente fue la muscular de grado leve, predominio en el muslo y tríceps sural. Nivel de evidencia II, Estudios de diagnósticos - Investigación de un examen para diagnóstico.

Palabras-clave: Lesiones; Fútbol; Dolor musculoesquelético.

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